(730) Sentindo a dificuldade histórica de definir a “esperança”.

“A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.”

São palavras de Molière (1622-1673), dramaturgo, ator e encenador francês, considerado o mestre da comédia satírica. Foram por mim escolhidas para iniciar este nosso encontro sobre o que devemos entender sobre “esperança”. Para mim, um grande desafio. Na minha pesquisa, dentre muitas outras, encontrei estas explicações: Carlos Drummond de Andrade – “A vida se renova na esperança de um dia novo.” / Clarice Lispector – “Ora, não sou linda. Mas quando estou cheia de esperança, então de minha pessoa se irradia algo que talvez se possa chamar de beleza.” e Emily Dickinson – “A esperança tem asas. Faz a alma voar. Canta a melodia mesmo sem saber a letra. E nunca desiste. Nunca.”

Confeço ter ficado na mesma, mas com o meu subjetivo entendimento de que a esperança é um dos nossos “estados de alma”, principalmente diante dos nossos estados de “insegurança” e de “incertezas”. Mesmo assim, peço a sua atenção para esta resposta de Luiz Felipe Pondé, que encontrei no seu fantástico e proveitoso livro “Diálogos sobre a natureza humana – Perfectibilidade e Imperfectibilidade”, da nversoseditora, que recomendo como leitura obrigatória. Ao ser perguntado se os estoicos não acreditavam em esperança, Pondé respondeu (para este nosso encontro, trago esta parte):

– “Esperança é um conceito vasto. Os estoicos achavam que, se você viver muito no passado, é um nostálgico e fica sofrendo com o que aconteceu. Se você viver pensando o tempo inteiro no futuro, vira ansioso, usando uma linguagem contemporânea, e que o importante era viver o presente. Porém, o presente do estoico não é o presente do epicurista, não é um carpe diem de “capture o dia e goze com ele”. O presente do estoico é você viver o presente sem se deixar dominar por expectativas e inquietações com relação ao futuro e ao seu desejo. Trata-se de se defender dos efeitos nefastos da fortuna, no limite do possível. Nietzsche criticava os estoicos porque achava que eles eram meio depressivos, que é muito diferente da ideia do estoicismo que está na moda hoje em dia em discutir, a tal da mindfulness, essas coisas. O estoicismo era a filosofia que pregava a acomodação à lei do logos, que significa que nós somos muito pequenos e que tudo passa, por isso você deve se ater ao presente, viver com o que está perto, deve usufruir do que tem à mão agora, porque você não tem controle sobre o futuro. Ao mesmo tempo, você deve desconfiar, por exemplo, das grandes promessas que o mundo faz a você, porque o mundo nos engana e faz promessas falsas, então, se você entende esperança como a ideia de: eu vou viver agora, porque tenho esprança de que, no futuro, eu vou realizar o que quero, de fato não há essa esperança no estoicismo. O que o estoico tem é a crença de que, se ele conseguir colocar as suas inquietações sob o controle da sua razão, ele vai atingir um estado de ataraxia, que significa “imobilidade da alma”, leia-se: sem paixões ou apatheia (não, apatia, apatheia), e, através disso, ele vai se tornar autônomo.”

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(729) Sentindo a importância histórica da percepção interior de Maquiavel.

Dê poder ao homem, e descobrirá quem realmente ele é.” e “Todos veem o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és.”

São palavras do filósofo, historiador, poeta e diplomata Nicolau Maquiavel (1469-1527). Um exemplo de preconizador dos ideais republicanos. Ficou muito conhecido com o seu livro, O Príncipe.
O que motivou este nosso encontro foram estas considerações de Daniel Medeiros, doutor em Educaçao pela UFPR, publicadas na Edição 154 da Revista Humanitas, da Editora Escala, com o título “A lição de Maquiavel” (numerei a minha seleção):

1. “Embora seja comum nos lembrarmos do pensador italiano do século 16 como um dos inspiradores do regime absolutista, isto é, na verdade, um erro.
2. Maquiavel era republicano. É fato que, para ele, a fundação de um Estado deveria ser obra de um homem só – o Príncipe -, mas não a sua manutenção. Para manter um Estado, melhor seria uma República, na qual os diversos estratos da sociedade fossem representados.
3. Mais ainda: Maquiavel entendia que ninguém melhor do que o povo para defender essa República contra a ganância dos poderosos. E que o conflito entre o povo e os nobres era uma condição da melhoria do Estado, implicando a elaboração de boas leis.
4. Ou seja: Maquiavel lançou as bases do Estado Moderno e viu a sua força na sua heterogeneidade, na representação e na liberdade para que todas as vozes fossem ouvidas e atendidas.”

Estou convencido de que muitos devem estar estranhando a minha escolha desse enfoque histórico sobre Maquiavel, nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior. Pergunto: O que isso tem haver com a nossa percepção sensorial? Respondo: Muito. Isto porque em se tratando dos nossos ideais, sejam eles de que natureza forem, necessariamente nós precisamos de um “voltar-se para si mesmo”, principalmente quando percebemos que algo em nossas realidades de inteirações existenciais, deve ser mudado, aprimorado. Penso asim porque todos nós precisamos “sentir” e “pensar” em melhores condições para o nosso “existir” e para o nosso “viver”.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(728) Sentindo a importância da mãe, no pisiquimo do seu bebê recém-nascido.

Na vida psíquica do bebê, o seio tem simbolismo que requer o olhar atento aos novos papéis identitários que o nascimento de um filho impõe a homens e mulheres , mas é também ótima oportunidade de fortalecer relações de parceria.”

São palavras da psicanalista Denise de Sousa Feliciano (SBPSP), que também é mestra e doutora em Psicologia pela USP em pesquisas sobre amamentação. Ao iniciar este nosso encontro, sinto a sensação de importância diviva da ser mãe. Para vocês, dedico esta mensagem. Das considerações da psicanalista Denise, gostei muito desta parte:

– “O “eu” no nascimento, não tem coesão. A mãe e os cuidados essenciais permitem que haja a sensação de integração que chamamos de “pele psíquica” (Bick, 1968; Barros, 2013). O bebê não percebe a mãe como um outro, ele a vê como uma parte de si e tem a ilusão de que cria o seio quando precisa dele (Winncott, 1956).”

Por sua vez, vejam que interessante: – “Os primeiros três anos de vida são pedra fundamental da saúde mental de um indivíduo. Desde o ventre, as experiências vividas com a mãe e/cuidadores são marcas que perduram na dinâmica relacional ao longo de sua vida. Nesse cenário das primeiras relações, o seio ocupa um lugar central, não apenas por ser sua primeira fonte de alimento, mas também a fonte de prazer e conforto que pode representar.”

Pensem nisso, e divulguem para as futuras mães que você conhece.

Notas:
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2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. As considerações da psicanalista Denise foram publicandas na Edição 154 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(727) Sentindo mais uma vez, Jung.

Jung nos explica que fatores interiores, em conjugação com fatores exteriores, registrados pela percepção, recebem forma e sentido ao formar imagens. Todo produto psíquico se revela em imagens. Em meio ao medo natural da noite, estava o medo do desconhecido.”

São palavras do Dr. Carlos São Paulo, que é médico e psicoterapeuta junguiano, ao comentar o conto “O Homem da Areia, de E. T. A Hoffman, publicação da Editora Rocco. Essa obra fala “sobre medo e projeções que inspirou Freud. No final da sua análise o Dr. Carlos São Paulo comenta de modo conclusivo:

– “Vivemos a vida, muitas vezes, desconhecendo o mito da infância, que nos confunde com a realidade. A cegueira, símbolo da inconsciência, despreza a realidade do mundo exterior.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(726) Sentindo o uso das nossas armas mais poderosas, em todos os tempos.

Não se é poderoso com uma arma na mão, porque com uma arma somente se mata. Você é poderoso quando tem um livro, quando tem uma caneta. Porque é por meio da caneta que alguém pode salvar vidas. E é essa mudança que queremos levar para a nossa sociedade.”

São palavras da ativista Malala Yousafzai, por ela transmitidas em 2013 no discurso de lançamento do seu livro “Eu sou Malala”. Gostei deste comentário de Monica Aiub, que é doutora em Filosofia pela PUC-SP [que já touxe anteriormente para esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior]:

– Como afirmou Malala, “com uma arma somente se mata”. Armas de fogo alteram o estado do corpo, fazem agir por coação física, o que caracteriza violência, e não poder. Um povo armado não tem poder para mudar sua realidade, apenas para ampliar e perpetuar a cultura do medo e a competição sobre quem tem a arma mais letal, o que, no final da história, ou institui uma violência performática ou leva à destruição e ao extermínio de praticamente todas as partes – o que não parece ser, ou ao menos não deveria ser, o desejo de ninguém.
Como afirmou Hannah Arendt (2016, p.60), “poder é a habilidade humana não apenas para agir, ma para agir em concerto”. O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas enquanto o grupo se conserva unido”; por sua vez, violência possui um “caráter instrumental”; (p.63). Por isso ambos são opostos, “onde um domina absolutamente, o outro está ausente” (p.73). […] Complementa Nelson Mandela:

– “A EDUCAÇÃO E O ENSINO SÃO AS MAIS PODEROSAS ARMAS QUE PODEMOS USAR PARA MUDAR O MUNDO.”

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(725) Sentindo a necessidade de “saber escutar”.

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.”

São palavras de Rubem Alves (1933-2014), que em vida foi psicanalista, educador, teólogo e escritor.
Realmente falar mais parece ser uma tendência da maioria dos seres humanos, mas não sei explicar. Talvez seja muito comum, quando já temos a nossa opinião formada. Dentre muitos outros, vejam o que já disseram sobre o nosso “escutar”: Heráclito – “Se não sabe escutar, não sabe falar” / Madre Teresa – “A oração torna nossos corações transparentes e só um coração transparente pode escutar a Deus!” / Antoine de Saint-Exupéry em “O Pequeno Príncipe”, cap. III – “O principezinho, que me fazia milhares de perguntas, não parecia sequer escutar as minhas. Palavras pronunciadas ao acaso e que foram, pouco a pouco, revelando tudo.” / Caetano Veloso – “Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe O inesperado faça uma surpresa E traga alguém que queira te escutar” e Johann Goethe – “Falar é uma necessidade, escutar é uma arte.”

Gosto deste comentário de Ana Suy Sesarino Kuss, que possui doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise, é mestra em Psicologia, especialista em Psicologia Clínica – Abordagem Psicanalítica, e formação em Psicologia – (PUCPR): – “Quando a gente se propõe a escutar alguém, presta atenção na pessoa, observa, quer saber mais sobre o que ela está falando. Muitas vezes, a sensação de passar horas conversando com um amigo pelo qual a gente se interessa é a de que o tempo passou muito rápido! Mas qual a diferença, então, entre o tempo bem aproveitado que passa rápido e a aceleração do tempo, que faz a gente sentir como se estivesse tendo o tempo roubado? Minha hipótese é: bem viver o tempo. Se estamos fazendo bom proveito do tempo, nos sentimos alegres com a rapidez da passagem do tempo – e essa sensação de tempo que passa rápido é um contraponto com outros momentos nos quais sentimos que o tempo não passa tão rápido assim. Mas a sensação de aceleração do tempo que temos vivido tem aparecido como queixa em nossos discursos, com certa lamentação por o tempo passar tão rápido assim, penso eu, porque não há contraponto! Não temos tempo para o tédio, para o buraco na agenda, para se achar sem graça o suficiente a ponto de nos interessarmos verdadeiramente pelo outro. Por fim, seria de bom tom que eu deixasse aos leitores uma mensagem positiva no final deste texto. Mas a verdade é que eu não tenho uma. Também não tenho dicas nem um método que eu desenvolvi. Então, minha mensagem final fica em fazermos pequenas alterações: podemos transformar “os corres da vida” em “as cores da vida”, por exemplo. Mas para isso a gente precisa da “sutileza” à qual Rubem Alves se referiu. Que a gente tenha tempo para ela.”

PERGUNTO:
– Será que seja por isso que temos dois ouvidos e apenas uma boca?

Pensem nisso!

Notas:
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3. As considerações da doutora Ana Suy Sesarino Kuss foram publicadas na Edição 161 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala, com o título Os “corres” da vida.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(724) Sentindo a nossa condição existencial de “sermos humanos”.

Como entender o que é o ser humano?

Essa minha pergunta poderá ser respondida sob várias perspectivas. Todos nós reconhecemos isso. Estou iniciando este nosso encontro com ela, logo após conhecer esta resposta da doutora Mércia Miranda Vasconcelos Cunha, na Edição 162 da Revista Humanitas, publicação da Editora Escala:

– “SER HUMANO É SER DIFERENTE, ESSENCIALMENTE. SER HUMANO É SER ÚNICO, COM DIFERENTES VISÕES DE MUNDO, IDEOLOGIAS, MODOS DE SER E FAZER.”

Ela justificou essa sua resposta, neste contexto: “[…] eu penso que o conhecimento, como um rio que busca o mar, busca consciências para despertar e, nesse sentido, é importante falarmos sobre os direitos decorrentes da humanidade e falar sobre a própria humanidade, a fim de que o ser humano tenha clareza da sua condição humana e da complexidade de relações que ele estabelece nessa condição. A atualidade apresenta contextos de absoluta falta de diálogo, de respeito ao diferente, seja pensar, ser, agir, que se transformam em atos violentos, de cerceamento de direitos básicos, de imposição do que seja certo ou errado, em uma sociedade plural e diversa.”

Sobre a sua resposta, recomendo atenção para esta parte [a seguir, com minhas palavras] – O ser humano precisa ter consciência da sua condição; ter consciência de si mesmo.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(723) Sentindo a luz Divia em nós.

Hoje comecei o dia lendo a tradução de uma entrevista de Homero Santiago, docente do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, publicada na Edição 177 da Revista Humanitas, da Editora Escala. O que chamou muito a minha atenção foi esta parte:

“Segundo uma ótica fatalista, é impossível mudar a vida, a qual se transforma em destino inevitável.

Minha primeira reação foi perguntar para mim mesmo, com esta única palavra – Será?. Isto porque sempre acreditei no nosso poder de escolha. Foi quando logo após, deparei-me com esta síntese: – “O Universo funciona suprindo necessidades enquanto nossa humanidade prefere funcionar satisfazendo desejos. A diferença entre “necessidades” e “desejos” é sutil, requer muito discernimento para ser por nós distinguida. Certo é [como acredito] que o Universo foca no essencial (necessidades), e o ego humano busca o atendimento imediato de seus (desejos). Isso chama-se “autoconhecimento”. Portanto, todos nós precisamos se interiorizar para [repito] conhecer as nossas “necessidades”, sejam elas de que natureza fororem. Sob uma perspectiva religiosa, o que motivou um enfoque subjetivo deste nosso encontro, foram estas palavras do Frei Robson Luiz Scudela, sobre o 4º Domingo da Quaresma (Jo 9,1-41), que encontrei ontem na folhinha destacável do Calendário “Coração de Jesus – Abençoai este lar”, que me foi presenteado no início deste ano:

– “Vendo um homem cego de nascença, Jesus vai ao seu encontro, restituindo-lhe a visão. Diante do milagre e do fechamento à ação de Jesus, muitos não admitiram que aquele homem era o mesmo que até então estava cego. Outros, entre eles os fariseus, acusavam que aquele homem não guardava o sábado. Outros, ainda, o expulsaram da comunidade visto que ele testemunhou que quem o fez ver veio de Deus. Jesus, vendo-o expulso da comunidade, vai novamente ao seu encontro. O cego, que agora vê, testemunha sua fé em Jesus e prostra-se diante dele, pois Jesus é a sua verdadeira luz. Também nós podemos ser curados de nossas cegueiras. Infelizmente, muitas vezes, presumindo ver, continuamos cegos, incapazes de ver Jesus, a verdadeira Luz, em quem podemos confiar.”

Pensem nisso!

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(722) Sentindo o perpetuar do que não devemos esquecer.

Ver as pessoas mudando não é o que machuca. O que machuca é lembrar quem elas costumavam ser.”

São palavras de Clarice Lispector (1920-1977). Pergunto: O que podemos acrescentar? Minha resposta é nada. Mas certo é, que com a passagem ilusória do tempo em nossas vidas tudo muda em nossas realidades. Clarice tocou num ponto que merece a nossa atenção: Mesmo nada sendo imutável, entristece-mos recordar um passado inesquecível, que não volta mais. O que motivou este nosso encontro, foram estas considerações do doutor em Educação Histórica pela UFPR, Daniel Medeiros (numerei):
1. Há uma diferença importante entre lembrar e rememorar. 2. Uma coisa é recuperar um fato, como quem pesquisa na internet o dia e o ano de algum acontecimento. Outra é reviver um acontecimento, como quem incorpora a imagem de uma emoção ou de um medo. 3. Rememorar, ao contrário, é enriquecer o presente com a reelaboração do passado. Um passado que nunca é igual, que é sempre uma reescrita, uma ficção sobre o acontecimento. 4. Fosse um agricultor, diria que rememorar é revolver a terra, deixá-la respirar, misturar-se, recombinar-se, devolvendo-lhe a fertilidade e o desejo de novas flores. 5. Na História que se ensina, não faz sentido exigir a repetição do passado, mas evocar os ecos que vêm de longe e que ainda ressoam no presente. 6. O passado cultivado só serve se for para colher novos frutos, e não para guardar folhas secas e sementes desbotadas. O passado não é importante como um produto, mas pelo seu poder de desvelamento. 6. É um desperdiço cobrar conteúdos sobre o passado em vez de propor dividir sentimentos sobre o passado.

Relebre com a mesma intensidade, as coisas boas que aconteceram em sua vida. Nesse caso, recordar é novamente reviver.

Pensem nisso!

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3. As considerações do doutor Daniel Medeiros

(721) Sentindo que tudo tem um propósito em nossas vidas.

Aprendi com a monja Coen este ensinamento: – “O buismo encerra três ensinamentos fundamentais: 1. Todas as coisas são impermanentes. 2. Nada tem uma natureza própria, intrínseca, fixa e imutável. 3. Tudo pode viver em paz e quietude de nirvana. Entenda que nada é fixo, nada é permanente. Nenhuma condição é fixa ou determinada. Não é a questão de uma coisa passar por mudanças. Significa que todas as coisas, inclusive você, estão sepre mudando.

Com esse número de mensagens não tenho condições de comprovar se anteriormente já enriqueci esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” com esse ensinamento. Estou acreditando que sim. Mas deve existir uma explicação para isso. Entendo que alguem esteja precisando desse precioso ensinamento. Além disso, faço o que o meu coração manda. Sugiro que você leia com atenção e avalie se está sendo merecedor da sua atenção. Nada na vida da gente acontece por acontecer; tudo que para nós se manifesta tem uma subjetiva finalidade. Eu acredito.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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