(373) Sentindo que podemos criar o céu de nossas vidas.

Qual a distância daqui ao céu?
Não é distante, meu amigo:
Um único passo para o interior,
Porá fim a todas as tuas jornadas.

São palavras de Johann Scheffler (1624-1677), também conhecido por Angelus Silesius. Nesta caminhada para o “autoconhecimento”, como agora neste exemplo de contemplação celestial, gosto de “sentir” a percepção subjetiva desses pensadores da antiguidade. O céu é [e para sempre será] fonte inspiradora de sentimentos poéticos. Vejam estes exemplos que selecionei para você:

Abraham Lincoln: “Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador.”; Michelangelo: “O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”; Victor Hugo: “Deus é a plenitude do céu, o amor é a plenitude do homem.”; Salvador Dalí: “O céu não está em cima, ou embaixo ou à direita ou à esquerda; está no centro do peito do homem que tem fé.”; Anne Frank: “Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.”; Cecília Meireles: “Penso que sendo o céu redondo, um dia nos encontraremos…”; Francisco de Assis: “O céu é que sustenta a Terra.”; Charles Spurgeon: “Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma.”; Clarice Lispector: “Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.”; Antoine de Saint-Exupéry: “Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante numa estrela, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.”; Mário Quintana: “Há ilusões perdidas mas tão lindas que a gente as vê partir como esses balõezinhos de cor que nos escapam das mãos e desaparecem no céu.”; Charles Chaplin: “Porque o meu coração é tão iluminado? Porque as estrelas estão tão brilhantes? Porque o céu é tão azul Desde a hora que eu conheci você?”; Charles Baudelaire: “A música perfura o céu.”; e Amy Winehouse: “Eu estou louca ou eu realmente vi o céu em seus olhos?.”

Estou convencido de que as coisas não mudam com a passagem ilusória do tempo. Somos nós que mudamos por dimensões infinitas do nosso existir de necessidades materiais e, também, de evolução espiritual. O que me motivou escrever esta mensagem foi a resposta de Angelus Silesius ao ser perguntado sobre a distância para se chegar ao céu. Ele respondeu – Um único passo para o interior [para o nosso interior]. Isso é manifestação de plenitude de sabedoria, porque tudo está dentro de nós, só precisamos acreditar. Não é o destino que determina a nossa jornada de vida, mas as nossas escolhas, repito, o nosso acreditar. Cada um de nós temos o nosso céu para iluminar e guiar nossas vidas! Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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(372) Sentindo a importância de conhecer o nosso “Eu”.

O Eu Superior é o que temos de eterno, nossa essência e identidade divina, nossa consciência superior. Ele é mais do que nossa alma, que nosso ego, que nossa individualidade. Ele se encontra em outra vibração e dimensão e está em contato contínuo com o mundo espiritual e é através dele que nos ligamos a essa outra dimensão do ser.”

São palavras da psicoterapeuta Eunice Ferrari, que também é astróloga e especialista em meditação. Foram reproduzidas do seu horóscopo divulgado no dia 24/04/2019, no “Portal Terra”. Nele ela esclareceu para seus seguidores: “Assim como possuímos um Eu que nos distingue de outras pessoas através de nossa personalidade, possuímos também uma identidade superior, um “Eu Superior“, que nos identifica espiritualmente. Esse “outro eu”, habita os domínios superiores da espiritualidade.” Talvez seja por isso que a mensagem 126 continua sendo a mais acessada nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”.

Agora vejam a introdução do horóscopo de Oscar Quiroga, divulgado nesta data:

QUEM SOU EU?
Teu corpo é um instrumento de ação e expressão, tua mente é um instrumento de percepção e digestão das informações recebidas dos mundos exterior e interior, tuas emoções são veículos que se expressam de acordo com os procedimentos em andamento, portanto, a pergunta que resta é, onde estás tu? Onde fica essa entidade que chama a si mesma de Eu?
Eis a questão que motiva reflexões filosóficas desde sempre, e ainda que não consigamos definir conclusivamente quem somos nós, pelo menos podemos nos aproximar à resposta através de outra pergunta: Quando sou Eu?
É, nem sempre somos nós mesmos, gastamos um bom tempo reproduzindo o que as outras pessoas opinam e tentando nos parecer com aqueles que admiramos, mas somos nós mesmos apenas quando, com plena intenção e vontade, usamos nossos veículos de expressão para nos expressarmos.

No chamado “Mundo Medieval” o filósofo Avicena ((980-1037), seguidor de Aristóteles (384-322a.C), estudando profundamente o nosso “EU”, notabilizou-se ao defender que a “Alma” é distinta do “corpo”. Avicena perguntava: – Mas o que é esse “eu” que sou “eu”?

Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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(371) Sentindo o significado de ser mãe.

Nesta merecida data comemorativa, concordo com Carlos Drummod de Andrade:

M Ã E É ETERNIDADE !

Para todas as minhas mães seguidoras, merecidas felicidades.

Edson Bomfim

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(370) Sentindo a importância de significar o que é essencial para você.

“Buscar o essencial é uma orientação perfeita. Mas o essencial pode ser compreendido de forma muito ampla. O essencial pode incluir seus filhos, uma ideia, tocar violão, os Chicago Bears [time de futebol americano].”

“O essencial pode ser qualquer coisa que você queira que seja. É aquilo que é mais importante para você. É o que você procura para ter proteção. E isso é óbvio. Se alguém quiser extorquir você, eles não precisam ameaçar você. Eles precisam apenas ameaçar aquilo que você ama.”

São palavras do filósofo estadunidense Daniel Clement Dennett (1942-2024), em vida mais conhecido por Dan Dennett [ou apenas Dennett], que se dedicou à Filosofia da Mente e à Biologia. No seu último livro, com o título I´ve been thinkig… (tradução: Eu estava pensando…), ele relata suas peregrinações intelectuais e muitas conversas com vários filósofos que o influenciaram.

Comenta João de Fernandez Teixeira [na sua coluna publicada na edição 174 da Revista humanitas, da Editora Escala]:

Dennett é um pensador muito criticado, menos pelas suas posições filosóficas do que por ser confundido com um ícone da pax americana. E por ser filho de um adido cultural americano em Beirute, onde, aliás, Dan passou sua infância. (…) Discordo até hoje de Dan sobre a questão dos ‘qualia’, ou seja, dos estados intrinsecamente subjetivos. Ele acha que eles simplesmente não existem, Mas isso me parece contraintutivo. Duas pessoas podem provar o mesmo bolo. Uma pode achá-lo delicioso. A outra, simplesmente horrível. Como explicar tanta diferença? Dez anos depois de ter estagiado na Tufts University, lar acadêmico de Dennett por mais de 50 anos, resolvi escrever um livro sobre sua filosofia da mente (A mente segundo Denett, Editor Perspectiva). A contracapa, escrita gentilmente por Dan, deixa clara nossas divergências, algumas, básicas. Até hoje tenho dúvidas se é possível mecanizar a consciência.

Como acredito, “voltar-se para si mesmo” para conhecer o que subjetivamente é “essencial” para o nosso crescimento existencial em todos os sentidos, é preciosa prática de interiorização para o nosso “viver.” Por isso, precisamos aprender “significar” todos os nossos anseios de vida. Vejam estes exemplos: Clarice Lispector, “Na exigência de vida tudo é lícito, mesmo o artificial, e o artificial é às vezes o grande sacrifício que se faz para se ter o essencial.”, Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.”; Antoine de Saint-Exupéry,“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”, Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.”; Voltaire, “O essencial é estar bem consigo mesmo.”; Machado de Assis, “Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”, “O essencial não é fazer muita coisa no menor prazo; é fazer muita coisa aprazível ou útil.” Carlos Drummond de Andrade, “Clara manhã, obrigado. O essencial é viver.”, Picasso, “Pintar é libertar-se, e isso é o essencial.”; Mário de Andrade“O essencial faz a vida valer a pena.”;
Dalai Lama, “Se queremos o desenvolvimento espiritual, a prática da paciência é essencial.”; Schopenhauer, “O que temos dentro de nós é o essencial para a felicidade humana.”; Erich Fromm, “Ter esperanças é uma condição essencial de ser humano.”; Mário Quintana, “A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.”; Mário Sérgio Cortella, “Chegar ao topo e ser reconhecido é agradável, mas a questão é o que se teve de deixar de lado para chegar lá, incluindo a diversidade de vida e, mais, o essencial à vida. Se a pessoa abandona o essencial, ela perde a identidade.”; Diana, Princesa de Gales, “Nada me dá mais alegria do que tentar ajudar as pessoas mais vulneráveis na sociedade. É meu objetivo e parte essencial da minha vida — um tipo de destino. Quem quer que esteja em aflição pode me procurar. Irei correndo para onde estiverem”, Albert Einstein, “A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer.”

Pensem nisso, para “descobrir” e “significar” tudo que seja “essencial” para você.

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(369) Sentindo a necessidade de conhecer os mistérios da nossa consciência.

A experiência consciente, embora seja um estado mental passível de explicação por quem tenha experimentado uma determinada sensação, não é algo que se deva generalizar, já que ela possui um caráter qualitativo subjetivo, variando de acordo com cada pessoa ou situação.

São palavras de Daniel Borgoni, doutor em filosofia pela Universidade Federal de São Paulo -UNIFESP, no seu bem fundamentado artigo sobre os mistérios da consciência, publicado na edição 48 da Revista Filosofia, da Editora Escala. O enfoque principal desse artigo são as buscas de respostas pela Filosofia da Mente, sobre as nossas “experiências conscientes”. Há muito tenho interesse em querer entender como, por exemplo, de modo consciente podemos explicar para nós mesmos, a percepção de uma ainda desconhecida [ou parcialmente conhecida] manifestação da nossa subjetividade interior. Como acredito, talvez seja por isso que nesta jornada para o “autoconhecimento”, repetidas vezes tenho afirmado que nós precisamos “significar” os nosso sentimentos, as nossas emoções e, portanto, os resultados sensoriais e subjetivos de todas as nossas buscas de interiorização.

Daniel Borgoni analisa, em detalhes, o que ele chama de caracteres “qualitativos subjetivos” das nossas experiências conscientes, que são acessíveis a partir de um ponto de vista em primeira pessoa (ou seja, só por quem está tendo a experiência): Exemplifica: “Se eu e você estivermos sentindo dor em nosso segundo molar direito da arcada superior, mesmo que o dentista nos diga que isso se deve a uma inflamação de canal e que algum escâner mostre-nos que a área afetada é a mesma, ainda assim, não podemos afirmar que estamos tendo a mesma sensação de dor, na medida em que o caráter qualitativo de cada dor parece ser apreendido por uma só perspectiva, ou seja, a sensação de dor aparece de um modo específico somente a quem a está experienciando.”

Agora vejam que importante questionamento de Daniel, para a nossa jornada de buscas de “autoconhecimento”:

– […] a consciência tem uma particularidade que não se verifica nas outras coisas e fenômenos do mundo: a subjetividade. Assim, se a consciência tem características qualitativas intrínsecas (os qualia) que só podem ser apreendidas subjetivamente e, portanto, inescrutáveis sob um ponto de vista de terceira pessoa, como conciliar a objetividade das explicações científicas com a subjetividade da consciência se, de acordo com Paulo César Coelho Abrantes, que é doutor em Filosofia pela Université Paris, “essa objetividade resulta justamente, da tentativa de eliminar tudo que seja relativo a um determinado ponto de vista”.

Trata-se portanto de um tema complexo, que trago para este nosso encontro porque sempre despertou o interesse das neurociências e da filosofia da mente. Para você, meu seguidor, o que desejo com esta mensagem é somente mostrar que todos somos “seres únicos”, possuidores, e consciente da nossa subjetiva “realidade psíquica” que, portanto, só nos pertence.

Notas:
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(368) Sentindo com o nosso tempo, o passar do tempo.

“A transformação do passado em futuro não segue necessariamente esse sentido, porque o futuro existe, é real e tão determinante quanto o passado, em muitos casos se apresentando e transformando o passado com sua presença.”

“O futuro, necessariamente, pouco se parece ao seu passado, e por isso é necessário que você solte as amarras que prendem sua alma a como as coisas eram feitas sempre. Nada mais será como antes, o futuro está aberto.”

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em duas previsões do seu horóscopo divulgado em 20/04/2024. Esta é a sua quinquagésima primeira participação em nossa jornada para o “autoconhecimento”, motivada pela subjetividade das suas interpretações sobre as influencias dos astros em nossas vidas. Recentemente ele também se referiu ao “futuro” (mensagem 365). Agora vejam a introdução de Quiroga, seu horóscopo do dia 04/12/2023:

Futuro e passado.
O futuro é tão real e determinante quanto o passado, mas nos relacionamos com o futuro da mesma forma com que nos relacionamos com nossa própria alma, pressentimos sua realidade, mas não nos convencemos totalmente de que essa experiência seja tão real quanto a do passado, sobre o qual temos as provas que a memória oferece.

No entanto, até a memória pode ser ressignificada, afinal, é para isso que as terapias psicológicas existem, e comprovam ser possível modificar nossa relação com o passado, o que, na prática, resulta em que o passado não é mais consistente do que o futuro, o qual, por sua vez, se nos apresenta antes de acontecer, como pressentimento, nas vezes em que começamos a pensar em alguém que é improvável encontrar, mas no decorrer do dia ou em pouco tempo, o encontro acontece.

Concordo com Quiroga porque, de acordo com a minha percepção, essa nossa sensação “abstrata” e “subjetiva” de temporalidade é preciosa fonte de “autoconhecimento”, principalmente por ser, em sua essência, “atemporal”. Logo, a qualquer momento, todos nós podemos “significar” a ilusória passagem do tempo em nossas vidas [seus eventos desejados ou não por nós] e também “ ressignificar“, para nós mesmos, o fluir existencial da nossa história de vida. Vejam estes exemplos que selecionei para você:

Clarice Lispector: “A saudade é a prova de que o passado valeu a pena.”; “Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.”, “O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.”; Lya Luft: “Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.”; Mário de Andrade: “Passado é lição para refletir, não para repetir. Heródoto: “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro.”; Charles Tocqueville: “Quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas.”; Mario Quintana: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.”; Fernando Pessoa: “Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente.” e Confúcio “Se queres prever o futuro, estuda o passado.”

O que todos nós precisamos fazer, inclusive com sentimento de gratidão, é poetizar nossas vidas. Gosto deste poema do escritor moçambicano, Mia Couto:

Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólem sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço”

Espero você no nosso próximo encontro.

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(367) Sentindo a necessidade de um sentido em nossas vidas.

Há muito estou convencido de que todos nós somos “seres transcendentes”, de origem “transcendente”, e que estamos ligados, conectados a uma “Totalidade Maior” porque temos uma “consciência transpessoal” e “espiritual” que em todos os momentos do nosso existir, precisa estar desperta em nós. Para “Jung “o mundo, tanto por fora como por dentro, é sustentado por bases transcendentais, é algo tão certo quanto a nossa própria existência” (OC 14/II, § 442). Certamente está se referindo, principalmente, à “transcendência da nossa psique”! (assim entendo)

Prestem atenção nesta explicação de Brigitte Dorst, professora de Psicologia, psicanalista e psicoterapeuta junguiana, com consultório em Münster, na Alemanha, que encontrei no seu precioso livro “C.G.Jung – Espiritualidade e Transcendência” (publicação da Editora VOZES, com tradução de Nélio Schneider, que recomendo a leitura):

– Uma enfermidade que ameaça a vida, como, por exemplo, o câncer, leva muitos atingidos a submeter sua vida a um exame. A doença impõe limites à possibilidade de planejar sua própria vida, muda prioridades. Ela pode ser entendida como um chamado especial da vida para mudar a valoração do que é importante e do que não é importante e levar a pessoa perguntar criticamente pelo sentido do seu próprio modo de viver.

Complementa, referindo-se ao seu livro Lebenskrisen (numerei):

1. Justamente em crises da vida, nas situações de transição e nas rupturas da vida, em perdas repentinas de uma pessoa querida ou no diagnóstico de doenças que ameaçam a vida, irrompe a pergunta pelo sentido. As crises andam de mãos dadas com sentimentos de abandono existencial, impotência e ameaça.

2. Golpes do destino e acontecimentos que mudam repetinamente a vida, bem como a incapacidade de dar conta deles com seus próprios recursos, frequentemente constituem o motivo pelo qual as pessoas buscam auxílio e acompanhamento terapêuticos.

3. Na análise e na terapia também afloram temas religiosos e perguntas pelo sentido. O trabalho terapêutico toca a esfera das perguntas existenciais básicas e, por conseguinte, exige de ambos, terapeuta e paciente, que se envolvam com essas questões. É o que enfatiza Ingrid Riedel: “O que distingue [..] a psicologia junguiana de todas as demais correntes e caracteriza o lugar especial que ela ocupa na psicologia profunda é o fato de ter seu centro de gravidade onde se trata da busca de sentido e da pergunta pelo sentido.

4. A temática religiosa – esse sempre foi o entendimento de Jung – é inerente ao processo de análise e ao processo de individuação terapeuticamente acompanhado.

5. Quando se trata de cura na terapia, quando se trata de recuperar a saúde do ser humano, o espaço de experiência da terapia precisa estar aberto para o numinoso, para a busca do sentido e para todas as questões espirituais e religiosas que são inseparável de sua existência humana.

Vejam que bela conclusão da Psicóloga e psicoterapeuta junguiana Brigitte Dorst [que volto a recomendar a leitura do seu livro acima citado]:

A BUSCA POR SENTIDO, POR UMA BASE DE SUSTENTAÇÃO, É ENTENDIDA NA PSICOLOGIA ANALÍTICA COMO UMA PROFUNDA NECESSIDADE “A PRIORI” DO SER HUMANO.

Agora prestem atenção: Se você conhecer alguém que esteja acometido de uma doença grave; que esteja desanimado; passando por dificuldades; sem esperanças; perdendo o sentido da vida; e sem poder ter um acompanhamento terapêutico (ou de outra natureza), fala para essa pessoa que esse “sentido da vida” está “DENTRO DE TODOS NÓS“, no nosso “ACREDITAR“, porque somos assistidos e estamos espiritualmente conectados a uma “TOTALIDADE MAIOR“, e dela fazemos parte..

Termino este nosso encontro, com estas palavras:

ACREDITE NO SEU DEUS, ELE ESTÁ DENTRO DE VOCÊ PARA LHE ESCUTAR. COM O NOSSO ACREDITAR, IDEALIZAMOS E MODELAMOS O SENTIDO DE NOSSAS VIDAS..

Pensem nisso.

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(366) Sentindo o poder e os benefícios de mudarmos.

A paz, quietude, conforto e sossego que sua alma busca, essas condições dependem menos das circunstâncias externas, que podem eventualmente ajudar ou atrapalhar, e mais da disposição interior, que você controla“.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado no dia seis deste mês. Foram escolhidas para iniciar este nosso encontro, porque mostram para todos nós os benefícios que podemos alcançar com as nossas buscas de interiorização, abstraindo-nos, por vezes, das nossas realidades exteriores. Vejam que Quiroga se refere às necessidades” da nossa “ALMA”. Como acredito nós podemos avaliar quase tudo que acontece em nossas vidas, mas nem sempre temos o poder de controlar e conhecer suas causas. Sempre que possível, devemos “significar“, para nós mesmos, todas as “causas” das nossas experiências e aprendizados de “vida”. Gosto de contar este exemplo de “causalidade”:

– Um jovem e um idoso que conversavam às margens de um rio, foram surpreendidos com uma criança sendo arrastada pela correnteza da água. Pegaram a criança, fizeram massagem respiratória, e salvaram. Pouco depois, outra criança sendo levada nas mesmas condições. Também conseguiram salvar. Quando olharam para trás, viram mais crianças, desesperadas, pedindo socorro. O jovem falou para o idoso: Vamos correndo salvá-las. Respondeu o idoso: Vai você. Eu vou subir até a nascente deste rio, para saber o que está causando tudo isso.

Sobre a sabedoria de, para nós, de “significar” como somos:

Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
Ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço.
Quem fazia as perguntas, ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença.”
O mestre Zen disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é uma libertação, é o nirvana.

Nossa alma precisa de paz, quietude, conforto e sossego interior!

Pensem nisso.

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(365) Sentindo um ano de mensagens, em nossa caminhada para o “autoconhecimento”.

O futuro é tão real e determinante quanto o passado, mas nos relacionamos com o futuro da mesma forma com que nos relacionamos com nossa própria alma, pressentimos sua realidade, mas não nos convencemos totalmente de que essa experiência seja tão real quanto a do passado, sobre o qual temos as provas que a memória oferece.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, nesta sua quadragésima nona participação em nossa jornada para o “autoconhecimento”. Foram por ele transmitidas no seu horóscopo divulgado no dia 04 de dezembro do ano passado, com o título “Futuro e passado”. Em seguida Quiroga complementa com esta sua explicação:

– No entanto, até a memória pode ser ressignificada, afinal, é para isso que as terapias psicológicas existem, e comprovam ser possível modificar nossa relação com o passado, o que, na prática, resulta em que o passado não é mais consistente do que o futuro, o qual, por sua vez, se nos apresenta antes de acontecer, como pressentimento, nas vezes em que começamos a pensar em alguém que é improvável encontrar, mas no decorrer do dia ou em pouco tempo, o encontro acontece.

Cada um de nós significamos “tudo” no “tempo” em nossas vidas [no nosso “agora”, no nosso “passado”, e no nosso “futuro”], porque somos nós que criamos, para nós mesmos, as nossas realidades. Gosto deste “sentir” de Fernando Pessoa (1888-1935):

– “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Pensem nisso.

Notas:
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(364) Sentindo em nossas buscas de “autoconhecimento”, a importância do “inconsciente”. (Parte Final)

“O inconsciente é o círculo maior que abrange em si o círculo menor da consciência; tudo o que é consciente tem um estágio prévio inconsciente, enquanto o inconsciente pode permanecer nesse estágio e ainda assim reclamar o valor pleno de uma produção psíquica.”

Que maravilha de explicação! São palavras de Sigmund Freud (1856-1939). Com a sua genialidade, ele preconizou o principal embasamento da teoria psicanalítica, consolidado no sentido de que, acessando o “inconsciente” dos seus pacientes, conseguiria aflorar para a consciência muitas das suas memórias esquecidas e, assim, aliviaria seus sintomas. A respeito, vejam este importante entendimento do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, que entendo ser valioso para os profissionais das áreas de saúde:

– O inconsciente pode fazer com que cada momento de nossa vida influencie todos os outros, para frente e para trás. Assim, a intenção no futuro poderá modificar as probabilidades de uma enfermidade. Um simples diagnóstico pode influenciar o curso da doença. Dessa forma, a psicoterapia é um método que nos faz voltar no tempo para alterar o nosso próprio futuro.

Com os ensinamentos de Freud e de Jung, estou plenamente convencido de que, subjetivamente, o nosso “inconsciente” orienta e nos ajuda modelar o modo como, sensorialmente, todos nós “sentimos” as percepções do nosso mundo. Ensina o doutor Carlos São Paulo, diretor e fundador do Instituto Junguiano da Bahia, acima citado:

– Possuímos um eu para nos relacionarmos com o mundo em volta e, também, com aquele outro mundo interno, criado a partir do que vai se organizando com as nossas experiências, misturadas às respostas coordenadas pela nossa constituição biológica.
O mundo externo pode nos envolver em eventos que não atendem às nossas expectativas e nos conduzem a um estado de insatisfação muitas vezes desproporcional ao acontecimento. Essa insatisfação pode nós trazer um sofrimento maior do que deveria, caso não houvesse despertado experiências antigas, situadas em memórias emocionais que, embora sejam acontecimentos diferentes, guardam entre si alguma semelhança.

Complementa o doutor Carlos São Paulo:

– O mundo moderno disponibiliza processos psicoterapêuticos de “insights” que propiciam a possibilidade de compreendermos quando o sofrimento é neurótico (assim chamado aquele que altera a realidade por reagirmos de forma desproporcional aos acontecimentos) e nos ajuda a estabelecer essa relação com o eu mais profundo para percebermos que aquela infelicidade experimentada também aponta para oportunidades disfarçadas e nos lança a um nível de consciência mais acima.

Um dos importantes interesses das neurociências, são os nossos processos conscientes e inconscientes. Selecionei estas observações:

Para o neurobiologista Wolf Singer, diretor emérito do Instituto Max Plank de Pesquisa do Cérebro, “uma infinidade de fatores, ao mesmo tempo conscientes e inconscientes, determina quais são, entre os inúmeros sinais que percebemos, aqueles que chegam a nossa consciência”. (…) Os processamentos conscientes exigem tempo. Portanto, seu mecanismo está perfeitamente adaptado aos momentos em que a pessoa não se encontra submetida a uma restrição temporal, quando ela não tem de levar em conta um número elevado de variáveis, e em que estas últimas são definidas com suficiente precisão para serem objeto de uma análise racional. (…) Parece que os mecanismos inconscientes dependem mais de processamentos paralelos, que permitem que inúmeras assembléias de neurônios, cada uma representando uma solução específica, rivalizem entre si. Depois, um algoritmo “vitorioso” consegue estabilizar a assembléia neuronal na configuração mais bem adaptada ao contexto presente. O resultado desses processos inconscientes se manifesta seja por meio de respostas comportamentais imediatas, seja por meio do que chamamos de “sentimento instintivo” ou “convicção íntima”.

Por sua vez, esclarece o neurologista António Damásio no seu livro, “Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos”, publicação da Editora Companhia das Letras, adaptado para o português do Brasil por Laura Teixeira Motta:

– Os sentimentos envolvem a percepção de um certo estado do corpo e a percepção de um certo estado de espírito. Temos imagens não só de um estado do corpo mas também, em paralelo, imagens de uma certa forma de pensar. (..) Sentir a tristeza não diz respeito apenas ao mal-estar. Diz respeito também a um modo ineficiente de pensar, concentrado em torno de um número limitado de ideias de perda.

Certamente todos nós devemos ter registros pretéritos de significados de muitas das nossas esquecidas experiências de vida que, como acredito, podem ser despertas em nossas buscas de “autoconhecimento”. Foi este meu entendimento que me motivou escrever esta série de mensagens sobre o nosso “inconsciente. Termino, com esta conhecida conclusão de Freud:

A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS É O REAL CAMINHO AO CONHECIMENTO DAS ATIVIDADES INCONSCIENTES DA MENTE.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
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2. As citações do médico e psiquiatra junguiano Carlos São Paulo foram reproduzidas das edições 135, p. 67 e 167, p. 33, da Revista PSIQUE, da Editora Escala. Do neurobiologista Wolf Singer, do seu livro Cérebro e Meditação – Diálogos entre o Budismo e a Neurociência, da Editora ALAÚDE, pgs. 107 e 108.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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