(733) Sentindo entedimentos da Psicanalista Maria Homem, que na minha avaliação merecem a nossa atenção.

As redes podem deixar a pessoa só e ‘amante dos seus preconceitos’.”

Aprecio e gosto das suas explicações, por serem para mim sempre de fácil compreensão. Em entrevista publicada hoje, dia 28/03/2025, no jornal O Estado de São Paulo, recomendo a leitura que, por limitação do nosso espaço, não posso reproduzir na íntegra. Dela, em sítese destaco (numerei):
1. Sobre o sofrimento psíquico, para muitos, atrelado e devido às redes sociais:
MH – “Esse fenômeno de comparação é fundamental. Porque é como a gente se vê. Quem sou eu? Como é que eu entendo quem sou eu? Em comparação com você. Em identificação com você. As redes, o que elas fazem para a gente, para o nosso psiquismo mais precose, mais arcaico, mais inconsciente é:” Quem é você?, “você está completo ou te falta algo?”, “você está bem na fita?”, “você é só isso, tem certeza?” […] Quem sou eu em relação ao valor compartilhado pela sociedade? E tudo isso: são camadas e camadas inconscientes que estão num simples clique, num simples like. Num simples comentário apaixonado, num comentário irado.

2. Por que essa comparação muitas vezes, é prejudicial para a saúde mental?
MH: Por que ela doi. Porque eu estou me autoavaliando. Já tem um ajuizamento contínuo do mundo sobre mim. É um jogo: quem vale quanto? E quem diz quanto vale? Quem coloca essa régua?

3. Como voltar tanto a atenção para o digital afeta a nossa saúde mental, a socialização e a formação de valores? MH: O resumo é que você vai ficar sozinho e amante do seu próprio preconceito, retroalimentado por esse algoritimo, por essa bolha. Não somos nem tão livres, muito menos tão conscientes e autônomos. A gente é movido por fantasias, por idealizações, por vieses de confirmação que a gente busca e que os algoritimos nos entregam.

4. Para finalizar, da sua entrevista merece a nossa atenção esta sua conclusão:
MH: – “Como é que a gente faz para ter um letramento emocional? A gente está muito alienado. Vamos pôr essa lupa sobre as nossas almas. Não somos tão conscientes, mas não precisamos estar tão inconscientes.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(732) Sentindo, como acredito, que espiritualmente todos nós somos eternos.

Se fôssemos eternos, poderíamos satisfazer todos os anseios, porém, ainda que tenhamos limites específicos de tempo durante a existência, a alma parece não se importar com isso, e funciona como se fosse eterna.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado hoje, dia 29/03/2026. Dentre muitos outros, vejam o que já falaram sobre eternidade: Picasso – “Cansei-me de ser moderno. Quero ser eterno.” / Rubem Alves – “Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno.” / Adélia Prado – “Tudo que a memória amou já ficou eterno” / Cecília Meireles – “… E tudo que era efêmero se desfez. E ficaste só tu, que é eterno.” e
Carlos Drummond de Andrade em Fazendeiro do Ar (1954), p. 408) “Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata….”

Termino com este meu “sentir” de certeza:

NO MEU CICLO DE EVOLUÇÃO EXISTENCIAL, O MEU ESPÍRITO PERPETUA E SEMPRE SERÁ ETERNO POR DIMENSÕES INFINITAS.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(731) Sentindo o simbolismo da Páscoa.

Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, páscoa é amor.”

São palavras de Albert Einstein (1879-1955). Desde a criação desta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, esta é a terceira mensagem sobre a Páscoa. As anteriores foram: Em 31/03/2018, a mensagem 211 com o título “Sentindo na Páscoa, o “renascer” de um olhar para a nossa “essência espiritual”. Em 20/04/2025 foi a mensagem 513, com o título “Sentindo na Páscoa, um nosso renascer em vida como exemplo de ser humano”. Na Páscoa, os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus Cristo após a crucificação. Resumindo com estas minhas palavras: A Páscoa é a “passagem” para o “renascer” de uma nova vida.

Gosto desta esclarecedora explicação do Prof. Antonio J. Steidle Neto, da UFSJ, em Sete Lagoas, Minas Gerais:

O coelho e a cenoura
Em algumas famílias ainda persiste a tradição da preparação de pequenos ninhos com cenouras na véspera do domingo de Páscoa. Essa brincadeira faz com que as crianças acreditem que, enquanto dormem, o “Coelho da Páscoa” passe em suas casas, troque as cenouras por ovos de chocolate e esconda os ninhos em locais diferentes, para que, na manhã de domingo, as crianças precisem encontrá-los. Entretanto, o que muitas pessoas não sabem é que a cenoura não faz parte da dieta alimentar nos sistemas de criaçao de coelhos (cuniculturas). Por ser um alimento rico em carboidratos, a ingestão de cenoura pode afetar o fígado e o intestino dos coelhos. Além de ração peletizada, a alimentação deve ser baseada em forrageiras, como o feno de alfafa, azevém ou rami.”

Desejo para todos, que o domingo de Páscoa seja de interiorização e, principalmente, de elevação espiritual.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. A explicação do Prof. Antonio J. Steidle Neto, foi por mim encontrada no dia 26 deste mês de março, 5ª Semana da Quaresma, no Calendário “Coração de Jesus – Abençoai este lar.”

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(730) Sentindo a dificuldade histórica de definir a “esperança”.

“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.”

São palavras de Molière (1622-1673), dramaturgo, ator e encenador francês, considerado o mestre da comédia satírica. Foram por mim escolhidas para iniciar este nosso encontro sobre o que devemos entender sobre “esperança”. Para mim, um grande desafio. Na minha pesquisa, dentre muitas outras, encontrei estas explicações: Carlos Drummond de Andrade – “A vida se renova na esperança de um dia novo.” / Clarice Lispector – “Ora, não sou linda. Mas quando estou cheia de esperança, então de minha pessoa se irradia algo que talvez se possa chamar de beleza.” e Emily Dickinson – “A esperança tem asas. Faz a alma voar. Canta a melodia mesmo sem saber a letra. E nunca desiste. Nunca.”

Confeço ter ficado na mesma, mas com o meu subjetivo entendimento de que a esperança é um dos nossos “estados de alma”, principalmente diante dos nossos estados de “insegurança” e de “incertezas”. Mesmo assim, peço a sua atenção para esta resposta de Luiz Felipe Pondé, que encontrei no seu fantástico e proveitoso livro “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, da nversoseditora, que recomendo como leitura obrigatória. Ao ser perguntado se os estoicos não acreditavam em esperança, Pondé respondeu (para este nosso encontro, trago esta parte):

– “Esperança é um conceito vasto. Os estoicos achavam que, se você viver muito no passado, é um nostálgico e fica sofrendo com o que aconteceu. Se você viver pensando o tempo inteiro no futuro, vira ansioso, usando uma linguagem contemporânea, e que o importante era viver o presente. Porém, o presente do estoico não é o presente do epicurista, não é um carpe diem de “capture o dia e goze com ele”. O presente do estoico é você viver o presente sem se deixar dominar por expectativas e inquietações com relação ao futuro e ao seu desejo. Trata-se de se defender dos efeitos nefastos da fortuna, no limite do possível. Nietzsche criticava os estoicos porque achava que eles eram meio depressivos, que é muito diferente da ideia do estoicismo que está na moda hoje em dia em discutir, a tal da mindfulness, essas coisas. O estoicismo era a filosofia que pregava a acomodação à lei do logos, que significa que nós somos muito pequenos e que tudo passa, por isso você deve se ater ao presente, viver com o que está perto, deve usufruir do que tem à mão agora, porque você não tem controle sobre o futuro. Ao mesmo tempo, você deve desconfiar, por exemplo, das grandes promessas que o mundo faz a você, porque o mundo nos engana e faz promessas falsas, então, se você entende esperança como a ideia de: eu vou viver agora, porque tenho esprança de que, no futuro, eu vou realizar o que quero, de fato não há essa esperança no estoicismo. O que o estoico tem é a crença de que, se ele conseguir colocar as suas inquietações sob o controle da sua razão, ele vai atingir um estado de ataraxia, que significa “imobilidade da alma”, leia-se: sem paixões ou apatheia (não, apatia, apatheia), e, através disso, ele vai se tornar autônomo.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(729) Sentindo a importância histórica da percepção interior de Maquiavel.

Dê poder ao homem, e descobrirá quem realmente ele é.” e “Todos veem o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és.”

São palavras do filósofo, historiador, poeta e diplomata Nicolau Maquiavel (1469-1527). Um exemplo de preconizador dos ideais republicanos. Ficou muito conhecido com o seu livro, O Príncipe.
O que motivou este nosso encontro foram estas considerações de Daniel Medeiros, doutor em Educaçao pela UFPR, publicadas na Edição 154 da Revista Humanitas, da Editora Escala, com o título “A lição de Maquiavel” (numerei a minha seleção):

1. “Embora seja comum nos lembrarmos do pensador italiano do século 16 como um dos inspiradores do regime absolutista, isto é, na verdade, um erro.
2. Maquiavel era republicano. É fato que, para ele, a fundação de um Estado deveria ser obra de um homem só – o Príncipe -, mas não a sua manutenção. Para manter um Estado, melhor seria uma República, na qual os diversos estratos da sociedade fossem representados.
3. Mais ainda: Maquiavel entendia que ninguém melhor do que o povo para defender essa República contra a ganância dos poderosos. E que o conflito entre o povo e os nobres era uma condição da melhoria do Estado, implicando a elaboração de boas leis.
4. Ou seja: Maquiavel lançou as bases do Estado Moderno e viu a sua força na sua heterogeneidade, na representação e na liberdade para que todas as vozes fossem ouvidas e atendidas.”

Estou convencido de que muitos devem estar estranhando a minha escolha desse enfoque histórico sobre Maquiavel, nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior. Pergunto: O que isso tem haver com a nossa percepção sensorial? Respondo: Muito. Isto porque em se tratando dos nossos ideais, sejam eles de que natureza forem, necessariamente nós precisamos de um “voltar-se para si mesmo”, principalmente quando percebemos que algo em nossas realidades de inteirações existenciais, deve ser mudado, aprimorado. Penso asim porque todos nós precisamos “sentir” e “pensar” em melhores condições para o nosso “existir” e para o nosso “viver”.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(728) Sentindo a importância da mãe, no pisiquimo do seu bebê recém-nascido.

Na vida psíquica do bebê, o seio tem simbolismo que requer o olhar atento aos novos papéis identitários que o nascimento de um filho impõe a homens e mulheres , mas é também ótima oportunidade de fortalecer relações de parceria.”

São palavras da psicanalista Denise de Sousa Feliciano (SBPSP), que também é mestra e doutora em Psicologia pela USP em pesquisas sobre amamentação. Ao iniciar este nosso encontro, sinto a sensação de importância diviva da ser mãe. Para vocês, dedico esta mensagem. Das considerações da psicanalista Denise, gostei muito desta parte:

– “O “eu” no nascimento, não tem coesão. A mãe e os cuidados essenciais permitem que haja a sensação de integração que chamamos de “pele psíquica” (Bick, 1968; Barros, 2013). O bebê não percebe a mãe como um outro, ele a vê como uma parte de si e tem a ilusão de que cria o seio quando precisa dele (Winncott, 1956).”

Por sua vez, vejam que interessante: – “Os primeiros três anos de vida são pedra fundamental da saúde mental de um indivíduo. Desde o ventre, as experiências vividas com a mãe e/cuidadores são marcas que perduram na dinâmica relacional ao longo de sua vida. Nesse cenário das primeiras relações, o seio ocupa um lugar central, não apenas por ser sua primeira fonte de alimento, mas também a fonte de prazer e conforto que pode representar.”

Pensem nisso, e divulguem para as futuras mães que você conhece.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. As considerações da psicanalista Denise foram publicandas na Edição 154 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(727) Sentindo mais uma vez, Jung.

Jung nos explica que fatores interiores, em conjugação com fatores exteriores, registrados pela percepção, recebem forma e sentido ao formar imagens. Todo produto psíquico se revela em imagens. Em meio ao medo natural da noite, estava o medo do desconhecido.”

São palavras do Dr. Carlos São Paulo, que é médico e psicoterapeuta junguiano, ao comentar o conto “O Homem da Areia, de E. T. A Hoffman, publicação da Editora Rocco. Essa obra fala “sobre medo e projeções que inspirou Freud. No final da sua análise o Dr. Carlos São Paulo comenta de modo conclusivo:

– “Vivemos a vida, muitas vezes, desconhecendo o mito da infância, que nos confunde com a realidade. A cegueira, símbolo da inconsciência, despreza a realidade do mundo exterior.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(726) Sentindo o uso das nossas armas mais poderosas, em todos os tempos.

Não se é poderoso com uma arma na mão, porque com uma arma somente se mata. Você é poderoso quando tem um livro, quando tem uma caneta. Porque é por meio da caneta que alguém pode salvar vidas. E é essa mudança que queremos levar para a nossa sociedade.”

São palavras da ativista Malala Yousafzai, por ela transmitidas em 2013 no discurso de lançamento do seu livro “Eu sou Malala”. Gostei deste comentário de Monica Aiub, que é doutora em Filosofia pela PUC-SP [que já touxe anteriormente para esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior]:

– Como afirmou Malala, “com uma arma somente se mata”. Armas de fogo alteram o estado do corpo, fazem agir por coação física, o que caracteriza violência, e não poder. Um povo armado não tem poder para mudar sua realidade, apenas para ampliar e perpetuar a cultura do medo e a competição sobre quem tem a arma mais letal, o que, no final da história, ou institui uma violência performática ou leva à destruição e ao extermínio de praticamente todas as partes – o que não parece ser, ou ao menos não deveria ser, o desejo de ninguém.
Como afirmou Hannah Arendt (2016, p.60), “poder é a habilidade humana não apenas para agir, ma para agir em concerto”. O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas enquanto o grupo se conserva unido”; por sua vez, violência possui um “caráter instrumental”; (p.63). Por isso ambos são opostos, “onde um domina absolutamente, o outro está ausente” (p.73). […] Complementa Nelson Mandela:

– “A EDUCAÇÃO E O ENSINO SÃO AS MAIS PODEROSAS ARMAS QUE PODEMOS USAR PARA MUDAR O MUNDO.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(725) Sentindo a necessidade de “saber escutar”.

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.”

São palavras de Rubem Alves (1933-2014), que em vida foi psicanalista, educador, teólogo e escritor.
Realmente falar mais parece ser uma tendência da maioria dos seres humanos, mas não sei explicar. Talvez seja muito comum, quando já temos a nossa opinião formada. Dentre muitos outros, vejam o que já disseram sobre o nosso “escutar”: Heráclito – “Se não sabe escutar, não sabe falar” / Madre Teresa – “A oração torna nossos corações transparentes e só um coração transparente pode escutar a Deus!” / Antoine de Saint-Exupéry em “O Pequeno Príncipe”, cap. III – “O principezinho, que me fazia milhares de perguntas, não parecia sequer escutar as minhas. Palavras pronunciadas ao acaso e que foram, pouco a pouco, revelando tudo.” / Caetano Veloso – “Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe O inesperado faça uma surpresa E traga alguém que queira te escutar” e Johann Goethe – “Falar é uma necessidade, escutar é uma arte.”

Gosto deste comentário de Ana Suy Sesarino Kuss, que possui doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise, é mestra em Psicologia, especialista em Psicologia Clínica – Abordagem Psicanalítica, e formação em Psicologia – (PUCPR): – “Quando a gente se propõe a escutar alguém, presta atenção na pessoa, observa, quer saber mais sobre o que ela está falando. Muitas vezes, a sensação de passar horas conversando com um amigo pelo qual a gente se interessa é a de que o tempo passou muito rápido! Mas qual a diferença, então, entre o tempo bem aproveitado que passa rápido e a aceleração do tempo, que faz a gente sentir como se estivesse tendo o tempo roubado? Minha hipótese é: bem viver o tempo. Se estamos fazendo bom proveito do tempo, nos sentimos alegres com a rapidez da passagem do tempo – e essa sensação de tempo que passa rápido é um contraponto com outros momentos nos quais sentimos que o tempo não passa tão rápido assim. Mas a sensação de aceleração do tempo que temos vivido tem aparecido como queixa em nossos discursos, com certa lamentação por o tempo passar tão rápido assim, penso eu, porque não há contraponto! Não temos tempo para o tédio, para o buraco na agenda, para se achar sem graça o suficiente a ponto de nos interessarmos verdadeiramente pelo outro. Por fim, seria de bom tom que eu deixasse aos leitores uma mensagem positiva no final deste texto. Mas a verdade é que eu não tenho uma. Também não tenho dicas nem um método que eu desenvolvi. Então, minha mensagem final fica em fazermos pequenas alterações: podemos transformar “os corres da vida” em “as cores da vida”, por exemplo. Mas para isso a gente precisa da “sutileza” à qual Rubem Alves se referiu. Que a gente tenha tempo para ela.”

PERGUNTO:
– Será que seja por isso que temos dois ouvidos e apenas uma boca?

Pensem nisso!

Notas:
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3. As considerações da doutora Ana Suy Sesarino Kuss foram publicadas na Edição 161 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala, com o título Os “corres” da vida.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(724) Sentindo a nossa condição existencial de “sermos humanos”.

Como entender o que é o ser humano?

Essa minha pergunta poderá ser respondida sob várias perspectivas. Todos nós reconhecemos isso. Estou iniciando este nosso encontro com ela, logo após conhecer esta resposta da doutora Mércia Miranda Vasconcelos Cunha, na Edição 162 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala:

– “SER HUMANO É SER DIFERENTE, ESSENCIALMENTE. SER HUMANO É SER ÚNICO, COM DIFERENTES VISÕES DE MUNDO, IDEOLOGIAS, MODOS DE SER E FAZER.”

Ela justificou essa sua resposta, neste contexto: “[…] eu penso que o conhecimento, como um rio que busca o mar, busca consciências para despertar e, nesse sentido, é importante falarmos sobre os direitos decorrentes da humanidade e falar sobre a própria humanidade, a fim de que o ser humano tenha clareza da sua condição humana e da complexidade de relações que ele estabelece nessa condição. A atualidade apresenta contextos de absoluta falta de diálogo, de respeito ao diferente, seja pensar, ser, agir, que se transformam em atos violentos, de cerceamento de direitos básicos, de imposição do que seja certo ou errado, em uma sociedade plural e diversa.”

Sobre a sua resposta, recomendo atenção para esta parte [a seguir, com minhas palavras] – O ser humano precisa ter consciência da sua condição; ter consciência de si mesmo.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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