(745) Sentindo com Jung, a existência de uma “totalidade maior”.

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”

São palavras de Madre Tereza de Calcutá (1910-1997). Pergunto: O que acrescentar? É difícil. O que me vem à mente é o princípio de uma “totalidade maior”. No seu livro, “Espiritualidade e Transcendência”, com seleção e edição de Brigitte Dorst, pulicação da Editora Vozes, que recomendo como leitura obrigatória, De acordo com “David Tacey, em “The Spiritual Revolution”, é uma “revolução espiritual”. Brigitte Dorst se refere a este entendimento de Jung:

– “A transcendência da psique, da qual ele fala em outras passagens, refere-se a experiências espirituais de conexão com o divino, com o absoluto, a ter como referência algo mais abrangente, maior, às possibilidades de experiência que transcendem a consciência cotidiana, à transposição das fronteiras entre imanência e transcendência.” {Palavras de Madre Tereza de Calcutá, vamos todos nos unir com um sentimento universal de “Totalidade Espiritual” maior. Eu sempre acreditei nessa totalidade, como parte de um princípio de evolução.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(744) Sentindo como também podemos entender os nossos merecimentos.

Seu coração não é estrada para passeio de muitos. Seu coração é lugar que só fica quem faz por merecer.”

São palavras de Charles Chaplin (1889-1977), um icone do cinema mudo. Vejam que no final ele usou a palavra “merecer”. Agora prestem atenção: Thich Nhat Hanh, monge budista vietnamita, que em vida foi um poeta indicado por Martin Luther King Jr ao prêmio Nobel da Paz, escreveu no seu livro “A Essência dos Ensinamentos de Buda, lançado no Brasil pela Editora Rocco com tradução de Anna Lobo:

– “Um jovem que queria aprender a desenhar flores de lótus foi a um mestre e pediu para ser seu aprendiz. O mestre o conduziu até um lago de lótus e o convidou a se sentar ali. O jovem viu as flores desabrochando quando o sol estava alto, e observou os botões se fechando quando a noite chegava. Na manhã seguinte, fez a mesma coisa. Quando uma flor de lótus murchou e suas pétalas caíram na água, ele observou o caule, o estame [do latim stamen, fio, expressão da botânica], o restante da flor, e depois passou a observar outra flor. Fez isso durante dez dias. No décimo primeiro dia, o mestre lhe perguntou: “Você está pronto? e ele respondeu: “Vou tentar.” O mestre lhe deu um pincel, e apesar de ter um estilo infantil, o jovem desenhou um lótus absolutamente lindo. Ele havia se tornado o lótus, e o desenho simplesmente brotou de dentro dele. A ingenuidade em matéria de técnica era evidente, mas uma beleza profunda estava retratada ali.”

O que motivou a minha escolha para o “merecimento” ser o tema deste nosso encontro, foi o seguinte: – Sempre acreditei na existência de uma subjetiva essência de possível “transformação existencial”, contida em uma das possiveis explicações sobre como também podemos entender o nosso “merecimento”. Explico com esta síntese: Se nós conseguimos o que desejamos, também podemos nos transformar com essa efetiva conquista do que sempre desejamos merecer. Portanto, o nosso “merecimento”, por exemplo, de ganhos, de conquista e de realizações…, ao que me parece também pode ser subjetivamete explicado por uma espécie de reconhecimento existencial de como somos para nós mesmos, e para todos os outros. Concluindo: “Merecimento” não se aplica apenas ao que materialmente desejamos receber.

Pensem nisso!

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(743) Sentindo sobre as nossas “dores” e “sensações”.

Elas são personalíssimas, mas se manifestam de modos diferentes em cada um nós.”

Inicio este nosso encontro, referindo-me à prática de Freud chamada “livre associação”. Ele pedia aos seus pacientes para deitarem no divã, para a pessoa que estivesse falando “escute a si mesma”. Apesar de não ser da área de saúde, acredito que essa prática pode ajudar muito no encontro das causas de muitas das nossas “dores” e “sensações” de origens subjetivas. Complemento com esta interessante explicação do filósofo João de Fernandes Teixeira, no seu bem fundamentado artigo, “Somos o nosso cérebro?”, publicada na Edição 142 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– “Estados mentais são subjetivos, ou seja, experimentados em primeira pessoa. Quando sinto uma dor posso até descrevê-la para o médico, mas a sensação é intransferível, as palavras nunca chegam a descrevê-la na sua totalidade ou numa forma que sua intensidade possa ser precisamente determinada por outra pessoa. As dores não podem ser medidas. Quando me pedem para definir a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10, comparo uma versão subjetiva de intensidade com outra. Mas a linguagem apenas resvala a sensação de dor.”

A verdade é que mesmo com o avanço da tecnologia na área de saúde, devem existir muitas manifestações corporais de dores que vão precisar de tempo para serem identificadas subjetivamente suas causas. Gostei destas considerações da doutora em Filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, sobre o “tempo”. Foram publicadas com o título “Breve Reflexão Sobre o Tempo”, na sua coluna “Pensei”, Edição 148 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– “Já quis desdobrar o tempo. Afinal, a vida é finita e há tanto a ser conhecido e vivido! Mas o desdobramento do tempo não significa conhecer e viver mais ou melhor. As marcas das dobras, desdobras e redobras (DELEUZE, 1991) podem ser os traços de memória do vivido, mas podem ser também as dores de um corpo curvado pelo cansaço da pessoa produtiva.
A produtividade que invade e subverte o tempo da vida, que não espera que os frutos amadureçam naturalmente para colhê-los, exigindo uma colheita prematura ou, ainda, artifícios para um amadurecimento precoce. Envenenamos os frutos, o solo, as águas, a nós mesmos para garantir uma colheita que não será consumida e, assim, temos fome. Fome!”

Talvez, quem sabe, excepcionalmete esse seu “sentir” tambem por analogia se aplique em alguas áreas da medicina, bem como nos subjetivos acompanhamentos psicologicos, emocionais, na esfera atuante da Psicologia. Termino este nosso encontro, com este meu entediimento:

SE VOCÊ DESEJA SENTIR A CAUSALIDADE SUBJETIVA DE ALGUMAS DAS SUAS CONHECIDAS “DORES” E “SENSAÇÕES”, INICIE SUAS BUSCAS DE INTERIORIZAÇÕES. ACREDITO QUE NESSES SEUS SUBJETIVOS ENCONTROS PODERÃO SER ENCONTRADAS EXPLICAÇÕES “PARA SI MESMO”, QUE PODERÃO SER MELHOR ESCLARECIDAS POR UM PSICÓLOGO.

Pensem nisso!

Notas:
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(742)Sentindo sua vida, como sendo uma poesia de Deus.

A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais.”

São palavras do escritor Voltaire, um dos espoentes do iluminismo. Hoje acordei com vontade de escrever uma mensagem sobre “poesia”. Será a primeira desta nossa caminhada. Isto porque a vida da gente nos é dada pela Criação Divina como sendo um esplendor poético que se mostra para todos nós, de acordo com a percepção subjetiva e transcendente da nossa “ALMA”. Tudo nesta vida, para ser por nós alcançado, dependerá principalmente de duas coisas: do nosso “acreditar” e do nosso “merecimento”. Vejam o que já disseram sobre a “poesia”: Carlos Drummond de Andrade – “Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo.” / Mario Quintana, em “A Diferença”: -“A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco… Porque a poesia é uma loucura lúcida” e Manoel de Barros – “Poesia é voar fora da asa.”.

Complemento com esta parte do comentário do filósofo, psicanalista, e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Érico Andrade, sobre o filme “Paterson”, uma comédia dramática dirigida por Jim Jarmisch, com duração de 113 minutos (numerei):

1. É um filme sobre a fusão do cotidiano com a existência. Da pessoa com o mundo da poesia (razaõ pela qual o título do filme coincide com o nome do personagem principal).
2. A poesia é no cotidiano desmentir o tempo que nos condiciona a vagar na contagem das horas para nos livrarmos dele mesmo; à pressa. Retrair, acelerar distender, ficar. São as ações do cotidiano o foco das lentes que encandeiam as cenas de Paterson para nos mostrar que a poesia se impregna da totalidade do existente. A poesia é quando a retina abandona a pretensão de retratar o mundo para o espírito, nas palavras de Merleau-Ponty, que se identifica consigo mesmo por meio daquilo que é o mundo
3. A poesia é quando a retina abandona a pretensão de retratar o mundo para ser espírito, nas palavras de Merleau-Ponty, que se identifica consigo mesmo por meio daquilo que é: mundo.

Érico Antrade, assim termina sobre esse filme:

– “Tudo que o cotidiano nos rouba, como parar sem pressa para contemplar a paisagem do parque ou conversar com uma inesperada companhia, é recuperado por quem “respira” poesia porque a inspira do que nos conecta verdadeiramente ao que está vivo: o amor. Paterson consegue falar das coisas mais simples com a urgência que é necessária.”

Termino este encontro, com esta sugestão para você:

NO FILME DAS NOSSAS VIDAS, VAMOS MOSTRAR O SUBLIME DA POESIA DO NOSSO EXISTIR E DO NOSSO VIVER.

Pensem nisso!

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. As palavras de Érico Antrade, foram por mim reproduzidas da sua coluna sobre cinema, publicada na Edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Rscala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(741) Sentindo a necessidade de inclusive subjetivamente, explicar a nossa admiração.

E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz, você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar!

São palabras de Chico Buarque, atualmente com 81 anos de idade. Um gênio da música popular brasileira. O que motivou este nosso encontro foi a sua última palavra na sua manifestação acima: “admirar“.

Sempre pergunto para mim mesmo: – “O que eu gosto e admiro,está em mim ou em que eu aprecio? Isto porque outra pessoa pode no mesmo instante, apreciando algo comigo, não manifestar os meus sentimentos de “admiração”. Pergunto: Como explicar isso? Gosto deste “sentir” de Ana Maria Haddad Baptista, que é um dos seres humanos que mais admiro. Recentemente ela foi por mim citada na mensagem 740, sobre “espiritualidade”. Sobre o tema por mim escolhido para este nosso encontro, ela escreveu na sua coluna “intersecções”, na edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– “A capacidade de admirar é para poucos. Porque admirar algo é despojar-se de si e admitir, para nós mesmos e para o mundo, que existem coisas muito além do que poderíamos imaginar.”

Em seguida ela explica: – “Estamos falando de uma admiração cujo recorte de visualização enxerga aquilo que até então não tínhamos imaginado. Muito diferente do “admiro-me”. Em outras palavras: admirar a si mesmo. Narciso. Infelizmente jamais faltou nem faltará para a alegria daqueles que não conseguem ir além de si mesmo. Afinal…não custa lembrar com Pessoa, entre outros, quando afirma que somos apenas o que nos supusemos. Grande verdade.”

Complementa: – “Admirar significa exercitar os nossos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, medir o quanto somos capazes de olhar para o outro. (Para os encontro que a vida nos oferece e, muitas vezes, ignoramos). Baudelaire não foi e não será o único a ter tal capacidade. De ver e nos mostrar aquilo que passa ao largo da maioria por uma subtração, intencional ou não, de olhares cuja superficialidade não permite a percepção do que deveria ser digno de exaltação.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(740) Sentindo a necessidade de sentir, o que é “espiritualidade”.

O que reúne e atrai as pessoas não é a semelhança ou identidade de opiniões, senão a identidade de espírito, a mesma espiritualidade ou maneira de ser e entender a vida.”

São palavras do escritor francês Proust (1871-1922). Confesso para vocês que tenho certeza quando meus sentimentos têm origem em fontes transcendentes de “Esprtitualidade”. O escritor português José Saramago (1922-2010) já dizia em vida – “O mal que algumas palavras têm não é o que significam directamente. O mal são as conotações. Nós dizemos «espiritualidade», dizemos «espírito», que não sabemos o que é. É que ninguém pode apresentar uma definição de «espiritualidade» que seja convincente. Tenho a impressão de que as palavras atrapalham muito.” Gosto desta explicação de Ana Maria Haddad Baptista, graduada em Letras, com mestrado e doutorado em Comunicação pela PUC-SP, que é uma das pessoas que mais admiro nesta nossa caminhada:

– “Existem expressões e possíveis conceitos que carregam alto teor de significações que vão desde uma exatidão desejável até diferentes conotações. E nada mais exemplar do que o conceito de espiritualidade. O que significa espiritualidade? Nas palavras de Michel Foucaut: “Quando falo de espiritualidade, não falo de religião, ou seja, é necessário distinguir muito bem espiritualidade de religião. É surpreendente constatar que a espiritualidade, o espiritismo e a religião se misturam no espírito das pessoas em uma salada notável, uma ‘marmelada’, uma confusão impossível!”

PERGUNTO:
– Para você o que é esprirtaidade?
Faça como eu. Não se preocupe em encontrar a sua resposta. Apenas sinta a energia superior e sublime da espiritualidade no seu coração.

Pensem nisso!

Notas:
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3. A explicação de Maria Haddad Baptista, foi reproduzida do seu artigo “Por uma estética de espiritualidade”, publicada na edição 147 da Revista Humanitas, da Editora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(739) Sentindo a necessidade de pensar sobre as percepções de nós mesmos.

Faça os movimentos necessários sem cometer exageros nem precipitações, porque apesar de acontecerem coisas importantes, tudo precisa de reflexões sinceras de sua parte para ser devidamente aproveitado.”

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 04/04/2026. Ele se refere a um detalhe muito importante, assim por mim resumido: – Nós não podemos “agir por agir” sem pensar sobre tudo e, principalmente, sobre nós, sobre o nosso “sentir a si mesmos”, sobre o nosso existir e sobre o nosso modo de viver.
Isso é”autoconhecimento”, e eu pratico e chamo de “sentir e de conhecer o meu subjetivo EU interior, em qualquer fase das nossas vidas. Aprendi com Simone de Beauvoir (1908-1986), “que o nosso “eu” nunca envelhece, o nosso corpo sim”. Agora vejam que interessante: – Na sua obra “Princípios da Filosofia”, estruturada em quatro partes, o filósofo, físico e matemático René Descartes (1596-1650), escreveu na terceira:-“As
percepções dos sentidos ensinam não o que realmente está nas coisas, mas o que favorece ou desfavorece o composto humano.” Ele explica: – “Será suficiente se notarmos que as percepções dos sentidos não se referem senão a essa união do corpo humano com a mente e, decerto exibem-nos originariamente aquilo que os corpos externos podem favorecer ou desfavorecer a ela; mas não nos ensina, porém, a não ser de quando em quando e por acidente, quais qualidades existem em si mesmas. Assim, com efeio, facilmente nos despojaremos dos pré-conceitos dos sentidos e utilizaremos aqui só o intelecto, que diligentemente atenta às ideias que lhe foram incutidas pela natureza.” [Detalhe: Esta explicação está sendo reproduzida com o estilo de escrita de 1644.]. Recomendo: Nunca esqueça de se “auto-observar”.

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(738) Sentindo meus desejos de uma Feliz Páscoa, para todos nós.

Cada ação que você empreender há de ser coroada com alegria espiritual, ciente de que, mesmo você não enxergando resultados evidentes, o rio de vida segue seu fluxo e cada ação sua agrega um pouco a esse fluxo.

Nesta sua participação de número 176, nosso recordista, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões astrológicas do seu horóscopo divulgado hoje, dia 03/04/2026, que foi iniciado com esta introdução:

O SEXTO SENTIDO
A mente é o sexto sentido, o órgão de percepção mais sofisticado de nossa humanidade, que recebe informações através dos outros cinco sentidos e se projeta ao mundo exterior intervindo nesse e atuando, mas também recebe informações do mundo interior, subjetivo e abstrato, tendo capacidade de intervir e atuar nesse também. Acontece apenas que, no estágio atual de entendimento oficial de nossa civilização, reduzimos o alcance de nossa mente ao funcionamento no mundo exterior, das formas objetivas, e ainda negligenciamos nosso rico funcionamento subjetivo, mediante o qual nos conectamos às grandezas cósmicas, as quais, por enquanto, são tratadas como subversivas e perigosas demais, porque estimulam o ser humano a ser livre e não se importar com as regras limitantes da civilização.

Que maravilha! Confesso que me emonionei. Neste dia sagrado, desejo para todos uma Feliz Páscoa, que seja para todos nós com envolvimento de sentimentos de Fé, de esperança e de interiorização espiritual.

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(737) Sentindo o transmitir pela escrita, o que sentimos.

EU NÃO PROCURO, ACHO.”

São palavras do gênio Pablo Picasso. Sempre considerei fantástica essa sua manifestação através da escrita, mas até hoje não encontrei a sua motivação. Certo é que o nosso “procurar” normalmente tem por objetivo a nossa avaliação, seja ela a acertada ou não para transmiti-la como desejamos. Nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de buscas de interiorização, quando desejo escrever uma mensagem pelo computador normalmente já tenho, subjetivamente, definido o tema principal para o nosso encontro. Depois tudo flui normamente. Como entender isso? Esta é a minha resposta: – Em nossas pesquisas com ajuda do computador, podemos encontrar o que estamos procurando, mas nem sempre como estamos idealizando. A respeito explica o filósofo francês André Conte-Sponville:

-“Um computador pode resolver um problema, mas só um ser humano pode tomar uma decisão; um computador pode ser eficiente, mas só um ser humano pode ser responsável.”

Pensem nisso!

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(736) Sentindo como entender os nossos sentimentos.

É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.”

São palavras de Clarice Lispector (1920-1977). Que precioso ensinamento! Agora vejam esta explicação do neurocientista António Damásio, no seu livro “Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos”, publicação da Editora Companhia Das Letras, que recomendo a leitura:

– “O conteúdo essencial dos sentimentos é um estado corporal mapeado num sistema de regiões cerebrais a partir do qual uma certa imagem mental do corpo pode emergir. Na sua essência, um sentimento é uma ideia, uma ideia do corpo, uma ideia de um certo aspecto do corpo quando o organismo é levado a reagir a um certo objeto ou situação. Um sentimento de emoção é uma ideia do corpo quando este é pertubado pelo processo emocional, ou seja, quando um estímulo emocionalmente competente desencadeia uma emoção. O cerne dessa noção de sentimento que hoje defendo provém das propostas de William James sobre o fenômeno da emoção (ver O erro de Descartes e O mistério da consciência para uma referência mais pormenorizada às propostas às propostas de William James).”

Eu sempre tenho me esforçado para ter mais sentimentos bons.

Pensem nisso!

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