“Se quero cuidar das pessoas no hospital preciso mesmo conhecer todos os aspectos de seus tratamentos e compreender seus sofrimentos.”
São palavras de Diana (1961-1997), a Princesa de Gales que até hoje ainda é muito conhecida por Lady Di. Para mim, ela tocou em um ponto muito merecedor da nossa atenção – o da compreensão inclusive subjetiva, do paciente internado para um tratamento hospitalar.
O que motivou este nosso encontro, o terceiro de hoje [mensagens anteriores, 739 e 740], foram estas considerações da doutora Flávia Maria de Paula Doares, que é psicóloga, psicanalista e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no seu artigo “A escuta clínica”, publicado na Edição 147 da Revista Humanitas, da Editora Escala (selecionei e numerei):
1. “O paciente que adoece sofre uma ruptura no sentimento de continuidade da sua vida. A doença possui, além do aspecto orgânico, uma dimensão subjetiva que exige a elaboração da vivência do adoecimento, buscando transformá-la em uma experiência, nomeando-a, integrando-a em sua história e, se possível, usufruindo de ensinamentos provenientes da possibilidade de ressignifiação das relações, valores pessoais e da própria vida.”
2. “No hospital, o sintoma somático é o motivo inicial da queixa do paciente. Este, diante da experiência de adoecimento orgânico, internação e tratamento, pode se expressar por um discurso de sofrimento e de queixa de sua condição humana, diante de vários desfechos possíveis que são da ordem do desconhecido.”
3. “A doença orgânica não implica somente o aspecto físico, mas o psíquico/emocional, porque ela não é uma entidade em si mesma, mas acomete alguém, o doente, a quem se dirige o psicólogo hospitalar.”
Lamentando a nossa limitação de espaço, termino este nosso encontro com estas palavras da doutora Flávia Maria, sobre a Escuta Clínica na área de saúde:
– “Essa prática inclui a presença dedicada de um analista. O estar com e o falar com pressupõem alguém realmente interessado, e é mais importante do que o que se fala. A escuta, na Psicologia, possui um duplo efeito: o do cuidado e o da humanização.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.