(276) Sentindo a subjetividade das nossas percepções.

“HÁ PESSOAS QUE TRANSFORMAM O SOL NUMA SIMPLES MANCHA AMARELA, MAS HÁ AQUELAS QUE FAZEM DE UMA SIMPLES MANCHA AMARELA O PRÓPRIO SOL”
São palavras de Pablo Picasso (1881-1973), que ao ser perguntado sobre o seu dom de criatividade, respondia:

– É UMA NECESSIDADE DE RECORRER AO MEU “EU ESPIRITUAL”, PARA CONSTRUIR A CONCEPÇÃO ESTÉTICA DA VIDA!

Sempre me emociono com esse seu sentir”, que recebo como sendo expressivo da subjetividade interior do um despertar de “inspiração Divina”.

Na História da Arte, Picasso é único, singular. Não só pelo reconhecimento da sua genialidade, mas, também, porque nunca queria conhecer a motivação da sua produção artística. Como se não existisse uma antecedente fase de idealização. Ele assim manifestava o seu sentimento de reprovação:

– QUANDO SE SABE EXACTAMENTE, O QUE SE QUER FAZER, PARA QUÊ FAZÊ-LO AINDA? SE O SABEMOS, JÁ NÃO TEM INTERESSE. É MELHOR ENTÃO FAZER OUTRA COISA.

Com esta mensagem, encontrei dificuldade na escolha de uma frase para lhe dar início. Fiquei dividido entre as seguintes: Uma de Carl Rogers, o psicólogo humanista que se dedicou ao favorecimento de condições para a pessoa poder, livremente, comunicar seus sentimentos e a sua particular “percepção do mundo”. Dele sou seguidor. A outra foi esta: “Nós somos e vemos o que existe dentro de nós”, de Fernando Pessoa. Por último, esta do filósofo alemão Schopenhauer – “O mundo é a minha representação”. Explico:
De acordo com a proposta desta jornada para o “autoconhecimento” (mensagem 001), a frase escolhida não deveria ser, para todos, sugestiva de uma única maneira de se perceber as nossas diferentes interações de uma mesma realidade. Isto porque a “percepção humana” varia de indivíduo para indivíduo, de acordo com as nossas diferentes e subjetivas singularidades (sejam elas de natureza interior, existencial e espiritual).

Gosto deste ensinamento do médico e psicoterapeuta junguiano Carlos São Paulo:

1. JUNG NOS EXPLICA QUE FATORES INTERIORES, EM CONJUGAÇÃO COM FATORES EXTERIORES, REGISTRADOS PELA PERCEPÇÃO, RECEBEM FORMA E SENTIDO AO FORMAR IMAGENS. TODO PRODUTO PSÍQUICO SE REVELA EM IMAGENS.

2. CADA HOMEM EXPERIMENTA SUA HISTÓRIA PESSOAL, MAS TAMBÉM A HISTÓRIA DA HUMANIDADE EM SI. O “EU” QUE LHE DÁ A IDENTIDADE É UMA BRICOLAGEM DE TUDO QUE EXISTE EM TODOS OS OUTROS HOMENS, E É A COMBINAÇÃO ENTRE ESSES FRAGMENTOS DA PSIQUE COLETIVA QUE FORMA O INDIVÍDUO COMO SINGULAR.

Certo é que “PERCEPÇÃO” é “SENTIR”. Com esta síntese do meu entendimento, optei pela escolha das palavras de Picasso porque ele, com a “percepção” das matizes coloridas das suas “visões sensoriais”, mescladas pela essência da sua “Sensibilidade da Alma”, conseguiu mostrar que somos nós que podemos ressignificar as “manchas amarelas” das nossas realidades.

Termino, pedindo a sua atenção para esta mensagem do astrólogo Oscar Quiroga, publicada em 07/03/2020 na edição do jornal Correio Braziliense:

– Identidade é o sofisticado e criativo resultado do que foste percebendo ao longo de tua existência. Perceber é apropriar-se, pois, logo que identificas algo com tua percepção, o integras de imediato ao teu caráter, se acomodando em ti como se sempre tivesse estado aí, só faltando o gatilho da percepção para o completar. Por isso, é impossível defenderes o que consideras teu, o que tu inventaste para ti, porque no instante que outra pessoa o perceber e identificar, o assimilará. É assim que a cultura se movimenta, seu processo é uma constante mixagem feita através das percepções humanas. Nada se salva desse processo, nada é sagrado o suficiente para o deter, talvez, inclusive, porque essa seja uma parte do processo divino da recriação do Universo. Uma obra em andamento através do reino criativo da natureza, o humano.

Notas.
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.As citações do doutor Carlos São Paulo, foram extraídas da sua coluna “Divã literário”, publicas não Edições 101 e 152 da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(275) Sentindo Clarice Lispector.

“SUPONHO QUE ME ENTENDER NÃO É UMA QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA E SIM DE SENTIR, DE ENTRAR EM CONTATO… OU TOCA, OU NÃO TOCA”
São palavras de Clarice Lispector. Nesta jornada para o “autoconhecimento” já lhe dediquei duas mensagens (038 e 190). Todas as suas escritas sempre me “tocam” pelo modo de transmitir a “essência” do seu “sentir”. Em síntese, assim defino: Um estilo primoroso do seu permanente e contagiante “entregar-se para si mesmo”. E, com esse encontro, ela vivenciou (como acredito) o querer “perpetuar” a sua desejada missão de vida. Acrescento, para esta mensagem: É esse o espectro das matizes da “subjetividade interior” de Clarice, que também me foi mostrado com a leitura desta parte de uma das cartas escrita para sua irmã Tania, em janeiro de 1942 e logo após ter completado 21 anos de idade:

– NÃO ESCREVI UMA LINHA, O QUE ME PERTURBA O REPOUSO. EU VIVO À ESPERA DE INSPIRAÇÃO COM UMA AVIDEZ QUE NÃO DÁ DESCANSO. CHEGUEI MESMO À CONCLUSÃO DE QUE ESCREVER É A COISA QUE MAIS DESEJO NO MUNDO, MESMO MAIS QUE AMOR.

Destaco da crônica do jornalista Severino Francisco, publicada no caderno Cidades, da edição de 15/11/2019 do jornal Correio Braziliense, as seguinte citações do livro “Todas as crônicas” (com quase 700 folhas), lançado no Brasil pela Editora Rocco. Nele, Clarice reproduz uma dessas entrevistas feitas para um caderno de estudante. São pergunta e respostas rápidas:

1. Sobre a coisa mais antiga do mundo.
Clarice. Poderia dizer que é Deus, que sempre existiu.

2. Sobre a coisa mais bela.
Clarice. O instante da inspiração.
Em seguida, o entrevistador esclarece que, na verdade, em uma das suas crônicas Clarice havia dito que “A INSPIRAÇÃO NÃO É LOUCURA; É DEUS”.

3. Sobre o melhor dos sentimentos.
Clarice. O de amar e ao mesmo tempo ser amada, o que parece apenas um lugar-comum, mas é uma de minhas verdades.

4. Sobre o sentimento mais rápido.
Clarice. O mais rápido, que chega a ser apenas um fulgor, é o instante em que um homem e uma mulher sentem um no outro a promessa de um grande amor.

5. Sobre a mais forte das coisas.
Clarice. O instinto de ser.

6. Sobre o que é mais fácil de se fazer.
Clarice. Existir, depois que passa o medo.

7. Sobre a coisa mais difícil de realizar.
Clarice. A própria felicidade que vem do conhecimento de si mesmo

Volto às palavras de Clarice, selecionadas para o início desta mensagem:

– SUPONHO QUE ME ENTENDER NÃO É UMA QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA E SIM DE SENTIR, DE ENTRAR EM CONTATO… OU TOCA, OU NÃO TOCA”

Pergunto:

– Qual teria sido a motivação interior de Clarice, ao condicionar apenas ao nosso “sentir” (e nunca à uma “questão de inteligência”), a possibilidade dela ser por nós entendida (como acredito, em termos de aceitação do seu estilo e produção literária)?

Desconhecendo o contexto desse seu “sentir”, não tenho como responder. Mesmo assim, lembrei desta percepção de Aristóteles (384-322 a.C):

– NÃO HÁ NADA NA NOSSA INTELIGÊNCIA QUE NÃO TENHA PASSADO PELOS SENTIDOS.

Certo é que não podemos deixar de reconhecer que a “inteligência” é em nós consolidada por uma série de estímulos recebidos pelo nosso cérebro, de uma série de experiências significativa (inclusive de natureza genética e também ambiental).

Termino esta mensagem, com esta interessante explicação da doutora Marta Relvas (que é Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), sobre o envolvimento das nossas emoções com as estruturas biopsicológicas da inteligência:

– Quando se trata de explicar o funcionamento do cérebro, certamente é útil a comparação com o computador, um sistema eletrônico que tem entradas de informações, um processador que as elabora e um sistema de saídas. É assim que se utiliza essa comparação para explicar que o cérebro funciona processando as informações que recebe por intermédio dos órgãos dos sentidos, sejam esses os órgãos da visão, da audição, do tato, do paladar ou do olfato, e depois de processar e elaborar os significados dessas informações emite uma resposta motora ou, conforme o caso, memoriza-a para, talvez em outro momento, utilizá-la e emitir a resposta correspondente. (…) É importante destacar que as estruturas biopsicológicas da inteligência estão diretamente envolvidas com a emoção, pois se interligam por meio do estado emocional do indivíduo.

Nascida no dia 10 de dezembro de 1920 em Tchetchélnik, na Ucrânia, neste ano Clarice completaria cem anos de vida.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A explicação da doutora Marta Relvas foi reproduzida do seu artigo “Cognição Humana”, publicado na edição 166 da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala; a citação da carta de Clarice, foi reproduzida do artigo “Três Cartas de Clarice Lispecor: o improviso”, de Nádia Battella Gotlib, professora livre-docente pela Universidade de São Paulo, publicado na Edição 229, Ano 20, de novembro de 2017, da Revista CULT, lançada no Brasil pela Editora Bregantini (que recomendo, como leitura obrigatória).
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(274) Sentindo como favorecer a busca interior da felicidade.

“A CONSTRUÇÃO DA FELICIDADE É UM TRABALHO INTERIOR, DE TREINAR A MENTE POR MEIO DE ESCOLHAS CONSCIENTES QUE FAZEMOS A CADA DIA, DE NOSSAS AÇÕES, DA QUALIDADE DOS PENSAMENTOS QUE NUTRIMOS E DOS RELACIONAMENTOS QUE CULTIVAMOS”
São palavras de Maria Tereza Maldonado, mestra em Psicologia pela PUC-Rio e autora de vários livros sobre “felicidade”. Foram escolhidas para iniciar esta mensagem, porque entendo que muitos dos nossos “estados de felicidades” devem, preferencialmente, serem favorecidos por buscas interiores de “autoconhecimento” e não, apenas, pelas nossas vivências de interações externas que, necessariamente, precisam ser modeladas pelas matizes sensoriais dos nossos desejos de necessidades conscientes de satisfação. No mesmo sentido esclarece Dalai Lama XIV, em “A Arte da Felicidade”:

– Através da mobilização dos pensamentos e da prática de novos padrões de pensamento, podemos remodelar nossos neurônios e mudar a maneira como nossa mente trabalha. A felicidade é determinada muito mais pelo estado mental do que por eventos externos.

Sob essa perspectiva, acrescento que em todos os nossos relacionamentos, sejam eles de que natureza forem, não devemos atribuir ao “outro” a responsabilidade de (mesmo de forma indireta) suprir as nossas carências. Isto porque somos nós que sabemos o que é importante para a nossa realização pessoal. Tanto que para Martin Seligman, o criador da Psicologia Positiva, os benefícios individuais que podemos alcançar pelos estados interiores de sentir-se bem, realizado e feliz, dependem, essencialmente, de três fatores que devem ser por nós buscados: prazer, engajamento e significado (este último, definido pela essência subjetiva dos valores que damos ao nosso “existir” e ao “viver”).

Na sua abordagem sobre “A dinâmica da Felicidade”, de modo conclusivo esclarece José Aparecido da Silva, doutor em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP:

– O enfoque psicológico da felicidade, portanto, considera, exclusivamente, os processos em que a consciência humana usa a sua habilidade de auto-organização, para realizar um estado interno positivo por meio de seus próprios esforços, sem depender de qualquer manipulação externa do sistema nervoso. Há várias maneiras de programar a mente para aumentar a felicidade ou pelo menos para evitar ser infeliz. Algumas religiões têm feito isso prometendo uma vida eterna de felicidades após a nossa existência terrena. Outras religiões têm desenvolvido técnicas complexas para controlar o fluxo de pensamentos e de sentimentos e, portanto, fornecendo meios para expulsar o conteúdo negativo da consciência. Algumas das disciplinas mais radicais e sofisticadas para o auto-controle da mente foram desenvolvidas na Índia, culminando com os ensinamentos budistas de 25 séculos atrás. Independentemente da verdade de seu conteúdo, a fé numa ordem sobrenatural parece enriquecer o bem-estar subjetivo.

Pergunto:

– O QUE DEVEMOS ENTENDER POR “BEM-ESTAR SUBJETIVO”?

Explica a psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, mestra em Bem-estar subjetivo pelo Departamento de Psicologia Experimental da USP e doutoranda em Avaliação de bem-estar e melhora clínica de pacientes depressivos submetidos a tratamentos farmacológicos e de estimulação cerebral:

– É um termo psicológico amplamente empregado na literatura como sinônimo de felicidade. Muitos autores recomendam sua utilização no lugar do termo felicidade, pela diversidade de conotações associadas a este último e pelo fato de o BES salientar a avaliação feita pelo próprio indivíduo sobre sua vida, e não uma avaliação feita por especialistas. Grande parte dos estudos que vêm sendo realizados para avaliação de estados emocionais positivos tem feito uso desse conceito. O bem-estar subjetivo compreende tanto avaliações cognitivas das pessoas a respeito de suas vidas (que incluem julgamentos relacionados à satisfação com a vida) quanto avaliações afetivas (relacionadas ao humor e às emoções), como sentimentos positivos e negativos. Pessoas relatam BES elevado quando estão satisfeitas com sua condição de vida, sentem frequentemente emoções positivas e experimentam com reduzida frequência emoções negativas. Ao contrário, pessoas que relatam BES baixo se apresentam insatisfeitas com a vida, experimentam pouca alegria e frequentemente têm emoções desagradáveis, como tristeza ou raiva.

Termino esta mensagem, com este importante esclarecimento de Lilian Graziano, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), por mim considerada no Brasil um respeitado e conceituado referencial de dedicação especializada em Psicologia Positiva:

PARA AQUELES QUE GOSTAM DE FILOSOFAR: FELICIDADE NÃO É FEITA DE MOMENTOS. EM PSICOLOGIA POSITIVA, QUANDO FALAMOS NELA ESTAMOS NOS REFERINDO A NÍVEIS CONSTANTES DESSE ESTADO MENTAL. DIZENDO DE FORMA MAIS SIMPLES, FELIZ É AQUELE SUJEITO QUE “COLOCA NUMA BALANÇA” OS MOMENTOS DE SUA VIDA E A VÊ PENDER MAIS PARA O LADO DA FELICIDADE. NOTE QUE É ALGUÉM QUE TEM PROBLEMAS, VIVENCIA SITUAÇÕES E MOMENTOS TRISTES, MAS AINDA ASSIM SENTE-SE FELIZ.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.As citações da psicóloga Maria Tereza Maldonado, foi reproduzida da sua entrevista concedida em 2017 ao jornalista Lucas Vasques, publicada na Edição n.141 da Revista PSIQUE, da Editora Escala; do psicólogo José Aparecido da Silva, do seu artigo “A dinâmica da Felicidade”, publicado em 2007 na Edição n. 22 da Revista PSIQUE, da Editora Escala; da psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, do seu artigo “A eterna busca da Felicidade”, publicado em 2008 na Edição n. 30 da Revista PSIQUE, da Editora Escala; e da psicóloga Lilian Graziano, do seu artigo “Felicidade existe?”, publicado em 2006 na Edição n. 02 da Revista PSIQUE, também da Editora Escala.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(273) Sentindo o nosso poder de reinventar a vida.

“REPENSAR A VIDA PARA PODER REINVENTAR A VIDA. ESSA É A FORÇA QUE EMANA DO EU MAIOR”
São palavras do escritor e educador Mario Sergio Cortella, um dos meus preferidos filósofos contemporâneos. Foram escolhidas para iniciar esta mensagem, porque, no meu entender, também nos motiva a “sentir” a vida em sintonia de harmonização interior com as nossas necessidades subjetivas de integração do nosso “existir” com o nosso “viver”. Em outras palavras: porque também sugerem um repensar interior favorecido pela prática de “autoconhecimento”, que viabilize um processo existencial de ressignificação de nós com as nossas “vidas”. Nesse sentido, para esta mensagem, considero ser o “EU MAIOR” de Cortella o escutar de uma relação interior “consigo mesmo”, explicada pelo “Self” de Jung.

Sobre a “vida”, recomendo a leitura do livro “Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena”, lançado no Brasil pela Editora Papirus 7 Mares. Foi escrito por Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios, em forma de diálogo. Dele, destaco esta conclusiva análise de Cortella:

– Pois bem, a questão é que se faz necessário refletir sobre o tipo de vida que vale a pena viver e o tipo de vida que não vale a pena. A ideia de vida longa implica viver mais e viver bem. Mas, no meu entender, viver bem não é só chegar a uma idade mais avançada com qualidade material de vida. É também adquirir a capacidade de olhar a trajetória. Porque a vida não é só o agora, é o percurso. Ela é a soma de todos os momentos numa extensão de tempo. (…) Será que uma vida alienada – de alienado mesmo, considerado em seu sentido original, aquele que está fora de si mesmo -, uma vida que não seja consciente, na qual não se tenha a capacidade de escolha, não tenha a capacidade de intenção deliberada, resiste à grande pergunta: Minha vida me pertence? Sua vida lhe pertence?

Que bela reflexão de Cortella! Na sua avaliação (com a qual concordo), ele
expressa a nossa necessidade de vivenciar a passagem dos anos desenvolvendo a capacidade de “sentir” a vida como sendo o fluir de uma “trajetória”. Acrescento para esta mensagem: uma trajetória de permanentes e sucessivos “aprendizados” em que, muitos deles, são por nós desejados e outros não. Reforço, com este precioso ensinamento da psicóloga Ligia Py sobre a busca por valores essenciais relacionados à percepção da finitude da nossa existência:

– Somos todos aprendizes até o fim da vida. A aprendizagem é um processo contínuo de construção da nossa identidade, jamais concluída. Aprendemos com os outros, com a família, com os amigos, a escola, a rua, a mídia, a sociedade, a cultura e tanto mais. E aprendemos muito com as nossas experiências de sucesso e de fracasso. Nesse percurso, vamos nos construindo como pessoas, como seres de relação com os outros e podemos (ou não) cultivar uma competência existencial. Ou seja, uma competência para buscar valores essenciais para nós mesmos, para conviver com os demais, reconhecendo e quiçá valorizando as diferenças. E que estejamos abertos aos sonhos, às surpresas, empenhando-nos para nos recriar a cada vez que sucumbirmos às adversidades. Se desenvolvermos essa competência, na velhice pode haver uma possibilidade ampliada de enfrentar as dificuldades, que não são poucas.

Pergunto:

– COMO EXPLICAR ESSE “REPENSAR” PARA PODER “REINVENTAR A VIDA”, DE MARIO SERGIO CORTELLA?

Ao condicionar o poder de “reinventar a vida” à capacidade individual de “repensar a vida”, a primeira ideia que me vem à mente é a de um estado interior de “insatisfação” com o nosso “modo de viver” (e não com o que cada um de nós entendemos ser a “vida”). Tanto que no livro acima citado, Cortella faz referência expressa à necessidade de um nosso “pensar” sobre o “tipo de vida que vale a pena, ou não, ser por nós vivido”. Trata-se, portanto, de uma opção pessoal, individualizada, de liberdade absoluta de “escolha”. Aliás, também nesse sentido, no século XIX o filósofo Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855), considerado o pai do Existencialismo, se insurgiu contra o pensamento idealista alemão dominante na Europa continental. Ele concebeu três dimensões de vida, sujeitas à escolha do indivíduo, denominadas estádios “estético”, “ético” e “religioso”. De acordo com Ranis Fonseca de Oliveira, doutor e mestre em Filosofia pela PUC-SP, pela “vida estética” o indivíduo busca a sensação interior de plena satisfação prazerosa; pela “vida ética”, prioriza a liberdade ética da sua escolha de acordo com as prevalecentes regras morais da sociedade na qual ele vive; finalmente, na dimensão existencial de uma “vida religiosa”, o indivíduo abandona o prazer estético para intensamente se dedicar à sua fé.

Verifica-se, portanto, que as opções de escolhas do nosso “modo de viver”, também são influenciadas e construídas culturalmente. Inclusive porque, em todas as “realidades de vida”, o mundo é por nós interpretado de acordo com as nossas necessidades interiores de idealizações e de satisfações em todos os sentidos. O que devemos é encontrar significados para as nossas vidas e acreditar que temos uma missão existencial com origem superior de essência espiritual.

Termino, com este “sentir” do cientista brasileiro Marcelo Gleiser:

O SENTIDO DA VIDA É VIVER EM BUSCA DE SENTIDO. É NO ATO DA BUSCA, NA EXPERIÊNCIA DO NOVO E DO INESPERADO, QUE DAMOS SENTIDO À NOSSA EXISTÊNCIA.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A citação da psicóloga Ligia Py foi extraída da abordagem de Renato Rocha Mendes, sobre “A explosão dos conhecimentos”, publicada na Edição 117, de outubro de 2017, da Revista da Cultura, publicação da Livraria Cultura; as referências feitas ao filósofo Kierkegaard foram feitas do artigo “Os Estadios da Existência, de autoria do doutor e mestre em Filosofia, Ranis Fonseca de Oliveira, publicado no número 136, Ano X, da Revista Filosofia, da Editora Escala; a citação do cientista Marcelo Gleiser, foi extraída do seu livro “A simples beleza do inesperado”, lançado no Brasil pela Editora RECORD.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(272) Sentindo como entender a “solidão”.

“QUEM TEM VIDA INTERIOR JAMAIS PADECERÁ DE SOLIDÃO”.
São palavas do escritor, jornalista e radialista Artur da Távola (1936-2008). Não tive dificuldade de escolher uma frase sobre “SOLIDÃO”, para iniciar esta mensagem. Existem muitas, mas nem todas estão diretamente relacionadas à subjetividade desse estado interior de “sentir-se só” no sentido, por exemplo, da falta de uma pessoa ao nosso lado.

Como estudioso da arte, lembrei de Pablo Picasso, o gênio da pintura que sentia a “solidão” como uma necessidade interior para as suas inspirações. Ele explicava:

– Nada pode ser criado sem solidão. Criei em meu redor uma solidão que ninguém calcula. É muito difícil hoje em dia estar-se sozinho, pois existem relógios. Já alguma vez viu um santo com relógio? Não consegui encontrar nenhum, mesmo entre os santos que são considerados os santos padroeiros dos relojoeiros.” Até no mostrar o abstrato, existiam no seu imaginário sensórias matizes de uma subjetiva e inspiradora espécie de “presença”. Veja:

– Não existe nenhuma arte abstracta. Tem que se começar sempre com algo. Depois podem-se afastar todos os vestígios do real. Então não existe qualquer perigo, pois que a ideia da coisa deixou entretanto um sinal indelével. É aquilo que originalmente pôs o artista em andamento, estimulou suas ideias, animou os seus sentimentos. Ideias e sentimentos serão por fim prisioneiros dentro do seu quadro. Aconteça com eles aquilo que acontecer, não podem já fugir da tela. Formam com ele uma íntima união, mesmo que a sua presença tenha deixado de ser reconhecível. Quer o homem queira, quer não, ele é a ferramenta da natureza. O artista é como um receptáculo de sentimentos que vêm de toda a parte: do céu, da terra, de um pedaço de papel, de uma figura que passa, ou de uma teia de aranha.

Esta não é a primeira vez que dedico mensagem à subjetividade desse sensório estado interior, chamado “Solidão”. Em janeiro de 2017, sustentei que podemos afastar a “solidão” do nosso coração. Foi quando declarei que as minhas chegavam “de fora para dentro” (mensagem 141). Hoje não penso mais assim, porque entendo ser a “Solidão” manifestação de sentimento com natureza dependente da valoração de cada indivíduo. Necessariamente, não me parece sempre depender de um estímulo externo (com a roupagem de sensação de ausência) que, em nós, enseje o sentimento de “sentir-se só”. É por isso que existem pessoas que vivem sozinhas, sem nunca ter reclamado de “solidão”; ou convivendo com alguém ao seu lado que, ao contrário, vivencia intenso e doloroso sentimento de “solidão”. Parecendo-me reforçar este meu entendimento, explica a doutora Daniela Benzecry:

– Todos os sentimentos são imagens relacionadas ao corpo. Eles processam-se na mente, mas alguma noção corporal é essencial para existirem. A consciência é necessária para que ocorra o sentimento, pois ele é a própria vivência consciente das ocorrências, incluindo das manifestações que ocorrem no corpo ao se reagir aos estímulos (objetos e situações), as emoções. Para Jung, essa vivência consciente é subordinada ao entendimento dado pela razão segundo os valores do objeto para o indivíduo no sentido de
provocar uma aceitação (do que dá prazer) ou rejeição (do que dá dor/”desprazer”).

Agora, preste atenção: Se podemos criar percepções de “solidão”, principalmente no sentido de isolamento, precisamos estar conscientes das suas consequências negativas para saúde. Esclarece o psicólogo Marco Callegaro, que também é mestre em Neurociências e Comportamento:

– Numerosos estudos têm mostrado que a solidão é responsável por um leque de problemas de saúde, contribuindo para a doença de alzheimer, transtornos do sono, aumenta o risco de demência e morte prematura, e é uma das principais causas de depressão.
Um estudo revelou que a solidão causa uma expressão exagerada nos genes em células cardíacas, e estas produzem uma reação inflamatória que lesiona o tecido do coração. Neurocientistas descobriram que a percepção de exclusão usa a mesma rede da dor física no cérebro. Ou seja, a solidão dói, literalmente.

Pergunto:

– COMO EXPLICAR A “SOLIDÃO” EM NOSSAS VIDAS?

São muitas as respostas possíveis, porque somos “seres únicos” e com as suas individualizadas percepções de “Solidão”. Talvez tenha sido este mesmo meu “sentir” que inspirou o escritor alemão Hermann Hesse (1877-1962), ao definir a “Solidão” como sendo o modo que o destino encontrou para levar o homem a si mesmo. Certo é que, pelo fluir existencial da nossa experiência de viver, o significado de todos os caminhos é o “solitário”. O meu é diferente do seu; os nossos, diferentes de todos os outros. Nós somos “viajantes solitários” por destinos desconhecidos, onde as circunstâncias, inclusive de uniões, não escondem a nossa íntima sensação de que estamos sós para nós mesmos.

Para você que gosta de astrologia trago este entendimento de Oscar Quiroga, que foi publicado em 29/12/2019 na Revista do Correio, Ano 15, n. 763, do Jornal Correio Braziliense:

– A estranha experiência da solidão.
É humano experimentar o denso sentimento de solidão, essa é uma experiência pela qual todos passamos, alguns ficando nela e nos identificando com a solidão; outros a tratando com desdém e nos lançando à vida louca dos contatos sociais. Do ponto de vista do funcionamento cósmico, a solidão humana é impossível, porque estamos todos intimamente conectados numa só mente, que nos faz sentir e perceber em tempo real o somatório do que acontece no mundo. A solidão, por isso, é uma condição que resulta de uma imposição conceitual que fazemos a nós mesmos, a de que nossas vidas interiores são impenetráveis e invioláveis, o que tampouco é real, porque nossos olhos expressam, à nossa revelia, o que nos emociona. Temos aí um enigma, apesar de não sermos isolados, mesmo assim experimentamos a solidão. Por quê?

Termino esta mensagem, com este “sentir” da escritora Martha Medeiros:

QUANDO DOU PRA TI, SOU MULHER. QUANDO DOU POR MIM, SOLIDÃO.

Pense nisso e volte sempre neste novo ano que se inicia, que quero para todos nós sem sentimentos de “solidão” no coração!

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A citação de Pablo Picasso foi reproduzida do livro “PICASSO”, de Ingo F. Walther, lançado no Brasil pela Editora TASCHEN com tradução de Ana Maria Cortes Kollert; a da doutora Daniela Benzecry foi reproduzida do seu livro “Sentimentos, valores e espiritualidade/Um caminho junguiano para o desenvolvimento espiritual, lançado no Brasil pela Editora VOZES; a do psicólogo Marco Callegaro, do seu artigo “O Cérebro Solitário, publicado na Edição n. 111, Ano IX, da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(271) Sentindo em 2020, a sabedoria na arte de viver as nossas “realidades”.

“NÓS SEMPRE QUEREMOS E PRECISAMOS DE ARTE PARA INTERPRETAR A REALIDADE E CRIAR SIGNIFICADO”
São palavras do escritor norte-americano Kim Stanley Robinson sobre o subgênero de ficções climáticas, do seu livro “Nova York 2140” que acaba de chegar ao Brasil. Segundo André Cáceres, jornalista do Estadão, especializado em cultura e literatura, o livro de Robinson narra uma Manhattan submersa pela elevação de 15 metros do nível do mar, causada pelo aquecimento global. Mas esse não é o tema desta mensagem. O que a motivou foi o meu desejo de aplicar o sentido das palavras de Robinson à outras realidades do nosso “viver”.

Começo perguntando para você:

– PODEMOS CRIAR, E TAMBÉM MODIFICAR, AS NOSSAS REALIDADES?

Estou convencido de que sim. Lendo dois dos seus livros, selecionei estes
ensinamentos do médico indiano Deepak Chopra:

1.O mundo que você aceita como real parece ter qualidades definidas. Algumas coisas são grandes, outras pequenas; umas são duras, outras moles. No entanto, nenhuma dessas qualidades significa qualquer coisa que não seja a sua percepção. O mundo é o reflexo do mecanismo sensorial que o registra.
2.A percepção define as nossas realidades.
3.A realidade não vai e vem. Ela não nos abandona. O que muda é o modo como nos relacionamos com ela.
4.Você não é um receptor passivo percebendo uma dada realidade fixa. Você processa a sua experiência.
5.Você transforma a sua realidade ao entrar em um novo estado de consciência.

Complemento com esta interessante explicação da doutora Daniela Benzecry, que encontrei no seu belo livro “Sentimentos, valores e espiritualidade – Um caminho junguiano para o desenvolvimento espiritual”, lançado no Brasil pela Editora VOZES, que recomendo a leitura:

1.Os sentimentos e as emoções pesam nas nossas escolhas e, por conseguinte, em nossos comportamentos e no modo como nos adaptamos à realidade.
2.Embora costumemos ver no mundo externo a causa para o que sentimos, o mundo externo não é a causa em si, funcionando mais como uma oportunidade dos sentimentos surgirem, pois o sentimento é uma função de relação. É necessário haver a interação do mundo interno com o mundo externo ou com um conteúdo interno para que o sentimento ocorra.
3.A realidade externa funcionaria como tela em que o mundo interno é projetado por meio da emoção deflagrada no encontro com o mundo externo, e a vivência consciente daquela emoção produziria o sentimento.

Por sua vez, descobertas da Neurociência estão mapeando o nosso cérebro. Sobre o que considero ser “a fisiologia cerebral” (expressão que inventei para o entendimento do nosso processo de criação de “realidades” e “significados”), esclarece o médico clínico geral, doutor Gilberto Katayama, no seu artigo sobre “Mudança de padrões da consciência”, publicado em abril de 2015 na edição 112 da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora ESCALA:

– Sabemos que existem três áreas do sistema nervoso central atuando no processamento psicológico das informações enviadas ao cérebro pelos órgãos do sentido. Essas três áreas são o “sistema reptiliano”, responsável pelo instinto de sobrevivência (…). A outra área é o “sistema límbico”, em que estão registrados os sentimentos de conforto e desconforto. É a área onde ficam os sentimentos básicos, do medo, da raiva e da tristeza. É onde guardamos as emoções, a inteligência emocional. A última área é o “sistema neocórtex”, responsável por atribuir significado aos fatos vivenciados. É área da mente racional que nos permite relacionar com o mundo exterior de forma lógica. É a área onde os processos cognitivos acontecem, onde a realidade é reconhecida e compreendida dentro de um processo lógico ditado pelas regras estabelecidas pela convivência e interação social. A área da inteligência racional.

Complementa, em seguida:

– Portanto, havendo estímulo, o cérebro responderá por meio da mente racional, emocional e sensorial, manifestando-se através dos comportamentos relativos. O que é importante saber é que desde o momento da concepção, passando pelo nascimento, infância, adolescência e até hoje, vamos armazenando na memória essas experiências conforme vivenciamos. Sentimentos, sensações e significados atribuídos e comportamentos, sejam eles relativos ou assertivos. E a cada estímulo recorremos a essas memórias, regredimos de forma inconsciente e adequamos a reatividade ao momento presente.

Inspirado nas palavras de Robinson, entendo que podemos fazer tudo com “arte”. Mas que seja uma “arte de viver” e de aprender “sentir” com a “Sensibilidade da Alma”. A receita está na “arte de viver” com sentimento de “AMOR”; está na “arte de viver” fugindo da mesmice” do “viver por viver” e sem propósitos; está na “arte de viver” escutando, mesmo com o escutar silencioso da “Alma”, o canto dos pássaros ao raiar o dia; está na “arte de viver” com o romantismo dos apaixonados pela “vida”, assim como eles também se apaixonam pelas suas pessoas amadas; está na “arte de viver” ensinando a sabedoria de que tudo que precisamos está dentro de nós. Basta acreditar!

A “arte viver” para criar as nossas “realidades” é consolidada, mesmo com a “ilusória passagem do tempo”, principalmente pelas práticas de “autoconhecimento”. Como exemplo, ensina o doutor Carlos São Paulo, médico e psicoterapeuta junguiano, para os que buscam relacionamentos amorosos:

– SOMOS VIAJANTES COM UM DESTINO A CUMPRIR E, MUITAS VEZES, NOS DISTANCIAMOS DESSE CAMINHO. A NECESSIDADE DE AMAR, ESPECIALMENTE A NÓS MESMOS, É A DIREÇÃO DE AMAR O OUTRO. O MUNDO ACABARÁ PARA CADA UM DE NÓS E ESTAREMOS MERGULHADOS NOS MISTÉRIOS QUE A CONSCIÊNCIA NÃO ALCANÇA.

Finalmente, peço sua atenção para estas belas e expressivas manifestações de Michelangelo, John Lennon, Leonardo da Vinci e Clarice Lispector, sobre “arte”:
– A verdadeira obra de arte é apenas uma sombra da perfeição divina.
– A arte é a expressão da mente, nossa vida é nossa arte.
– A lei suprema da arte é a representação do belo.
– Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico.”

Termino esta última mensagem de 2019, agradecendo a sua participação nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”. Desejo para todos, um 2020 de novas “realidades” para as suas “artes de viver”. Fiquem com este ensinamento do ator britânico Jaime Buckley, em Prelúdio de um herói:

– Existe um momento na vida em que o Universo apresenta uma oportunidade para que você se eleve ao seu potencial máximo. Uma porta aberta que pede apenas que o coração passe por ela, pegue-a e segure-a. A escolha nunca é simples. Nunca é. Nem deveria ser. Mas aqueles que viajam por esse caminho, sempre que olham para trás, percebem que o teste era sempre sobre o coração. O resto é apenas a prática.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.As citações de Deepak Chopra foram selecionadas e reproduzidas dos seus livros “Corpo sem idade, mente sem fronteiras – A alternativa quântica para o envelhecimento”, lançado no Brasil pela Editora Rocco com tradução de Haroldo Netto, e “O Futuro de Deus – Um guia espiritual para os novos tempos, lançado no Brasil pela Editora Planeta com tradução de Cristina Yamagami; a do doutor doutor Carlos São Paulo foi reproduzida da Revista PSIQUE, Ano VII, n. 93, da Editora Escala. As s fontes das outras citações constam do texto da mensagem.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(270) Sentindo como conceber a nossa experiência de vida.

“AS VISÕES SERÃO SEMPRE MAIORES DO QUE A REALIDADE CONCRETA, MAS É POR ISSO MESMO QUE O REINO HUMANO EXISTE, PARA QUE EMPREENDA TODO ESFORÇO NECESSÁRIO DE FAZER CABER AS VISÕES ILIMITADAS NUMA REALIDADE LIMITADA”
São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, que mais uma vez enriquece a nossa jornada para o “autoconhecimento” (mensagens anteriores: 097, 122, 149, 152, 153, 154, 184, 196, 212, 248, 251, 253, 254, 255, 257, 266 e 267). Iniciado na escola de Yoga Suddha Dharma Mandalam, com formação superior Psicologia pela PUC-SP, ele considera ser o despertar da nossa “consciência de espiritualidade” a maior experiência de transcendência do ser humano.

Esclareço que sou seguidor de Quiroga, porque aprecio a instigante subjetividade do seu modo de transmitir as percepções sensoriais das suas previsões. Como exemplo, veja como recebi as palavras que selecionei para iniciar esta mensagem:

– Ele deve estar se referindo ao alcance das sensórias “visões” do nosso imaginário; às “visões” subjetivas das nossas “percepções interiores”; da nossa “intuição” e, principalmente, a do alcance ilimitado da nossa “expansão de consciência”. Com outras palavras: à “visão” iluminada do “caminho do despertar” da nossa transcendência “existencial” e “espiritual” (em mim sentida, como sentimento superior de “Divindade” no meu coração). Aliás, como acredito, talvez seja esse mesmo sentimento que mais se aproxima do significado da raiz da palavra “buddhi” (sem tradução em inglês), mas que para os orientais é entendida como sendo um iluminado “despertar de si mesmo”; como também sendo a “visão” de interconexão do sutra “Tat Tvam Asi” que se manifesta pelo “vejo o outro em mim e eu nos outros”. Quiroga também deve estar fazendo referência à visão da nossa “Sensibilidade da Alma” que, para Deepak Chopra, tem o poder de naturalmente criar, por intuição, as realidades imaginárias que podemos estar precisando. A respeito, explica a doutora Daniela Benzecry com sínteses esmeradas de clareza de estilo:

1. [Os nossos] valores transcendentes e a relação com eles são necessários para se encontrar valor na vida, para dar-se valor à própria vida.
2. Queiramos ou não, valores que transcendem a matéria existem potencialmente e são importantes para dar-se significado à vida, uma necessidade humana. Como lembra Zoja (1992), nascer não basta ao ser humano, pois ele anseia por dar valor à sua existência e precisa tornar a sua vida significativa e singular.
3. Não basta existir, precisa-se dar significado à existência e, para isso, faz-se necessário estar em relação com valores transcendentes.
4. A busca por dar significado à existência individual é uma questão espiritual e dela não escapamos: “O homem é um ser condenado a buscar sentido, a captar que há algo que lhe transcende – isto é, a dimensão espiritual”, lembra-nos Monteiro (2006:15).
Nota: Sobre o enfoque dos itens 3 e 4, sugiro a leitura da mensagem 258.

Por sua vez, como considero serem de “percepções intuitivas” as origens das previsões astrológicas de Quiroga, peço sua atenção para esta interessante explicação do doutor Carlos São Paulo, que é médico e psicoterapeuta junguiano:

– Jung chamou de funções psíquicas irracionais aquelas que nos fazem perceber o mundo além da lógica e da razão. Há dois grandes grupos nessa categoria: sensação e intuição. O primeiro atende bem à “organização vertical” e percebe o mundo por meio dos cinco sentidos. É uma sensação determinada sobretudo pelo objeto. Para os que estão nesse grupo, “nada existe além do concreto e do real; considerações sobre ou além disso são aceitas apenas enquanto fortalecem a sensação”.
Os intuitivos absorvem os fenômenos que presenciam de forma subliminar à consciência e só vai perceber que está se orientando de modo acertado, sem ter consciência das etapas, quando finalmente tem seu momento de intuição. Por ter a função sensação subliminar à consciência eles sentem a tarefa desagradável por estarem focando no resultado final e sofrem com isso. O intuitivo é um tipo de sujeito que se mantém na expectativa do que virá. A possibilidade é o que o alimenta e o seu combustível é imaginar o que se lhe oculta. Por isso tal tipo não suporta a rotina. O simbolismo é o que prevalece, e não a observação.

O que motivou esta mensagem, foi a subjetividade do “sentir” de Quiroga sobre a nossa “experiência de viva”:

– Chegaste até aqui e agora como resultado dos passos que deste, de tuas escolhas, do alcance de tua percepção. Há uma parte desse caminho, que é um labirinto, que foi escrito para ti, é o resultado do legado que a civilização imprimiu em ti através da educação e da estrutura moral do ambiente familiar em que tua alma e corpo foram criados. Apesar de ter sido escrito para ti, tu escolheste, mesmo sem o saber, o que fazer com isso. E sabes o que te deu esse poder de escolha? Acontece que esse histórico que parece te determinar a que sejas assim ou assado é, na verdade, apenas um incidente na construção de tua experiência de vida. Teu poder de escolha é determinado pelo diálogo que tua consciência desenvolve com o futuro através daquilo que se chama sonhar.

Como estou cada vez mais convencido de que precisamos satisfazer as nossas necessidades de completudes (inclusive as de natureza “espiritual”), termino esta mensagem com este expressivo “sentir” da escritora Lya Luft, para quem dediquei esta nossa jornada para o “autoconhecimento” (mensagem 001):

ESTA EXPERIÊNCIA, ESTA VIDA É A NOSSA ÚNICA CHANCE DE SERMOS NÓS MESMO.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A citação do doutor Carlos São Paulo foi reproduzida da Revista PSIQUE, Ano IX, n. 112, da Editora Escala. As da doutora Daniela Benzecry, do seu livro “Sentimentos, valores e espiritualidade, lançado no Brasil pela Editora VOZES. As do astrólogo Oscar Quiroga, do seu horóscopo publicado em no dia 13 deste mês, da Revista “Divirta-se Mais”, do jornal Correio Braziliense.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(269) Sentindo com António Damásio, o despertar dos nossos sentimentos.

“OS SENTIMENTOS SÃO REPRESENTAÇÕES DO ESTADO DA NOSSA VIDA, MAS REPRESENTAÇÕES QUALIFICADAS. ESSA QUALIFICAÇÃO APARECE EM TERMOS DE AGRADÁVEL OU DESAGRADÁVEL, BOM OU DE MAU, E É ISSO QUE FAZ A GRANDE DISTINÇÃO ENTRE A INTELIGÊNCIA HUMANA NO SENTIDO MAIS COMPLETO E A MENTE HUMANA. OS SENTIMENTOS COMO PERSONAGENS SÃO AS REPRESENTAÇÕES, AQUILO QUE ESTÁ NA NOSSA EXPERIÊNCIA MENTAL QUANDO ESTAMOS A VIVER UMA VIDA REAL”
São palavras do neurocientista António Damásio, durante a entrevista concedida ao Jornal O Público, no dia 05/11/2017, em Lisboa, sobre o seu livro “A Estranha Ordem das Coisas”. Lançado no Brasil pela Editora Companhia Das Letras, com tradução de Laura Teixeira Motta, acabei de concluir a minha leitura e recomendo para você. Em síntese, por meio de uma inovadora perspectiva de aferição de regulação homeostática, ele explica as origens biológicas dos sentimentos e da cultura humana. A apresentação do livro inicia com este esclarecimento:

– Este é um livro sobre um interesse e uma ideia. Há muito tempo me interesso pelo afeto humano, o mundo das emoções e sentimentos, e há anos o estudo: por que e como temos emoções e sentimentos? Usamos sentimentos para construir nossa individualidade? Como os sentimentos auxiliam ou solapam as nossas melhores intenções? Por que e como nosso cérebro interage com o corpo para sustentar essas funções? Tenho novos fatos e interpretações a compartilhar sobre todas essas questões. Quanto à ideia, ela é muito simples: os sentimentos não têm recebido o crédito que merecem, como motivos e monitores das proezas culturais do homem.

Para esta mensagem, destaco este “sentir” de António Damásio:

– Os sentimentos nos dizem o que precisamos saber. Sentimentos acompanham a trajetória da vida em nosso organismo, tudo o que percebemos, aprendemos, lembramos, imaginamos, raciocinamos, julgamos, decidimos, planejamos ou criamos mentalmente. A ausência completa de sentimentos significaria uma suspensão da existência, porém até mesmo uma remoção radical deles comprometeria a natureza humana.

Por sua vez, para Jung as “percepções” das nossas realidades (sejam elas, de que natureza forem), são elaboradas no psiquismo e por nós recebidas por “imagens”. Elas são, portanto, a linguagem da “psique”.

Explica António Damásio:

– Qualquer imagem que entra na mente tem direito a uma resposta emotiva. Isso se aplica inclusive às que chamamos de sentimentos.

Fiquei encantado com a leitura do livro de António Damásio, porque também sempre me interessei pela a origem dos nossos “sentimentos” (que foi definido por esse belo “sentir” de Johann Goethe, como sendo “a essência viva da alma”). Entendo que em todas as buscas de “autoconhecimento”, nós precisamos procurar entender os significados das “imagens sensórias” recebidas da nossa subjetividade interior (mensagem 153). Foi por essa razão que comecei esta mensagem, com estas palavras de António Damásio:

– OS SENTIMENTOS SÃO REPRESENTAÇÕES DO ESTADO DA NOSSA VIDA, MAS REPRESENTAÇÕES QUALIFICADAS. OS SENTIMENTOS NOS DIZEM O QUE PRECISAMOS SABER.

Termino esta mensagem com estes ensinamentos da doutora Daniela Benzecry, que encontrei no seu livro “Sentimentos, valores e espiritualidade – Um caminho junguiano para o desenvolvimento espiritual”. Lançado no Brasil pela Editora VOZES, assim como os livros de António Damásio, considero leitura obrigatória para todos que buscam o conhecimento de “si mesmo”:

1.É a visão de mundo que determina como alguém vê o mundo; ela orienta a vida da pessoa e, assim, as suas escolhas. A visão de mundo é diretamente relacionada aos nossos valores.
2.É possível fazer uma escolha e ter um comportamento diferente do que se faria a partir de determinado sentimento, pois ter um sentimento não implica, necessariamente, que se aja de acordo com ele. Uma vez que se tenha consciência do sentimento, é possível optar em se guiar ou não por ele, fazendo surgir o sentimento correspondente ao comportamento adotado.
3.Embora costumemos ver no mundo externo a causa pára o que sentimos, o mundo externo não é a causa em si, funcionando mais como uma oportunidade dos sentimentos surgirem, pois o sentimento é uma função de relação. É necessário haver a interação do mundo interno com o mundo externo ou com um conteúdo interno para que o sentimento ocorra. A realidade externa funcionaria como a tela em que o mundo interno é projetado por meio da emoção deflagrada no encontro com o mundo externo, e a vivência consciente daquela emoção produziria o sentimento.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A citação do doutor Carlos São Paulo está publicada na Revista PSIQUE, n. 112, Ano IX, da Editora Escala. As da doutora Daniela Benzecry foram reproduzidas do seu livro “Sentimentos, valores e espiritualidade”, lançado no Brasil pela Editora VOZES.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(268) Sentindo que precisamos de significados, para a nossa “existência” e “vida”.

“OLHE PARA DENTRO, PARA AS SUAS PROFUNDEZAS, APRENDA PRIMEIRO A SE CONHECER”.
São palavras de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise. O alcance desse seu “sentir” foi seguido pelo psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung, fundador da Psicologia Analítica, por entender que o “olhar para fora é sonhar, para dentro é despertar”. Um despertar para o conhecimento do Si-mesmo, do nosso Self, que foi por ele definido como sendo uma imagem arquetípica da plenitude da nossa totalidade psíquica consciente e inconsciente. Talvez tenha sido em razão desse seu conceito, que Jung reconheceu “o autoconhecimento, como sendo uma aventura que conduz à amplidões e profundezas inesperadas” (OC 14/2, § 398). Por sua vez, gosto deste “sentir” do psicoterapeuta junguiano Mario Jacoby, que em agosto do ano passado escolhi para iniciar a mensagem 225 sobre a meditação Vipassana:

– O ‘SI MESMO’ PARECE CONTER DIMENSÕES DE SI QUE SOMENTE PODEM SER OBSERVADAS POR MEIO DE INTROSPECÇÃO DIFERENCIADA E CONTÍNUA. O QUE SEI SOBRE MIM NUNCA É O QUE SOU INTEIRAMENTE. SOMOS MUITO MAIS DO QUE CONHECEMOS SOBRE NÓS MESMOS.

A motivação desta mensagem pode ser explicada pelo meu antigo interesse de querer entender como, influenciados pelas imagens simbólicas do nosso “inconsciente”, criamos “significados” para as percepções sensórias da nossa subjetividade interior e para muitas das nossas experiências de interações existenciais. Refiro-me a uma imersão ao desconhecido da nossa “psique”, da essência da nossa “individualidade existencial”, porque nem sempre temos condições de “sentir” as vinculações de causalidades que possibilitam mensurar (ou não) a nossa subjetiva valoração de reconhecimento do que (para nós) terá “significado”. Também gosto deste entendimento da doutora Susan Greenfield, pesquisadora da Universidade de Oxford, sobre uma série de atividades integradas do nosso cérebro:

– A CONSCIÊNCIA NÃO É UM LAMPEJO, MAS UM CONTÍNUO DE CONEXÕES DOS SEUS NEURÔNIOS, QUE VÃO OCORRENDO DO MOMENTO EM QUE VOCÊ NASCE ATÉ O FIM DA SUA VIDA. A CADA NOVA EXPERIÊNCIA, SEU CÉREBRO FAZ UMA REPRESENTAÇÃO MENTAL QUE É ARMAZENADA EM SUA MEMÓRIA. QUANTO MAIS O MUNDO PASSA A TER SIGNIFICADO PARA VOCÊ, MAS CONEXÕES SÃO FEITAS NO CÉREBRO.

Sobre essa retenção na “memória”, merece atenção este entendimento do neurocientista António Damásio sobre as nossas decisões de escolhas:

– O PROCESSO DE ESCOLHA É LONGE DE SER UMA ANÁLISE RACIONAL, POIS FAZ REFERIMENTO ÀS EXPERIÊNCIAS PASSADAS, QUE DEIXARAM UM CAMINHO EMOCIONAL NA PESSOA, EVOCANDO EMOÇÕES E SENTIMENTOS QUE INFLUENCIAM A TOMADA DE DECISÃO.

São muitos (além do equilíbrio corpo, mente e espírito), os benefícios que podemos alcançar com as conhecidas e silenciosas práticas meditativas de “interiorização” (mindfulness). Certo é que as percepções elaboradas pelos nossos processos psíquicos são reveladas por “imagens”. Elas compõem a linguagem perceptível do nosso “inconsciente” que, para a neurociência, é responsável por 95% da nossa atividade cerebral. Aliás, como acredito, essas “imagens” também podem ser projeções intuitivas vindas da nossa “Sensibilidade da Alma” (como são as emergentes do nosso “inconsciente”), que podem influenciar os nossos “modos de ser”, de “agir”, de “sentir” e de “pensar”. Esclarece o doutor Carlos São Paulo, médico e psicoterapeuta junguiano:

1. A vida civilizada nos tem distanciado do inconsciente, e este se revela por meio de símbolos. Na Psicologia de Jung, chamamos de símbolo qualquer imagem que funcione como veículo de energia e mistérios. Imagens que mostram uma face conhecida e outra que se esconde da consciência.
2. Jung nos explica que fatores interiores, em conjunção com fatores exteriores, registrados pela percepção, recebem forma e sentido ao projetar imagens. A atitude da consciência, que, em sua ilusão de realidade, tenta decifrá-las, destrói o símbolo e o reduz a algo como se tivesse existência própria.
3. A vida humana construiu seus símbolos e lhes deu a condição de nos orientar de volta a essa natureza de que um dia nos afastamos, mergulhados na ilusão da lógica do ego. Os símbolos não precisão dessa lógica e eles são os guias que, verdadeiramente, nos levam pelo caminho do destino a ser cumprido.
4. Símbolo é o termo que, para Jung, melhor traduz um fato complexo e ainda não apreendido pela consciência. Quando tomamos o símbolo como algo conhecido, sem respeitar suas dimensões desconhecidas e suas leis não lógicas, perdemos a mensagem que a sabedoria na natureza pretendia nos passar.
5. Vivemos imediatamente apenas no mundo das imagens. É através dos símbolos que damos sentido ao existir.
6. Precisamos que a vida tenha significado e, para isso, o “EU” necessita voltar a se relacionar com o “todo misterioso” ou o Deus dentro de cada um de nós.

Sobre essas considerações do doutor Carlos São Paulo, tenho pensado muito sobre este seu “sentir”:

– NA LINGUAGEM DA PSIQUE, É ATRAVÉS DOS SIMBOLOS QUE DAMOS SENTIDO AO NOSSO EXISTIR. PRECISAMOS QUE A VIDA TENHA SIGNIFICADO.

Pergunto para você:

– QUAIS SÃO OS “SIGNIFICADOS” (INCLUSIVE DE TRANSCENDÊNCIA ESPIRITUAL) QUE PODEMOS SENTIR PARA A NOSSA “EXISTÊNCIA” E “VIDA”?

Entendo que a natureza e o alcance dos “significados” da nossa “existência”, nesta dimensão de vida, são definidos pelas possibilidades de favorecimentos de realizações dos nossos “propósitos”. Todos nós temos liberdade de escolhas para criar os “propósitos” que desejamos para melhor atender as nossas “conscientes” necessidades de completudes “existenciais” e “espirituais”. Acontece que muitos deles não são alcançados, porque nem sempre dependem do nosso “querer”. Concordo com a afirmação do doutor Carlos São Paulo de que “é através dos símbolos que damos sentido ao nosso existir”. Mas não me parece que todas as “imagens” recebidas da nossa “psique” sejam nitidamente simbólicas. Para serem precisam, necessariamente, imantar o nosso imaginário, tocar o nosso coração com a força dos nossos desejos “viver”. Para isso, devemos “buscar” e “sentir” um permanente “significado” para a nossa “existência” e para as nossas “vidas”. Será quando ficaremos “despertos” para a plenitude infinita da nossa elevação espiritual, ainda nesta dimensão de vida.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.A citação da doutora Susan Greenfiel foi reproduzida da Revista Super Interessante, edição de novembro de 2016, da Editora Abril; a do neurocientista António Damásio, do artigo sobre “Como a indecisão pode afetar a vida”, do escritor Eduardo Shinyashiki, publicado na edição 101 da Revista PSIQUE, da Editora Escala; as do doutor Carlos São Paulo, da sua coluna “Divã Literário”, das edições 95, 96 e 101, também da Revista PSIQUE, da Editora Escala.
3.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual.

(267) Sentindo o que devemos (ou precisamos) aprender com a subjetividade dos nossos relacionamentos.

OS ENCONTROS MAIS IMPORTANTES JÁ FORAM COMBINADOS PELAS ALMAS ANTES MESMO QUE OS CORPOS SE VEJAM.

São palavras de Paulo Coelho, o nosso imortal que em 2002 foi eleito para ocupar a cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras. Sob uma subjetiva perspectiva de significados, são palavras imantadas com essência espiritual de dimensões superiores que influenciam a percepção interior dos nossos sentimentos de “AMOR”, despertando em nós “propósitos” de satisfações mútuas de completudes de necessidades de “união”, de “harmonização” e de “envolvimento” entre dois ou mais seres. Quando falamos de “relacionamentos”, dos nossos “encontros” e “desencontros”, somos viajantes levados pelos caminhos desconhecidos das imprevisibilidades da vida, assim como são os caminhos soprados pelos ventos que mudam de direção a qualquer instante, vindos e indo para onde nunca saberemos dizer e nem imaginar.

Observe que Paulo Coelho considera serem “os mais importantes para nós”, os encontros que “já foram combinados pelas almas” antes mesmo de acontecerem nesta dimensão de vida. Concordo, porque um “relacionamento” ainda desconhecido da nossa realidade, “pode ser” aquele que estamos precisando para melhor atender as nossas necessidades em todos os sentidos do nosso “viver”, inclusive no espiritual.

Os graus de importância dos nossos “relacionamentos”, sempre deverão ser mensurados pelo que acrescentam para nós. Assim como “tudo” que acontece em nossas vidas, todos eles são experiências “únicas” que produzem consequências desejadas ou não por nós. Sobre a subjetiva temporalidade dos efeitos do fim dos “relacionamentos”, esclarece a psicóloga e psicoterapeuta Andrea Calçada, que possui formação em Gestalt:

– O SOFRIMENTO CAUSADO PELO TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO AMOROSO INDEPENDE DO TEMPO DE DURAÇÃO DESTE. ALÉM DISSO, HÁ UMA PREDOMINÂNCIA DE ATITUDES NEGATIVAS TANTO PARA HOMENS COMO PARA MULHERES, EMBORA EM INTENSIDADES DIFERENTES.

Os nossos “relacionamentos” terminam “apenas para os outros”. “Nunca para nós”, porque fazem parte das nossas histórias de vida. Um exemplo sublime e belo foi, e para sempre será esta inspiração de Vinícius de Morais (“Soneto do Amor Eterno”):

– “(…que)
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Gosto deste “sentir” de Paulo Coelho:

– SEMPRE EXISTE NO MUNDO UMA PESSOA QUE ESPERA A OUTRA. E QUANDO ESSAS PESSOAS SE ENCONTRAM E SEUS OLHOS SE CRUZAM, TODO PASSADO E TODO FUTURO PERDE QUALQUER IMPORTÂNCIA E SÓ EXISTE AQUELE MOMENTO.

Agora, se você se preocupa em querer escolher as pessoas com quem deseja se relacionar, esclarece a doutora Vanda Lucio Di Yorio Benedito no seu livro “Terapia de Casal e de Família na Clinica Junguiana”, lançado no Brasil com direitos de edição reservados por Summus Editorial:

A ESCOLHA DO PARCEIRO, GERALMENTE, ENVOLVE UM COMPLEXO ARSENAL DE MOTIVAÇÕES. LIGADAS A VIVÊNCIAS EMOCIONAIS MUITO ÍNTIMAS E PROFUNDAS, (…) DE DIFÍCIL REPRESENTAÇÃO NO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA. MISTURAM-SE DESEJOS DE VÁRIAS ORDENS, E QUANTO MAIS INCONSCIENTE O INDIVÍDUO ESTIVER DESSES DESEJOS, MAIOR A POSSIBILIDADE DE TAIS CONTEÚDOS SEREM ‘FISGADOS’ NUMA RELAÇÃO.

Em seguida, de modo conclusivo alerta a doutora Vanda:

– O INDIVÍDUO QUE NÃO CONSEGUE TOMAR PARA SI AQUILO QUE CONSTITUI PARTE DE SEU MUNDO INTERNO FICA PERDIDO DE SI MESMO, BUSCANDO ACHAR-SE NO OUTRO.

Agora, peço a sua atenção para este “sentir” do médico indiano Deepak Chopra, seguido das minhas considerações:

– SEJA QUAL FOR O RELACIONAMENTO QUE VOCÊ ATRAIU PARA DENTRO DE SUA VIDA, NUMA DETERMINADA ÉPOCA, ELE FOI AQUILO DE QUE VOCÊ PRECISAVA NAQUELE MOMENTO.

1.Todos nós temos uma inata capacidade interior de saber “o que queremos para nós mesmos”. Deepack Chopra se refere aos possíveis “relacionamentos” que (segundo ele), “atraímos” para dentro das nossas vidas. Concordo em parte, porque entendo que muitos deles nem sempre são antecedidos (“em nós” e “para nós”) por um sensório e consciente estado interior de “vontades” de realizações pessoais que, como desejamos, melhor atendam as nossas necessidades de “completudes existenciais e espirituais”. Eles simplesmente podem acontecer em nossas vidas, inclusive nos surpreendendo. Nesses casos, muitos atribuem ao “acaso” (mensagem 027) ou ao “destino” das pessoas. Mas sejam quais forem os nossos tipos de “relacionamentos”, eles devem ser por nós vivenciados e avaliados como experiências que estamos precisando.

2.Para os “relacionamentos” serem consolidados por buscas recíprocas de harmonização de entendimentos, devemos recorrer às conhecidas práticas de “autoconhecimento”. Nós necessitamos e precisamos conhecer “como somos para nós mesmos” e, principalmente, “como acreditamos ser para o outro”. O que não podemos é “impor” o que queremos ser para nos mesmos e para com quem estamos nos relacionando. A respeito, esclarece o doutor Júlio Furtado, que é professor e palestrante coach, com especialidade em Gestalt-terapia:

– NOS RELACIONAMENTOS SIGNIFICATIVOS DA NOSSA VIDA, O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA (OU DEVERIA IMPORTAR) É COMO NOS ENCONTRAMOS INTIMAMENTE UNS COM OS OUTROS E NÃO O QUE ELES FAZEM OU PENSAM. A TOLERÂNCIA CONSTRUTIVA ACONTECE QUANDO DECIDIMOS ACEITAR O OUTRO SEM NECESSARIAMENTE CONCORDAR COM O QUE ELE DIZ OU FAZ, SENTE OU PENSA. OCORRE QUANDO, INDEPENDENTEMENTE DO QUE PENSA OU SENTE O OUTRO, EU O ACEITO SEM GERAR BARREIRAS DE AVERSÃO EM MINHA VIDA EMOCIONAL. AÍ ESTÁ OUTRO ELEMENTO FUNDAMENTAL NO DESENVOLVIMENTO DA TOLERÂNCIA CONSTRUTIVA: PRECISO SABER O QUE ME FAZ CONSTRUIR BARREIRAS DE AVERSÃO COM RELAÇÃO AO OUTRO PELO SIMPLES FATO DE ELE DISCORDAR DE MIM. (…) QUANDO CONSEGUIMOS ESCOLHER SER FELIZES AO INVÉS DE TERMOS RAZÃO É PORQUE ESTAMOS BEM PRÓXIMOS DA TOLERÂNCIA CONSTRUTIVA. CHEGAMOS LÁ QUANDO RESPEITAMOS E NÃO NOS DISTANCIAMOS DO OUTRO PORQUE ELE PENSA DIFERENTE E NOS CONFRONTA A PARTIR DISSO.

3.Ainda sobre as nossas necessárias buscas de “autoconhecimento” com a finalidade de fortalecer os nossos “relacionamentos”, complementa o astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo publicado nas edições dos dias 28 e 29 de setembro e 13 de outubro, do jornal Correio Braziliense:

I) Além do árduo e fundamental processo de autoconhecimento que todo ser humano precisa empreender, para se tornar destro na administração da complexidade da experiência de vida, a partir do momento em que se ingressa num relacionamento há de se agregar também a aventura do conhecimento do outro. Duas ou mais pessoas que se envolvem e dispõem ao relacionamento não podem continuar ensimesmadas no processo de autoconhecimento, porque se assim fosse, elas não se relacionariam, apenas se acompanhariam, e isso na melhor das hipóteses. Aventurar-se a conhecer as outras pessoas é um passo fundamental para a construção de relacionamentos. Conhecer o outro com imparcialidade de juízo, com aceitação das diferenças e estímulo a deixar todo mundo à vontade, só assim começa um bom relacionamento.

II) ALGO NOVO SE CRIA NO RELACIONAMENTO. Quando ingressas num relacionamento perdes de vez o direito de, depois, se nada der certo, voltar a tua vida anterior. Acontece que quando as pessoas se relacionam, isto é, constroem mutuamente um caminho para se conhecerem e adaptarem a um novo estilo de vida, elas não podem voltar atrás nem mesmo se esforçando para isso. É que um relacionamento não é a soma de duas ou mais pessoas, é algo novo que se cria, uma intersecção que não acontece por obra das forças da natureza, mas pelo empenho dos seres humanos envolvidos. Relacionamento não é nenhuma das pessoas envolvidas, relacionamento é algo novo que resulta desse empenho, e isso deixa uma marca que impede voltar atrás. Relacionamentos podem enriquecer ou empobrecer as pessoas envolvidas, mas nunca passam despercebidos, como se nada tivesse acontecido.

III) O DIGNO AUTOCONHECIMENTO – Autoconhecimento é bom e se deve respeitar quem se atreve a empreender esse caminho. Não é respeitável, porém, que o processo de autoconhecimento leve alguém a se ensimesmar tanto que perca de vista a aventura de conhecer também os outros, as pessoas com que se relaciona. Só por meio do conhecimento do outro nossa humanidade encontra a oportunidade de não se perder nas fantasias que serpenteiam na vida interior, algumas delas tão brilhantes que assumem formas aparentemente elevadas, espirituais até, mas que são ilusões que servem ao único objetivo de se encerrar dentro de si e nunca perceber que, do lado de fora, há pessoas que precisam de nossa atenção. Toma sempre cuidado para que a dignidade do processo de autoconhecimento não se converta num processo inconveniente.

O tema escolhido para esta mensagem é de uma singularidade relevante e especial para todos nós, porque considero serem os nossos “relacionamentos” fontes preciosas de “conhecimento” e de “satisfação” das nossas necessidades de completudes “existenciais” e “espirituais”. Para esta oportunidade, muitos outros enfoques poderiam ser trazidos para a sua apreciação, mas qualquer teorização será incompleta, ou até mesmo sem nenhum valor de ajuda, porque apenas cada um de nós podemos “sentir” os significados interiores de todas as nossas experiências “íntimas” e “pessoais” de “relacionamentos”, sejam de que natureza forem as condições receptivas dos nossos envolvimentos. Talvez tenha sido esse mesmo meu “sentir” que inspirou Jung a reconhecer que “a arte de viver é a mais sublime e a mais rara de todas as artes”.

Esta nossa jornada para o “autoconhecimento”, repetidas vezes vem sendo enriquecida pelos ensinamentos do médico e psicoterapeuta junguiano Carlos São Paulo, diretor e fundador do Instituto Junguiano da Bahia. Para esta mensagem, selecionei este seu “sentir”:

– CADA HOMEM EXPERIMENTA SUA HISTÓRIA PESSOAL, MAS TAMBÉM A HISTÓRIA DA HUMANIDADE EM SI. O “EU” QUE LHE DÁ A IDENTIDADE É UMA BRICOLAGEM DE TUDO QUE EXISTE EM TODOS OS OUTROS HOMENS, E É A COMBINAÇÃO ENTRE ESSES FRAGMENTOS DA PSIQUE COLETIVA QUE FORMA O INDIVÍDUO COMO SINGULAR. (…) A REALIDADE OBJETIVA, QUE COMPARTILHAMOS COM O OUTRO, NOS ENGANA E ATÉ CONSEGUIMOS ABANDONAR AS CERTEZAS ABSOLUTAS. É SÓ DESSA FORMA QUE PODEREMOS COMPREENDER O OUTRO. DE ACORDO COM JUNG, NOSSA PSIQUE TRADUZ, FILTRA, ALEGORIZA, DESFIGURA E ATÉ FALSIFICA TUDO QUE NOS É TRANSMITIDO E NADA É ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO, NEM MESMO ISSO É TOTALMENTE VERDADEIRO. VIVEMOS IMEDIATAMENTE APENAS NO MUNDO DAS IMAGENS.

Termino, com esta revelação do psicólogo junguiano e poeta Thiago Domingues, sobre a nossa “Percepção da Realidade”, desejando que você avalie a possibilidade de também aplicar aos seus “relacionamentos”:

– O MAIOR MÉRITO DE PENSADORES COMO SIGMUND FREUD E CARL JUNG FOI DEMONSTRAR QUE O MODO COMO VEMOS O MUNDO É ORIENTADO PELO INCONSCIENTE E NÃO PELO EGO CARTESIANO, CALCADO NO RACIONALISMO EXTROVERTIDO. LAWRENCE W. JAFFE SUSTENTA QUE, MESMO RECONHECENDO A SOBERANIA AINDA QUE LIMITADA DO EGO, ESTE PRECISA APRENDER A DIALOGAR CRIATIVAMENTE COM O INCONSCIENTE, COM O OBJETIVO DE CANALIZAR A AMPLIAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Por ordem de citação, a da doutora Andrea Calçada; do doutor Júlio Furtado; do doutor Thiago Domingues e do doutor Carlos São Paulo, foram reproduzidas das edições 133, 159, 152 e 154 da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala.
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Muita paz e harmonia espiritual.

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