(650) Sentindo como entender a subjetividade, em nossas opções de escolhas.

Os impedimentos são reais, tão reais quanto as portas que estão abertas para você seguir em frente com a construção prática de seus sonhos. Agora resta saber em que sua alma vai se focar mais. Tudo é uma escolha.”

Nesta sua participação de número 146 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 09/12/2025.

Gostei muito desse seu “sentir” porque, sob uma perspectiva subjetiva já pensei muito sobre os “impedimentos” e as “oportunidades” em nossas vidas. Explico: Principalmente sobre quando devemos escutar o nosso “EU” interior para tomar muitas das nossas decisões, seja elas de que natureza forem. Isto porque sempre acreditei que nesta dimensão de vida todos nós somos assistidos existencial e espiritualmente para, principalmente com as nossas percepções subjetivas, saber nos posicionar e fazer as nossas escolhas que consideramos mais certas. Isto porque entendo que o nosso “livre-arbítrio”, aparentemente muito presente em nossas inteirações de realidades objetivas, precisa ser bem diferenciado das nossas “percepções intuitivas”. Em síntese, ensina Jung que as “sensações” e “intuições” humanas são as funções psíquicas. Como entendo, viabilizam um nosso subjetivo “escutar interior” com a percepção sensorial da nossa “sensibilidade da alma”. Mas para favorecê-lo, precisamos sempre de um subjetivo estado perceptivo com plenitude de harmonização de interiorização “existencial” e “espiritual”. Resumindo: O “livre-arbítrio” é uma opção, principalmente e mais, de escolha consciente. Ao contrário, o nosso subjetivo “escutar interior”, emerge em nós principalmente de fontes perceptivas do nosso “inconsciente”.

Complemento com esta explicação do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, manifestado na sua coluna “divã literário”, publicada na Edição 112 da Revista PSIQUE, publicação da Editora Escala:

– “Jung chamou de funções psíquicas irracionais aquelas que nos fazem perceber o mundo além da lógica e da razão. Há dois grandes grupos nessa categoria: sensação e intuição. O primeiro atende bem à “organização vertical” e percebe o mundo por meio dos cinco sentidos. É uma sensação determinada sobre tudo pelo objeto, “nada existe além do concreto e do real; considerações sobre ou além disso são aceitas apenas enquanto fornecem a sensação”.
Os intuitivos absorvem os fenômenos que presenciam de forma subliminar à consciência e só vai perceber que está se orientando de modo acertado, sem ter consciência das etapas, quando finalmente tem seu momento de intuição. Por ter a função sensação subliminar à consciência eles sentem a tarefa desagradável por estarem focando no resultado final e sofrem com isso.
O intuitivo é um tipo de sujeito que se mantem na expectativa do que virá. A possibilidade é o que o alimenta e o seu combustível é imaginar o que se lhe oculta. Por isso tal tipo não suporta a rotina. O simbolismo é o que prevalece, e não a observação.”

Pergunto para você:

Você acha que a percepção “subjetiva” e “sensorial” da nossa “Sensibilidade da Alma”, ajuda em suas escolhas?

Pensem nisso!

(649) Sentindo as novidades sobre a “finitude humana”

A finitude é o destino de tudo.”

São palavras do escritor português José Saramago (1922-2010), premiado em 1998 com Nobel de Literatura. Pensei muito se deveria ou não trazer esse tema para este nosso encontro. Mas o que motivou esta minha decisão foi este entendimento da conhecida atriz Denize Fraga, em entrevista concedida ao jornalista e apresentador de TV, Pedro Bial: – “Falar da morte, compreender a finitude, imediatamente te coloca numa urgência de viver e de cuidar de sua vida e de pensar o que você vai fazer? Confesso ainda não ter pensado assim.

No seu artigo “Diversidade Humana” [que nada tem haver com a Finitude Humana], aprendi com o mestre em Neuropsicologia, Eduardo Shinyashiki – “Cada indivíduo é diferente e único, não só em relação ao outro ser humano, mas também em relação a si mesmo, pois estamos em contínua evolução e transformação do nosso caminhar pela vida.” (Fonte: Edição 143 da Revista PSIQUE, publicação da Editora Escala). Complemento:

Existe uma diferença entre “viver” e “saber viver”. Certo é que nunca estamos psicológica e comportalmente educados e preparados, para entender a “Finitude Humana”. O doutor em Educação Histórica pela UFPR, Daniel Medeiros, esclarece no seu artigo sobre “O novo normal não deve negar o passado”, publicado na Edição 137 da Revista Humamitas, da Editora Escala:

– “A filosofia dos gregos, por exemplo, era profundamente associada a uma reflexão sobre a vida e sobre o cosmo, sobre o imensamente grande e imensamente distante, ou sobre a conduta humana, tudo isso para esquecer a morte. “Não precisamos temer a morte”, dizia Epicuro, o filósofo do prazer, “porque enquanto existirmos ela não existe e quando ela existir, não existiremos mais.” Depois, no longo período medieval, passamos a vida refletindo sobre a morte, mas como uma preparação para outra vida, a eterna, a que valeria de verdade. Então veio a modernidade e encontramos outro subterfúgio, dessa vez na matemática e no exercício infinito da razão transformadora, criando um mundo novo sobre o mundo natural, como quem faz aquelas coberturas de crochê para galões de água. E para quê? Para iludir o tempo e preencher nossas existências arremessadas por aqui, nesse mundo, sem explicações satisfatórias de quem, por razão, como, quando e, principalmente, até quando”.

Por sua vez, esclarece João de Fernandes Teixeira, no seu bem fundamentado artigo “A Imortalidade Digital”, na Edição 187 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala. Da sua longa abordagem e muito atualizada, mas peço sua atenção para estas partes:

– “Nas últimas décadas, o conceito de morte passou por uma revisão radical. A morte já não é mais concebida como um estado definitivo, irreversível, do qual nunca mais poderemos regressar. De acordo com uma visão contemporânea, a vida pode ser interrompida e reiniciada, assim como ocorre com embriões mantidos em uma baixa temperatura, que conseguem suspender a química vital. (…) De acordo com essa redefinição, a morte, enquanto cessação provisória da existência, não implica o fim de uma pessoa. Se a medicina e a tecnologia desenvolverem meios para contornar a morte cerebral, incluindo evitar a morte do cérebro e do córtex, e as tecnologias cognitivas desenvolverem meios de transferir a memória e o pensamento para plataformas alternativas a fim de abrigar a vida, podemos especular que a nossa definição tradicional de morte precisa ser reexaminada.”

Pensem nisso, com “Sabedoria de Viver“.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(648) Sentindo em minha vida, um sonho transformado em realidade.

Qualquer trabalho que fazemos com a intenção de ajudar as pessoas no sentido de se “autoconhecerem”, é muito gratificante porque também somos beneficiados. Para mim está sendo a realização de um antigo desejo, que me revelou a descoberta de uma missão nesta dimensão existencial de vida. São muitos os comentários que recebo, sendo mais do exterior, o que não sei explicar. Como não tenho tempo e nem condições para agradecer todos os meus seguidores, faço agora porque os considero representados nesta mensagem.”

1. O primeiro comentário foi recebido em 24/07/2014, do Estado de São Paulo. Fiquei muito emocionado. Vejam: “Edson, só quem se deixa tocar profundamente é que se auto sensibiliza. Ou seja, consegue um interagir emocional com o mundo e, consequentemente exercita uma alma abrangente. Você alcançou esse estágio de existência.”
2. “You have made some good points there. I checked on the internet to learn more about the issue and found most people will go along with your views on this website.
Tradução: Você levantou pontos importantes. Pesquisei na internet para saber mais sobre o assunto e descobri que a maioria das pessoas concorda com seus pontos de vista neste site.
3. “Excellent goods from you, man. I’ve understand your stuff previous to and you’re just extremely magnificent.”
Tradução: Excelente trabalho, cara. Já conhecia seu trabalho e você é simplesmente magnífico.
4. “I really like what you’ve acquired here, really like what you are stating and the way in which you say it. You make it entertaining and you still take care of to keep it smart. I cant wait to read much more from you.”
Tradução: Gostei muito do que você escreveu aqui, gostei muito do que você disse e da maneira como disse. Você torna tudo divertido e ainda consegue manter a inteligência. Mal posso esperar para ler mais de você.
5. “I cant wait to read much more from you.”
Tradução: Estou ansioso para ler muito mais de você.
6. “Because the admin of this web page is working, no uncertainty very shortly it will be famous, due to its feature contents.”
Tradução: Como o administrador desta página está trabalhando, sem dúvida, em breve ela se tornará famosa, devido ao seu conteúdo de qualidade.
7. “I think this is among the most significant information for me. And i am glad reading your article. But want to remark on few general things, The website style is perfect, the articles is really nice : D. Good job, cheers.”
Tradução: Acho que esta é uma das informações mais importantes para mim. E fico feliz em ler seu artigo. Mas gostaria de comentar algumas coisas gerais: o estilo do site é perfeito, os artigos são realmente ótimos :D. Bom trabalho, abraços!
8. “Hello to every one, the contents existing at this web site are genuinely remarkable for people knowledge, well, keep up the nice work fellows.”
Tradução: Olá a todos, o conteúdo deste site é realmente notável para o conhecimento das pessoas, continuem com o bom trabalho, pessoal.
9. “I have read so many articles or reviews concerning the blogger lovers but this paragraph is genuinely a good paragraph, keep it up.”
Tradução: Já li muitos artigos e resenhas sobre amantes de blogueiros, mas este parágrafo é realmente bom. Continue assim.
10. “I was recommended this web site by my cousin. I’m not sure whether this post is written by him as nobody else know such detailed about my trouble. You’re wonderful! Thanks!”
Tradução: Meu primo me recomendou este site. Não tenho certeza se foi ele quem escreveu este post, pois ninguém mais sabe tantos detalhes sobre o meu problema. Você é incrível! Obrigada!
11. “Very energetic blog, I liked that a lot. Will there be a part 2?”
Tradução: Blog muito dinâmico, gostei bastante. Haverá uma parte 2?
12. “Excellent goods from you, man. I’ve understand your stuff previous to and you’re just extremely magnificent.
Tradução: “Excelente trabalho, cara. Já conhecia seus produtos e você é simplesmente incrível.”
13. I really like what you’ve acquired here, really like what you are stating and the way in which you say it. You make it entertaining and you still take care of to keep it smart. I cant wait to read much more from you. This is actually a terrific site.”
Tradução: Gostei muito do que você escreveu aqui, gostei muito do que você disse e da maneira como disse. Você torna tudo divertido e ainda consegue manter a inteligência. Mal posso esperar para ler mais de você. Este site é realmente fantástico.

Agradeço a todos ter chegado hoje a este número de mensagens postadas. Fiquei surpreso e reconheço que a minha vida mudou completamente. Termino, com este “sentir” de Sigmund Freud (1856-1939):

– “O SONHO REPRESENTA A REALIZAÇÃO DE UM DESEJO.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(647) Sentindo o que fazer, em algumas inteirações motivadas pelos nossos desejos.

As coisas se resolvem, mas não sozinhas, como sua alma tentada a ser preguiçosa gostaria. As coisas se resolvem na mesma medida em que você tomar as iniciativas pertinentes, isso sim! É hora de fazer algo prático.

Nesta sua participação de número 145 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horósopo divulgado hoje, dia 06/12/2025.

Tudo acontece no seu tempo como tem que acontecer, e não “quando” e “como” desejamos que aconteça. Aliás, várias vezes já pedia a sua atenção para a predominância e comprovação dessa nossa realidade. Aqui, pela primeira vez, Quiroga complementa com o seu reconhecimento desta condição: – tudo se resolve, tudo poderá ser mais fácil de ser por nos alcançado, quando subjetivamente favorecemos e, portanto facilitamos os alcances dos nossos desejos. Mas sempre também dependerá do nosso “acreditar”, do nosso “merecimento”.

Não tenho dúvidas de que todo nós somos assistidos existencial e espiritualmente nesta nossa dimensão de vida. Mas também entendo que nós precisamos ficar mais perceptivos para tudo que acontece, inclusive influenciando-nos subjetivamente. Mas nem sempre sei explicar para mim mesmo. Confesso não saber explicar, por exemplo, neste meu “agora”, ao estar transmitindo pela escrita esse meu “sentir”. A respeito lembrei deste diálogo de Clarice Lispector, com o consagrado escultor Roberto Burle Max (1909-1994) [Fonte: “Clarice Lispector entrevista grandes personalidades”, publicação da Editora Rocco, que recomendo para todos os meus seguidores]. Vejam: Clarice pergunta:

– “Para quem cria beleza tão evidente e ao mesmo tempo misteriosa, como você, eu estranho seu rosto tão triste. Sem entrar em detalhes de sua vida, como você poderia explicar sua melancolia? Eu, por exemplo, além de motivos concretos de ser melancólica, o seria de qualquer modo, pois há uma certa tristeza quase meiga ao ver, digamos, uma obra de arte: diante da eternidade do que vemos de beleza, é como se também nós devêssemos ser eternos.”

Responde Burle Marx:

– “Se a gente está lutando para chegar a resultados, luta não quer dizer sempre vitória. Daí, talvez, meu ar melancólico, Clarice. Há tantas vitórias perdidas na minha vida. E sobretudo, como escreveu Guimarães Rosa, viver é muito perigoso. Acontece que tenho trabalhado muito e nem sempre consigo o que almejava. Com a idade a gente às vezes tem medo de não se realizar completamente. E é por isso que às vezes me sinto torturado e solitário.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(646) Sentindo ensinamentos budistas, para nossas buscas de “autoconhecimento”.

A verdade já está em você, mas é preciso abrir – corpo, mente e coração – para que seus ensinamentos penetrem nas suas sementes de compreensão e iluminação.

Perceber sempre significa perceber algo. Nós acreditamos que o objeto de nossa percepção é externo a nós, mas isso não é verdade. Quando percebemos a lua, a lua está dentro de nós. Quando sorrimos para o amigo, o amigo está dentro de nós, porque é objeto de nossa percepção.

O objeto de nossa mente pode ser uma montanha, uma rosa, a lua cheia, ou a pessoa que está de pé a nossa frente. Acreditamos que estas coisas existem fora de nós, como entidades separadas, mas na verdade os objetos da percepção são parte de nós mesmos. Isso inclui nossas sensações.

São palavras do mestre Zen e poeta, Thich Nhat Hanh, no seu livro “A Essência dos ensinamentos de Buda”, publicação da Editora Rocco com tradução de Anna Lobo. Sua leitura é recomendada para quem deseja transformar o sofrimento em paz. Acrescento, em sua “paz interior”. Certo é que cada um de nós temos a nossa subjetiva “realidade”, que só nos pertence. Assim como também temos apenas para nós mesmos, as nossas “verdades”. Gosto deste ensinamento do poeta e filósofo Khalil Gibran (1883-1931):

– “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.”

Sobre as nossas “percepções sensoriais”, de acordo com a perspectiva budista que escolhi para iniciar este nosso encontro, recomendo a sua atenção por ser tratar também de uma exclusiva e apenas nossa subjetiva identidade existencial.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(645) Sentindo Carlos Scliar, com o seu “autoconhecimento”.

Eu não me amaro nessa coisa de autoconhecimento

Na minha caminhada existencial já escutei essas palavras de algumas pessoas que não se interiorizam. Dentro do possível sempre mudava de assunto. Para mim é difícil entender como o ser humano pode viver sem “voltar-se para si mesmo”.
Gosto e peço a sua atenção para esta “sabedoria de viver”, transmitida para Clarice Lispector em entrevista concedida pelo consagrado desenhista e gravurista Carlos Scliar (1920-2001), quando assim respondeu sobre a sua “criatividade”:

– “Acho que viver é um ato criativo. Tento fazer tudo aquilo que eu gosto e tento descobrir tudo aquilo que me inquieta.”

Que bela receita de “autoconhecimento”.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. Scliar já enriqueceu esta nossa caminhada – mensagem 358.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(644) Sentindo a escolha infinita do meu calendário.

Entre dívidas e cobranças vai terminando o ano, que é puramente fiscal, porque no céu a vida continua a despeito de todos os diferentes calendários de nossa humanidade. Procure você também se focar na continuidade“.

Nesta sua participação de número 145 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horóscopo divulgado hoje, dia 03/12/2025. Sobre a passagem do tempo registradas nos calendários vejam, dentre outros, o que já disseram: Mario Quintana – “Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça.” / Carlos Drummond de Andrade – “São mitos de calendário tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer a toda hora.” / Carlos Heitor Cony – “Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional.” e Vergílio Ferreira – “Uma história vivida não tem tempo de calendário – tem-no só no que se viveu.”.

A parte conclusiva de Quiroga contém um precioso ensinamento, sugerindo-nos focar em um ciclo vital de “continuidade”. Assim, para os que acreditam, como eu acredito em termos de evolução existencial e espiritual, essa perpetuação ocorrerá por dimensões de transcendências infinitas.

Agora vejam a evolução deste registro histórico, feita pelo neurocientista Miguel Nicolelis no seu livro “O verdadeiro Criador de tudo – como o cérebro humano esculpiu o universo que nos conhecemos”, publicação da Editora CRÍTICA, que recomendo a leitura:

– “Os nossos ancestrais do Paleolítico Superior descobriram uma forma de registrar a sua visão de mundo, as suas abstrações mentais: marcando as paredes de rochas de cavernas subterrâneas. Ao fazer isso, eles garantiram que o tempo passasse a ser não só expandido em suas próprias mentes, mas que adquirisse uma representação visual permanente. Foram necessários trezentos e cinquenta séculos para que o processo de contabilizar o tempo mudasse das pinturas rupestres para outro tipo de suporte.
O surgimento dos primeiros calendários astronômicos por meio da observação de eventos celestiais recorrentes, como o movimento relativo da Terra ao redor do Sol ou o ritmo das fases da Lua, introduziu um novo padrão de tempo. Criados originalmente por sumérios, egípcios e um pouco mais tarde por chineses, os primeiros calendários astronômicos surgiram com os primeiros registros da linguagem escrita, por volta de 4000 a.C. Os calendários babilônicos, persa, zoroastras e hebreus vieram na sequência, mostrando que a medição do tempo adquiriu uma posição de grande destaque nas principais culturas humanas. A introdução da escrita, de calendários e, mais tarde, a impressão de jornais, textos e livros em grande escala (…)”.

Termino este nosso encontro, revelando que a “imortalidade da minha alma” é o meu calendário temporal.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(643) Sentindo que nada é efêmero, tudo perpetua com seus significados em nossas vidas.

No mundo dos sentimentos não há distância nem tempo.”

Inicio este encontro pedindo desculpas porque, certamente dominado pela emoção, pesquisei e não encontrei o autor dessas palavras. Sempre também já considerei “atemporal” muitos dos meus sentimentos, porque eles se eternizam em meu viver pelas suas importâncias significativas que os diferenciam por suas motivações de causalidades existenciais e, como acredito, espirituais. Ressurgem, naturalmente para sempre em minhas lembranças, e considero-os merecimentos. Abençoado e feliz do ser humano que também consegue perpetuar essas lembranças. Assim penso, porque acredito que “nada acaba”, “nada termina” para nós, independentemente dos benefícios [ou não] que nos causam. Tudo em nossas vidas são fontes de aprendizados e, principalmente, para a nossa necessária evolução espiritual por dimensões infinitas.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(642) Sentindo a necessidade de entender com as percepções da nossa Sensibilidade da Alma.

Não se explica apenas com o entendimento objetivo, o que é subjetivo. Em muitas das nossas tentativas predominará apenas o comparativo da nossa noção de objetividade para explicar, em sentido contrário, significados das nossas percepções subjetivas. Com esse jogo de palavras, estou convencido de que em um passado mais distante, os seres humanos se interiorizavam mais em suas buscas do conhecimento de si mesmo.

São minhas palavras, motivadas por esta manifestação do pensador e filósofo chinês Confúcio ao reconhecer que “Saber o que se sabe e saber o que não se sabe, é sabedoria”. Outro exemplo são estas palavras de Sócrates – “O que sei é que nada sei”. O mais interessante é que a “subjetividade humana” varia de pessoa para pessoa. Mas certo é que existem casos excepcionais em que não se pode fazer uso da inteiração existencial apenas por meio da fala. Benjamin H. Ogden, no seu livro “O ouvido do analista e o olho do crítico”, repensando psicanálise e literatura”, escrito em parceria com Benjamin H. Ogden, publicação da Editora Escuta, em entrevista publicada no Brasil, na Edição 188 da Revista Humanitas da Editora Escala, esclarece em uma das suas respostas:

– “A frase de abertura do romance “O coração é um caçador solitário” (1940), de Carson McCuller’s, retrata uma relação entre dois personagens que poderia bem servir como modelo para o tipo de relacionamento que estou propondo entre psicanálise e literatura: “Na cidade havia dois mudos, e eles estavam sempre juntos”.

McCuller’s está nos dizendo que uma grande intimidade pode se desenvolver entre duas pessoas, mesmo quando elas não podem conversar uma com a outra. Uma outra maneira de colocar a questão seria dizer que duas pessoas que não podem convergir – não podem se comunicar – podem conviver lado a lado, com um grau de proximidade tão elevado que seria equivocado considerá-las separadas, embora fosse igualmente equivocado considerá-las totalmente unidas, como se fossem uma única pessoa e não duas.
Embora os dois personagens de McCuler’s andassem “de braços dados para ir ao trabalho” todos os dias, a autora nos conta, na frase seguinte, que “os amigos eram muito diferentes. E, não obstante a diferença, enquanto amigos com muito carinho entre si, encontraram uma maneira de preencher o espaço entre eles para além das palavras, com algo que pode ser eternamente misterioso para todos, menos para eles, ou até mesmo para eles. Qual o modo de comunicação entre esses mudos?”

Desejo com este encontro, que meus seguidores entendam que em nossas buscas interiores de “autoconhecimento” o “subjetivo” está dentro de nós [assim entendo]. Muitos dos seus significados, escutados e transmitidos para, apenas por nós, serem entendidos com a percepção sensorial da nossa Sensibilidade da Alma.

Pensem nisso!

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1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(641) Sentimos a necessidade de espelhar para todos, nossas imagens interiores.

Se fosse mensurar pelo número de palavras, hoje o nosso encontro anterior foi o menor nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior. Mas em nossas vidas, as quantidades nem sempre são o mais importante e significativo para nós mesmos e para todos.

Estas palavras surgiram em minha mente logo após ter lido esta resposta de Pedro Bloch (1914-2004), em entrevista concedida para Clarice Lispector, divulgadas no no seu livro, “Clarice Lispector entrevista”, da Editora Rocco, que recomendo por ser, na minha avaliação, uma “Bela” coletânea de “Saber Viver”. Vejam:

Clarice – “Pedro, você me parece expansivo, espontâneo. E, no entanto, é um homem também reservado, voltado para dentro de si, no sentido em que você dá aos outros e pouco pede para si. Como é você de verdade?”

Pedro Bloch – “Fiz, uma vez, uma receita de viver que acho que me revela. Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as grades em vez de libertar-nos. Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal e única. Não podemos viver permanentemente grandes momentos, mas podemos cultivar sua expectativa. A gente só é o que faz aos outros. Somos consequência dessa ação. Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida. Não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Tenho um profundo respeito humano. Um enorme
respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho mar. Gosto de gostar. Todo mundo é perfeito até prova em contrário. Gosto de fazer. Não fazer… me deixa extenuado. Acredito mais na verdade que é a quintessência da bondade, a bondade a longo prazo. Tenho defeitos, mas procuro esquecê-los a meu modo. “Saber olvidar lo malo también es tener memoria” [Frase do poema épico argentino artn Fierro, de José Hernánez, do século XIX.].

Termino este nosso encontro, com este meu “sentir”:

– Depois de conhecer esse “sentir” de Pedro Bloch, fiquei mais convencido de que precisamos espelhar para todos o que, subjetivamente, sentimos ser e também tudo que ainda desejamos ser.

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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