(382) Sentindo a importância do nosso “sentir” e “pensar”.

Nem tudo que existe pode ser explicado, porque a racionalidade humana não compreende o funcionamento que está além de seu domínio. Há momentos em que a alma só deve se dedicar a apreciar e contemplar o que acontece.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, na sua quinquagésima terceira participação nesta jornada para o “autoconhecimento”. Foram reproduzidas do seu horóscopo divulgado hoje. Que belo tema para nos ajudar a pensar mais sobre a percepção subjetiva de muitas das nossas imagens de contemplação. Agora vejam que interessante enfoque da introdução do seu horóscopo divulgado ontem, dia 14 de junho:

Intelecto e sensibilidade
Sentimos mais do que somos capazes de processar intelectualmente, essa é uma verdade inegável de nossa humanidade, mas isso não significa que devamos nos acomodar na experiência de sentir, como se a sensibilidade pudesse resolver para nós o enigma da vida, porque essa é uma função do intelecto, o qual não se circunscreve à lógica analítica, sendo essa apenas um de seus instrumentos, e não o mais importante.

O intelecto é também uma forma de sentir, assim como a sensibilidade também é uma forma de pensar, mas, como tudo no Universo, há hierarquias que se definem pela amplitude de suas capacidades e, definitivamente, o intelecto tem muita mais amplitude do que a sensibilidade, mas também tem suas armadilhas, como a vaidade que acomete às pessoas que usam muito o intelecto e perdem o contato com a sensibilidade.

Lembrei de Freud, ao desenvolver o seu método de hipnose para conhecer a reprimida realidade interior dos seus pacientes [frustações, medos, angustias e muitas outras manifestações].

Sempre ressalvando não ser da minha área de formação acadêmica, entendo que em todos os acompanhamentos psicológicos e psicanalíticos existe uma convergência de mão dupla, que une o nosso “PENSAR” ao “SENTIR”. Na introdução acima Quiroga se refere ao “INTELECTO” e à “SENSIBILIDADE”. Isto porque todos nós podemos “pensar” sobre o que “sentimos” e, com mais atenção consciente, “sentir” sobre o que estamos pensando.

Gosto desta explicação do professor de Filosofia, Renato Rocha Mendes, sobre a “Repetição” [parte inevitável da nossa existência}, publicada em 2016 na edição 105 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, com o título “Eu repito tu repetes nós repetimos”:

– A linguagem no processo de análise é fundamental para o analisando se tornar uma espécie de historiador de si próprio ao longo do tratamento. Essa procura, esse exercício que se repete nas sessões de terapia, promove a transferência, um fenômeno que acontece entre o analisando e o analista, no qual ocorre a repetição de modelos infantis e figuras referenciais do passado, criando espaço para que afetividades, sentimentos e desejos aflorem e sejam vivenciados e sentidos pelo analisando. A forma como o analista irá manipular essa transferência poderá aproximar o paciente de um entendimento sobre as suas questões e conflitos. Essa etapa marca a primeira virada da análise, porque, ao se ouvir, o paciente passa a deduzir sua implicação nos relatos.

Em seguida Renato cita este entendimento da psicanalista francesa, Dominique Fingermann:

– Eu sempre falo que o trabalho analítico é como o trabalho de uma mulher rendeira. Ela vai bordar em torno dos furos e isso não quer dizer que vai cerzir os furos. Na medida em que você produz, vão se identificando, se localizando os furos em torno do qual o analisando borda. Em certa medida, é isso que se consegue deduzir no final de uma análise, são esses furos, que é aquilo que não se liga, que não tem sentido, o que não tem uma significação.

Se você gosto deste nosso encontro, “pense mais sobre o que está sentindo, e também, com muita atenção sinta os seus pensamentos. Isso é sabedoria em, nossas buscas de “autoconhecimento”.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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(381) Sentindo o que contece em nossas tomadas de decisões. (Parte Final da 380)

Todas as nossas ações, tudo que deveríamos ou não fazer, mostram significados subjetivos da nossa realidade interior. São fontes de buscas de “autoconhecimento”. As nossas decisões, sejam de que natureza forem, revestem-se de importância porque, como entendo, muitas delas podem até nos surpreender.

Terminei a mensagem anterior com este entendimento do neurocientista argentino, Mariano Sigman, autor do livro A vida secreta da mente, publicado pela Editora Objetiva:

– Quando tomamos uma decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele.

Para a jornalista Renata Vomero, a psicologia dá conta de responder de que maneira nós nos inclinamos, sob o controle do nosso inconsciente, a tomar alguns tipos específicos de decisões dentro desse processo. A respeito ela se reporta à esta explicação da psicóloga Clarice Pimentel Paulon>:

– Em alguns momentos, escolhemos pela via do prazer, independentemente das consequências. É o que chamamos de atitudes impulsivas: optamos por sair em vez de estudar, ou por ficar mais um pouco, sabendo que temos um longo dia pela frente. São momentos em que não medimos muito as consequências. Outras vezes decidimos a partir da fuga do desprazer: não necessariamente teremos prazer nas escolhas, mas pensamos que escolhemos ‘dos males o menor’.

Complementa Renata Vomero:

Evidentemente, as emoções, então, passam a ter um papel central no processo decisório, apesar de em várias ocasiões serem desconsideradas ou consideradas menores em contraponto a um raciocínio lógico e totalmente racional. Nesse sentido esclarece o neurocientista André Frazão Helene, sobre essas emoções:

– Elas têm papel importante em pelo menos duas frentes. Por um lado, os estados emocionais definirão o estado fisiológico no momento da tomada de decisão. Isso irá alterar a forma como o sistema responderá. Estados emocionais positivos podem auxiliar na retenção de informações em comparação aos estados neutros. Assim como negativos são muito eficientes também no favorecimento da retenção de novas memórias.

Por sua vez esclarece o professor de filosofia da USP, Roberto Bolzani Filho:

– As deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais.

Renata Vomero termina o seu bem fundamentado artigo com estas considerações embasadas nos ensinamentos da psicóloga Clarice Pimentel Paulon: É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. Ensina Clarice Paulon – “A tomada de decisão faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os processos decisórios nos indicam quanto podemos ser diferentes em cada situação.

Para você pensar em suas tomadas de decisões, termino com este “sentir” do estrategista, escritor, e palestrante estadunidense, Antony Robbins:

SAIBA QUE SÃO SUAS DECISÕES, E NÃO SUAS CONDIÇÕES, QUE DETERMINAM SEU DESTINO.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. O artigo da jornalista científica Daniela Ovadia foi publicado na primeira edição da Revista Mente Cérebro, sobre Grandes Temas, da Editora Duetto, dedicado ao tema “FÉ O lugar da divindade no cérebro”.
3. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

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(380) Sentindo o que acontece em nossas tomadas de decisões. (Parte I)

Como nossas escolhas são realizadas e de que maneira elas nos fazem ser quem realmente somos?

Essa pergunta foi feita pela jornalista Renata Vomero, Editora-chefe do Portal Exibidor, especializado no mercado cinematográfico, na sua bem fundamentada abordagem sobre como o nosso “consciente” e “inconsciente” se comportam em nossas decisões. Foi publicada em dezembro de 2017, na edição 119 da Revista Cultura, da antiga Livraria Cultura. Achei interessante porque, muitas das nossas escolhas, também são decisões que tomamos para nós mesmos e que podem contribuir para o que ainda desejamos ser.

No artigo acima citado, Renata começa narrando a rotina diária de Ana [nome fictício], que todos os dias acorda às 7 horas da manhã, pega o metrô para ir para o trabalho, chegando liga o computador, ler as notícias e se desespera com a violência na cidade. Assustada, considera a possibilidade de mudar para um lugar mais tranquilo. Envia e responde alguns e-mails. Na hora do almoço vai a um restaurante e usa o seu vale-refeição. Tem reunião à tarde, e se prepara alguns minutos antes. A reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Depois volta a responder alguns e-mails e foca na grande apresentação que terá de fazer na próxima semana. No final do dia, com o trânsito mais tranquilo, pede um Uber e volta para casa.

Em seguida, pergunta se nos identificamos com essa rotina de Ana, e responde que provavelmente sim porque, constantemente sentimos a necessidade de “tomarmos decisões”. Fundamenta esse seu entendimento com esta explicação do psiquiatra e filósofo italiano, Mauro Maldonato, autor do livro “Na hora da decisão”, lançado no Brasil pela Edições Sesc: “Cada vez, cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica, intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse acontecimento.”. Renata complementa de modo conclusivo: Mas muitas dessas decisões do nosso cotidiano acontecem no âmbito de nosso inconsciente. Ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos tomar decisões, o que acarretaria um fluxo insano de informações à mente. Justifica esse seu entendimento, com esta observação do neurocientista argentino Mariano Sigman, autor do livro A vida secreta da mente, publicação da Editora Objetiva:

– Quando tomamos uma decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele.

Vejam que as nossas decisões também são fontes de “autoconhecimento”. Espero você na próxima mensagem, com a continuação destas considerações.

Notas:
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(379) Sentindo um pouco da escondida e machucada sensibilidade da alma da cantora Janis Joplin.

Há seres atemporais que conseguem universalizar o paradoxo de querer viver e morrer ao mesmo tempo.

São palavras da atriz, intérprete, escritora, tradutora, cineasta e cientista social brasileira, Tuna Dwek, que em 2016 foram publicadas na edição 105 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, com o título “Por trás do Mito”. Selecionei para iniciar este nosso encontro, por ser um exemplo da necessidade de se conhecer os danos causados à realidade interior da saudosa cantora e compositora norte-americana, Janis Joplin, com a prática de bullying. Vou reproduzir apenas esta parte inicial:

– Há seres atemporais que conseguem universalizar o paradoxo de querer viver e morrer ao mesmo tempo. Há dores intransponíveis que encontram sua voz na arte, seja na música, seja no teatro, na dança, no cinema ou nas artes visuais e, dessa forma, libertam o artista de suas amarras internas. Assim foi com a saudosa Janis Joplin, a voz de uma geração libertária, no conservador estado americano do Texa. Vítima de constantes chacotas e humilhações de colegas de escola e supostos amigos, Janis não tinha consciência de sua beleza e, não raro, sucumbia aos cruéis comentários de quem a chamava de feia ou de “o homem mais feio da escola”. Suas composições eram a biografia de sua solidão, de sua timidez de adolescente, como também de sua profunda capacidade de amar e de sua atitude destemida frente às paixões que alimentavam sua vida. Surpreendia-se com sua capacidade de cantar, expunha suas fragilidades sem pudor e não raro pagava um preço que lhe dilacerava o coração.

Como entendo, esse triste “estado de alma” também pode ser alcançado, e até mesmo agravado, pela falta de percepção subjetiva da nossa “realidade interior” através de um acompanhamento psicológico e, também, pela falta de práticas individuais de “autoconhecimento”.

Pensem nisso.

Notas:
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(378) Sentindo exemplos de Sensibilidades da Alma.

Esta é a galeria das pessoas que receberam a missão existencial de nos envolver com a sua sabedoria e sensibilidade da alma:
Andrea Bocelli, Tenor (mensagem 059)
Anna Muylaert, Cineasta (mensagem 123)
Antonio Cicero, Escritor, Imortal da Academia Brasileira de Letras (mensagem 175)
Betty Lago, Atriz (mensagens 043 e 062)
Bibi Fereira, Atriz e Cantora (mensagem 114)
Carminho, Cantora de Fado (mensagem 036)
Charles Einsenstein, Escritor americano (mensagem 157)
Clarice Lispector, Escritora (mensagens 190 e 275)
Clarice Niskier, Atriz (mensagem 025)
Denise Fraga, Atriz (mensagem 054)
Domingos Oliveira, Ator e Cineasta (mensagem 024)
Edgar Morin, Sociólogo e Filósofo francês (mensagem 295)
Fernando Brant, Compositor (mensagem 051)
Ferreira Gullar, Poeta (mensagem 132)
Frida Kahlo, Pintora mexicana (mensagem 247)
Geraldine Chaplin, Atriz americana (mensagem 012)
Hermann Hesse, Escritor alemão (mensagem 201)
João Anzanello Carrascoza, Escritor (mensagem 185)
João Carlos Martins,Pianista e Maestro (mensagem 075)
Leonard Cohen, Escritor, Poeta e Cantor (mensagem 129)
Lya Luft, Escritora (mensagens 063, 085 e 346)
Louise Hay, Escritora (mensagem 124)
Maria Paula, Atriz, escritora e Psicóloga (mensagens 031 e 094)
Marjorie Estiano, Atriz, Cantora e Compositora (mensagem 026)
Mark Nepo, Poeta e Filósofo (mensagem 119)
Matheus Nachtergaele, Ator (mensagem 161)
Miguel Nicolelis, Médico e Neurocientista brasileiro (mensagem 091)
Morena Nascimento, Dançarina (mensagem 081)
Simone de Beauvoir, Escritora, Filósofa e ativista (mensagem 128)

Nota:
1. A reprodução parcial ou total de uma das mensagens acima, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.

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(377) Sentindo o espelhar da nossa subjetividade.

“Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade.”

São palavras de Fernando Pessoa (1888-1935), do heterônimo Bernardo Soares, no Livro Desassossego. Realmente todos nós somos seres únicos com a nossa individualidade bem definida, principalmente para nós mesmos. Mas devemos reconhecer que existem pessoas que se harmonizam com o nosso [para elas] “aparente” modo de ser. Outras, com o nosso subjetivo modo de vivenciar as nossas realidades de interações existenciais. Vejam que usei a palavra “aparente” para diferenciar do como somos para muitos e [repito] como sentimos ser para nós mesmos. São essas semelhanças que explicam as nossas vinculações de “afinidades”.

Para a psicologia e para a filosofia, a subjetividade humana se refere à essência interior de cada indivíduo, ao seu mundo interno que se manifesta para o outro pelos nosso sentimentos, desejos, modo de agir, de pensar…

Termino este nosso encontro com este “sentir” de Federico Fellini (1920-1993), diretor e roteirista do cinema italiano:

– “A ÚNICA OBJETIVIDADE QUE EU CONHEÇO É A SUBJETIVIDADE

Foi esse “sentir” de “Fellini que me convenceu ser a percepção interior da nossa “subjetividade”, a maior de todas as conhecidas fontes de buscas de “autoconhecimento”.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link para os efeitos da Lei n. 9610/68, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo neste espaço virtual qualquer citação que seja contrária à vontade dos seus autores, será imediatamente retirada após o recebimento de solicitação em “comentários”, no final desta mensagem ou para edsonbsb@uol.com.br .

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(376) Sentindo o poder dos sentimentos nobres.

“A vida é só uma sequência de momentos. Se encadearmos essas sequências, a vida muda.”

São palavras do americano Richard J. Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva, em entrevista publicada originalmente no site do jornal espanhol La Vanguardia, em 27/03/2017, traduzida para o nosso idioma por Tibet House Brasil com o título “Sentimentos Nobres Curam Genes Doentes”. Dela destaco para este nosso encontro:

Palavras iniciais de Richard:
Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso por ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas.

Em duas horas!
Hoje, podemos medir com precisão. Levamos meditadores ao laboratório e, antes e depois da meditação, tiramos uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes.

E a expressão dos genes muda?
Sim. E vemos como as zonas com inflamação ou tendência à inflamação tinham uma abrupta redução disso. Foram descobertas muito úteis para tratar a depressão. Contudo, em 1992, conheci o Dalai Lama e minha vida mudou. “Admiro seu trabalho – ele me disse -, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”

O que você descobriu?
Que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão. A empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. A compaixão é um estado superior. É ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento.

E o que isso tem a ver com o cérebro?
Os circuitos neurológicos que levam à empatia ou à compaixão são diferentes.

E a ternura?
Forma uma parte do circuito da compaixão. Uma das coisas mais importantes que descobri sobre a gentileza e a ternura é que se pode treiná-las em qualquer idade. Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles.

E como se treina isso?
Primeiro, levando a mente deles até uma pessoa próxima, que eles amam. Depois, pedimos que revivam um momento em que essa pessoa estava sofrendo e que cultivem o desejo de livrar essa pessoa do sofrimento. Logo, ampliamos o foco para as pessoas não tão importantes e, por fim, para aquelas que os irritam. Estes exercícios reduzem substancialmente o bullying nas escolas.

Da meditação à ação há uma distância.
Uma das coisas mais interessantes que tenho visto nos circuitos neurais da compaixão é que a área motora do cérebro é ativada: a compaixão capacita a pessoa a agir para aliviar o sofrimento do outro.

É preciso estar aberto e exposto.
Sim. E por último, ter um propósito na vida, que é algo que está intrinsecamente relacionado ao bem-estar. Tenho visto que a base para um cérebro saudável é a bondade. Treinamos a bondade em um ambiente científico, algo que nunca tinha acontecido antes.

E como convencê-los?
Por meio de provas científicas. Tenho mostrado a eles, por exemplo, o resultado de uma pesquisa que temos realizado em diversas culturas diferentes: se interagirmos com um bebê de seis meses usando fantoches, sendo que um deles se comporta de forma egoística e o outro de forma amável e generosa, 99% dos bebes preferem o boneco que coopera.

Cooperação e amabilidade são inatas.

Sim, mas são frágeis. Se não são cultivadas, se perdem. Por isso, eu, que viajo muitíssimo (o que é uma fonte de estresse), aproveito os aeroportos para enviar mentalmente bons desejos para todos com quem cruzo no caminho, e isso muda a qualidade da experiência. O cérebro do outro percebe isso.

Hoje, a “mindfulness” (“atenção plena”) tornou-se um negócio.

Cultivar a gentileza é muito mais efetivo do que se centrar em si mesmo. São circuitos cerebrais distintos. A meditação em si não interessa para mim. O que me importa é como acessar os circuitos neurais para mudar o seu dia a dia, e sabemos como fazer isso.

Pensem nisso.

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(375) Sentindo que o meu “certo”, poderá ser para você o seu “errado” (vice-versa).

“Os reconhecimentos perceptivos do que é “certo” ou “errado”, em nós também espelham significados subjetivos das nossas realidades inconscientes.”

São minhas palavras, que me foram intuídas logo após ter lido esta introdução do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado no dia 26 deste mês de maio:

Certo e errado
Como fazer o certo se andamos discordando sobre o que seja certo ou errado? Toda criança compreende rapidamente ao longo de seu desenvolvimento a diferença entre o certo e o errado, e as consequências de cada uma das opções, e pela rapidez da assimilação até parece que nascemos com essa distinção implícita em nossas naturezas.
Demora mais, porém, e sem garantia de acontecer, para aprendermos os valores da razão e da proporção, virtudes que, em conjunto prático, nos orientam a respeito do que seja certo ou errado em dimensões além de nossas necessidades e desejos particulares, porque apesar de algumas coisas serem certas para nós individualmente, se vistas de pontos de vista mais amplos e inclusivos se tornam promotoras de males que, em última instância, afetariam negativamente também a nós em particular.

Quiroga começa a introdução do seu horóscopo com uma pergunta que nunca tinha feito para mim mesmo – “Como fazer o certo se andamos discordando sobre o que seja certo ou errado?” Talvez seja porque muito cedo me ensinaram não existir o “certo” e nem o “errado”. Com o passar do tempo aprendi que o meu “certo”, pode ser para você “errado”.

Na realidade existem outros “certo” e “errado”, além do meu e do seu. Refiro-me aos definidos pelas normas de costumes prevalecentes em nossos diversos grupos de convivências e de interações existenciais. Para o direito consuetudinário, emergem do conjunto de costumes e práticas de uma determinada comunidade, que são aceitos como se fossem leis.
A parte final da introdução de Quiroga pertence à percepção subjetiva de cada um de nós; concordo que somos ensinados e educados para entender, conhecer e, principalmente, para praticar o que é “certo” [não, para o que seja “errado”]. Mas cada um de nós somos “seres únicos”, com suas pluralidades de preferências de condutas definidas por nós mesmos. Por esta razão, em uma sociedade juridicamente organizada caberá ao legislador e, também, às autoridades competentes definir o que é “certo” ou “errado” e, assim, harmonizar o interesse de todos.

Vejam o que já disseram sobre o “certo” e o “errado”: Paulo Freire, com a sua autoridade de educador: “Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo.”; Renato Russo: “Quando tudo nos parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado cero.” Lao Tsé: “Se estiveres no caminho certo, avança; se estiveres no errado, recua.”; Daniel O’Connell: “Nada pode ser politicamente certo se for moralmente errado.”; Frase Islâmica: “Adquire conhecimento: ele habilita o seu possuidor a discernir o certo do errado.”; José Saramago: “O certo e o errado são apenas modos diferentes de entender nossa relação com os outros”.

Pensem nisso.

Notas:
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(374) Sentindo a transcendência dos nossos sentimentos de religiosidade e de espiritualidade.

“Os sentimentos de “religiosidade” e de “espiritualidade” são fontes interiores de “elevação”, de “transcendência”. Estão latentes em nós, para serem despertos em nós. Eles ensejam a descoberta interior de um estado de sintonia com o despertar da nossa “Sensibilidade da Alma”. É assim que todos nós temos condições de experienciar a essência de plenitude desses sentimentos.”

São palavras selecionadas da mensagem 126, a mais acessada nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”, que recomendo a sua leitura. Vejam que nela faço referência a dois “sentimentos” nossos, como fontes de transcendência existencial nesta dimensão de vida.
São sentimentos que sempre precisam ser modelados pela percepção interior da nossa “Sensibilidade da Alma”. Assim entendo, inclusive porque também envolvem plenitude de responsabilidade no modo como são usados em nossas linguagens de comunicação. Isto porque existem muitas das manifestações do nosso “sentir” que são de “Inspirações Divina”. Somos, portanto, seres humanos de “origem transcendente”.

Complemento com estas considerações da jornalista científica Daniela Ovadia, que desenvolve pesquisas no Laboratório de Neuropsicologia do Hospital de Niguarda, em Milão, na Itália, no seu artigo “Em busca do gene divino (numerei):

1. “Deus colocou a Eternidade no coração dos homens”, diz a Bíblia. Muitos neurocientistas concordam: Estão convencidos de que a origem da espiritualidade está na genética ou na anatomia.
2. Pesquisadores como Beauregard, que tentam descobrir as bases neurais dos sentimentos religiosos, têm sido chamados de neuroteólogos. O mais conhecido deles, pioneiro dessa área de investigação, é o neurologista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro de Pesquisas Cerebrais e Cognitivas da Universidade da Califórnia em San Diego. Em 1997, Ramachandran anunciou ter identificado no lobo temporal o centro cerebral da experiência mística. (…) A ideia da existência de um módulo divino agradou particularmente aos biólogos evolucionistas, que indagavam há muito tempo por que a fé em divindade ou em entidade sobrenatural é um fenômeno tão difundido na história. Para eles, a resposta estaria naqueles poucos centímetros de matéria cerebral selecionados pelo impulso evolutivo para favorecer a cooperação entre os indivíduos e a instauração de uma ordem moral e social.
3. Esclarece Ramachandran: “A minha descoberta tem nada a ver com a demonstração da existência ou não da divindade ou com a ideia de que a fé é necessária à sobrevivência da espécie humana”. Tentei somente entender se a experiência religiosa de fato se origina do cérebro e onde isso ocorre exatamente. O chamado módulo de Deus não é antena de recepção para as mensagens do além.

Por sua vez, pesquisas sobre as bases neurológicas da experiência mística como os estudos sobre a genética das religiões interessam principalmente aos seguidores das religiões orientais, em particular do hinduísmo e do budismo, porque combinam com suas concepções filosóficas.

Termino este nosso encontro, com esta pergunta para você pensar:

POR QUE A MENSAGEM 126 TEM SIDO A MAIS ACESSADA, NESTA NOSSA JORNADA PARA O “AUTOCONHECIMENTO”?

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
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2. O artigo da jornalista científica Daniela Ovadia foi publicado na primeira edição da Revista Mente Cérebro, sobre Grandes Temas, da Editora Duetto, dedicado ao tema “FÉ O lugar da divindade no cérebro”.
3. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

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(373) Sentindo que podemos criar o céu de nossas vidas.

Qual a distância daqui ao céu?
Não é distante, meu amigo:
Um único passo para o interior,
Porá fim a todas as tuas jornadas.

São palavras de Johann Scheffler (1624-1677), também conhecido por Angelus Silesius. Nesta caminhada para o “autoconhecimento”, como agora neste exemplo de contemplação celestial, gosto de “sentir” a percepção subjetiva desses pensadores da antiguidade. O céu é [e para sempre será] fonte inspiradora de sentimentos poéticos. Vejam estes exemplos que selecionei para você:

Abraham Lincoln: “Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador.”; Michelangelo: “O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”; Victor Hugo: “Deus é a plenitude do céu, o amor é a plenitude do homem.”; Salvador Dalí: “O céu não está em cima, ou embaixo ou à direita ou à esquerda; está no centro do peito do homem que tem fé.”; Anne Frank: “Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.”; Cecília Meireles: “Penso que sendo o céu redondo, um dia nos encontraremos…”; Francisco de Assis: “O céu é que sustenta a Terra.”; Charles Spurgeon: “Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma.”; Clarice Lispector: “Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.”; Antoine de Saint-Exupéry: “Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante numa estrela, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.”; Mário Quintana: “Há ilusões perdidas mas tão lindas que a gente as vê partir como esses balõezinhos de cor que nos escapam das mãos e desaparecem no céu.”; Charles Chaplin: “Porque o meu coração é tão iluminado? Porque as estrelas estão tão brilhantes? Porque o céu é tão azul Desde a hora que eu conheci você?”; Charles Baudelaire: “A música perfura o céu.”; e Amy Winehouse: “Eu estou louca ou eu realmente vi o céu em seus olhos?.”

Estou convencido de que as coisas não mudam com a passagem ilusória do tempo. Somos nós que mudamos por dimensões infinitas do nosso existir de necessidades materiais e, também, de evolução espiritual. O que me motivou escrever esta mensagem foi a resposta de Angelus Silesius ao ser perguntado sobre a distância para se chegar ao céu. Ele respondeu – Um único passo para o interior [para o nosso interior]. Isso é manifestação de plenitude de sabedoria, porque tudo está dentro de nós, só precisamos acreditar. Não é o destino que determina a nossa jornada de vida, mas as nossas escolhas, repito, o nosso acreditar. Cada um de nós temos o nosso céu para iluminar e guiar nossas vidas! Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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