(373) Sentindo que podemos criar o céu de nossas vidas.

Qual a distância daqui ao céu?
Não é distante, meu amigo:
Um único passo para o interior,
Porá fim a todas as tuas jornadas.

São palavras de Johann Scheffler (1624-1677), também conhecido por Angelus Silesius. Nesta caminhada para o “autoconhecimento”, como agora neste exemplo de contemplação celestial, gosto de “sentir” a percepção subjetiva desses pensadores da antiguidade. O céu é [e para sempre será] fonte inspiradora de sentimentos poéticos. Vejam estes exemplos que selecionei para você:

Abraham Lincoln: “Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador.”; Michelangelo: “O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”; Victor Hugo: “Deus é a plenitude do céu, o amor é a plenitude do homem.”; Salvador Dalí: “O céu não está em cima, ou embaixo ou à direita ou à esquerda; está no centro do peito do homem que tem fé.”; Anne Frank: “Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.”; Cecília Meireles: “Penso que sendo o céu redondo, um dia nos encontraremos…”; Francisco de Assis: “O céu é que sustenta a Terra.”; Charles Spurgeon: “Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma.”; Clarice Lispector: “Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.”; Antoine de Saint-Exupéry: “Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante numa estrela, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.”; Mário Quintana: “Há ilusões perdidas mas tão lindas que a gente as vê partir como esses balõezinhos de cor que nos escapam das mãos e desaparecem no céu.”; Charles Chaplin: “Porque o meu coração é tão iluminado? Porque as estrelas estão tão brilhantes? Porque o céu é tão azul Desde a hora que eu conheci você?”; Charles Baudelaire: “A música perfura o céu.”; e Amy Winehouse: “Eu estou louca ou eu realmente vi o céu em seus olhos?.”

Estou convencido de que as coisas não mudam com a passagem ilusória do tempo. Somos nós que mudamos por dimensões infinitas do nosso existir de necessidades materiais e, também, de evolução espiritual. O que me motivou escrever esta mensagem foi a resposta de Angelus Silesius ao ser perguntado sobre a distância para se chegar ao céu. Ele respondeu – Um único passo para o interior [para o nosso interior]. Isso é manifestação de plenitude de sabedoria, porque tudo está dentro de nós, só precisamos acreditar. Não é o destino que determina a nossa jornada de vida, mas as nossas escolhas, repito, o nosso acreditar. Cada um de nós temos o nosso céu para iluminar e guiar nossas vidas! Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Sobre Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br
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