O Amor é o sentimento mais intenso e sublime do ser humano. Não se define, apenas sentimos como sabemos sentir.
São minhas palavras sobre esse sentimento que nasce com a gente, porque ninguem precisa aprender o que é amar. Até agora, nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, em dezessete encontros escrevi a palavra “amor”. Deles destaco: 632, 534, 351, 244, 242, 223, 198, 196, 194, 164, 162, 158, 139, 117, 114, 100, 098, 070, 049 e 012.
Recentemente, uma antiga seguidora observou como me identifico com Clarice Lispector. É verdade!
Vejam estas suas palavras sobre o “amor” (numerei):
1. “Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.” / 2. “Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada” / 3. “Não podemos exigir o amor de ninguém. Podemos apenas dar bons motivos para que gostem de nós, e ter paciência… para que a vida faça o resto.” / 4. “Desculpa, mas não entendo. Eu quero tudo e mais ainda. Amor tem que encher o coração, a casa, a alma. Pouco ou metades nunca me completaram.” e 5. “Não me lembro mais qual foi nosso começo. Sei que não começamos pelo começo. Já era amor antes de ser.”
O dramaturgo brasileiro,Nelson Rodrigues (1912-1980), autor de vários romances, contos e crônicas, ao ser entrevistado por Clarice declarou sobre o que é amor (Fonte: o livro “Clarice Lispector entrevistas”, publicação da Editora Rocco, que recomendo como leitura obrigatória):
– “Eu sou um romântico num sentido quase caricatural. Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. Para mim, o amor continua além da vida e além da morte.”
Após uma intervenção de Clarice, ele acrescentou:
– “Não estou me referindo ao sexo. O sexo sem amor é uma cristalina indignidade. Sempre que o homem ou a mulher deseja sem amor se torna abjeto. Uma mulher não tem o direito de se despir sem amor. Mesmo o biquini, mesmo o decote, e repito, nenhuma forma de impudor é lícita se a criatura não ama. Se a criatura não ama, não pode usar biquini, ou usar certos decotes ou qualquer outra forma de impudor.”
Detalhe: Essa entrevista foi publicada em 11/05/1968 pela Revista Manchete, e pelo Jornal do Brasil em 23/01/1971.
Pensei nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.