“A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.”
Que belo ensinamento de Clarice Lispector (1920-1977), sobre a subjetiva permanência continuada de tudo, no tempo em nossas vidas. Também gosto muito deste “sentir” de Mario Quintana (1906-1994): – “A eternidade é um relógio sem ponteiros.” Em uma pesquisa popular sobre o que entendemos por “eternidade”, acredito que a maioria responderia ser “o que dura para sempre”. No budismo, “satori” é o termo usado para a “compreensão” de como devemos sentir o “tempo” ao fluir de todas as nossas experiências passadas. São palavras do escritor, educador e psicanalista Rubem Alves (1933-2014), na sua crônica “Um único momento”. Maravilha! Dela peço a sua atenção para esta parte:
– “Eternidade não é o tempo sem fim. Tempo sem fim é insuportável. Já imaginaram uma música sem fim, um beijo sem fim, um livro sem fim? Tudo o que é belo tem de terminar. Tudo o que é belo tem de morrer. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas. Eternidade é o tempo completo, esse tempo do qual a gente diz: “Valeu a pena”. Não é preciso evolução, não é preciso transformação: o tempo é completo e a felicidade é total. É claro que isso, como diz Guimarães Rosa, só acontece em raros momentos de distração. Não importa. Se aconteceu, fica eterno. Por oposição ao “nunca mais” do tempo cronológico, esse momento está destinado ao “para todo o sempre”. Compreendi, então, que a vida é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade. Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira.”
Complemento: As pessoas permanecem para sempre em nossas lembranças. Dedico ‘in memorian’, esta mensagem para
Emocionado, termino este encontro com estas palavras de Clarice Lispector:
“A saudade é a prova que o passado valeu a pena.”
Pensem nisso!
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.