(393) Sentindo a subjetiva amplitude existencial e espiritual da nossa percepção. (Parte Final)

Aqui
nesta pedra
alguém sentou
olhando o mar

o mar
não parou
para ser olhado
foi mar
para tudo quanto é lado..

Essa poesia do poeta, músico, crítico literário, jornalista, publicitário e professor, Paulo Leminski (1944-1989), foi por mim escolhida como exemplo de criação interior de uma “percepção humana”. Isto porque não sei nada sobre a sua origem. Explico: Se Paulo poetizou transferindo pela escrita a sua inspiração ou se externou a subjetividade do seu “sentir” diante de uma pedra esculpida na natureza, pelos encontros com as águas do mar. Como estudioso e apreciador de todas as manifestações artísticas, considero ter sido uma inspiração sensorial modelada pela nossa “percepção inconsciente”.

Vários filósofos procuraram entender a nossa “percepção”. Dentre eles, o empirista irlandez George Berkeley (1685-1753), que dizia: “Ser é ser percebido, o mundo se apresenta para mim como ele é.” , Schopenhauer (1788-1860) ensinava: “O mundo se divide entre o que percebemos pelos nossos sentidos (fenômenos) e as “coisas em si (números).” e o francês Maurice Merleau-Ponty, explicava: “O homem está no mundo, e é no mundo que ele conhece.”

Termino com este ensinamento de Fayga Ostrower, no seu livro “A Sensibilidade do Intelecto, que recomendo para todos como leitura obrigatória:

A percepção focaliza seletivamente alguns estímulos, selecionando-os segundo critérios pessoais que permanecem largamente inconscientes, ainda que não excluam o consciente. Concomitantemente, as sensações geradas pelos estímulos são elaboradas em termos de conteúdos emocionais e intelectuais. É preciso ficar claro que tais conteúdos estão presentes e fazem parte integrante do ato de percepção. Ou seja: não há uma sequência cronológica, não são coisas separadas que acontecem, de primeiro percebemos e depois interpretamos certos conteúdos. O próprio perceber já traz estes conteúdos emocionais e intelectuais. E, ainda concomitantemente, além de perceber e interpretar, também vivenciamos nossas interpretações.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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(392) Sentindo a subjetiva amplitude existencial e espiritual da nossa percepção. (Parte II).

Percepção, lembranças e vontade são reflexos da mente. É nela que os sentidos se transformam em sensações provocando sentimentos e vice-versa.

São palavras do filósofo de Roma, Marcus Tullius Cicero (106-43 a.C.), que muito influenciou a filosofia ocidental. Uma primorosa síntese sobre a importância da “percepção humana”. Por sua vez, no título desta série de mensagens, propositalmente aparece a expressão “amplitude existencial e espiritual” porque, para tudo, usamos a nossa “precepção”, seja de modo consciente ou inconsciente. Esta introdução me foi inspirada com a leitura deste “sentir” do gênio Leonardo da Vinci (1452-1519), que encontrei no inicio do prefácio do livro de Fayga Ostrower sobre a sensibilidade do nosso intelecto. Vejam que bela e significativa analogia de Leonardo da Vinci:

– Assim como uma pedra jogada na água torna-se centro e causa de muitos círculos, e o som se difundi no ar em círculos crescentes, assim também qualquer objeto que for colocado na atmosfera luminosa propaga-se em círculos e preenche os espaços em sua volta com infinitas imagens de sí, reaparecendo em todas e em cada uma de suas partes.

Vejam que essa construção de uma linguagem figurativa mostra-nos, por analogia, o que subjetivamente também acontece com a nossa “percepção” em todas as nossas relações interpessoais. Também, em nossas apreciações artísticas está muito presente. Em 1999 manifestei este entendimento, no meu texto sobre “A percepção da Arte”, que foi publicado na edição n.30 da Revista VENTURA, da Editora Ventura Cultural. Dele destaco (numerei):

1. O que se precisa entender é que toda obra de arte é a imagem que se percebe e não, necessariamente, uma imagem fixa e apenas representativa dos elementos da sua composição, ou a disposição dos diversos elementos de um trabalho artístico.

2. Toda obra de arte é sentimento, é emoção (do latim “emovere” – “o que se move”). É o sentimento, a emoção presente na essência da obra que “desencadeia o dinamismo criador do artista”, repercutindo no espectador “o movimento que provoca novas combinações significativas entre suas imagens internas”. Portanto, nós precisamos entender uma obra de arte através dos nossos sentidos e não como sendo o resultado de uma ideia de imagem pré-concebida do artista que a idealizou.

3. A visão da composição de qualquer objeto de arte poderá ser parcial ou total. O observador possui a capacidade psíquica de fracionar a abrangência da sua percepção visual. Assim, todos nós podemos nos deter apenas sobre determinado ângulo de uma escultura; sobre determinado elemento constitutivo de uma paisagem ou mesmo, em uma pintura abstrata, sobre determinada intensidade e presença de cores, manchas ou traços de retas. Esta interior preferência visual está diretamente relacionada com a essência da sensibilidade artística do observador de uma obra de arte. Por isso é que a visão da arte está muito ligada à Psicologia, existindo psicólogos que utilizam a arte como instrumento de investigação da personalidade (como ocorre, por exemplo, com o conhecido Teste do Borrão de Rorschach).

4. Quando apreciamos um quadro figurativo, contendo um prato com maçãs ao lado de uma jarra com flores, podemos receber interiormente uma predominância de estímulos inconscientes de preferencias sensitivas que podem direcionar a nossa atenção apenas para “parte” da composição dessa pintura (ou seja: poderemos visualizar, com maior interesse perceptivo, somente detalhes da jarra, das flores, ou do contorno das maçãs). Esta dinâmica de percepção visual da arte efetiva-se de modo inconsciente e emerge de estímulos inconscientes de preferências que variam de acordo com os nossos graus de sensibilidade artística. Isto porque ninguém, mediante um processo de conscientização prévia, aciona a sua atenção visual apenas para “parte” de um quadro figurativo, abstraindo, ao mesmo tempo, nesse mecanismo de conscientização prévia, os demais elementos da sua composição, como se fosse possível estabelecer um consciente comportamento prévio de observação, dizendo: “Eu vou apreciar aquele quadro, mas só vou ver as flores que estão na jarra.” Portanto, a percepção visual da imagem de um objeto de arte tem que ser assimilada de forma global, como sendo a visão de um “todo” harmônico.

Espero você no nosso próximo encontro, com a terceira parte da mensagem 391.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
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(391) Sentindo a subjetiva amplitude existencial e espiritual da nossa “percepção”. (Parte I)

Jamais perca a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe a alma.

São palavras de Clarice Lispector (1920-1977), na sua vigésima sexta participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” [vejam a indicação dos nossos encontros anteriores, no final desta mensagem]. Um exemplo de ser humano que nesta dimensão de vida, teve a missão existencial e espiritual de revelar pela escrita a percepção interior da sua “sensibilidade da alma”. Também nascida no mesmo ano de Clarice, pela primeira vez vamos conhecer outro ser iluminado. Refiro-me à artista plástica brasileira, nascida na Polônia, Fayga Ostrower (1920-2001), que foi com merecido reconhecimento internacional uma atuante incansável como gravurista, pintora, desenhista e dedicada professora de teoria da arte.

Na primeira aba da 2ª edição do seu livro, “Sensibilidade do Intelecto“, publicação da Editora CAMPUS, com prefácio de Leonardo da Vinci, vejam o que escreveu o escritor e filósofo Leandro Konder sobre a “percepção da arte” sentida por Fayga:

[Ela] examina com incansável atenção o modo inevitavelmente ativo e seletivo que os seres humanos têm de perceber a realidade, o contexto em que se encontram: antes da percepção, os sujeitos humanos já estão predispostos a interpretar as impressões que lhes chegam de acordo com certas conveniências vitais. A percepção, como nos ensinam os teóricos da Gestalt, é uma síntese. E não é ‘neutra’. Fayga nos convida a refletir sobre o fato de estarmos sempre construindo e reconstruindo imagens globais em nossas mentes, num “jogo’ cujas regras estão constantemente mudando.

Como estudioso das artes o que motivou este nosso encontro foi querer externar o meu entendimento no sentido de que a “percepção humana“, como manifestação interior, é única como faculdade de “examinar”, de “apreender” pelos nossos sentidos, com a nossa capacidade de “sentir” e de “contemplar”.

Vejam esta pequena seleção do que já falaram sobre “percepção”: Carl Rogers, no seu livro Tornar-se Pessoa, pg. 31: “Verifiquei que me enriquece abrir canais através dos quais os outros possam comunicar os seus sentimentos, a sua particular percepção do mundo.” , Aristóteles: “O valor fundamental da vida depende da percepção e do poder de contemplação ao invés da mera sobrevivência.” , Albert Einstein: “A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.” , Immanuel Kant: “Experiência é percepção compreendida.” , Johann Goethe: “O homem com percepção suficiente para admitir suas limitações é o que mais se aproxima da perfeição.” , Gustave Flaubert: “Não há verdade, só há percepção.” , William Blake: “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” e Bertrand Russell: “O mundo está cheio de coisas mágicas que pacientemente esperam que a nossa percepção fique mais aguçada.”

Termino com este sublime “sentir” de Fayga Ostrower:

– “A ARTE É UMA NECESSIDADE DE NOSSO SER, UMA NECESSIDADE ESPIRITUAL TÃO PREMENTE QUANTO AS NECESSIDADES FÍSICAS.

Continuaremos no nosso próximo encontro.

Notas:
1. Mensagens anteriores, enriquecidas com o sentir de Clarice Lispector: 038, 039, 123, 185, 190, 261, 271, 275, 277, 309, 318, 320, 326, 329, 348, 359, 360, 361, 362, 368, 370, 373, 378, 386, 388 e 390
2. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
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(390) Sentindo a importância subjetiva das nossas “rotinas”.

A rotina é o ritmo sobre o qual você construirá o destino, portanto, se você fizer alguns ajustes necessários em sua rotina, tendo em mente os objetivos que pretende conquistar, o caminho será muito facilitado.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das previsões do seu horóscopo divulgado nesta data. Que riqueza de tema para esta nossa jornada de buscas de interiorizações, de “autoconhecimento”. Confesso ter lido várias vezes antes de decidir trazer para este nosso encontro. Quiroga, com a sua peculiar subjetividade, mais uma vez despertou minha atenção, relacionando as nossas “rotinas” com as imprevisibilidades dos nossos “destinos”. Vejam esta outra sua previsão do seu horóscopo do dia 02 de setembro de 2023:

Nem tudo pode ser realizado de imediato, há coisas que precisam amadurecer, e muito, antes de serem colocadas em prática. Leve isso a sério para fazer escolhas mais sábias sem, no entanto, perder a leveza. É assim.

Complemento com estes dois modos de sentir as “rotinas”:

Clarice Lispector: “Estou cansada da rotina de me ser.” , José Saramago: “O homem entra mais rapidamente no quotidiano do que a mulher; em contrapartida, a mulher vive melhor no âmbito do não real. Por isso não precisa da rotina. A mulher aprofunda; o homem expande.”

A previsão de Quiroga escolhida para iniciar este nosso encontro, insere a subjetividade de uma valoração por mim, nunca pensada: a de, sempre que possível, serem as “rotinas” por nós aproveitadas para favorecerem a “construção do nosso destino”, de acordo com os nossos desejo de futuras conquistas [certamente em todos os sentidos no nosso “viver”].

A “rotina”, portanto, não deve ser “acomodação”, mas experiência de favorecimentos de valoração de conquistas dos nossos desejos, dos nossas anseios de conquistas. Resumindo: Se nós valoramos cada instante das nossas vidas não existirá “rotina”, porque cada momento nosso sempre será de descobertas. Assim acredito, porque concordando com Quiroga, tudo precisa “amadurecer”.

Termino com este nosso encontro com este meu “sentir”:

NA VIDA DA GENTE TUDO PRECISA SER VALORIZADO, INCLUSIVE AS NOSSAS “ROTINAS DE REALIZAÇÔES“.

Notas:
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(390) Sentindo a necessidade universal de mais afetos.

“Penso em ficar só, mas minha natureza pede diálogo e afeto.

São palavras da escritora Lya Luft, para quem dediquei a criação desta nossa jornada para o “autoconhecimento” (menssagem 001). Muito cedo, antes de conhecer os significados de muitas palavras, imaginava o “afeto” como sendo uma subjetiva plenitude das nossas manifestações de “querer bem”. Vejam o que já disseram sobre os “afetos”:

Lya Luft: “Talvez seja utopia, mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida, eu terei chegado ao máximo exercício de meus afetos.” , Dalai Lama: “Quando aprendemos a usar a inteligência e a bondade ou afeto em conjunto, todos os atos humanos passam a ser construtivos.” , Charles Chaplin: “Mais do que máquinas, precisamos de humanidade… Mais do que inteligência, precisamos de afeto e ternura.” , Gabriel García Marquez (Em Cem Anos de Solidão): “Andava à deriva, sem afetos, sem ambições, como uma estrela errante no sistema planetário de Úrsula.” , Castro Alves: “Prendi meus afetos, formosa Pepita… mas, onde? No tempo? No espaço? Nas névoas? Não rias… Prendi-me num laço de fita!” , William ShaKespeare: “As palavras sem afeto nunca chegarão aos ouvidos de Deus.” , Pitágoras: “Os afetos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.” Cícero: “Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.” , Lord Byron: “A prova de um afeto é uma lágrima.” e Marilyn Monroe “Esperei extrair do meu casamento com Joe, amor, afeto e compreesão. Mas tudo naufragou num mar de indiferença.”.

O que motivou este nosso encontro foi o tema da Crônica da Cidade, do jornalista Severino Francisco, publicada na edição do jornal Correio Braziliense do dia 29 do mês passado, com o título “As coisas mais belas”. Severino se referia ao livro livro “As coisas mais belas do mundo”, dedicado às crianças, publicação da Biblioteca Azul, escrito por Valter Hugo Mãe, nome artístico do escritor português Valter Hugo. Destaco estas partes (numerei):

1. Nele,Valter, em uma nota revela a sua relação com o seu avô materno, Antônio Alves. Sempre lhe pedia que explicasse as coisas mais complexas: “Eu soube sempre que meu mundo era afetivo. Quer dizer, o que eu sabia era sobretudo gostar de alguém. Era o que meu avô valorizava em mim, o emprenho colocado em gostar de alguém. Toda a sabedoria deveria resultar na pura capacidade de amar e cuidar de alguém.”

2. Na ficção, o garoto narrador apresenta o avô como um detetive de interiores, que inspecionava os sentimentos: “Quando perguntei por que, ele respondeu que só assim se fala verdadeiramente da felicidade. Para estudar o coração das pessoas é preciso um cuidado cirúrgico”.

3. O avô tinha cuidado para evitar que ele se desiludisse: “Quem se desilude morre por dentro. Dizia: é urgente viver encantado. O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza”.

4. A questão mais importante que permeia o diálogo entre o garoto e o avô é a beleza. Certo dia, o avô lhe pergunta: quais são as coisas mais belas do mundo? E o garoto imagina muitas possibilidades: dos filhotes de cão aos gatos, passando pelo verão, o comportamento dos cristais, os lobos ou as nuvens vistas do avião: “Pensei que as mais belas coisas do mundo haveriam de ser as amarelas e as vermelhas.

5. O avô desconversa e propõe outra questão em forma de pergunta: “Ele sorriu e quis saber se não haviam de ser a amizade, o amor, a honestidade e a generosidade, o ser-se fiel, educado, o ter-se respeito por cada pessoa. Ponderou se o mais belo do mundo não seria fazer-se o que se sabe e pode para que a vida de todos seja melhor”.

6. Ao fim, percebemos que o interlocutor do garoto é uma espécie de filósofo disfarçado de avô. É como se um Sócrates mais poético se reencarnasse para o diálogo com uma criança: “Explicava que aprender é mudar de conduta, fazer o melhor. Quem sabe melhor e continua a cometer o mesmo erro não aprendeu nada, apenas acedeu à informação. Ele pensava que dispomos de informação suficiente para termos uma conduta mais cuidada. Elogiava insistentemente o cuidado”.

Gostei muito dessa crônica, porque sou tão exigente “comigo mesmos” que sempre procuro ser afetuoso com o meu jeito de falar, principalmente com as pessoas que gosto e aprecio com a subjetiva percepção da minha Sensibilidade da Alma.

Termino perguntando:

PARA VOCÊ, QUAIS SÃO AS COISAS MAIS BELAS DO SEU MUNDO?

Notas:
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(389) Sentindo em nossas vidas, o passado e o futuro (última parte).

O passado está escrito na memória e o futuro está presente no desejo.

São palavras do escritor mexicano Carlos Fuentes (1928-2012). Uma bela relação da passagem ilusória da temporalidade em nossas vidas, confirmando que o significado e a valoração de tudo existe surge e se manifesta de nós, da nossa interioridade.

A primeira parte desta mensagem começou com a participação de Oscar Quiroga, e muitos dos meus seguidores perguntaram se acredito em astrologia. Respondi que não podemos negar a influencia no nosso planeta, recebida dos posicionamentos dos astros no nosso sistema solar. Complementei, citando como exemplo incontestável, os movimentos das marés nas águas dos mares e dos oceanos próximas dos litorais. Finalizei dizendo que aprecio e gosto da subjetividade nas previsões. Hoje ele iniciou o seu horóscopo, com esta introdução:

Experiência cósmica completa

Acreditar ou não em astrologia é irrelevante, muito menos relevante ainda é nos convencermos de que a ciência materialista seja a única capaz de determinar o que é verdade, porque essa atitude, apesar de parecer racional e de se contrapor às crenças, nas quais se encaixaria a astrologia, não deixa de ser uma crença também.

As crenças não são tóxicas nem tampouco o racionalismo é venenoso, nossa humanidade é uma experiência cósmica completa, todos os ingredientes que compõem esse organismo colossal e inteligente que chamamos de Universo estão presentes em nós, só nos falta aprendermos a utilizar nossos instrumentos, e isso não é algo que aconteça automaticamente, pelo mero fato de nascermos humanos, é preciso, em algum momento, acreditar na hipótese e dedicar a vida inteira a prova-la, ou a descartar.”

Gostei desse seu reconhecimento:

– “A NOSSA HUMANIDADE É UMA EXPERIÊNCIA CÓSMICA COMPLETA.

Também destaquei na primeira parte desta mensagem, Quiroga se referindo a uma “linha divisória entre o “passado” e o “futuro”. Segundo ele, delimitando um nosso “estado de indiferença quanto a tudo que aconteceu e uma expectativa ansiosa e alegre em relação ao futuro”. Não concordo com essa abrangência de indiferença “quanto a tudo que já aconteceu”, porque nós devemos valorizar todas nossas experiências, sejam elas significativas ou não, como aprendizados de vida, sendo por nós desejado ou não. O mais importante são as nossas oportunidades de aprender e poder modificarmos interiormente, independente do resultado de como tudo acontece em todas as fases existenciais do nosso “viver”. A respeito, lembrei deste ensinamento do líder espiritual OSHO (1931-1990), no seu quinto livro da série “Questões Essenciais”, “A jornada de ser humano”, publicação da Editora Academia. Ele começa no prólogo, contando:

Perguntara a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
Eele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meu atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se ornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora, é o nirvana”.

Logo em seguida, OSHO assim inicia a introdução desse seu livro:

“O homem nasce com uma potencialidade desconhecida, misteriosa. Sua face original não está disponível quando ele vem ao mundo. Ele tem de encontrá-la. Ela vai ser uma descoberta, e aí está sua beleza. E essa é a diferença entre um ser e uma coisa. Uma coisa não tem potencial, ela é o que é. Uma mesa é uma mesa, uma cadeira é uma cadeira. A cadeira não vai se tornar qualquer outra coisa, ela não tem potencialidade; só tem atualidade. Não é uma semente de algo.

Pensem nisso.

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(388) Sentindo em nossas vidas, o passado e o futuro. (Parte I).

A linha divisória entre o passado e o futuro não é clara nem muito menos definida, é um estado de indiferença quanto a tudo que aconteceu e uma expectativa ansiosa e alegre em relação ao futuro. É isso aí.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, sobre o “tempo” em nossas vidas, em sua quinquagésima quarta participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Complemento com esta sua explicação, divulgada no horóscopo do dia 22 de janeiro do ano passado:

O futuro não é distante, sua mente o aproxima constantemente através de projeções imaginárias, e seu corpo precisa responder da melhor maneira possível a esse apelo, porque se ficar sem resposta, a decepção se avoluma..

O “tempo” é, para todos nós, uma necessária e condicionante abstração indicadora de realizações e desejos, pelo fluir da nossa existência nesta dimensão de vida. Concordo com Quiroga, ao reconhecer uma “aparente” separação do “passado” com o “futuro” [acrescento: e com o nosso “presente”], principalmente por causa das suas imprevisibilidades. Também como acredito, talvez a nossa noção de “futuro” esteja mais sentida dentro de nós [se comparada a do “presente” e do nosso “passado”], como necessidades de mudanças, renovações e de novos desejos de perpetuação.

Na mensagem 385 [postada no dia 24 do mês passado] inovei citando várias personalidades que já se manifestaram sobre o tema principal de cada um dos nossos encontros. Recentemente recebi um comentário elogiando essa iniciativa, por entender que além de enriquecer a nossa caminhada para o “autoconhecimento”, também permite conhecer o que já disseram a respeito. Vejam a seleção abaixo, sobre o “futuro”:

Steve Jobs: “Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir.”, Charles Chaplin: “Enquanto você sonha, você está fazendo o rascunho do seu futuro.”, Victor Hugo: “O Futuro tem vários nomes. Para os fracos e covardes, chama-se Impossível. Para os comodistas, Inútil. Para os pensadores e os valentes, Ideal.”, John Lennon: “A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro.”, Confúcio: “Se queres prever o futuro, estuda o passado.” e “Se queres conhecer o passado, examina o presente que é o resultado; se queres conhecer o futuro, examina o presente que é a causa.”, Eleanor Roosevelt: “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”, Einstein: “Não me preocupo com o futuro; muito em breve ele virá…”. , “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.” e “Não penso nunca no futuro porque chega muito rápido.”, Peter Drucker: “A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente.” e “A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo.” , Heródoto: “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. , Clarice Lispector: “Sou inquieta e áspera e desesperançada. Estou cansada. Meu cansaço vem muito porque sou pessoa extremamente ocupada: tomo conta do mundo. Meu esforço: trazer agora o futuro para já.” e “O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido”. , Antoine de Saint-Exupéry: “Preparar o futuro significa fundamentar o presente.”, John F. Kennedy: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.”, Joey Ramone: “Ser negativo com relação ao futuro significa não aproveitar a vida.” ,Franklin D. Roosevelt: “Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro.”, Mahatma Gandhi: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.”, José Ortega y Gasset: “A vida é uma série de colisões com o futuro, não é uma soma do que temos sido, e sim do que desejamos ser.”, Thomas Jefferson: “Gosto mais dos sonhos do futuro do que da história do passado.”, Dian Fossey: “Quando você percebe o valor de toda a vida, você se ocupa menos com o que é passado e se concentra mais na preservação do futuro.”, Aristóteles: “O instante é a continuidade do tempo, pois une o tempo passado ao tempo futuro.” e Lord Byron: “O melhor profeta do futuro é o passado.”

Nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”, cuja sugestão de criação recebi por intuição (mensagem 001), nunca imaginei que fosse chegar ao atual número de mensagens já postadas. Desde o início, a minha única preocupação sempre foi a de manter um certo padrão no tamanho das mensagens, o que foi impossível pela relevância de muitos dos temas enfocados [como o deste nosso encontro]. A solução encontrada foi a de apresentar mensagens em partes. Até agora foram feitas as seguintes séries:

Sentindo a “necessidade humanista” de conhecer o autismo (216 a 220), Sentindo o espelhar interior das imagens sensoriais dos deficientes visuais (224 a 230), Sentindo, para o seu “pós-pandemia”, que já podemos modular a percepção dos nossos sentimentos (296 a 305), Sentindo a subjetividade das nossas percepções sensoriais de “solidão (309 a 314), Sentindo a importância de conhecer e significar o nosso “viver”, nesta pandemia (318 a 320), Sentindo a necessidade de conhecer as nossas subjetivas interações emocionais (326 a 327), Sentindo como devemos entender as necessidades de mudanças em nossas vidas (332 a 336), Sentindo nas contemplações artísticas, uma das fontes de autoconhecimento (343 a 345), Sentindo em nossas buscas de “autoconhecimento”, a importância do inconsciente (362 a 364), Sentindo o que acontece em nossas tomadas de decisões (380 a 381) e Sentindo como devemos entender a verdade (386 a 387).

Continua no nosso próximo encontro. Conto com você.

Notas:
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(387) Sentindo como devemos entender a “verdade”. (Parte Final da mensagem anterior).

Existem três verdades: a “minha”, a “do outro” e a chamada “verdade verdadeira.

São minhas palavras transmitidas na mensagem anterior que, neste nosso encontro, resumidamente e de modo conclusivo desejo usá-las [logo no início] sob a perspectiva das propostas de criação deste espaço virtual (mensagem 001). Vejam: Isto porque a “verdade” sempre foi objeto de análises ensejadoras de diversos entendimentos, tanto na Filosofia, na Psicologia, e em outros conhecidos ramos do saber humano. Nunca li nada a respeito, mas entendo que todas as nossas manifestações individuais de convencimentos das nossas “verdades”, são projeções preciosas para as nossas buscas de “autoconhecimento”. Basta perguntar para si mesmo: Por que pensei assim? Por que estou perguntando isso? Certo é que as nossas antigas “verdades” não são para sempre, porque podem perder sentido em nossas futuras vivências de novas realidades. As nossas sensações ou sentimentos de “verdade” [seja como você preferir falar], são uma espécie de “modelação conceitual de reconhecimentos nossos” sobre o que, para nós, aparentemente, é “certo”, “aceitável”, e “convincente”. Também entendo que são resultados das nossas preferências de comprovações interiores de significados, em todos os sentidos do nosso viver. Tudo isso, para mim, também são fontes de “autoconhecimento”.

Propositalmente deixei para esta parte final, estes esclarecimentos conclusivos dos doutores em Filosofia pela UNICAMP, Rafael R. Testa e João Antonio de Moraes:

– “Ao investigar diferentes teorias da verdade, mais que uma simples reflexão sobre a natureza da verdade, buscamos também compreender como os vieses algorítmicos podem distorcer nossa percepção dela. Cada abordagem teórica oferece uma lente única através da qual podemos analisar e avaliar criticamente as informações que nos chegam. Nesse processo de escrutínio, consideramos várias perguntas essenciais: Determinada afirmação reflete os fatos de forma precisa? Existem situações ou evidências que contradizem essa afirmação? Determinado raciocínio é logicamente bem construído? Quais são os argumentos que apoiam determinada afirmação? Eles são robustos e bem fundamentados?” As afirmações que sustentam determinada afirmação podem ser testadas e replicadas por outras pessoas?

Nas duas notas da bem fundamentada abordagem, eles ensinam o que na atualidade considero ser muito importante. Vejam:

1. Um algoritmo, no contexto das redes sociais, refere-se a um conjunto de regras e procedimentos computacionais utilizados pelas plataformas para organizar, priorizar e entregar conteúdo aos usuários. Esses algoritmos analisam uma vasta gama de dados, como interações, preferências e comportamentos dos usuários. Dessa forma, os algoritmos determinam quais publicações aparecem no ‘feed’, em que ordem e com que frequência, sendo projetados para maximizar o engajamento e mostrar conteúdo que tem mais chances de captar a atenção de cada usuário – como tópicos em tendência, postagens de conexões próximas ou itens semelhantes com os quais o usuário interagiu anteriormente. Como resultado, os algoritmos das redes sociais influenciam significativamente quais informações são destacadas e como os usuários percebem os ambientes on-line, moldando o discurso público e as relações pessoais na era informacional.

2. As tecnologias digitais de comunicação referem-se ao conjunto de ferramentas, plataformas e sistemas, conectados à internet, que permitem a troca de informações e a interações entre pessoas no ambiente virtual. No presente texto, focamo-nos nas redes sociais, por exemplo, Facebook, Instagram, TikTok, entre outras.

Complemento: As “verdades computacionais” merecem a nossa atenção [muita atenção] porque, subjetivamente, podem nos convencer e nos levar à “verdades” diferentes das nossas, que foram inicialmente criadas por nós e, portanto, para nós.

Termino, com este “sentir” do filósofo e psicólogo americano William James (1842-1910):

– A forma intuitiva de conhecimento é a apreensão direta de algo e não é mediada por nada, de forma que a verdade, para o conhecimento intuitivo, é uma questão de consciência direta em relação ao fluxo da experiência.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

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(386) Sentindo como devemos entender a “verdade”. (Parte I)

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade.”

São palavras de Sigmund Freud(1856-1939). No mesmo sentido Jung (1875-1961) argumentou: “Erros são no final das contas, fundamentos da verdade.” Também selecionei para iniciar este nosso encontro, esses exemplos de “sentir” e ou de “explicar” as verdades:

Albert Einstein: “Eu penso 99 vezes e não descubro a verdade. Paro de pensar, mergulho em um profundo silêncio, e eis que a verdade me é revelada.” e “Difícil dizer o que é verdade, mas às vezes é fácil identificar a mentira.” , Buda: “A verdade não está lá fora, a verdade está dentro de você.”, Francis Bacon: “As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que seja verdade.”, Clarice Lispector: “O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.” e “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” , Mark Twain: “Se você diz a verdade, não precisa lembrar-se de nada.”, Mario Quintana: “A mentira é uma verdade que não aconteceu.”, Sêneca: “O tempo revela a verdade.”, Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”, Dostoiévski: “Deus não consiste na força, mas na verdade.”, Galileu Galilei: “A verdade é filha do tempo, e não da autoridade.”, Simone de Beauvoir: À minha volta, reprovava-se a mentira, mas fugia-se cuidadosamente da verdade.” , Elvis Presley: “A verdade é como o Sol. Podes esconder durante algum tempo, mas não desaparece.” , Umberto Eco: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.” e Khalil Gibran: “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.”.

Com essa galeria de treze pessoas e totalizando dezesseis manifestações, não consigo escolher a minha preferida. Lembrei que na minha trajetória de vida, muito cedo me ensinaram que existem três verdades: a “minha”, a “do outro”, e a chamada “verdade verdadeira”. Afinal o que é uma “verdade”, se cada um de nós temos a nossa “verdade”, subjetivamente definida e individualizada para nós mesmos, de acordo com a nossa convicção de percepção interior?

Chegamos ao núcleo central da motivação da escolha desse tema, para iniciar esta série de mensagens. Foi esta explicação de Rafael R. Testa e João Antonio de Moraes, ambos doutores em Filosofia pela UNICAMP, sobre “Correspondentismo”, publicada na edição 175 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– O correspondetismo é uma das teorias filosóficas mais antigas e influentes sobre a natureza da verdade. Explicando de forma bastante simplificada, ela postula que uma afirmação é verdadeira se, e somente se, ela corresponde aos fatos ou à realidade. Essa correspondência é tipicamente entendida em termos de uma relação entre palavras ou pensamentos e o mundo externo. Figuras históricas como Aristóteles e mais tarde filósofos modernos como Bertrand Russel e Ludwing Wittgenstein têm sido associadas a essa concepção. Russell (2005), por exemplo, defendeu uma versão do correspondentismo em que a verdade de uma crença depende de sua correspondência com os fatos, que são estruturas independentes da mente.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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(385) Sentindo a necessidade de aprender com as nossas histórias de vida.

Sob a história, a memoria e o esquecimento.
Sob a memória e o esquecimento, a vida.
Mas escrever a vida é outra história.
Inacabamento

São palavras do filósofo e pensador francês Paul Ricoeur (1913-2005), na sua impecável conferência proferida em Budapeste, com o título “Memory, history, oblivion”. Uma bela síntese relacionando a história à nossa memória e esquecimento; bem como a memória e o esquecimento à vida; para finalmente concluir que escrever sobre a nossa vida é outra história. Tudo compondo o registro do fluir dos nossos ciclos existências. Chamo isso de uma “Poética inspiração divina”.

Pergunto:

O QUE VOCÊ CONTARIA SOBRE AS NOSSAS HISTÓRIAS DE VIDA?

Essa pergunta é uma prática de “autoconhecimento” porque, na contemplação de tudo e de como subjetivamente sentimos as nossas vivências e inteirações existenciais, também conhecemos nós mesmos. Selecionei estes exemplos para você:

Mahatma Gandhi: “Nos momentos de dificuldade de minha vida, lembrei-me que na história da humanidade o amor e a verdade sempre venceram.”, Augusto Cury: “Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida.”, Paulo Coelho: “Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.”, Jacques Bossuet: “A história é o grande espelho da vida; instrui com a experiência e corrige com o exemplo.”, Sartre: “Um homem é sempre um contador de histórias. Ele vê tudo que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma história.”, Friedrich Engels: “O fator em última análise determinante da história é a produção e a reprodução da vida imediata.”, Albert Camus: “Se, apesar de tudo, os homens não conseguem fazer com que a história tenha significado, eles podem sempre agir de uma maneira que faça suas vidas terem um.”, Oscar Wilde: “As sensações são os detalhes que constroem a história da nossa vida.”, Terry Pratchett: “Se você não transformar sua vida em uma história, você vai acabar se tornando parte da história de alguém.”

Termino com este “sentir” da doutora em filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, no seu artigo “Em busca de desculpa”, onde encontrei a citação de Paul Ricoeur, publicado na edição 175 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– No exercício da vida, somos responsáveis por nossos posicionamentos e nossas ações e, como resultado, pelas consequências deles, tanto para nós como para todos os outros envolvidos, ainda que não os conheçamos nominalmente ou que não façamos ideia do alcance de nossas atitudes.

Complemento: É assim que também escrevemos as nossas histórias de vida.

Espero você nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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