(382) Sentindo a importância do nosso “sentir” e “pensar”.

Nem tudo que existe pode ser explicado, porque a racionalidade humana não compreende o funcionamento que está além de seu domínio. Há momentos em que a alma só deve se dedicar a apreciar e contemplar o que acontece.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, na sua quinquagésima terceira participação nesta jornada para o “autoconhecimento”. Foram reproduzidas do seu horóscopo divulgado hoje. Que belo tema para nos ajudar a pensar mais sobre a percepção subjetiva de muitas das nossas imagens de contemplação. Agora vejam que interessante enfoque da introdução do seu horóscopo divulgado ontem, dia 14 de junho:

Intelecto e sensibilidade
Sentimos mais do que somos capazes de processar intelectualmente, essa é uma verdade inegável de nossa humanidade, mas isso não significa que devamos nos acomodar na experiência de sentir, como se a sensibilidade pudesse resolver para nós o enigma da vida, porque essa é uma função do intelecto, o qual não se circunscreve à lógica analítica, sendo essa apenas um de seus instrumentos, e não o mais importante.

O intelecto é também uma forma de sentir, assim como a sensibilidade também é uma forma de pensar, mas, como tudo no Universo, há hierarquias que se definem pela amplitude de suas capacidades e, definitivamente, o intelecto tem muita mais amplitude do que a sensibilidade, mas também tem suas armadilhas, como a vaidade que acomete às pessoas que usam muito o intelecto e perdem o contato com a sensibilidade.

Lembrei de Freud, ao desenvolver o seu método de hipnose para conhecer a reprimida realidade interior dos seus pacientes [frustações, medos, angustias e muitas outras manifestações].

Sempre ressalvando não ser da minha área de formação acadêmica, entendo que em todos os acompanhamentos psicológicos e psicanalíticos existe uma convergência de mão dupla, que une o nosso “PENSAR” ao “SENTIR”. Na introdução acima Quiroga se refere ao “INTELECTO” e à “SENSIBILIDADE”. Isto porque todos nós podemos “pensar” sobre o que “sentimos” e, com mais atenção consciente, “sentir” sobre o que estamos pensando.

Gosto desta explicação do professor de Filosofia, Renato Rocha Mendes, sobre a “Repetição” [parte inevitável da nossa existência}, publicada em 2016 na edição 105 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, com o título “Eu repito tu repetes nós repetimos”:

– A linguagem no processo de análise é fundamental para o analisando se tornar uma espécie de historiador de si próprio ao longo do tratamento. Essa procura, esse exercício que se repete nas sessões de terapia, promove a transferência, um fenômeno que acontece entre o analisando e o analista, no qual ocorre a repetição de modelos infantis e figuras referenciais do passado, criando espaço para que afetividades, sentimentos e desejos aflorem e sejam vivenciados e sentidos pelo analisando. A forma como o analista irá manipular essa transferência poderá aproximar o paciente de um entendimento sobre as suas questões e conflitos. Essa etapa marca a primeira virada da análise, porque, ao se ouvir, o paciente passa a deduzir sua implicação nos relatos.

Em seguida Renato cita este entendimento da psicanalista francesa, Dominique Fingermann:

– Eu sempre falo que o trabalho analítico é como o trabalho de uma mulher rendeira. Ela vai bordar em torno dos furos e isso não quer dizer que vai cerzir os furos. Na medida em que você produz, vão se identificando, se localizando os furos em torno do qual o analisando borda. Em certa medida, é isso que se consegue deduzir no final de uma análise, são esses furos, que é aquilo que não se liga, que não tem sentido, o que não tem uma significação.

Se você gosto deste nosso encontro, “pense mais sobre o que está sentindo, e também, com muita atenção sinta os seus pensamentos. Isso é sabedoria em, nossas buscas de “autoconhecimento”.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Sobre Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br
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