“Os impedimentos são reais, tão reais quanto as portas que estão abertas para você seguir em frente com a construção prática de seus sonhos. Agora resta saber em que sua alma vai se focar mais. Tudo é uma escolha.”
Nesta sua participação de número 146 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 09/12/2025.
Gostei muito desse seu “sentir” porque, sob uma perspectiva subjetiva já pensei muito sobre os “impedimentos” e as “oportunidades” em nossas vidas. Explico: Principalmente sobre quando devemos escutar o nosso “EU” interior para tomar muitas das nossas decisões, seja elas de que natureza forem. Isto porque sempre acreditei que nesta dimensão de vida todos nós somos assistidos existencial e espiritualmente para, principalmente com as nossas percepções subjetivas, saber nos posicionar e fazer as nossas escolhas que consideramos mais certas. Isto porque entendo que o nosso “livre-arbítrio”, aparentemente muito presente em nossas inteirações de realidades objetivas, precisa ser bem diferenciado das nossas “percepções intuitivas”. Em síntese, ensina Jung que as “sensações” e “intuições” humanas são as funções psíquicas. Como entendo, viabilizam um nosso subjetivo “escutar interior” com a percepção sensorial da nossa “sensibilidade da alma”. Mas para favorecê-lo, precisamos sempre de um subjetivo estado perceptivo com plenitude de harmonização de interiorização “existencial” e “espiritual”. Resumindo: O “livre-arbítrio” é uma opção, principalmente e mais, de escolha consciente. Ao contrário, o nosso subjetivo “escutar interior”, emerge em nós principalmente de fontes perceptivas do nosso “inconsciente”.
Complemento com esta explicação do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, manifestado na sua coluna “divã literário”, publicada na Edição 112 da Revista PSIQUE, publicação da Editora Escala:
– “Jung chamou de funções psíquicas irracionais aquelas que nos fazem perceber o mundo além da lógica e da razão. Há dois grandes grupos nessa categoria: sensação e intuição. O primeiro atende bem à “organização vertical” e percebe o mundo por meio dos cinco sentidos. É uma sensação determinada sobre tudo pelo objeto, “nada existe além do concreto e do real; considerações sobre ou além disso são aceitas apenas enquanto fornecem a sensação”.
Os intuitivos absorvem os fenômenos que presenciam de forma subliminar à consciência e só vai perceber que está se orientando de modo acertado, sem ter consciência das etapas, quando finalmente tem seu momento de intuição. Por ter a função sensação subliminar à consciência eles sentem a tarefa desagradável por estarem focando no resultado final e sofrem com isso.
O intuitivo é um tipo de sujeito que se mantem na expectativa do que virá. A possibilidade é o que o alimenta e o seu combustível é imaginar o que se lhe oculta. Por isso tal tipo não suporta a rotina. O simbolismo é o que prevalece, e não a observação.”
Pergunto para você:
– Você acha que a percepção “subjetiva” e “sensorial” da nossa “Sensibilidade da Alma”, ajuda em suas escolhas?
Pensem nisso!