“Elas são personalíssimas, mas se manifestam de modos diferentes em cada um nós.””
Inicio este nosso encontro, referindo-me à prática de Freud chamada “livre associação”. Ele pedia aos seus pacientes para deitarem no divã, para a pessoa que estivesse falando “escute a si mesma”. Apesar de não ser da área de saúde, acredito que essa prática pode ajudar muito no encontro das causas de muitas das nossas “dores” e “sensações” de origens subjetivas. Complemento com esta interessante explicação do filósofo João de Fernandes Teixeira, no seu bem fundamentado artigo, “Somos o nosso cérebro?”, publicada na Edição 142 da Revista Humanitas, da Editora Escala:
– “Estados mentais são subjetivos, ou seja, experimentados em primeira pessoa. Quando sinto uma dor posso até descrevê-la para o médico, mas a sensação é intransferível, as palavras nunca chegam a descrevê-la na sua totalidade ou numa forma que sua intensidade possa ser precisamente determinada por outra pessoa. As dores não podem ser medidas. Quando me pedem para definir a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10, comparo uma versão subjetiva de intensidade com outra. Mas a linguagem apenas resvala a sensação de dor.”
A verdade é que mesmo com o avanço da tecnologia na área de saúde, devem existir muitas manifestações corporais de dores que vão precisar de tempo para serem identificadas subjetivamente suas causas. Gostei destas considerações da doutora em Filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, sobre o “tempo”. Foram publicadas com o título “Breve Reflexão Sobre o Tempo”, na sua coluna “Pensei”, Edição 148 da Revista Humanitas, da Editora Escala:
– “Já quis desdobrar o tempo. Afinal, a vida é finita e há tanto a ser conhecido e vivido! Mas o desdobramento do tempo não significa conhecer e viver mais ou melhor. As marcas das dobras, desdobras e redobras (DELEUZE, 1991) podem ser os traços de memória do vivido, mas podem ser também as dores de um corpo curvado pelo cansaço da pessoa produtiva.
A produtividade que invade e subverte o tempo da vida, que não espera que os frutos amadureçam naturalmente para colhê-los, exigindo uma colheita prematura ou, ainda, artifícios para um amadurecimento precoce. Envenenamos os frutos, o solo, as águas, a nós mesmos para garantir uma colheita que não será consumida e, assim, temos fome. Fome!”
Talvez, quem sabe, excepcionalmete esse seu “sentir” tambem por analogia se aplique em alguas áreas da medicina, bem como nos subjetivos acompanhamentos psicologicos, emocionais, na esfera atuante da Psicologia. Termino este nosso encontro, com este meu entediimento:
– SE VOCÊ DESEJA SENTIR A CAUSALIDADE SUBJETIVA DE ALGUMAS DAS SUAS CONHECIDAS “DORES” E “SENSAÇÕES”, INICIE SUAS BUSCAS DE INTERIORIZAÇÕES. ACREDITO QUE NESSES SEUS SUBJETIVOS ENCONTROS PODERÃO SER ENCONTRADAS EXPLICAÇÕES “PARA SI MESMO”, QUE PODERÃO SER MELHOR ESCLARECIDAS POR UM PSICÓLOGO.
Pensem nisso!
Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br