(165) Sentindo as influências do inconsciente, em nossas vidas.

Normalmente, em quase todas as mensagens deste espaço virtual, os temas enfocados foram recebidos por “intuição”. Talvez seja uma subjetiva percepção explicada pela neurociência, no sentido de que temos a capacidade de poder, mesmo de modo inconsciente, atuar na seletividade opcional das nossas escolhas. Por sua vez, também acredito que esses “insights cognitivos” emergem do meu interior envolvimento de querer, na condição de responsável por este espaço virtual, favorecer o alcance da sua proposta (mensagem 001).

Esse esclarecimento preliminar esta sendo feito principalmente para você, que está acessando o “Sensibilidade da Alma” pela primeira vez. Um encontro que prova não existir o “acaso”, apesar da vida da gente estar cheia deles (mensagem 027).

Na mensagem anterior (164 – Sentindo a plenitude do perpetuar infinito do “AMOR”), fiz mais uma referência à coluna “Divã Literário”, assinada pelo médico e psicoterapeuta Carlos São Paulo, diretor e fundador do Instituto Junguino da Bahia, mensalmente publicada na Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala. Para esta, trago a sua análise do livro “Subliminar”, Editora Zahar, do físico Leonard Mlodinow. Ele sustenta que “há uma dura competição entre o juízo inconsciente e o pensamento deliberativo e analítico das pessoas” (Fonte: Edição n. 98, da mesma revista). Em síntese, o livro trata da influência do inconsciente em nossas vidas, no nosso cotidiano, sem a nossa percepção consciente.

Possuindo todas as revistas PSIQUE, na condição de leitor assíduo da coluna “Divã Literário” foi a primeira vez que encontrei um relato do doutor Carlos São Paulo sobre o que lhe foi causado pela leitura de um dos livros por ele comentado.

– À medida que eu mergulhava na leitura de um livro escrito por um físico, ia ficando inseguro quanto ao que minha consciência revelava sobre a percepção da realidade. O mundo ia se enchendo de ilusões. Eu me sentia com dois cérebros distintos: um que nomeava e encontrava certa razão para definir as experiências, outro que vai além dessa razão e do tempo em que se passam os acontecimentos experimentados.
Desaparecia, assim, a leveza da liberdade de decidir o que fazer com minhas experiências em dado momento e, em seu lugar, surgiu o peso das incertezas. Aquela leitura me fazia voltar no tempo de minhas fantasias infantis e crer nos bruxos envolvidos na capa da invisibilidade a nos pegar peças. É dessa forma que os cientistas provavam como nossas experiências passadas, emboladas no tempo, vão se tornando essas figuras invisíveis, que participam, ativamente, do julgamento de nossas percepções de realidade, em cada momento que chamamos de presente. A ideia de que não existe cem por cento do que batizamos de “livre arbítrio”, quando decidimos por alguma coisa, ganhou a forma desses bruxos brincalhões.

Em seguida ele conta que, a pedido, sugeriu o livro “Subliminar” para um amigo ler durante uma viagem de navio. Na volta dessa viagem, o doutor Carlos São Paulo comenta o que a leitura lhe pareceu ter causado ao amigo:

– Ele percebeu o quanto não compreendemos nossos sentimentos, e a facilidade com que “inventamos”, sem saber, as explicações para justifica-los. Passou a ter cuidado com o julgamento do que percebe, antes tido como evidência incontestável da realidade, e ficou mais respeitoso às suas limitações.

Aproximando-se do final da sua análise literária, fez referência a esta pergunta: – com que razão percebemos a nós mesmos? Para explicar, o autor fez uma analogia do nosso modo de pensar para chegar à verdade: a maneira do cientista e a do advogado. O cientista reúne evidências e verifica. O advogado parte para convencer os outros, busca evidências que o apoiem e tenta desacreditar as que estão em desacordo. Assim, geramos nossa autoimagem. Por isso é mais fácil explicarmos a compra daquela TV em 3D porque estava numa boa promoção, do que admitir nossa criança saltitante a buscar o prazer da novidade.

Termino esta mensagem, com este meu “pensar”:

1. Todos nós estamos sujeitos às percepções que, de modo subjetivo, inconsciente, atuam em nós. O que precisamos é ficar mais perceptivos para certas ocorrências que, por vezes, se apresentam para nós sem aparente significado. Sobre elas, aplica-se de modo semelhante esta afirmação de Carl G. Jung, relacionada aos nossos sonhos: – “Qualquer interpretação é uma hipótese, apenas uma tentativa de ler um texto desconhecido.” (Fonte: Jung. Collected Works, 16, par. 322).
2. Certo é, que não podemos confiar apenas nos estímulos sensoriais recebidos com as imagens das nossas “vivências objetivas”. Podem ser enganosos como, para muitos, prova este teste com a resposta nas nostas desta mensagem (Fonte: Revista “Segredo da Mente”, ano 1, ano 2014, lançada no Brasil pela Editora Astral):

– Calcule mentalmente, sem ajuda de papel ou calculadora (antes de ler a resposta):
Se você tem 1000 e soma 40, depois acrescenta outros 1000 e soma mais 30. Aí, soma outros 1000 e, agora, mais 20. Por fim, soma outros 1000 e mais 10. Qual é o total?

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br
3.Resposta do teste: A grande maioria das pessoas respondem 5000, mas está errado. O certo é 4.100. É que a sequência decimal acaba confundindo o cérebro.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(164) Sentindo a plenitude do perpetuar infinito do “AMOR”.

Apesar de serem, em sua maioria, criações do imaginário dos seus autores, as histórias contadas nos livros também retratam comportamentos de interações emocionais e de sentimentos que podem ser analisadas pelos estudiosos do psiquismo humano. Exemplo é a coluna “Divã Literário”, publicada na Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala. Nela, o médico e psicoterapeuta Carlos São Paulo, diretor e fundador do Instituto Junguiano da Bahia, mensalmente analisa livros de autores nacionais e estrangeiros sob o enfoque da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. Cinco obras já enriqueceram este espaço virtual:
1. “O mar e o tempo”, biografia escrita pela neta do compositor Dorival Caymmi, Editora 34 (mensagem 092).
2. “O Momento Mágico”, de Márcio Leite, Editora Record (mensagem 109).
3. “Memórias de Minhas Putas Tristes”, clássico do Nobel de Literatura de 1982, Gabriel García Márquez, Editora Record (mensagem 116).
4. “Carta a D.”, da Editora Cosac Naify (mensagem 147).
5. “O Visconde Partido ao Meio”, do escritor cubano Ítalo Calvino, Editora Companhia das Letras (mensagem 158).

Para esta mensagem, selecionei a análise do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green, Editora Intrínseca, pela riqueza dos comentários do Dr. Carlos São Paulo (Fonte: “É preciso VIVER intensamente”, Revista PSIQUE, Ano VIII, n. 105, lançada no Brasil pela Editora Escala). John Green conta a história de Hazel Grace, “adolescente portadora de doença terminal, que descobre e vivencia um grande amor” diante da precoce finitude de sua vida.

O Dr. Carlos São Paulo inicia a sua análise, com estas palavras:

– Não importa a imensidão do quanto dura uma estrela ou a vida de um homem. Importa, dentro dessa finitude, a beleza, o amor e o que precisa ser vivido dentro dos vários tamanhos de infinito de cada vida, quando bem vivida.
A consciência do homem está sempre pronta para dividir uma mesma realidade em duas bandas com sentidos opostos. Ficamos com a parte que nos interessa e desqualificamos a outra, como agem os adolescentes com seus sentimentos de onipotência e ideias de imortalidade. Isso os leva a uma aproximação da possibilidade de morte. Por isso, ser lembrado da morte é, também, tomar consciência da vida e zelar
pela boa qualidade dela.

Gostei deste comentário do Dr. Carlos São Paulo:

– A culpa é das estrelas é uma história que ensina a necessidade de se viver a vida independentemente da impotência diante do destino. Somos responsáveis por várias decisões na vida, mas não pelo destino. É escolha dos deuses. (…) A adolescência é uma fase da vida em que o homem está incompleto. Esse casal jovem não vive a ilusão da cura. O que lhes importa é viver um grande amor. Nessa fase, como em todas as outras, nunca saberemos o quanto iremos viver.

Em seguida, complementa sobre a adolescência:

– Em nossa cultura, o modo de ser jovem tem a morte literal engolida pela ideia ficcional da eterna adolescência. Modo inconsciente de perpetuar a juventude. Estão acostumados com os desenhos animados da infância. A bomba explode, mas não atrapalha o personagem. Logo ele se recupera e entra em ação. Dessa forma, os jovens não conseguem elaborar os perigos que a mídia lhes transmite no dia a dia: rachas, pacientes jovens com câncer, liberdade sexual, drogas, o menino que entrou na jaula do tigre etc. Até os profissionais de saúde são propensos a fazer o diagnóstico tardiamente, quando se trata de um paciente juvenil. Obras literárias como a de John Green têm um valioso papel de acordar o nosso público para esse tema da morte literal e, assim, trazer mais valor para a vida.
Será a culpa das estrelas? De acordo com o psicólogo Viktor D. Salis, na astrologia arcaica, o retorno aos astros é o nosso caminho, que representa nossa evolução. Os astros são a manifestação dos deuses e, como viemos deles, a nossa personalidade teria essa influência. Fazia sentindo a frase: “viestes das estrelas e para as estrelas voltarás”, tradução livre de “viestes do pó e ao pó voltarás”.

O Dr. Carlos São Paulo, termina com este seu “pensar”:

– Disse São Francisco: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado… resignação para aceitar o que não pode ser mudado… sabedoria para distinguir uma coisa de outra”. Aprendemos no livro que alguns infinitos são maiores do que outros e que todo o mundo deveria poder viver um amor verdadeiro, não importando o quanto dure.

Eu termino esta mensagem, com este meu “pensar”:

Sempre acreditei que em nós, o semear da essência superior do sentimento de “AMOR” é materno. Manifesta-se, para esta dimensão de vida, no instante do primeiro escutar das batidas do nosso coração, perpetuando-se pela emoção recebida das nossas primeiras imagens transmitidas pelo ultrason.

É com a origem transcendente do “AMOR”, que procuro entender esta conhecida afirmação preconizada pelo jesuíta e pensador Pierre Teilhard de Chardin:

– Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”.

O livro de John Green ensina que o verdadeiro “AMOR” sempre será sentido por nós, por dimensões infinitas da evolução espiritual do nosso “existir”.

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br
.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(163) Sentindo o “escutar silencioso”, da nossa “Sensibilidade da Alma”.

Esta não é a primeira mensagem em que, neste espaço virtual, faço referência a um dos meus livros preferidos – “O caminho da sabedoria” -, lançado no Brasil pela Editora Alaúde, com tradução de Eric Heneault, que recomendo como leitura obrigatória. Nele encontramos enriquecedoras incursões sobre a “arte de viver”, através de contagiantes conversas entre um monge, um filósofo e um psiquiatra. Abrindo ao acaso, a minha atenção foi voltada para o capítulo sobre “A Arte da Escuta”:

1. Christophe André, o psiquiatra, assim explica o “escutar”:

– É uma atitude complexa, em que se dá e se recebe. A escuta é uma abordagem de humildade, em que colocamos o outro antes de nós mesmos. (…) Na escuta encontram-se três mecanismos fundamentais: o respeito pela palavra alheia, o deixar vir e a capacidade de se deixar tocar.
Respeitar a palavra é primeiramente não julgar o que o outro diz enquanto o escutamos. É muito difícil!
O outro movimento da escuta, o deixar vir, foram meus pacientes que me ensinaram. (…) Na verdadeira escuta, não devemos preparar a resposta, mas somente escutar, deixando vir.
Esse deixar vir é também a condição para uma escuta sincera e verdadeira, em que estamos prontos a nos deixar tocar, comover, sem julgamento, sem controle, sem desejo de dominar, sem nenhuma intenção, enfim.

2. Matthieu Ricard, o monge budista, complementa:

– A escuta é uma doação que fazemos ao outro. Para escutar bem, é preciso não somente ser paciente com o outro, mas também estar sinceramente interessado nele.

3. Alexandre Jollien, o filósofo, ensina:

– O silêncio se aprende. (…) Rezar é mergulhar totalmente no silêncio, calar-se e escutar (…) Rezar, meditar, quer dizer renunciar progressivamente a falar, a pensar o tempo todo.

4. Matthieu, acrescenta:

– O silêncio externo abre as portas do silêncio interno.

Muito cedo, por educação, aprendi anteceder o meu “escutar” ao meu “falar”. Aliás, no meu desempenho profissional fui muito beneficiado por esse comportamento. Agora estou muito mais envolvido pelo meu “escutar interior”, que é o escutar do nosso “coração”, dos “sentimentos” e das nossas “emoções”, porque é o escutar do sentir com a “Sensibilidade da Alma”.

Gosto de ouvir a silenciosa sonoridade da leveza poética da “Canção da Escuta”, de Lya Luft, para quem, por sintonia de “Identidade de Almas”, dediquei este espaço virtual (mensagem 0001):

O sonho na prateleira
me olha com seu ar
de boneco quebrado.

Passo diante dele muitas vezes
e sorrimos um para o outro,
cúmplices de nossos desastres cotidianos.

Mas quando o pego no colo
(como às bonecas tão antigamente)
para avaliar se tem conserto
ou se ficará para sempre como está,
sinto sem estranheza
que dentro dele ainda bate
um pequeno tambor obstinado
e marca – timidamente –
um doce ritmo nos meus passos.

Termino esta mensagem com o “BELO” desta interpretação de Caetano Veloso (“Eu e a Brisa”, de Johnny Alf), pedindo para a brisa esperar alguém que queira te escutar.

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br
3. Video do youtube (“Caetano Veloso – Eu e a Brisa” – vevo).

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(162) Sentindo o coração, nas relações do “amar” com a do “ser amado”.

Relacionamento não é apenas uma “caminhada a dois”. Precisa ser elaborado.
É sintonia de “atração”, de “empatia”, de “afinidades”, de “necessidades”, e de “união espiritual”. É saber partilhar “emoções” e “sentimentos”. É busca permanente do “inseparável”.

Por dimensões infinitas do nosso existir, relacionamento é encontro de “almas”.

Para o médico indiano Deepak Chopra, “seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento”.

Em todo relacionamento, a volição (vontade) de querer se completar com o outro, só se realiza quando há integração de correspondência de intenções de sentimentos; quando há junção de “propósitos de vida”.

Relacionar-se, é saber experienciar as mútuas necessidades de construção de novos ideais de vida. Sujeita-se ao natural envolvimento de convergência de diversidades humanas, em todos os sentidos. Ao contrário, as tentativas de união com a prevalência dual de igualdades do nosso “jeito de ser”, de “agir”, e de “pensar”, não favorecem a consolidação de um bom e enriquecedor “relacionamento”.

Estou convencido de que em todas as relações do “amar” com a do “ser amado”, existe uma linguagem própria e universal.Refiro-me à comunicação da “fala” e do “escutar” com o coração, em harmonia sensória com a essência da nossa “Sensibilidade da Alma”. Por essa razão, o que motivou esta mensagem foram as considerações feitas pela Dra. Michele Müller, especialista em Neurociências e Neuropsicologia da Educação, que se dedica à pesquisa do desenvolvimento da linguagem. No seu artigo “Desafios da comunicação”, ela sustenta que a nossa “linguagem influencia na forma como nos relacionamos e enxergamos o mundo, e o seu exercício envolve capacidades que não são esquecidas”. (Fonte: Revista PSIQUE, n. 133, abril de 2017, lançada no Brasil pela Editora Escala). Destaco o seguinte:

– Não foi a necessidade de aprender sofisticadas fórmulas matemáticas ou de construir espaçonaves que obrigou a evolução a nos privilegiar com um cérebro tão complexo. Foi a necessidade de conviver e de interagir com tantas mentes diferentes da nossa. (…) Nossa extraordinária habilidade de comunicação, resultado de uma necessidade vital de conexão, é um dos aspectos mais fundamentais daquilo que nos faz humanos. A linguagem, assim como a capacidade de interpretar a mente do outro, partindo dos mais sutis e inconscientes sinais, é uma derivação da nossa interdependência, da busca pelo amor, aceitação e aprovação.

Em seguida, esclarece:

– A linguagem pode não nos salvar da condição solitária de perceber o mundo de uma perspectiva única. Mas nos oferece o alívio de compreender e ser compreendido em um nível que, mesmo dando acesso à beirada do mar de percepções da nossa mente, favorece conexões profundas e significativas.

Termino esta mensagem pedindo para você, nos seus relacionamentos, “escutar” o seu coração. Com esse “escutar”, aprendemos a sentir e gostar de como as pessoas são, e nunca como desejamos que elas sejam.

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br
3. Video do youtube (“Ivete Sangalo – Olha” – vevo).

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(161) Sentindo a “Sensibilidade da Alma” do ator Matheus Nachtergaele.

A “Sensibilidade da Alma” é a nossa singularidade existencial e espiritual. Revela a essência do nosso “sentir interior”, seja pelo “pensar”, pelo “sentir das emoções” e até mesmo pelo silêncio da nossa “quietude”. Através da “Sensibilidade da Alma” também expressamos as matizes sensórias da nossa “consciência espiritual”, porque somos “seres iluminados” vindos de origem Superior para esta dimensão de vida.

Em entrevista concedida ao Editor-chefe da Revista da Cultura, Gustavo Ranieri, com fotos de Leo Drummond (publicação da Livraria Cultura, edição 111, de abril de 2017), o consagrado ator Matheus Nachtergaele “escancarou” a pureza da sua “Sensibilidade da Alma”. Com contagiante emoção, falou do “Processo de conscerto do desejo”, espetáculo que estreou no Rio de Janeiro. Nele, Matheus mostra para o público os poemas da sua mãe, Maria Cecilia, que aos 22 anos se suicidou quando ele tinha três meses de idade. Dessa entrevista, por limitação de espaço, destaco o seguinte:

1. Sobre ser poeta, ao ser perguntado se é um dom ou uma ausência.

Matheus. Ser poeta é uma ausência das leis naturais. É a única criação genuinamente humana. É uma ausência se você imaginar o desejo traçado pela natureza, mas é um dom se você imaginar a possibilidade da construção da fé humana. A poesia é a característica mais bonita, talvez a única que valha a pena.

2. Sobre outra vocação sua [além de atuar].

Matheus. Todos os meus talentos acabaram desembocando na cena. (…) Tudo desaguava no ator que sou. Então, talvez a vocação principal seja essa mesma, da ritualização da vida. (…) mesmo fora de cena, no meu cotidiano, a minha tendência aos rituais, seja na organização da casa, cuidar dos bichos, regar as plantas, a hora de ler, os momentos de silêncio. Percebo que tenho uma tendência a isso de forma muito organizada. (…) Tenho meus problemas pessoais mesquinhos como todos. Nem tudo o que acabo vivenciando em cena consigo utilizar imediatamente como crescimento para mim.

3. Sobre os poemas da sua mãe, na peça.

Matheus. (…) os poemas da Cecilia são o meu primeiro texto, o primeiro que li com uma atenção maior; eram os textos da minha mãe, da mãe que não conheci. Eram bons e agora, em uma certa etapa da minha vida, decidi tentar falar. E a cada dia vou descobrindo nuances, zonas dos poemas que não percebia. (…) Dizem que, quando você fala no seu quintal, você fala para o mundo. Confio nisso, acho que desde o início é muito mais do que só os poemas da Cecilia, minha mãe que se suicidou, isso é sobre as mães que se vão, sobre as experiências que são frustradas, sobre a reconstrução da tragédia em ensinamento. Agora, neste momento, me sinto muito ocupado todas as noites em fazer com que o ritual ultrapasse as minhas questões, que ele seja de todos. (…) Então, acho que, quando começo a peça e coloco a situação “mamãe se matou e esses são os poemas dela, fiquei eu aqui e farei disso um espetáculo”, parto de um pressuposto bonito para a cartase coletiva, as pessoas se apiedam. E tento fazer com que a gira seja de todos, sobre as coisas que se perdem e precisam ser ressignificadas.

4. Sobre um incômodo, um receio de ser visto com dó em algum momento.

Matheus. O público deve ter dó, é importante que ele tenha dó do herói. A parte mais complexa aqui é que é uma história pessoal. Mas não tive medo. Fiquei mais observando se seria uma experiência que extrapolaria minha história pessoal ou não. As pessoas ficam apiedadas da minha história com Cecilia, mas se sentem comprometidas também em muitos outros aspectos. Percebi desde o primeiro dia que as pessoas imediatamente se conectam com dramas familiares e, principalmente, com as ausências bruscas do afeto, coisas que são parte da experiência humana e que não têm jeito.

5. Sobre se faz parte da vida de todos, em menor ou maior grau.

Matheus. Sim, de todos. (…) Muitas vezes me senti triste com tudo o que aconteceu com a Cecilia e comigo, mas não nego que isso meu deu instrumentos bacanas. Sou um órfão e sei sobreviver sem a presença dominadora e extremamente carinhosa de uma mãe. E venho tentando através do espetáculo utilizar o que ela me deixou, que são poemas. Estou tentando transformar esses poucos poemas em muito [foram deixados uma carta e pouco mais de duas dúzias de escritos].

6. Sobre um lado do seu “sentir”.

Matheus. E graças a Deus a poesia fica eterna, publicada nos livros, para que a gente se lembre de que, em algum momento, a gente estava tentando dar um voo bonito. Mas não sou pessimista. Senão nem faria essa peça, não me exporia a esse grau. Acho que tenho um encanto pelo encontro humano, pela poesia e pela natureza ao meu redor. Sou encantado pelo mundo, gosto de estar aqui, acho bonito, acho bonito mesmo estar aqui. Gosto de ver beija-flor beijando flor, água corrente, gosto de estar aqui.

7. Sobre como consegue enxergar a beleza dos detalhes.

Matheus. (…) continuo sendo aquele que queria que a gente desse uma ré em direção a uma coisa mais humana e poética. Não sei se é possível. E sinto isso e acho que conquistei isso na minha vida. Meu trabalho é assim. Foi uma luta, viu? Tive de dizer muito não para uma aceleração, para uma dinheirama, para um chamamento de aceleração louca, histérica.

8. Sobre de que forma passaram 30 anos, desde que tomou conhecimento dos poemas de Cecilia até a estreia do espetáculo.

Matheus. Foram absolutamente necessários, não deu para queimar etapa nesse sentido. Desde o início, imaginei que alguma coisa deveria ser feita com os poemas para além da minha apreciação individual. As poesias tinham uma qualidade para além da minha experiência com elas. Eu teria de publicar um livro em algum momento… Mas fui cozinhando isso enquanto estava me formando como ator, como pessoa, porque tudo é uma coisa só, até sentir que conseguiria criar um ritual coletivo e não expor isso de maneira neurótica. Precisei de tempo sim, de novo o luxo do tempo, e em certo momento a coisa eclodiu. (…) É uma conquista realmente ferrenha para ganhar tempo e fazer as coisas realmente bonitas, mas sempre encantado com a ritualização do cotidiano brasileiro. (…) O êxito nunca será pessoal, sempre do coletivo, e nossas cagadas são de todos também.

9. Sobre se consegue compreender um pouco do que passou com a sua mãe, para não querer estar aqui.

Matheus. Não! (silêncio) Eu consigo, claro, entender o processo de desamor pela vida. (…) Gostar da vida é uma batalha diária na série humana. É um braço de ferro, e a vida acontece sob pressão. E cada vez que você encontra um motivo bacana para gostar das pessoas, para viver, para cumprir um ofício, para namorar alguém, para ler um livro, é gol. Não vou te dizer que entendo mais o que aconteceu com a Maria Cecilia do que antes, é um mistério para mim e estou comprometido com tudo isso. E, obviamente, parte de mim fica triste por saber que minha presença não foi suficiente para ter segurado essa mãe na Terra, mas, ao mesmo tempo, venho fazendo uma afirmação pela liberdade plena do ser humano. E acredito que o suicídio é, em última instância, a grande questão humana. Se você tem livre-arbítrio, se você é livre, você tem de decidir se quer ficar aqui, mesmo que haja o chamamento e o desejo de viver, reproduzir-se, ser mais feliz. Mesmo que essa energia, essa força, seja grande, a questão humana é decidir se quer ou não. E a gente faz isso de muitas maneiras. A gente está aqui sendo feliz ou se suicidando? Eu não sei mais. Toda noite vou ali pensar isso com as pessoas. Isso é bonito, né?

10. Sobre se é bonito, a beleza da decisão.

Matheus. Tem pessoas que são muito pela vida, são luminosas em seus objetivos, em seus ofícios, gostam de transmitir o que aprenderam. Os amantes da vida são bravos, porque a defendem. E não conseguem ficar calmos com o que os políticos estão fazendo.

11. Sobre se sente um dos que amam a vida.

Matheus. Sou dos que amam, apesar de ter momentos sóbrios como todo mundo e já ter entrado em alguns abismos. Mas amo, gosto de viver e espero dias melhores para nós. Tenho uma consciência clara de que melhor só para mim não existe. Ou é melhor para todo mundo ou não é melhor para ninguém. Não seria feliz em um paraíso artificial, em um tríplex, com ar-condicionado, cheio de tecnologias.

COMENTÁRIO:

Muito recente, antes de ler a entrevista de Matheus Nachtergaele, mandei pelo celular mensagem para Ana Clara, dizendo “que tudo está ao nosso alcance, dependendo apenas de nós para ser conquistado e, espiritualmente, ser eternizado”.

Relendo essa mensagem, a minha atenção foi centrada no meu escrever inconsciente, no sentido de que as nossas conquistas, assim como tudo nesta vida, sempre será espiritualmente eternizado “em nós”, “para nós”, por dimensões infinitas do nosso ciclo de necessidades de aprimoramento e de evolução, em todos os sentidos do nosso “existir”.

A entrevista de Matheus Nachtergaele está imantada com essência de “transcendência espiritual”. Ela perpetua com o seu “sentir interior”, com a “projeção sensória” elaborada pela sua “Sensibilidade da Alma”, o significado da plenitude da continuidade da vida. Prova que apesar da “finitude humana”, na nossa lembrança o efêmero não existe.

Conheci com o “BELO” da entrevista, um pouco da pureza da sua “Sensibilidade da Alma”. Depois da leitura, me veio à mente este “pensar” de Heráclito: – “Um homem só se aproxima do seu eu verdadeiro quando atinge a serenidade duma criança que brinca”.
Acredito que seja com essa mesma serenidade que o ator Matheus Nachtergaele, através da arte de representar, está ensinando como ele brinca com a vida.

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br
3. Mensagem postada com autorização de Gustavo Ranieri, Editor-chefe da Revista da Cultura (Publicação da Livraria Cultura).
4 Entrevista completa no site http://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/home
5. Video do youtube (“A sensibilidade e a arte de Matheus Nachtergaele”).
6. No título da peça, está correta a grafia da palavra “conscerto”, de acordo com a explicação contida no vídeo.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(160) Sentindo a necessidade de “como” mudar, nos nossos relacionamentos.

Sempre me fascinam as manifestações sensórias da “subjetividade humana” nas nossas relações interpessoais, no nosso personalíssimo modo de “viver” e de “sentir a vida”, em face dos estímulos recebidos da nossa “realidade interior” que são modeladores das nossas “emoções” e “sentimentos”.

Certo é que “nós somos o que sentimos”, não o que “desejamos” ou “pensamos ser”, nem o que para os outros “parecemos ser” (Dentre outras, mensagem 104).

O que motivou esta mensagem foi a nossa “diversidade sensória” presente em todas as nossas “interações existenciais”, principalmente nos nossos “relacionamentos”.

Gosto deste “pensar” do Professor Boaventura de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra (Fonte:“Reconhecer para libertar”, Editora Civilização Brasileira, 2003):

– Temos o direito a ser iguais quando nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

Sempre me posicionei favorável ao entendimento de que “ninguém muda ninguém”. Apenas nós, querendo, temos condições de “mudar”, principalmente para nós mesmos.

Pergunto:

– Em um “relacionamento de amor” (ou em outro de qualquer natureza), podemos alcançar a necessidade de uma igualdade de “vinculação sentimentos” que respeite as nossas diferenças?

Há pouco mais de dez anos, sob outro enfoque encontrei esta resposta do Terapeuta cognitivo-comportamental, Frank M. Dattilio, sobre a possibilidade de mudança para indivíduos e casais (Fonte: Entrevista concedida à Psique Ciência & Vida, com tradução da jornalista Faoze Chibli, publicada Revista PSIQUE, n. 7, lançada no Brasil pela Editora Escala):

Psique – É comum escutar pessoas usando a frase “As pessoas não mudam”, quando o assunto são relacionamentos. Mesmo não sendo verdade, o senhor observa, por outro lado, que alguns podem ser motivados a entrar em um relacionamento especialmente movidos pelo desafio de mudar a outra pessoa? Quão frequente o senhor considera essa situação?

Dattilio – Creio que o que você está perguntando é: se tivermos um casal em que a mulher, por exemplo, decide entrar na vida de um homem porque ela quer mudá-lo e ajudá-lo a se tornar uma pessoa melhor, o quanto isso reflete apenas um desejo dela? Um leopardo pode mudar suas manchas? Quanto dos relacionamentos pode ser previsto com base no desejo de uma pessoa em mudar a outra? Acredito que, frequentemente, dependendo das circunstâncias, as pessoas acreditam que podem causar em seus cônjuges um impacto, geralmente positivo. Se alguém pode ou não mudar completamente uma outra pessoa, em minha opinião, não é uma questão razoável. Certamente, as pessoas não mudam a menos que estejam dispostas a mudar. Com frequência, modificações são feitas no processo de adaptação ao relacionamento, o que, por si só, pode representar uma mudança. Algumas pessoas veem o desafio de precisar mudar a outra pessoa como uma missão em sua vida e no relacionamento. Isso nem sempre é algo saudável, particularmente porque a mudança deve ocorrer baseada em nosso livre arbítrio e em um desejo próprio. Esperamos que relacionamentos possam nos induzir a pensar sobre como necessitamos mudar. Mas o encargo de realizar essa mudança e dar um passo adiante em uma direção que facilitará a mudança, depende realmente do próprio indivíduo.

Termino esta mensagem, reproduzindo esta importante afirmação de Frank M. Dattilio, que foi destacada pela jornalista Faoze Chibli: – “Relacionamentos podem nos induzir a pensar como nós precisamos mudar”.
https://www.youtube.com/watch?v=A8aKxlvLxP8

Notas:

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3. Video youtube (“Vanuza/Mudanças”).

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(159) Sentindo o que aprendemos com o coração.

Ter “consciência de si mesmo”, ter conhecimento do seu “potencial interior”, são duas significativas capacidades do ser humano. Em todos os sentidos do nosso “viver”, elas são essenciais para o aprimoramento do nosso “existir” e necessárias para o nosso “crescimento espiritual”. Em harmonização interior com a nossa “Sensibilidade da Alma”, ambas favorecem o “sentir” da essência da nossa “transcendência superior”.

A inspiração intuitiva do início desta mensagem surgiu com este “pensar” de OSHO (Fonte: “Sublime Vazio”, fonte de revelação da “sabedoria atemporal dos mestres zen aplicada às situações do dia a dia”, lançado no Brasil pela Editora Cultrix, com tradução de Denise de C. Rocha Delela, que recomendo a leitura):

– NÃO É O MESTRE QUE ENSINA, É O DISCÍPULO QUE APRENDE.

OSHO explica:

– O ensino vem na cabeça, o aprendizado acontece através do coração. (…) Cabe a você – aprender ou não aprender; não cabe a mim ensinar ou não ensinar. Um mestre, por causa do jeito que ele é, vive ensinando. Cada um dos seus momentos, cada uma das suas respirações é um ensinamento, todo o seu ser é um ensinamento, uma mensagem.
A mensagem não é diferente do mestre. Se for diferente, então o mestre é simplesmente um professor, não um mestre, então ele está repetindo as palavras dos outros.

Antes de começar a redigir esta mensagem, pensei muito sobre as “fontes de aprendizados” em nossas vidas. Prevaleceu o meu entendimento de que “tudo está em nós”, para ser “aprendido por nós” de acordo com nossas necessidades (muitas delas desconhecidas). O discípulo aprende em “sintonia interior” com os conhecimentos adquiridos durante toda a sua jornada de evolução espiritual. O ser humano aprende com o que vem do seu “coração”.

Para os seguidores do Budismo, ensina o monge vietnamita Thich Nhat Hanh, no seu livro “A essência dos ensinamentos de Buda”, lançado no Brasil pela Editora Rocco:

– Um mestre não lhe pode dar a verdade. A verdade já está em você, mas é preciso abrir – corpo, mente e coração – para que seus ensinamentos penetrem nas suas sementes de compreensão e iluminação. Se você permitir que as palavras entrem, o solo e as sementes farão sozinhos o resto do trabalho.

Da explicação de OSHO, merece atenção a sua afirmação de que “o aprendizado acontece através do coração”.

Pergunto:

– O que se aprende com o coração?

Aprendemos sentir “emoções” e o envolvimento do “amor”; aprendemos sentir a nossa “religiosidade” e a nossa “essência” espiritual; aprendemos acreditar com “Fé”; como ensinou Charles Chaplin, aprendemos a “dizer adeus às pessoas, sem tirá-las do coração; como ensinou Kant, a “julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais”; como ensinou Cora Coralina, “que na vida nada tem sentindo, se não tocarmos o coração das pessoas”; como ensinou Eça de Queiroz, “que o coração faz o caráter”; como ensinou Mahatma Gandhi, “que a fé uma função do coração”; como ensinou Antoine de Saint-Exupéry, “que é apenas com o coração que se pode ver direito, porque o essencial é invisível aos olhos”.

Dedico esta mensagem à Ana Clara, que me ensinou como é gostar com o “coração”.

Notas:

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(158) Sentindo a atração do “AMOR”, como “necessidade existencial” da incompletude humana.

Sempre considerei ser o “amor”, uma necessidade existencial e de unificação espiritual. O escritor e poeta Mario Quintana, defendia que “o amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”. A essência do sentimento de “amor” manifesta-se em nós, por meio de uma envolvente “energia de atração” que une os seres humanos. É a mesma que nos une aos animais de estimação e aos encantos da natureza. Nem sempre estará ao nosso alcance para ser sentida. Mas, como já experienciei, também surge de um encontro ao “acaso”. Com sabedoria de percepção interior, ensina Paulo Coelho que “é preciso buscar o amor onde estiver”, porque “ao momento em que partimos em busca de amor, ele também parte ao nosso encontro”.

O que motivou esta mensagem, foi este meu “pensar”:

– O AMOR É UMA “NECESSIDADE EXISTENCIAL” QUE COMPLETA O SER HUMANO “A SI MESMO”.

Pergunto:

– Como explicar essa necessidade?

Sob uma perspectiva da nossa subjetividade interior, concordo com o médico e psicoterapeuta Carlos São Paulo, repetidas vezes citado neste espaço virtual (mensagens 092, 109, 116, 147). Na edição 131 da Revista PSIQUE, lançada no Brasil pela Editora Escala, ele inicia o seu comentário sobre o livro “O Visconde Partido ao Meio”, do escritor cubano Ítalo Calvino, publicação da Editora Companhia das Letras, com esta afirmação:

– Amar o outro faz-nos perceber nossa incompletude. Ao notarmos em nós mesmos dois lados como inimigos irreconciliáveis, sentimos a luta entre eles e também a dor de se ferirem para unirem-se em um todo chamado indivíduo, É dessa forma que obtemos o verdadeiro ato de amar a si e ao outro.

Após resumir a fábula inspiradora de Ítalo Calvino, complementa sobre a nossa subjetiva “dualidade interior”:

– Um homem vivendo sua unilateralidade como o bem absoluto ou o mal absoluto é alguém que prejudica os demais e a si próprio com a sua incompletude. (…) Quando metade de nós mesmos não consegue amar, e essa condição pertence a outra metade à qual não conseguimos estar unidos, o objeto do nosso amor poderá nos fazer sentir confusão já que não estamos inteiros nesse ato. (…) Somente o homem consciente de sua incompletude e em busca de se harmonizar com a natureza que o acolhe, e que ele chama de Deus, é que poderá tornar-se um indivíduo.

Cabe registrar que o enfoque da análise do Doutor Carlos São Paulo sobre as revelações sensórias da nossa “dualidade interior”, está embasado neste ensinamento da Psicologia de C. G. Jung:

– Todas as vezes em que o homem se encontra num de seus extremos, sua outra parte o avisa em sonhos.

Certo é que todos nós sentimos as influências recebidas dessa nossa “dualidade interior” que, como acredito, podem projetar, de modo consciente, os nossos conflitos de “necessidades sensórias” de preferências amorosas. Para a efetiva consolidação de um envolvimento amoroso, precisamos conhecer as “necessidades existências” da nossa incompletude interior.

Notas:

1.A reprodução parcial ou total, através de qualquer forma, meio ou processo eletrônico, dependerá de prévia e expressa autorização do autor deste espaço virtual, com indicação dos créditos e link, para os efeitos da Lei 9610/98, que regulamenta os direitos de autor e conexos.
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(157) Sentindo a “Sensibilidade da Alma” do filósofo e escritor americano Charles Einsenstein.

Nesta fase do meu “existir”, estou vivenciando uma intensa necessidade interior de valorar a “vida” em face do efêmero em tudo, até mesmo em nós. Há um ano perguntava aos meus seguidores, como entender o “sentido da vida”. Na época, a intenção era motivar buscas de significados para o nosso “viver”, inclusive de natureza transcendente. Iniciei com este meu “pensar” (Mensagem 28):

– O “sentido da vida” não é o mesmo para todos nós. É determinado pelas nossas “escolhas”. No “ciclo da vida”, é definido pelo fluir do nosso “viver”.

Neste nosso novo encontro, complemento:

– O “sentido da vida” está, em cada um de nós, subjetivamente definido pelas “projeções sensórias” da “Sensibilidade da Alma”, por dimensões infinitas da nossa evolução “existencial” e “espiritual”. É um estado de interiorização que favorece o “tornar-se uno” com o esplendor do “BELO”, na plenitude do Universo.

Quem atinge sintonia de harmonização com a essência desse estado de “iluminação interior”, passa a interagir por meio de uma diferente maneira de “sentir” a “vida” com uma visão humanista do mundo, em todos os sentidos. É o caso do filósofo e escritor americano Charles Eisentein, autor do livro “O Mundo Mais Bonito Que Nossos Corações Sabem Ser Possível”, lançado no Brasil pela Editora Palas Athena, com 328 págs., que recomendo a leitura.
Da sua entrevista publicada na Revista Bons Fluidos, Ed.217, com texto de Raphaela de Campos Mello, lançada no Brasil pela Editora Caras, destaco o seguinte:

1. Sobre o nascimento de uma nova realidade, o que estamos semeando para colher adiante.

CE. Estamos deixando para trás o que chamo de “história da separação”: separação entre homem e natureza, entre seres humanos, entre indivíduos e comunidade (…) que está gerando todas as crises que enfrentamos atualmente, porque parte desse paradigma está ancorado na competição. (…) O mundo que conhecemos não está funcionando mais. Temos que urgentemente resgatar o sentido de comunidade. E lembrar que a todo momento podemos fazer escolhas e decidir que futuro queremos ajudar a construir.

2. Sobre o distanciamento uns dos outros atualmente, já que a tecnologia está aí para conectar pessoas e ideias.

CE. A tecnologia supre apenas parte da necessidade humana de conexão. E leva a alguns paradoxos. Por exemplo, quando estamos face a face com alguém, é custoso chamar essa pessoa de idiota e manda-la para o inferno. Mas na internet as pessoas fazem isso o tempo todo justamente porque não se trata de uma conexão real. A tecnologia cumpre o importante papel de aproximar as pessoas ao redor do mundo, sem dúvida, mas, se ela se tornar o único modo de contato, os indivíduos se tornam solitários, pois sua necessidade de obter outros tipos de ligação não está sendo suprida. (…) Seres humanos precisam sentir que são conhecidos pelos seus pares, e vice-versa – eis uma necessidade emocional profunda. (…) Temos que voltar a nos sentir íntimos das pessoas e da natureza.

3. Sobre o conceito de interser.

CE. O termo interser é mais forte do que o uso do termo interconectividade ou interdependência. Ele significa que sua existência está ligada à minha, que de alguma forma você é uma parte da minha, e vice-versa. Então qualquer coisa que aconteça a você, à pessoa ao lado, à floresta tropical, aos rios e aos oceanos também estará acontecendo a mim. Não podemos escapar das consequências. Portanto, se faço algo ruim, se rompo com o círculo da vida, isso retornará para mim. Isso significa que tudo o que está acontecendo do lado de fora também está acontecendo dentro de nós.

4. Sobre como esse entendimento modifica o nosso comportamento.

CE. Mudam-se as percepções de egoísmo e interesse próprio, pois, se você está ciente de que seus atos de gentileza e generosidade de alguma forma voltarão para você, isso o torna mais corajoso, mais aberto. Não se trata apenas de ensinamento espiritual. É algo que nos faz sentir muito bem. Temos um confiável sistema de orientação interno que nos leva na direção de ações que irão beneficiar a outros seres e a nós mesmos. Afinal, nosso bem-estar depende do bem-estar de todos. Riqueza é se sentir seguro e em paz no mundo, e não supostamente protegido atrás de muros.

5. Sobre a importância de acreditar no poder dos nossos pequenos gestos.

CE. Podemos achar que nossas ações são insignificantes e, portanto, desprovidas de poder para transformar o mundo. Mas na verdade, nossas escolhas, por mais singelas que sejam, são nossas orações, nossos atestados. Um jeito de afirmar: “É esse o mundo que eu desejo para mim e para todos”. Como negar a importância de uma avó amorosa em algum lugar do mundo que está transmitindo seu afeto a seu neto e, consequentemente, ao neto dele, e assim por diante. Daqui a 500 anos, o mundo pode ser um lugar melhor por causa dela. Quem vai ter coragem de dizer não?.

6. Sobre a maneira mais fértil de empregar o nosso tempo, “no mundo mais bonito” do seu livro.

CE. Seguir o caminho que você considera o mais bonito e que o faz se sentir vivo. Não estamos aqui apenas para sobreviver e buscar segurança, e sim para nos dedicarmos a algo que é belo e significativo aos nossos olhos. (…) Oportunidades aparecem no tempo certo, isto é, quando estamos preparados para elas. E tudo bem se cometermos erros, pois tudo isso é parte de um território desconhecido. E o único jeito de conhecê-lo é explorando-o, aprendendo com os nossos equívocos.

Termino esta mensagem, com a certeza de que já pertenço ao “Mundo Mais Bonito” de Charles Eisenstein, porque sempre estou dizendo para Ana Clara, filhas e netos: – “Eu gosto muito de você”! Faça o mesmo com quem é especial na sua vida.

Notas:

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3. Vídeo Youtube – (“The More Beautiful World Our Hearts Know Is Possible – Charles Eisenstein”).

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(156) Sentindo como expandir a nossa consciência, para alcançar a “cura espiritual”.

Não acredito em “futurólogo”, como possuidor da capacidade de antecipadamente prever, com total de “acerto”, o que ainda vai acontecer. Pertenço à geração da “imprevisibilidade de tudo”, que me condicionou ao “nada sabemos”. No entanto, não nego a magia da “previsibilidade” de certas ocorrências imaginárias de “possibilidades”, relacionadas ao “desconhecido”. A essência desse enfoque me fascina, porque sempre dei importância à subjetividade dos nossos “estados de consciência”, como sendo fontes de muitas das nossas descobertas interiores, através da percepção da nossa “Sensibilidade da Alma”.

O que motivou esta mensagem, foi esta passagem do livro “O Médico Quântico”, do Doutor Amit Goswami, lançado no Brasil pela Editora Cultrix, que recomendo a leitura (mensagem 154):

– Para que uma coisa seja, antes é preciso que ela seja possível de ser. Se a possibilidade não existe, é impossível existir a manifestação. A possibilidade é uma condição necessária. Isso é lógica básica, cristalina. Ao se observar esse mundo de possibilidades, vê-se que ele é mais como mente: ele não tem extensão no espaço ou no tempo; ele não pode ser quantificado. Ele também faz parte do fundamento de todo ser. Podemos então equiparar esse reino de possibilidades ao corpo de beatitude da consciência descrito anteriormente [O que foi por ele explicado, como fundamento ilimitado do ser e com possibilidades ilimitadas].

Sintetizo esse “pensar” de Goswami, com estas minhas palavras:

– Só se manifesta “para nós” ou “em nós”, o que é pré-existente.

Pergunto:

– Mas a projeção sensória desse “existir”, está “em nós” ou “fora de nós”?

No seu livro, Goswami assim explica um dos poemas do poeta místico Kabir (Bly 1977):

– Que tudo é consciência, tanto o corpo como a alma. A diferença entre a água que está dentro e a água que está fora surge com os limites de vidro do jarro. A diferença entre corpo e alma aparece com os diferentes modos como os experimentamos: experimentamos o mundo físico do corpo como externo a nós, mas experimentamos também um mundo interior de consciência, que chamamos de alma.

Certo é que somos nós que criamos e inconscientemente elaboramos as “imagens sensórias” que recebemos do mundo exterior e do nosso interior. Elas surgem dos nossos “estados de consciência”. Tudo que recebemos produz, em nós, o seu potencial energético. Mas é preciso vivenciar um “estado de consciência” que esteja em harmonia receptiva com o que “desejamos” e “necessitamos”, em todos os sentidos do nosso “existir”. O exemplo que trago para esta mensagem, são as nossas buscas de “cura espiritual”.

Pergunto:

– Como essas curas acontecem?

O médico indiano Deepak Chopra explica no seu livro “O poder da Consciência”, lançado no Brasil pela Editora LeYa, que recomendo a leitura:

– A espiritualidade lida com seu estado de consciência. Não é o mesmo que a medicina ou a psicoterapia. A medicina lida com o aspecto físico onde ocorrem mudanças corporais. A psicoterapia lida com uma dificuldade específica, como ansiedade, depressão ou doença mental real. A espiritualidade confronta a consciência diretamente: ela tem o objetivo de produzir uma consciência maior.

Estou convencido de que para alcançar a “cura espiritual”, devemos expandir a nossa consciência com a força do sentimento de “FÉ” (entenda-se “FÉ”, como “ACREDITAR”). Os caminhos para essa expansão são conhecidos.
Citado Goswami, esclarece Holmes, em “Science of Mind”, Nova York: Tarcher/Putnam, em 1938:

– A cura espiritual consiste em invocar o poder “superior” do Espírito, por meio da oração e de rituais semelhantes, para fins de cura.

Termino esta mensagem, com a certeza de que somos nós que damos significados aos nossos “estados de consciência”, sejam eles positivos ou negativos. O que enseja as “curas espirituais” é a energia vital que imanta o nosso sentimento de “Fé”, em sintonia de transcendência superior. A “cura espiritual” depende apenas de acreditar no potencial interior do nosso sentimento de “Fé”.

Notas:

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2.Havendo, neste espaço virtual, qualquer citação ou reprodução de vídeos que sejam contrários à vontade dos seus autores, serão imediatamente retiradas após o recebimento de solicitação feita em “comentários” no final de cada postagem, ou para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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