(352) Sentindo como podemos “significar” os nossos sentimentos.

NÃO PENSE TANTO… SINTA!

Que bela recomendação do Psiquiatra e Psicoterapeuta Fritz Perls (1893-1970), contendo duas realidades que merecem atenção: a do “pensar” (objetiva, racional) e a do “sentir” (subjetiva). Sobre a importância da primeira, ensina Lya Luft (1938-2021): “Para reinventar-se é preciso pensar.” Sobre a segunda, gosto desta explicação de Miguel de Cervantes (1547-1616): -“Sabemos dizer o que sabemos sentir.” Complemento citando o pai da Psicologia Experimental, o psicólogo alemão, Wilhelm Wundt (1832-1920), que defendia a necessidade de duas observações: a das vivências exteriores e a “observação interna”, por ele chamada de “introspecção” ou “auto-observação”. O gênio Leonardo da Vinci (1452-159), alertava: “Quem pensa pouco, erra muito.”

Não importa a ordem. “Pensar” e “ Sentir” ou “Sentir” e “Pensar“. Sempre serão proveitosas práticas de “autoconhecimento”, como buscas de interiorizações voltadas “para si mesmos”, para a percepção das projeções sensoriais da nossa “individualidade existencial”.

Volto para o entendimento de Miguel de Cervantes, e pergunto para você:

PODEMOS SIGNIFICAR OS NOSSOS SENTIMENTOS?

Para ajudar na sua resposta, peço atenção para estas informações:

1. O psicólogo americano Johnmarshall Reeve, no seu livro “Motivação e emoção”, lançado no Brasil pela Editora LTC, explica que as “sensações” (fenômeno puramente perceptual) são reações, em nós, causadas por um estímulo interno ou externo.

2.. O neurocientista António Damásio, no seu quinto livro, A
“A estranha ordem das coisas – as origens biológicas dos sentimentos e da cultura” (publicação da Editora Companhia Das Letras, com tradução de Laura Texeira Motta), ensina que os “sentimentos” são experiências subjetivas dos nossos estados de vida (homeostase). Guiam os nossos pensamentos, transmitindo o que precisamos saber.

De modo conclusivo, complemento:

Se pelo fluir do ciclo da nossa existência, somos seres únicos com as nossas singularidades bem definidas. Se somos responsáveis pelas nossas escolhas. Se podemos, para nós mesmos, idealizar e modelar anseios de novas realidades. Se os sentimentos são “experiências subjetivas de estados de vida (homeostase), que transmitem o que precisamos saber”… Vou continuar significando os meus “sentimentos”.

Notas:
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Harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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