(792) Sentindo ensinamentos de sabedoria do Budismo.

É lindo viver emoções intensas, porque a alma se sente mais viva e envolvida com os acontecimentos. Essas emoções não duram muito tempo, porque logo depois a realidade concreta exige medidas práticas e organizadas.

Nesta sua participação de nº 186, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horóscopo divulgado hoje, dia 04/06/2026. Agora, prestem atenção: – Muito cedo aprendi com o Psicólogo Nico Frijda (1927-2015), que a emoção é um processo de origem inconsciente. Todos nós sabemos disso porque ninguém, antes e de modo consciente, diz para si mesmo que quer se emocionar. Mas obtendo anteriormete informações sobre determinados “evento futuros”, poderá reconhecer que vai se emocionar. Chamo isso de antecipada e subjetiva previsibilidade de “autoconhecimento”.
Eu fiquei emocionado com a iniciativa de idealizar este encontro sobre o “Buda”, Gautama Sidarta. Para ele, em nossas vidas tudo se manifesta para nós em um fluxo. Por este motivo, não encontrei nenhuma dificuldade para realizar este encontro sobre o “budismo”.

Termino, com esta explicação do mestre Zen Thich Nhat Nanh, que encontrei no seu livro “A Essencia dos Ensinamentos de Buda”, publicação da Editora Rocco, com tradução de Anna Lobo, que recomendo a leitura:

– “Os ensinamentos budistas têm a intenção de despertar o nosso verdadeiro estoque de conhecimentos.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(791) Sentindo que podemos criar o modo de viver, modelado pelas nossas prioridades.

Nesta dimensão existencial de vida, podemos interpretar tudo de acordo com as nossas necessidades. É por isso que priorizamos o acreditar em nossas verdades.”

São palavras de convencimentos das minhas necessidades. Assim, somente cada um de nós somos os criadores das nossas realidades de viver. Resumindo: Perceber equivale sempre a uma subjetiva interpretação. Peço sua atenção para este ensinamento do budismo, reproduzido com estas minhas palavras: – O nosso mundo é reflexo do que somos, das nossas necessidades. Agora também peço sua atemção estas palavras do Papa Francisco:

– “A morte não é o fim de tudo, mas o começo de algo, porque experimentamos algo que nunca experimentamos plenamente: a “eternidade”. COMPLEMENTO: – Viva sempre com sentimento de plenitude. Em cada instante de nossas vidas, somos nós os únicos responsáveis pelas nossas “escolhas de viver”.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(790) Sentindo a nossa, apenas nossa, individualidade existencial.

Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você.”

São palavras de William Shakespeare (1564-1616). Que interessante jogo de palavras, referindo-se a nós que não somos igual a outro ser humano, em um mesmo mundo com diferentes possibilidades nossas, de inteirações existenciais. Peço sua atenção para este “sentir” de Clarice Lispector (1920-1977): – “Um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa, mas seremos um só.”

PERGUNTO: – O que levou Clarice pensar assim, usando acertadamente as palavras “impersonalidade” e “individualidade”? Qual a importância disso, para esta caminhada de “autoconhecmento” – uma trajetória de transformação interior?
RESPOSTA: Entendo ser cabível esta explicação do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, fundador do Instituto Junguiano da Bahia (Fonte: Revista PSIQUE, edição 150, publicação da Editora Escala): – “Para a Psicologia Analítica, “alma” é um conceito que define o modo como o EU se relaciona com o mundo interior, enquanto “persona” determina o modo com que esse mesmo EU se relaciona com o mundo exterior. O homem, em seu desenvolvimento, constrói um mundo interior que fala a linguagem dos símbolos e, por meio deles, relaciona-se com a natureza que nos habita e às suas exigências.
CONCLUSÃO: – Todos precisam reconhecer e respeitar as diferênças subjetivas das nossas individualidades.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

[para cada um de nós, seres humanos]. Você poderá estar perguntando: – Todos nós deve estar pensando: Todos nós sabemos que somos “seres únicos”. O que se pretende neste encontro? Respondo: Ele foi motivado por estas considerações do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, fundador do Instituto Junguiano da Bahia (Fonte: Revista PSIQUE, Edição 150, págs. 64/5, publicação da Editora Escala):

– “Para a Psicologia Analítica, “alma” é um conceito que

(789) Sentindo o “desespero”, nunca como uma natural reação de todos nós.

Desespero é o preço que se paga ao se dar um objetivo impossível.”

São palavras do escritor britânico Graham Greene (1904-1991). É claro que esse entendimento não se aplica para todos nós, como sendo uma espécie de natural “reação comportamental”. Certo é que dentre outras possíveis situações de causalidades, o “desespero humano” normalmente se refere a um objetivo impossível, ou também difícil de ser alcançado [porque nem sempre tudo depende da nossa vontade]. O escritor brasileiro, Paulo Coelho, que nos anos do rock foi o principal parceiro de Raul Seixas, já manifestou este seu “sentir”: – “Aceite com sabedoria o fato de que o caminho está cheio de contradições. Há momentos de alegria e desespero, confiança e falta de fé, mas vale a pena seguir adiante…”.

Confesso ainda não ter encontrado para mim, uma subjetiva definição satisfatória. Contento-me com a ideia de que seja uma nossa imprevisível reação de descontrole, diante de uma situação de imprevisibilidade que nos surpreende. Em vida o teólogo dinarmaquês e filosofo existencialista Kierkegaard (1813-1855), ficou conhecido pela sua vontade de mudar o seu “eu”. Explico resumidamente: Seu desejo era tornar-se imperador. Se conseguisse, deveria abandonar o seu antigo “eu” e, assim, livrar-se totalmente do seu anterior e originário “eu”. Ele dizia para todos: – “Querer ser quem se é realmente é na verdade o oposto de desespero.” (Fonte: “O livro da Psicologia”, publicação da Editora Globo Livros, ano 2016, São Paulo).
Todos nós somos o que realmente somos e, principalmente, apenas para nós mesmos.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(788) Sentindo sobre o nosso querer mudar.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares..”

São palavras do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). A verdade é que pela trajetória existencial do nosso viver, todos nós precisamos mudar alguma coisa, ou nós mesmos. O importante não é apenas saber o que mudar, mas se podemos mudar e quando devemos mudar. Mas nem tudo depende de nós, da nossa vontade ou do nosso querer. Além disso, sempre que possível precisamos avaliar o que as mudanças vão nos proporcionar. Também devemos reconhecer se algumas das nossas desejadas mudanças são realmente necessárias. Certo é que tudo que queremos mudar, inicialmente é para nós sbjetivamente mostrado pelas percepções sensoriais do nosso “sentir”.
Gosto deste ensinamento do monge budista, Mathieu Ricard (Fonte: “Cérebro e Meditação – Diálogo entre o Budismo e a Neurociência”, publicação da Editora ALAÚDE, com tradução de Fernando Santos):

– “O treinamento da mente permite compreender, com extrema sutileza, se um pensamento ou uma emoção são aflitivos ou não, se estão de acordo com a realidade ou se estão baseados numa percepção totalmente incorreta dela.”

Entendo que apenas depois disso é que devemos cogitar de mudanças.

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(787) Sentindo a capacidade de admiração.

Tudo tem vida.
Quando para tudo,
damos a vida.

São minhas palavras, quando pela primeira vez conheci este “sentir” de Clarice Lispector, em “Água viva:

Rosa é flor feminina que se dá toda e tanto que para ela
só resta alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério doido.
Os cravos vermelhos berram em violenta beleza (…) O crisântemo
é de alegria profunda (…)
”.

Não me surpeendi com essa sua personificação, porque também faço o mesmo no meu mundo imaginário. Vejam que interessante: – A escritora americana Shakti Gawain (1948-2018), sobre “Visualização Criativa” ensina:

– “É mágica no sentido mais puro e verdadeiro da palavra. Ela envolve o entendimento e a harmonização do seu eu com os princípios naturais que regem o funcionamento do universo; envolve também o aprender a usar esses princípios de uma forma mais consciente e criativa. Se nunca tivesse visto antes uma flor linda ou um por do sol espetacular e alguem os descrevesse, você talvez os consideraria um evento milagroso (que realmente são!). […] O mesmo é válido para o processo de visualização criativa.”

Finalizo com este entendimento de Ana Maria Haddad Baptista, que possui mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (Fonte: “A estética da Admiração”, publicado na Edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Escala):

– “A capacidade de admirar é para poucos. Porque admirar algo é despojar-se de si e admitir, para nós mesmos e para o mundo, que existem coisas muito além do que poderíamos imaginar. A admiração é um exemplo que enobrece a nossa percepção porque dignifica, mais ainda, o belo e o estende para a humnidade.”

Pensem nisso!

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(786) Sentindo não existir solidão, quando sentimos nós mesmos.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,

São palavras iniciais do poema “Tabacaria”, de Fernando Pessoa (1888-1935) sobre “solidão”. Fiquei emocionado com a minha primeira leitura, porque lembrei deste “sentir” do escritor alemão Hermann Hesse (1877-1962): – “Solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem a si mesmo.”

Certo é que não são os acontecimentos das nossas externas “realidades existenciais”, que apenas nos moldam em todos os sentidos do nosso viver. Estar fisicamente só também nos permite alcançar um silencioso “voltar-se para si mesmo”. E nesse estado de interiorização, a solidão social é subjetiva e, aparentemente transferida para um segundo plano, o da “convivência coletiva”. Solidão [repito] não nos impede de “conversar com nós mesmos”, de descobrir os nossos ideais, os nossos “desejos intimos” que apenas nos pertencem, as nossas necessidades mais profundas de ser humanos. Como também acredito, essa é a nossa missão de aprendizado de “evolução espiritual que precisa ser descoberta apenas por nós, individualmente.

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(785) Sentindo o sentimento de amor, na passagem do tempo em nossas vidas.

O Amor é o sentimento mais intenso e sublime do ser humano. Não se define, apenas sentimos como sabemos sentir.

São minhas palavras sobre esse sentimento que nasce com a gente, porque ninguem precisa aprender o que é amar. Até agora, nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, em dezessete encontros escrevi a palavra “amor”. Deles destaco: 632, 534, 351, 244, 242, 223, 198, 196, 194, 164, 162, 158, 139, 117, 114, 100, 098, 070, 049 e 012.
Recentemente, uma antiga seguidora observou como me identifico com Clarice Lispector. É verdade!
Vejam estas suas palavras sobre o “amor” (numerei):
1. “Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.” / 2. “Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada” / 3. “Não podemos exigir o amor de ninguém. Podemos apenas dar bons motivos para que gostem de nós, e ter paciência… para que a vida faça o resto.” / 4. “Desculpa, mas não entendo. Eu quero tudo e mais ainda. Amor tem que encher o coração, a casa, a alma. Pouco ou metades nunca me completaram.” e 5. “Não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser.”

O dramaturgo brasileiro,Nelson Rodrigues (1912-1980), autor de vários romances, contos e crônicas, ao ser entrevistado por Clarice declarou sobre o que é amor (Fonte: o livro “Clarice Lispector entrevistas”, publicação da Editora Rocco, que recomendo como leitura obrigatória):

– “Eu sou um romântico num sentido quase caricatural. Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. Para mim, o amor continua além da vida e além da morte.”

Após uma intervenção de Clarice, ele acrescentou:

– “Não estou me referindo ao sexo. O sexo sem amor é uma cristalina indignidade. Sempre que o homem ou a mulher deseja sem amor se torna abjeto. Uma mulher não tem o direito de se despir sem amor. Mesmo o biquini, mesmo o decote, e repito, nenhuma forma de impudor é lícita se a criatura não ama. Se a criatura não ama, não pode usar biquini, ou usar certos decotes ou qualquer outra forma de impudor.”

Detalhe: Essa entrevista foi publicada em 11/05/1968 pela Revista Manchete, e pelo Jornal do Brasil em 23/01/1971.

Pensei nisso!

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(784) Sentindo que não podemos revelar todos os nossos anseios. Muitos deles só nos pertencem.

A legitimidade de seu anseio de bem-viver será comprovada através dos benefícios que se irradiarem da realização dos seus desejos. O bem-viver não é uma condição meramente individual, é um aspecto coletivo.

Nessa sua participação de nº 185, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões astrológicas do seu horóscopo divulgado ontem, dia 24/05/2026. Os “anseios” são muitos dos nossos “desejos”, muitos deles nunca revelados porque só nos pertencem. Exitem outros que serão impossíveis de serem realizados, principalmente quando não dependem apenas de nós. Sempre considerei muitos dos meus “anseios”, como incentivos e, também, como desafios de serem alcançados. Vejam que interessante: – Existem “anseios” que subjetivamente revelam o que somos. O que motivou este nosso encontro foi este “sentir” de Clarice Lispector:

– “Sou o abismo perdido entre o não-ser e a escuridão. Sou o desejo e alma, correndo nua na meia-noite esquecida, procurando aquilo que não é, mas pode vir a ser; o verdadeiro anseio, a paixão.”

Fantástico! Mas não tenho condições de comentar, e nunca faria isso porque em vida foi de Clarice.

Pensem nesse anseio de Clarice, e descubra se existe um dos seus que só lhe pertence, mas ainda não poderá ser por você revelado.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(783) Sentindo o que é “Epifania”.

Gosto de definir um “dom” como sendo aquela subjetiva manifestação que nos identifica, que nasce com a gente, como sendo uma das nossas habilidades singulares. É o que chamamos de uma qualidade nata. Só nos pertence.

São minhas palavras sobre o significado de “Epifania”. De toda produção literária de Clarice Lispector, o seu conto “Amor” contém um dos seus primorosos exemplos. Na psicologia, “Epifania” significa “insight”, “manifestação”. Em vida o jornalista e romancista Caio Fernando de Abreu (1948-1996), vencedor de três prêmios Jabuti, escreveu em “Paisagens em movimento: – “Coisas belas, coisas feias: o bom é que passam, passam, passam. Deixa passar.”
O que motivou este nosso encontro foi esta introdução do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado hoje, dia 24/05/2026:

“Nenhum ser humano, por mais brutal, abominável e egoísta que seja, deixa de ter em algum momento impreciso da existência a experiência que se conhece como epifania, o instante inspirado em que reconhecemos na intimidade a conexão com Algo Maior do que nós mesmos. O registro que a epifania deixa é indelével, mas pode ser esquecido e abandonado em função de focarmos nossa consciência em questões menores, mais ao alcance de nosso pequeno entendimento, deslizando de forma inconsciente e irresponsável na direção da existência mesquinha. É triste deixarmos acontecer isso, porque a epifania nos indica o caminho de adquirirmos real valor, o tipo de engrandecimento que nunca obtemos o procurando através do dinheiro e da influência social. A epifania é aquilo que um dia seremos, grandes como a Vida de nossas vidas.”

Aparentemente, uma “Epifania” nada tem haver com a nossa jornada de “Sensilidade da Alma”, mas devemos considerar como sendo um estilo de subjetivamente expressar pelo uso das palavras, as percepções sensoriais do nosso “sentir interior”.

Pensem nisso!

Notas:
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