(386) Sentindo como devemos entender a “verdade”. (Parte I)

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade.”

São palavras de Sigmund Freud(1856-1939). No mesmo sentido Jung (1875-1961) argumentou: “Erros são no final das contas, fundamentos da verdade.” Também selecionei para iniciar este nosso encontro, esses exemplos de “sentir” e ou de “explicar” as verdades:

Albert Einstein: “Eu penso 99 vezes e não descubro a verdade. Paro de pensar, mergulho em um profundo silêncio, e eis que a verdade me é revelada.” e “Difícil dizer o que é verdade, mas às vezes é fácil identificar a mentira.” , Buda: “A verdade não está lá fora, a verdade está dentro de você.”, Francis Bacon: “As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que seja verdade.”, Clarice Lispector: “O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.” e “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” , Mark Twain: “Se você diz a verdade, não precisa lembrar-se de nada.”, Mario Quintana: “A mentira é uma verdade que não aconteceu.”, Sêneca: “O tempo revela a verdade.”, Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”, Dostoiévski: “Deus não consiste na força, mas na verdade.”, Galileu Galilei: “A verdade é filha do tempo, e não da autoridade.”, Simone de Beauvoir: À minha volta, reprovava-se a mentira, mas fugia-se cuidadosamente da verdade.” , Elvis Presley: “A verdade é como o Sol. Podes esconder durante algum tempo, mas não desaparece.” , Umberto Eco: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.” e Khalil Gibran: “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.”.

Com essa galeria de treze pessoas e totalizando dezesseis manifestações, não consigo escolher a minha preferida. Lembrei que na minha trajetória de vida, muito cedo me ensinaram que existem três verdades: a “minha”, a “do outro”, e a chamada “verdade verdadeira”. Afinal o que é uma “verdade”, se cada um de nós temos a nossa “verdade”, subjetivamente definida e individualizada para nós mesmos, de acordo com a nossa convicção de percepção interior?

Chegamos ao núcleo central da motivação da escolha desse tema, para iniciar esta série de mensagens. Foi esta explicação de Rafael R. Testa e João Antonio de Moraes, ambos doutores em Filosofia pela UNICAMP, sobre “Correspondentismo”, publicada na edição 175 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– O correspondetismo é uma das teorias filosóficas mais antigas e influentes sobre a natureza da verdade. Explicando de forma bastante simplificada, ela postula que uma afirmação é verdadeira se, e somente se, ela corresponde aos fatos ou à realidade. Essa correspondência é tipicamente entendida em termos de uma relação entre palavras ou pensamentos e o mundo externo. Figuras históricas como Aristóteles e mais tarde filósofos modernos como Bertrand Russel e Ludwing Wittgenstein têm sido associadas a essa concepção. Russell (2005), por exemplo, defendeu uma versão do correspondentismo em que a verdade de uma crença depende de sua correspondência com os fatos, que são estruturas independentes da mente.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Sobre Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br
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