(365) Sentindo um ano de mensagens, em nossa caminhada para o “autoconhecimento”.

O futuro é tão real e determinante quanto o passado, mas nos relacionamos com o futuro da mesma forma com que nos relacionamos com nossa própria alma, pressentimos sua realidade, mas não nos convencemos totalmente de que essa experiência seja tão real quanto a do passado, sobre o qual temos as provas que a memória oferece.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, nesta sua quadragésima nona participação em nossa jornada para o “autoconhecimento”. Foram por ele transmitidas no seu horóscopo divulgado no dia 04 de dezembro do ano passado, com o título “Futuro e passado”. Em seguida Quiroga complementa com esta sua explicação:

– No entanto, até a memória pode ser ressignificada, afinal, é para isso que as terapias psicológicas existem, e comprovam ser possível modificar nossa relação com o passado, o que, na prática, resulta em que o passado não é mais consistente do que o futuro, o qual, por sua vez, se nos apresenta antes de acontecer, como pressentimento, nas vezes em que começamos a pensar em alguém que é improvável encontrar, mas no decorrer do dia ou em pouco tempo, o encontro acontece.

Cada um de nós significamos “tudo” no “tempo” em nossas vidas [no nosso “agora”, no nosso “passado”, e no nosso “futuro”], porque somos nós que criamos, para nós mesmos, as nossas realidades. Gosto deste “sentir” de Fernando Pessoa (1888-1935):

– “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.

2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(364) Sentindo em nossas buscas de “autoconhecimento”, a importância do “inconsciente”. (Parte Final)

“O inconsciente é o círculo maior que abrange em si o círculo menor da consciência; tudo o que é consciente tem um estágio prévio inconsciente, enquanto o inconsciente pode permanecer nesse estágio e ainda assim reclamar o valor pleno de uma produção psíquica.”

Que maravilha de explicação! São palavras de Sigmund Freud (1856-1939). Com a sua genialidade, ele preconizou o principal embasamento da teoria psicanalítica, consolidado no sentido de que, acessando o “inconsciente” dos seus pacientes, conseguiria aflorar para a consciência muitas das suas memórias esquecidas e, assim, aliviaria seus sintomas. A respeito, vejam este importante entendimento do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, que entendo ser valioso para os profissionais das áreas de saúde:

– O inconsciente pode fazer com que cada momento de nossa vida influencie todos os outros, para frente e para trás. Assim, a intenção no futuro poderá modificar as probabilidades de uma enfermidade. Um simples diagnóstico pode influenciar o curso da doença. Dessa forma, a psicoterapia é um método que nos faz voltar no tempo para alterar o nosso próprio futuro.

Com os ensinamentos de Freud e de Jung, estou plenamente convencido de que, subjetivamente, o nosso “inconsciente” orienta e nos ajuda modelar o modo como, sensorialmente, todos nós “sentimos” as percepções do nosso mundo. Ensina o doutor Carlos São Paulo, diretor e fundador do Instituto Junguiano da Bahia, acima citado:

– Possuímos um eu para nos relacionarmos com o mundo em volta e, também, com aquele outro mundo interno, criado a partir do que vai se organizando com as nossas experiências, misturadas às respostas coordenadas pela nossa constituição biológica.
O mundo externo pode nos envolver em eventos que não atendem às nossas expectativas e nos conduzem a um estado de insatisfação muitas vezes desproporcional ao acontecimento. Essa insatisfação pode nós trazer um sofrimento maior do que deveria, caso não houvesse despertado experiências antigas, situadas em memórias emocionais que, embora sejam acontecimentos diferentes, guardam entre si alguma semelhança.

Complementa o doutor Carlos São Paulo:

– O mundo moderno disponibiliza processos psicoterapêuticos de “insights” que propiciam a possibilidade de compreendermos quando o sofrimento é neurótico (assim chamado aquele que altera a realidade por reagirmos de forma desproporcional aos acontecimentos) e nos ajuda a estabelecer essa relação com o eu mais profundo para percebermos que aquela infelicidade experimentada também aponta para oportunidades disfarçadas e nos lança a um nível de consciência mais acima.

Um dos importantes interesses das neurociências, são os nossos processos conscientes e inconscientes. Selecionei estas observações:

Para o neurobiologista Wolf Singer, diretor emérito do Instituto Max Plank de Pesquisa do Cérebro, “uma infinidade de fatores, ao mesmo tempo conscientes e inconscientes, determina quais são, entre os inúmeros sinais que percebemos, aqueles que chegam a nossa consciência”. (…) Os processamentos conscientes exigem tempo. Portanto, seu mecanismo está perfeitamente adaptado aos momentos em que a pessoa não se encontra submetida a uma restrição temporal, quando ela não tem de levar em conta um número elevado de variáveis, e em que estas últimas são definidas com suficiente precisão para serem objeto de uma análise racional. (…) Parece que os mecanismos inconscientes dependem mais de processamentos paralelos, que permitem que inúmeras assembléias de neurônios, cada uma representando uma solução específica, rivalizem entre si. Depois, um algoritmo “vitorioso” consegue estabilizar a assembléia neuronal na configuração mais bem adaptada ao contexto presente. O resultado desses processos inconscientes se manifesta seja por meio de respostas comportamentais imediatas, seja por meio do que chamamos de “sentimento instintivo” ou “convicção íntima”.

Por sua vez, esclarece o neurologista António Damásio no seu livro, “Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos”, publicação da Editora Companhia das Letras, adaptado para o português do Brasil por Laura Teixeira Motta:

– Os sentimentos envolvem a percepção de um certo estado do corpo e a percepção de um certo estado de espírito. Temos imagens não só de um estado do corpo mas também, em paralelo, imagens de uma certa forma de pensar. (..) Sentir a tristeza não diz respeito apenas ao mal-estar. Diz respeito também a um modo ineficiente de pensar, concentrado em torno de um número limitado de ideias de perda.

Certamente todos nós devemos ter registros pretéritos de significados de muitas das nossas esquecidas experiências de vida que, como acredito, podem ser despertas em nossas buscas de “autoconhecimento”. Foi este meu entendimento que me motivou escrever esta série de mensagens sobre o nosso “inconsciente. Termino, com esta conhecida conclusão de Freud:

A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS É O REAL CAMINHO AO CONHECIMENTO DAS ATIVIDADES INCONSCIENTES DA MENTE.

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. As citações do médico e psiquiatra junguiano Carlos São Paulo foram reproduzidas das edições 135, p. 67 e 167, p. 33, da Revista PSIQUE, da Editora Escala. Do neurobiologista Wolf Singer, do seu livro Cérebro e Meditação – Diálogos entre o Budismo e a Neurociência, da Editora ALAÚDE, pgs. 107 e 108.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(363) Sentindo em nossas buscas de “autoconhecimento”, a importância do “inconsciente”. (Parte II)

O INCONSCIENTE É A VERDADEIRA REALIDADE PSÍQUICA.

São palavras de Sigmund Freud (1856-1939). Uma importante e significativa síntese elaborada pela sua genialidade. Também muito importante para a sua época, porque já havia o interesse de outros pensadores que preconizavam a existência de um “mundo inconscosciente”, maior que o da nossa consciente percepção de realidade racional. É quando surgia o “embrião histórico” da Psicanálise, que vai consolidar como sendo o seu principal fundamento, o reconhecimento de serem, em sua maioria, inconscientes os nossos processos psíquicos. O que mais admiro em Freud, foi ele ter formulado toda a sua teorização sobre a “psique humana”. Mas para muitos, repetidas vezes ele dizia: “Poetas e filósofos descobriram o inconsciente antes de mim; o que eu descobri foi o método científico para estudá-lo.”

Começo este nosso encontro, com as seguintes explicações de Fabricio Ribeiro, que possui graduação em Psicologia e Pós-graduação em Psicanálise, e de Paulo Miguel Velasco, psicanalista clínico e professor de psicanálise, reproduzidas do artigo “Do consciente ao inconsciente, de Ricardo Piccinato, publicado na Revista Ler&Saber, da Editora alto astral, em edição dedicada a Freud:

1. O consciente é um lugar mais acessível ao sujeito, onde não é necessário fazer esforço para lembrar ou encadear um pensamento. Contém conteúdos facilmente acessados pela pessoa, quando falamos, sem grande esforço.

2. Mas nosso consciente nem sempre está no comando de nossas ações e emoções. Freud explicou que a consciência faz parte de apenas uma pequena parcela de nossa vida psíquica. Para exemplificar melhor, usou a metáfora envolvendo um iceberg, estabelecendo que o sistema psíquico estaria dividido entre três partes. O consciente é a parte que vemos despontar da água. Então, Freud apresentou outros dois termos: o subconsciente (a parte logo abaixo da superfície) e o inconsciente (que está nas profundezas do oceano e que não conseguimos ver).

3. O pré-consciente são elementos que precisamos de um pouco mais esforço para fazê-los representar a consciência. É como se fosse uma caixa repleta de recordações que, se você puxar da sua memória, vai se lembrar dos momentos em que aconteceram, com quem você esteve, e por aí vai.

Sobre o “pré-consciente, exemplifica Paulo Miguel Velasco:

4. “Incluem lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes, algumas datas comemorativas, além de uma quantidade enorme de outras experiências passadas anteriormente.”

Complementa Ricardo Piccinato:

Se o pré-consciente é uma região que contém dados que podem ser acessados a qualquer momento, então as profundezas da mente seriam ocupadas pelo inconsciente. Nessa instância, estão conteúdos que sua consciência não consegue acessar. Parece um lugar bem misterioso e obscuro, certo? Mas é uma parte bem importante do funcionamento de nossa mente, segundo Freud.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(362) Sentindo em nossas buscas de autoconhecimento, a importância do “inconsciente”. (Parte I)

NOSSO INCONSCIENTE É INFINITO.”
A MINHA CONSCIÊNCIA É INCONSCIENTE DE SI MESMA,
POR ISSO EU ME OBEDEÇO CEGAMENTE
.”

São duas belas e expressivas manifestações do “escutar interior” de Clarice Lispector (1920-1977), referindo-se ao “inconsciente” com a subjetividade da sua noção de “infinitude interminável”. Ao serem escolhidas para iniciar este nosso encontro, lembrei da minha recente leitura do livro, “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, do filósofo Luiz Felipe Pondé, publicado no ano passado pela Editora nVersos. Trata-se de uma bem fundamentada análise sobre a natureza humana, associada à noção de evolução e desenvolvimento contínuo do indivíduo, ou da humanidade como um todo, mas não de uma evolução no sentido adaptativa. Recomendo a leitura e dele peço a sua atenção para estas partes do Capítulo 5 (numerei):

1. Referindo-se à suficiência (ou não) da natureza humana:

Um dos grandes marcadores da discussão sobre perfectibilidade é o tema da autonomia, que está no debate de Agostinho [Santo Agostinho]. Até onde vai essa autonomia, se nós a possuímos, quais são os limitantes dela? No caso da discussão de Agostinho com Pelágio e Eclano, que são os protagonistas, o que limitava essa autonomia era o pecado original. Lembremos que a ideia de pecado original está muito próxima da noção de miasma da Grécia. O miasma, na Grécia, está ligado a alguma história familiar, por exemplo, um erro que algum ancestral seu comete e você carrega para toda vida. Portanto, no debate de Agostinho com Eclano e Pelágio, o limitante é a herança do pecado original, esse miasma do pecado original que todo mundo, sendo descendente de Adão e Eva, teria.

2. Referindo-se a um dos modos de entender limites à autonomia, para além da concepção de pecado original:

Freud, quando teria provado, em suas próprias palavras, que o Eu não é o dono da sua própria casa. Quer dizer, quem seria o dono da casa da consciência senão o Eu? O inconsciente, as pulsões. Então, o Eu teria perdido a condição de senhorio dentro da sua própria casa da consciência.

3. Referindo-se ao “inconsciente” [o principal enfoque desta série de mensagens]:

A partir do ponto de vista do nosso debate, há uma analogia: você tira o pecado, mas aparece outra coisa no lugar para negar a suficiência da natureza humana: não somos plenamente autônomos porque existe um inconsciente, e esse inconsciente, que está fora da autonomia consciente do Eu, impacta diretamente o modo como você pensa. Quando se rastreia essa questão até o passado, já no Romantismo – pois quem inventou a ideia de inconsciente foram os românticos -, aparece ali o limite: as emoções limitam a ação da consciência, o irracional. A analogia: você tira o pecado como limitante, mas aparecem outras coisas.

Nesta nossa jornada para o “autoconhecimento” nunca imaginei que fosse chegar ao número de mensagens já postadas. Pela importância do nosso “inconsciente“, é a terceira vez que apresento em série de mensagens. A primeira, foi sobre autismo (mensagens 216-220). A segunda, sobre o espelhar interior das imagens sensoriais dos deficientes visuais” (mensagens 224-230).

A criação desta nossa caminhada de interiorização não foi apenas concebida de modo consciente. Também foi recebida da minha “sensibilidade da alma”, com as semelhantes e aparentes matizes desta realidade poeticamente colorida por Lya Luft: – “Plantar um bosque na alma, e curtir a sombra, o vento, as crianças, o sossego. Não precisam ser reais. Eu até acho que a realidade não existe: existe o que nós criamos, sentimos, vivemos ou simplesmente Imaginamos.”

Com esta introdução sobre a importância do nosso “inconsciente, espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(361) Sentindo em nossos envolvimentos existenciais, a subjetividade dos sentimentos.

“AINDA QUE PAREÇA IMPOSSÍVEL DESCREVER OS SENTIMENTOS, VALE A PENA O ESFORÇO, PORQUE ASSIM SUA MENTE E CORAÇÃO SE CONECTARÃO E APROXIMARÃO. OS SENTIMENTOS SÃO INFORMAÇÕES PRECIOSAS, E SEMPRE MUITO CERTEIRAS.”

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo. Nem sempre os significados subjetivos e sensoriais da essência dos nossos sentimentos, podem ser por nós explicados. Apenas algumas das sensações que sentimos. Tim Maia (1942-1998) repetidas vezes dizia: “Gosto de cantar com sentimentos. Se não transmitir sentimento, não atinge ninguém.” Para a romancista Adélia Prado, “a coisa mais fina do mundo é o sentimento”. O escritor e poeta Alphonse de Lamartine (1790-1869) reconhecia “ser o sentimento a poesia da imaginação.” Para Leonardo da Vinci, “todo o nosso saber começa nos sentimentos.” Clarice Lispector (1920-1977) ensinava: “É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.” – “Os sentimentos são sempre uma surpresa.” – “A saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem.”

Sobre para que servem os sentimentos, explica o neurologista António Damásio no seu livro “O mistério da consciência” – do corpo e das emoções ao conhecimento de si, publicação da Editora Companhia Das Letras, com tradução de Laura Teixeira Motta, pág. 229:

– Alguém poderia argumentar que emoções sem sentimentos seriam um mecanismo suficiente para regular a vida e promover a sobrevivência, que sinalizar os resultados desse mecanismo regulatório não seria necessário para a sobrevivência. Mas não é isso que acontece. Ter sentimentos é extraordinariamente valioso para a orquestração da sobrevivência. (…) A disponibilidade de sentimento também é um trampolim para o desenvolvimento seguinte – o sentimento de saber que temos sentimentos.

No seu mais recente livro, “A estranha ordem das coisas – as origens biológicas dos sentimentos e da cultura” (também publicado pela Companhia Das Letras), Damásio complementa depois de perguntar “se usamos sentimentos para construir nossa individualidade” [numerei]:

1. Sentimentos são as experiências subjetivas do estado da vida, isto é, da homeostase. (pág.35).
2. Os sentimentos nos dizem o que precisamos saber (pág.59). Acompanham a trajetória da vida em nosso organismo, tudo que percebemos, aprendemos, lembramos, imaginamos, raciocinamos, julgamos, decidimos, planejamos ou criamos mentalmente. (pág.119)
3. A ausência completa de sentimentos significaria uma suspensão da existência (…) comprometeria a natureza humana (pág.120).
4. A experiência sentida é um processo natural de avaliar a vida relativamente às suas experiências. (pág.126)
5. O material recordado mobiliza programas emotivos que produzem sentimentos correspondentes e reconhecíveis. (pág.133)
6. Os sentimentos, em si, nunca são memorizados, não podem ser recordados, mas recriados no momento, com maior ou menor fidelidade, para completar e acompanhar fatos recordados. (pág. 165)

Termino o nosso encontro com este “sentir” de Hegel (1770-1831), transmitido nos seus Cursos de Estética, realizados em Berlim entre 1820 e 1829 (publicação da Editora Martins Fontes, ano 1996, com tradução de Orlando Vitorino):

Quando é subjetiva a natureza dos objetos, quer dizer, quando os objetos existem no espírito, não fazem parte do mundo do material sensível, sabemos que existem no espírito como produtos da própria atividade espiritual. (…)
Evocar em nós todos os sentimentos possíveis, penetrar a nossa alma de todos os conteúdos vitais, realizar todos estes momentos interiores por meio de uma realidade exterior que da realidade só tem a aparência, eis no que consiste o particular poder, o poder por existência da arte. (…)
A obra de arte é um meio com o qual o homem exterioriza o que ele mesmo é. (…)
O sensível é objeto de contemplação, de intuição. Enquanto tal, não se dirige ao espírito mas à sensibilidade.

Pensem nisso.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | 1 Comentário

(360) Sentindo a subjetividade de como nos sentimos ser.

Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir.”

São palavras de Clarice Lispector (1920-1977), nesta sua décima primeira participação em nossa jornada para o “autoconhecimento”. Clarice recomendava: “Não se preocupe em entender, porque viver é o melhor entendimento”. Referindo-se “a si mesma”, assim brincava com as palavras: “Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.” Maravilha!
A subjetiva percepção do “sentir como somos” e, em nossos relacionamentos, a de como os outros “sentem como parecemos ser“, merece a nossa atenção porque, até mesmo de modo inconsciente, muitos de nós criamos um permanente modo de ser e de pensar em que nos identifica como somos para nós mesmos e para todos. Gosto desta síntese do filósofo empirista George Berkeley (1685-1753): “Ser é ser percebido” (Acrescento: por mim mesmo e pelos outros).

No mês passado completamos oito anos de existência desta nossa jornada para o “autoconhecimento”. Emocionado, dedico ao neurocientista, Miguel Nicolelis, em forma de agradecimento e pelo seu incentivo declarado em 2016, na Festa Literária Internacional de Paraty, em entrevista à jornalista Natasha Madov, durante o lançamento do seu livro “Muito além do nosso eu“. Respondendo sobre a história da sua vida, contada no livro, esclareceu:

– Tudo é dependente da história de vida de cada um. Então, para entender a minha teoria, as pessoas precisam conhecer quem eu sou.
Retirei essas considerações de um blog que costumo ler e recomendo ao amigo leitor: sensibilidadedaalma.blog.br. Foi lá também que li: “A intuição é a capacidade de fazer um julgamento sem ter consciência das informações em que se baseia. (…) Em geral, nem sabemos dizer o que nos levou a um juízo específico.”
A essência da Sensibilidade da Alma, de Rubem Alves, está manifesta quando ele se refere à necessidade de humanizar o cientista e, também, ao envolvimento de matizes de subjetividade das nossas vidas em tudo o que fazemos. Transmitindo o “conhecimento interior” de quem somos, conseguimos revestir de significado especial toda a nossa participação voltada para a melhoria do ser humano, em todos os sentidos. Independentemente da nossa dedicação profissional, ninguém deve se distanciar da nossa dedicação profissional, ninguém deve se distanciar do seu “sentir interior” e da subjetividade da sua “natureza existencial”. Certo é que as revelações da ciência são transmitidas de acordo com o “sentir interior” de cada operador do conhecimento humano. Essa regra da essência da nossa comunicação, naturalmente se aplica a todo ramo do saber.
Portanto, vou deixar minha intuição agir de forma que possibilite o encontro entre os meus leitores e os leitores do Edson, autor do blog, aconteça.
E que nossas subjetividades possam se unir possibilitando a criação de um inconsciente coletivo mais sensível.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(359) Sentindo o poder de transformar o sofrimento.

O SOFRIMENTO É SEMPRE UM ENCONTRO CONSIGO MESMO: SOFRER AMADURECE.”

São palavras de Clarice Lispector (1920-1977), mais uma vez enriquecendo a nossa jornada para o “autoconhecimento” com o seu singular, intenso, e transcendente “sentir” (mensagens anteriores: 038, 190, 275, 277, 281, 309, 320, 326, 329 e 348).

Sabemos que independente da sua motivação, o sofrimento é uma experiência subjetiva personalíssima. Só nós pertence. Por ninguém poderá ser avaliado e nem dimensionado. Já dizia o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900): “Posso partilhar tudo, menos o sofrimento.” Também podemos considerar o sofrimento, associado à uma espécie de compensação. Como exemplo, reconheceu Paulo Coelho: “Tive meu sofrimento, mas também realizei o meu desejo.” Talvez querendo justificar uma espécie de necessidade de se vivenciar um sentimento, declarou o poeta chileno Pablo Neruda, laureado em 1971 com o Prêmio Nobel de Literatura: “O maior dos sofrimentos seria nunca ter sofrido.”

Pergunto para você:

– Como explicar quando duas ou mais pessoas, vivenciando simultaneamente uma mesma situação, apenas uma delas manifesta a sua aparente sensação interior de sofrimento?

Respondendo: Entendo que a diferença está no “significado” por ela atribuído ao fato gerador da sua aparente sensação sofrimento. Mas existem pessoas que conseguem reagir e não serem dominadas pelo sofrimento [o que em muitos casos, também poderá ser muito facilitado pelas buscas de terapias]. Em síntese: Precisamos procurar não apenas o que “buscamos”, mas sempre acreditando na nossa potencialidade para enfrentar o que ainda desconhecemos. Nesse sentido, gosto deste ensinamento de Jung (1875-1961) transmitido no prefácio da primeira edição da tradução inglesa do I Ching, de Richard Wilhem (Lançado no Brasil em 2004, Editora Pensamento, p. 23):

– A plenitude irracional da vida ensinou-me a nunca descartar nada, mesmo quando vai contra todas as nossas teorias (que mesmo na melhor das hipóteses têm vida tão curta) ou quando não admite nenhuma explicação imediata.

Na filosofia oriental o “sofrimento” mereceu muita atenção do Buda Sidarta Gáutama. No seu livro “A Essência dos Ensinamentos de Buda”, publicado no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Anna Lobo, o monge budista vietnamita Thich Nhat Hanh defende que todos nós podemos “transformar o sofrimento em paz, alegria e liberação”. Das minhas anotações, destaco para terminar este nosso encontro:

1. Um mestre não lhe pode dar a verdade. A verdade já está em você, mas é preciso abrir – corpo, mente e coração – para que seus ensinamentos penetrem nas suas sementes de compreensão e iluminação.
2. Precisamos reconhecer que sofremos, e a seguir temos que determinar se a causa do sofrimento é física, psicológica ou fisiológica. Nosso sofrimento tem que primeiro ser identificado.
3. Quando conseguimos identificar o sofrimento e suas causas, temos mais paz e mais alegria, e já estamos trilhando a senda da libertação.

Pensem nisso.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(358) Sentindo a importância de significar os nossos sonhos.

Para a psicanálise o sonho vai além do funcionamento cerebral, tocando a essência do humano e apontando a via do desejo que orienta o destino de cada um de nós“.

Que bela síntese! São palavras do médico psiquiatra e psicanalista Marcio Peter de Souza Leite (1949-2012), considerado no Brasil como sendo um dos precursores do entendimento sobre o reconhecimento dos nossos “sonhos” como sendo fontes de “autoconhecimento” (mensagem 240). Nela pedi atenção para este ensinamento do médico e psicoterapeuta junguiano Carlos São Paulo:

– Nossas figuras internas, muitas delas desconhecidas, aparecem em nossos sonhos. Elas nos indicam uma direção a seguir, como coparticipantes de nosso destino. Nem sempre as escutamos. Por vezes, não as compreendemos. Outras, achamos que elas explicam acontecimentos do cotidiano apenas para lembrar que eles existiram.

Para Sigmund Freud (1856-1939), o pai da psicanálise, os sonhos são experiências subjetivas personalíssimas, que só pertencem ao sonhador. Freud defendia serem os nossos “sonhos” um caminho privilegiado para o “inconsciente”, e suas imagens condicionadas pelo nosso psiquismo por meio dos desejos.

Agora vejam que interessante: Os egípcios também interpretavam os “sonhos” como sendo mensagens recebidas dos deuses. Os estoicos concebiam três tipos de sonhos: os recebidos de divindades, os que vinham de seres malignos, e os que vinham da alma do sonhador.

O médico Moacyr Scliar (1937-2011) explicou no seu artigo “O Fascínio pelos Sonhos”, Edição Especial nº 4 da Revista Viver/Mente & Cérebro, da Editora Duetto, que o sono pode ser dividido nas seguintes fases ou estágios:

– O estágio 1 é o do início do sono. O estágio 2 é o do sono leve. Nos estágios 3 e 4 ocorre o “rapid-eye-movement”, REM. Nesta fase a atividade cerebral é maior, semelhante àquela da vigília; a atividade muscular é inibida, com exceção dos músculos oculares que se movimentam rapidamente – daí a denominação. Em meados dos anos 1950, postulou-se que o sono estava associado ao sono REM, mas depois constatou-se que sonhamos em todas as fases. No período REM, os sonhos tendem a ser mais detalhados e parecem ter uma espécie de roteiro.

Cabe destacar que das teorias da psicanálise, a de Carl Jung foi a que atribuiu maior importância à análise dos sonhos. Resumindo: Para Jung o sonho é uma autorepresentação espontânea, em forma simbólica, da situação do inconsciente (CW, 8, par. 505).

Para você pensar sobre a importância de significar os nossos sonhos, termino esta mensagem com estas palavras do neurobiologista Wolf Singer, diretor emérito do Instituto Max Plank de Pesquisa do Cérebro, ao ser perguntado sobre que realidade nós percebemos:

– Dispomos de duas fontes diferentes de conhecimento. A principal e a mais importante é a experiência subjetiva, pois ela tem origem na introspecção ou nas interações com o ambiente. A segunda fonte é a ciência, que tenta compreender o mundo e a condição humana utilizando instrumentos que constituem uma extensão dos sentidos, ao mesmo tempo que aplica os instrumentos do raciocínio lógico para interpretar os fenômenos observados (…).

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .
3. A citação parcial do entendimento de Wolf Singer, foi reproduzida do seu livro “Cérebro e Meditação”, escrito em parceria com o monge budista Matthieu Ricard, lançado no Brasil pela Editora ALAÚDE (recomendo a leitura).

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

(357) Sentindo o tempo no nosso viver.

O QUE SE PERDE SE CONCENTRA NO INFINITO.

Em nossa caminhada para o “autoconhecimento” também iniciei a mensagem 347 com essas palavras do escritor Marco Lucchesi. Publicada na sua coluna Átrio, com o título “Vozes do Deserto”, Lucchesi inicia perguntando: Como definir a experiência do deserto, senão através de aparente recorrência? (Revista humanitas, 145, da Editora Escala). Mas o principal enfoque deste nosso encontro é outro. Refere-se à subjetiva e condicionante “passagem do tempo” em nossas vidas. O Tempo em que a distinção entre passado, presente e futuro, sempre foi considerada por Albert Einstein (1879-1955) como sendo uma “persistente ilusão”. Para muito, uma infinita duração de “tempo”.

Todos nós temos singularidades de naturezas diversas, que determinam o nosso “jeito de ser” e, para todos, transmitem e modelam percepções de subjetivas de aparências da nossa individualidade. Também, como acredito, influenciam o nosso “sentir” e o nosso “pensar”. Somos portanto, seres únicos.

Pergunto para você:

– COM RELAÇÃO AO FLUIR DO TEMPO EM NOSSAS VIDAS COMO VOCÊ, POR GESTOS, INDICARIA O SEU PASSADO E O SEU ESPERADO FUTURO?

Certamente você indicaria o seu “futuro” apontando para a sua frente. O “passado” da sua história de vida, para o lado das suas costas. Agora vejam que interessante comportamento contado pelo doutor em Educação Histórica pela UFPR, Daniel Medeiros, no seu artigo “Resoluções de Ano Novo”, publicado recentemente na edição 170 da Revista humanitas (por mim numerado):

1. O tempo, por sua vez, não existe apesar da nossa existência, mas, sim, graças a ela. Nossos registros definem o passado; e nossos desejos, o futuro. O presente, embora fugaz e inapreensível, é o único que podemos sentir como nosso, íntimo e profundo. Como o deus Janus da mitologia, vivemos com uma face voltada para a frente e outra para trás. Somos o que fomos. Somos o que queremos ser. E somos porque os outros existem para que possamos dar significado às coisas.

2.Como lembrou a filósofa Hannah Arendt, podemos inclusive refazer o passado pelo perdão e antecipar o futuro pela promessa. Somos, ou podemos ser, senhores de nosso próprio tempo.

3. No entanto, existem outras formas de relação com o tempo e o mundo. Por exemplo, os aimarás, um grupo indígena do altiplano andino, quando falam do futuro, apontam para trás, e quando falam do passado, apontam para a frente. Para eles, o passado é o que conhecemos, por isso está diante de nossos olhos. Já o futuro é o que não podemos ver, por isso está às nossas costas. Em contraste, nós, filhos da civilização judaico-cristã, vivemos em linha reta, deixando o acontecido para trás e mirando no horizonte inventado do que ainda não aconteceu. Modos de ver e de viver. Por isso, estabelecer marcos no passado para não esquecê-lo e marcos no futuro para não nos perdermos dele é tão importante para nós.

Pensem nisso.

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário

356 Sentindo, no nosso passado existencial, a importância subjetiva do “autoconhecimento”.

O autoconhecimento é uma obra em andamento, nunca é suficiente, e inclusive é mutável, tanto quanto é mutável sua experiência de ser. Você não precisa parar tudo para se conhecer, é um exercício sobre a marcha.

Em sua quadragésima sétima participação nesta nossa caminhada virtual de buscas de “autoconhecimento”, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado nesta data. Achei muito interessante o seu entendimento sobre a mutabilidade do “autoconhecimento” [não no sentido de instabilidade, mas apenas de mudança]. Depois de repetidas leituras, veio-me à mente a possibilidade das nossas práticas individuais e silenciosas de “autoconhecimento” também serem por nós direcionadas ao “passado temporal”, também mutável, do fluir existencial de nossas vidas.

Explico:

No nosso encontro anterior pedi atenção para este entendimento de Jordan B. Perterson [agora, por mim assim resumido]: O passado é fixo em nossa noção, no presente, do subjetivo entendimento de temporalidade. O futuro, também no nosso presente e com suas imprevisibilidades, é por nós idealizado e sonhado para ser melhor. Com essas condicionantes e ilusórias passagens do tempo em nossas vida, sempre reavaliei as lembranças memorizadas de acontecimentos do meu “passado existencial”, analisando, apenas, seus nexos de causalidades. Agora, influenciado pelo alcance subjetivo da previsão astrológica de Quiroga, termino esta mensagem perguntando para você pensar:

– PODEMOS SER BENEFICIADOS, AINDA QUE DE MODO SUBJETIVO, REAVALIANDO COMO AGIMOS “AUTOCONSCIENTES” NO NOSSO PASSADO EXISTENCIAL?

Notas:
1.A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

asa

Publicado em Busca Interior | Deixe um comentário