(390) Sentindo a necessidade universal de mais afetos.

“Penso em ficar só, mas minha natureza pede diálogo e afeto.

São palavras da escritora Lya Luft, para quem dediquei a criação desta nossa jornada para o “autoconhecimento” (menssagem 001). Muito cedo, antes de conhecer os significados de muitas palavras, imaginava o “afeto” como sendo uma subjetiva plenitude das nossas manifestações de “querer bem”. Vejam o que já disseram sobre os “afetos”:

Lya Luft: “Talvez seja utopia, mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida, eu terei chegado ao máximo exercício de meus afetos.” , Dalai Lama: “Quando aprendemos a usar a inteligência e a bondade ou afeto em conjunto, todos os atos humanos passam a ser construtivos.” , Charles Chaplin: “Mais do que máquinas, precisamos de humanidade… Mais do que inteligência, precisamos de afeto e ternura.” , Gabriel García Marquez (Em Cem Anos de Solidão): “Andava à deriva, sem afetos, sem ambições, como uma estrela errante no sistema planetário de Úrsula.” , Castro Alves: “Prendi meus afetos, formosa Pepita… mas, onde? No tempo? No espaço? Nas névoas? Não rias… Prendi-me num laço de fita!” , William ShaKespeare: “As palavras sem afeto nunca chegarão aos ouvidos de Deus.” , Pitágoras: “Os afetos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca.” Cícero: “Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.” , Lord Byron: “A prova de um afeto é uma lágrima.” e Marilyn Monroe “Esperei extrair do meu casamento com Joe, amor, afeto e compreesão. Mas tudo naufragou num mar de indiferença.”.

O que motivou este nosso encontro foi o tema da Crônica da Cidade, do jornalista Severino Francisco, publicada na edição do jornal Correio Braziliense do dia 29 do mês passado, com o título “As coisas mais belas”. Severino se referia ao livro livro “As coisas mais belas do mundo”, dedicado às crianças, publicação da Biblioteca Azul, escrito por Valter Hugo Mãe, nome artístico do escritor português Valter Hugo. Destaco estas partes (numerei):

1. Nele,Valter, em uma nota revela a sua relação com o seu avô materno, Antônio Alves. Sempre lhe pedia que explicasse as coisas mais complexas: “Eu soube sempre que meu mundo era afetivo. Quer dizer, o que eu sabia era sobretudo gostar de alguém. Era o que meu avô valorizava em mim, o emprenho colocado em gostar de alguém. Toda a sabedoria deveria resultar na pura capacidade de amar e cuidar de alguém.”

2. Na ficção, o garoto narrador apresenta o avô como um detetive de interiores, que inspecionava os sentimentos: “Quando perguntei por que, ele respondeu que só assim se fala verdadeiramente da felicidade. Para estudar o coração das pessoas é preciso um cuidado cirúrgico”.

3. O avô tinha cuidado para evitar que ele se desiludisse: “Quem se desilude morre por dentro. Dizia: é urgente viver encantado. O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza”.

4. A questão mais importante que permeia o diálogo entre o garoto e o avô é a beleza. Certo dia, o avô lhe pergunta: quais são as coisas mais belas do mundo? E o garoto imagina muitas possibilidades: dos filhotes de cão aos gatos, passando pelo verão, o comportamento dos cristais, os lobos ou as nuvens vistas do avião: “Pensei que as mais belas coisas do mundo haveriam de ser as amarelas e as vermelhas.

5. O avô desconversa e propõe outra questão em forma de pergunta: “Ele sorriu e quis saber se não haviam de ser a amizade, o amor, a honestidade e a generosidade, o ser-se fiel, educado, o ter-se respeito por cada pessoa. Ponderou se o mais belo do mundo não seria fazer-se o que se sabe e pode para que a vida de todos seja melhor”.

6. Ao fim, percebemos que o interlocutor do garoto é uma espécie de filósofo disfarçado de avô. É como se um Sócrates mais poético se reencarnasse para o diálogo com uma criança: “Explicava que aprender é mudar de conduta, fazer o melhor. Quem sabe melhor e continua a cometer o mesmo erro não aprendeu nada, apenas acedeu à informação. Ele pensava que dispomos de informação suficiente para termos uma conduta mais cuidada. Elogiava insistentemente o cuidado”.

Gostei muito dessa crônica, porque sou tão exigente “comigo mesmos” que sempre procuro ser afetuoso com o meu jeito de falar, principalmente com as pessoas que gosto e aprecio com a subjetiva percepção da minha Sensibilidade da Alma.

Termino perguntando:

PARA VOCÊ, QUAIS SÃO AS COISAS MAIS BELAS DO SEU MUNDO?

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(389) Sentindo em nossas vidas, o passado e o futuro (última parte).

O passado está escrito na memória e o futuro está presente no desejo.

São palavras do escritor mexicano Carlos Fuentes (1928-2012). Uma bela relação da passagem ilusória da temporalidade em nossas vidas, confirmando que o significado e a valoração de tudo existe surge e se manifesta de nós, da nossa interioridade.

A primeira parte desta mensagem começou com a participação de Oscar Quiroga, e muitos dos meus seguidores perguntaram se acredito em astrologia. Respondi que não podemos negar a influencia no nosso planeta, recebida dos posicionamentos dos astros no nosso sistema solar. Complementei, citando como exemplo incontestável, os movimentos das marés nas águas dos mares e dos oceanos próximas dos litorais. Finalizei dizendo que aprecio e gosto da subjetividade nas previsões. Hoje ele iniciou o seu horóscopo, com esta introdução:

Experiência cósmica completa

Acreditar ou não em astrologia é irrelevante, muito menos relevante ainda é nos convencermos de que a ciência materialista seja a única capaz de determinar o que é verdade, porque essa atitude, apesar de parecer racional e de se contrapor às crenças, nas quais se encaixaria a astrologia, não deixa de ser uma crença também.

As crenças não são tóxicas nem tampouco o racionalismo é venenoso, nossa humanidade é uma experiência cósmica completa, todos os ingredientes que compõem esse organismo colossal e inteligente que chamamos de Universo estão presentes em nós, só nos falta aprendermos a utilizar nossos instrumentos, e isso não é algo que aconteça automaticamente, pelo mero fato de nascermos humanos, é preciso, em algum momento, acreditar na hipótese e dedicar a vida inteira a prova-la, ou a descartar.”

Gostei desse seu reconhecimento:

– “A NOSSA HUMANIDADE É UMA EXPERIÊNCIA CÓSMICA COMPLETA.

Também destaquei na primeira parte desta mensagem, Quiroga se referindo a uma “linha divisória entre o “passado” e o “futuro”. Segundo ele, delimitando um nosso “estado de indiferença quanto a tudo que aconteceu e uma expectativa ansiosa e alegre em relação ao futuro”. Não concordo com essa abrangência de indiferença “quanto a tudo que já aconteceu”, porque nós devemos valorizar todas nossas experiências, sejam elas significativas ou não, como aprendizados de vida, sendo por nós desejado ou não. O mais importante são as nossas oportunidades de aprender e poder modificarmos interiormente, independente do resultado de como tudo acontece em todas as fases existenciais do nosso “viver”. A respeito, lembrei deste ensinamento do líder espiritual OSHO (1931-1990), no seu quinto livro da série “Questões Essenciais”, “A jornada de ser humano”, publicação da Editora Academia. Ele começa no prólogo, contando:

Perguntara a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
Eele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meu atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se ornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora, é o nirvana”.

Logo em seguida, OSHO assim inicia a introdução desse seu livro:

“O homem nasce com uma potencialidade desconhecida, misteriosa. Sua face original não está disponível quando ele vem ao mundo. Ele tem de encontrá-la. Ela vai ser uma descoberta, e aí está sua beleza. E essa é a diferença entre um ser e uma coisa. Uma coisa não tem potencial, ela é o que é. Uma mesa é uma mesa, uma cadeira é uma cadeira. A cadeira não vai se tornar qualquer outra coisa, ela não tem potencialidade; só tem atualidade. Não é uma semente de algo.

Pensem nisso.

Notas:
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(388) Sentindo em nossas vidas, o passado e o futuro. (Parte I).

A linha divisória entre o passado e o futuro não é clara nem muito menos definida, é um estado de indiferença quanto a tudo que aconteceu e uma expectativa ansiosa e alegre em relação ao futuro. É isso aí.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, sobre o “tempo” em nossas vidas, em sua quinquagésima quarta participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento”. Complemento com esta sua explicação, divulgada no horóscopo do dia 22 de janeiro do ano passado:

O futuro não é distante, sua mente o aproxima constantemente através de projeções imaginárias, e seu corpo precisa responder da melhor maneira possível a esse apelo, porque se ficar sem resposta, a decepção se avoluma..

O “tempo” é, para todos nós, uma necessária e condicionante abstração indicadora de realizações e desejos, pelo fluir da nossa existência nesta dimensão de vida. Concordo com Quiroga, ao reconhecer uma “aparente” separação do “passado” com o “futuro” [acrescento: e com o nosso “presente”], principalmente por causa das suas imprevisibilidades. Também como acredito, talvez a nossa noção de “futuro” esteja mais sentida dentro de nós [se comparada a do “presente” e do nosso “passado”], como necessidades de mudanças, renovações e de novos desejos de perpetuação.

Na mensagem 385 [postada no dia 24 do mês passado] inovei citando várias personalidades que já se manifestaram sobre o tema principal de cada um dos nossos encontros. Recentemente recebi um comentário elogiando essa iniciativa, por entender que além de enriquecer a nossa caminhada para o “autoconhecimento”, também permite conhecer o que já disseram a respeito. Vejam a seleção abaixo, sobre o “futuro”:

Steve Jobs: “Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir.”, Charles Chaplin: “Enquanto você sonha, você está fazendo o rascunho do seu futuro.”, Victor Hugo: “O Futuro tem vários nomes. Para os fracos e covardes, chama-se Impossível. Para os comodistas, Inútil. Para os pensadores e os valentes, Ideal.”, John Lennon: “A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro.”, Confúcio: “Se queres prever o futuro, estuda o passado.” e “Se queres conhecer o passado, examina o presente que é o resultado; se queres conhecer o futuro, examina o presente que é a causa.”, Eleanor Roosevelt: “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”, Einstein: “Não me preocupo com o futuro; muito em breve ele virá…”. , “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.” e “Não penso nunca no futuro porque chega muito rápido.”, Peter Drucker: “A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente.” e “A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo.” , Heródoto: “Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. , Clarice Lispector: “Sou inquieta e áspera e desesperançada. Estou cansada. Meu cansaço vem muito porque sou pessoa extremamente ocupada: tomo conta do mundo. Meu esforço: trazer agora o futuro para já.” e “O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido”. , Antoine de Saint-Exupéry: “Preparar o futuro significa fundamentar o presente.”, John F. Kennedy: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.”, Joey Ramone: “Ser negativo com relação ao futuro significa não aproveitar a vida.” ,Franklin D. Roosevelt: “Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro.”, Mahatma Gandhi: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.”, José Ortega y Gasset: “A vida é uma série de colisões com o futuro, não é uma soma do que temos sido, e sim do que desejamos ser.”, Thomas Jefferson: “Gosto mais dos sonhos do futuro do que da história do passado.”, Dian Fossey: “Quando você percebe o valor de toda a vida, você se ocupa menos com o que é passado e se concentra mais na preservação do futuro.”, Aristóteles: “O instante é a continuidade do tempo, pois une o tempo passado ao tempo futuro.” e Lord Byron: “O melhor profeta do futuro é o passado.”

Nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”, cuja sugestão de criação recebi por intuição (mensagem 001), nunca imaginei que fosse chegar ao atual número de mensagens já postadas. Desde o início, a minha única preocupação sempre foi a de manter um certo padrão no tamanho das mensagens, o que foi impossível pela relevância de muitos dos temas enfocados [como o deste nosso encontro]. A solução encontrada foi a de apresentar mensagens em partes. Até agora foram feitas as seguintes séries:

Sentindo a “necessidade humanista” de conhecer o autismo (216 a 220), Sentindo o espelhar interior das imagens sensoriais dos deficientes visuais (224 a 230), Sentindo, para o seu “pós-pandemia”, que já podemos modular a percepção dos nossos sentimentos (296 a 305), Sentindo a subjetividade das nossas percepções sensoriais de “solidão (309 a 314), Sentindo a importância de conhecer e significar o nosso “viver”, nesta pandemia (318 a 320), Sentindo a necessidade de conhecer as nossas subjetivas interações emocionais (326 a 327), Sentindo como devemos entender as necessidades de mudanças em nossas vidas (332 a 336), Sentindo nas contemplações artísticas, uma das fontes de autoconhecimento (343 a 345), Sentindo em nossas buscas de “autoconhecimento”, a importância do inconsciente (362 a 364), Sentindo o que acontece em nossas tomadas de decisões (380 a 381) e Sentindo como devemos entender a verdade (386 a 387).

Continua no nosso próximo encontro. Conto com você.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(387) Sentindo como devemos entender a “verdade”. (Parte Final da mensagem anterior).

Existem três verdades: a “minha”, a “do outro” e a chamada “verdade verdadeira.

São minhas palavras transmitidas na mensagem anterior que, neste nosso encontro, resumidamente e de modo conclusivo desejo usá-las [logo no início] sob a perspectiva das propostas de criação deste espaço virtual (mensagem 001). Vejam: Isto porque a “verdade” sempre foi objeto de análises ensejadoras de diversos entendimentos, tanto na Filosofia, na Psicologia, e em outros conhecidos ramos do saber humano. Nunca li nada a respeito, mas entendo que todas as nossas manifestações individuais de convencimentos das nossas “verdades”, são projeções preciosas para as nossas buscas de “autoconhecimento”. Basta perguntar para si mesmo: Por que pensei assim? Por que estou perguntando isso? Certo é que as nossas antigas “verdades” não são para sempre, porque podem perder sentido em nossas futuras vivências de novas realidades. As nossas sensações ou sentimentos de “verdade” [seja como você preferir falar], são uma espécie de “modelação conceitual de reconhecimentos nossos” sobre o que, para nós, aparentemente, é “certo”, “aceitável”, e “convincente”. Também entendo que são resultados das nossas preferências de comprovações interiores de significados, em todos os sentidos do nosso viver. Tudo isso, para mim, também são fontes de “autoconhecimento”.

Propositalmente deixei para esta parte final, estes esclarecimentos conclusivos dos doutores em Filosofia pela UNICAMP, Rafael R. Testa e João Antonio de Moraes:

– “Ao investigar diferentes teorias da verdade, mais que uma simples reflexão sobre a natureza da verdade, buscamos também compreender como os vieses algorítmicos podem distorcer nossa percepção dela. Cada abordagem teórica oferece uma lente única através da qual podemos analisar e avaliar criticamente as informações que nos chegam. Nesse processo de escrutínio, consideramos várias perguntas essenciais: Determinada afirmação reflete os fatos de forma precisa? Existem situações ou evidências que contradizem essa afirmação? Determinado raciocínio é logicamente bem construído? Quais são os argumentos que apoiam determinada afirmação? Eles são robustos e bem fundamentados?” As afirmações que sustentam determinada afirmação podem ser testadas e replicadas por outras pessoas?

Nas duas notas da bem fundamentada abordagem, eles ensinam o que na atualidade considero ser muito importante. Vejam:

1. Um algoritmo, no contexto das redes sociais, refere-se a um conjunto de regras e procedimentos computacionais utilizados pelas plataformas para organizar, priorizar e entregar conteúdo aos usuários. Esses algoritmos analisam uma vasta gama de dados, como interações, preferências e comportamentos dos usuários. Dessa forma, os algoritmos determinam quais publicações aparecem no ‘feed’, em que ordem e com que frequência, sendo projetados para maximizar o engajamento e mostrar conteúdo que tem mais chances de captar a atenção de cada usuário – como tópicos em tendência, postagens de conexões próximas ou itens semelhantes com os quais o usuário interagiu anteriormente. Como resultado, os algoritmos das redes sociais influenciam significativamente quais informações são destacadas e como os usuários percebem os ambientes on-line, moldando o discurso público e as relações pessoais na era informacional.

2. As tecnologias digitais de comunicação referem-se ao conjunto de ferramentas, plataformas e sistemas, conectados à internet, que permitem a troca de informações e a interações entre pessoas no ambiente virtual. No presente texto, focamo-nos nas redes sociais, por exemplo, Facebook, Instagram, TikTok, entre outras.

Complemento: As “verdades computacionais” merecem a nossa atenção [muita atenção] porque, subjetivamente, podem nos convencer e nos levar à “verdades” diferentes das nossas, que foram inicialmente criadas por nós e, portanto, para nós.

Termino, com este “sentir” do filósofo e psicólogo americano William James (1842-1910):

– A forma intuitiva de conhecimento é a apreensão direta de algo e não é mediada por nada, de forma que a verdade, para o conhecimento intuitivo, é uma questão de consciência direta em relação ao fluxo da experiência.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
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(386) Sentindo como devemos entender a “verdade”. (Parte I)

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade.”

São palavras de Sigmund Freud(1856-1939). No mesmo sentido Jung (1875-1961) argumentou: “Erros são no final das contas, fundamentos da verdade.” Também selecionei para iniciar este nosso encontro, esses exemplos de “sentir” e ou de “explicar” as verdades:

Albert Einstein: “Eu penso 99 vezes e não descubro a verdade. Paro de pensar, mergulho em um profundo silêncio, e eis que a verdade me é revelada.” e “Difícil dizer o que é verdade, mas às vezes é fácil identificar a mentira.” , Buda: “A verdade não está lá fora, a verdade está dentro de você.”, Francis Bacon: “As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que seja verdade.”, Clarice Lispector: “O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.” e “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” , Mark Twain: “Se você diz a verdade, não precisa lembrar-se de nada.”, Mario Quintana: “A mentira é uma verdade que não aconteceu.”, Sêneca: “O tempo revela a verdade.”, Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”, Dostoiévski: “Deus não consiste na força, mas na verdade.”, Galileu Galilei: “A verdade é filha do tempo, e não da autoridade.”, Simone de Beauvoir: À minha volta, reprovava-se a mentira, mas fugia-se cuidadosamente da verdade.” , Elvis Presley: “A verdade é como o Sol. Podes esconder durante algum tempo, mas não desaparece.” , Umberto Eco: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.” e Khalil Gibran: “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.”.

Com essa galeria de treze pessoas e totalizando dezesseis manifestações, não consigo escolher a minha preferida. Lembrei que na minha trajetória de vida, muito cedo me ensinaram que existem três verdades: a “minha”, a “do outro”, e a chamada “verdade verdadeira”. Afinal o que é uma “verdade”, se cada um de nós temos a nossa “verdade”, subjetivamente definida e individualizada para nós mesmos, de acordo com a nossa convicção de percepção interior?

Chegamos ao núcleo central da motivação da escolha desse tema, para iniciar esta série de mensagens. Foi esta explicação de Rafael R. Testa e João Antonio de Moraes, ambos doutores em Filosofia pela UNICAMP, sobre “Correspondentismo”, publicada na edição 175 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– O correspondetismo é uma das teorias filosóficas mais antigas e influentes sobre a natureza da verdade. Explicando de forma bastante simplificada, ela postula que uma afirmação é verdadeira se, e somente se, ela corresponde aos fatos ou à realidade. Essa correspondência é tipicamente entendida em termos de uma relação entre palavras ou pensamentos e o mundo externo. Figuras históricas como Aristóteles e mais tarde filósofos modernos como Bertrand Russel e Ludwing Wittgenstein têm sido associadas a essa concepção. Russell (2005), por exemplo, defendeu uma versão do correspondentismo em que a verdade de uma crença depende de sua correspondência com os fatos, que são estruturas independentes da mente.

Espero você no nosso próximo encontro.

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(385) Sentindo a necessidade de aprender com as nossas histórias de vida.

Sob a história, a memoria e o esquecimento.
Sob a memória e o esquecimento, a vida.
Mas escrever a vida é outra história.
Inacabamento

São palavras do filósofo e pensador francês Paul Ricoeur (1913-2005), na sua impecável conferência proferida em Budapeste, com o título “Memory, history, oblivion”. Uma bela síntese relacionando a história à nossa memória e esquecimento; bem como a memória e o esquecimento à vida; para finalmente concluir que escrever sobre a nossa vida é outra história. Tudo compondo o registro do fluir dos nossos ciclos existências. Chamo isso de uma “Poética inspiração divina”.

Pergunto:

O QUE VOCÊ CONTARIA SOBRE AS NOSSAS HISTÓRIAS DE VIDA?

Essa pergunta é uma prática de “autoconhecimento” porque, na contemplação de tudo e de como subjetivamente sentimos as nossas vivências e inteirações existenciais, também conhecemos nós mesmos. Selecionei estes exemplos para você:

Mahatma Gandhi: “Nos momentos de dificuldade de minha vida, lembrei-me que na história da humanidade o amor e a verdade sempre venceram.”, Augusto Cury: “Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida.”, Paulo Coelho: “Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.”, Jacques Bossuet: “A história é o grande espelho da vida; instrui com a experiência e corrige com o exemplo.”, Sartre: “Um homem é sempre um contador de histórias. Ele vê tudo que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida, como se estivesse contando uma história.”, Friedrich Engels: “O fator em última análise determinante da história é a produção e a reprodução da vida imediata.”, Albert Camus: “Se, apesar de tudo, os homens não conseguem fazer com que a história tenha significado, eles podem sempre agir de uma maneira que faça suas vidas terem um.”, Oscar Wilde: “As sensações são os detalhes que constroem a história da nossa vida.”, Terry Pratchett: “Se você não transformar sua vida em uma história, você vai acabar se tornando parte da história de alguém.”

Termino com este “sentir” da doutora em filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, no seu artigo “Em busca de desculpa”, onde encontrei a citação de Paul Ricoeur, publicado na edição 175 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– No exercício da vida, somos responsáveis por nossos posicionamentos e nossas ações e, como resultado, pelas consequências deles, tanto para nós como para todos os outros envolvidos, ainda que não os conheçamos nominalmente ou que não façamos ideia do alcance de nossas atitudes.

Complemento: É assim que também escrevemos as nossas histórias de vida.

Espero você nosso próximo encontro.

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(384) Sentindo os nossos relacionamentos subjetivos com a passagem ilusória do tempo em nossas vidas.

A reciprocidade é o sinal de um bom relacionamento, e parece ser inevitável, porém, muitas vezes acontece que a virtude da reciprocidade, em vez de produzir benefícios, estaciona nas hostilidades.

Em sua quinquagésima quinta participação nesta caminhada para o “autoconhecimento”, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das suas previsões do seu horóscopo divulgado nesta data. Sua escolha para iniciar este nosso encontro foi proposital. Teve por finalidade mostrar para você que, muitos de nós, sempre que nos deparamos com a palavra “relacionamento” somos tendentes a achar que se trata de um “relacionamento” de natureza interpessoal. Isto porque o ser humano, evidentemente com exceções, sente uma natural necessidade de convivência mútua, e não de se isolar. Aconteceu comigo lendo essa previsão astrológica de Quiroga quando, para minha surpresa, veio-me à mente esta pergunta: Como é o nosso subjetivo relacionamento com a passagem ilusória do tempo em nossas vidas? Sugiro pensarmos a respeito porque, muitas vezes dizemos para nós mesmos: – “Hoje o meu dia não foi bom.”, “Hoje deu tudo errado.”

Com esta introdução, pergunto para você:

– COMO DEVEMOS ENTENDER UMA MÚTUA, SUBJETIVA E ABSTRATA RELAÇÃO DE “RELACIONAMENTO” COM O NOSSO “TEMPO EXISTENCIAL”, NESTA DIMENSÃO DE VIDA?

Nesta nossa jornada para o “autoconhecimento” repetidas vezes tenho afirmado que o tempo não existe, mas considero ser uma necessária condicionante em todos os sentidos do nosso viver. Vejam mais este “sentir” de Quiroga [digo “sentir”, porque todas as suas previsões não são elaboradas apenas pelos seus estudos de astrologia mas, também, pelos significados subjetivos das suas percepções].

– “A dimensão dos sonhos e da imaginação é infinita, e parece muito próxima da realidade concreta, e talvez o esteja, mas entre o sonho e a concretização há toda uma disciplina a ser aplicada cotidianamente para acontecer.”

Complemento com esta introdução do seu horóscopo do dia 04 de dezembro de 2023, já citada para enriquecer a mensagem 365:

Futuro e Passado
O futuro é tão real e determinante quanto o passado, mas nos relacionamos com o futuro da mesma forma com que nos relacionamos com nossa própria alma, pressentimos sua realidade, mas não nos convencemos totalmente de que essa experiência seja tão real quanto a do passado, sobre o qual temos as provas que a memória oferece.

No entanto, até a memória pode ser ressignificada, afinal, é para isso que as terapias psicológicas existem, e comprovam ser possível modificar nossa relação com o passado, o que, na prática, resulta em que o passado não é mais consistente do que o futuro, o qual, por sua vez, se nos apresenta antes de acontecer, como pressentimento, nas vezes em que começamos a pensar em alguém que é improvável encontrar, mas no decorrer do dia ou em pouco tempo, o encontro acontece.

Resumindo: Em nossos “relacionamentos” com a passagem do tempo em nossas vidas, a subjetiva “reciprocidade” que subjetivamente recebemos se manifesta em nós com as sensações interiores de sentir-se bem e, sempre que possível, com a valoração de cada instante de nossas vidas.

Espero você no nosso próximo encontro.

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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(383) Sentindo o que podemos aprender com os “mistérios da vida”.

Uma vez que a alma percebe o que percebe não pode mais fingir que tudo continua igual que sempre. As percepções servem para você ter visões cada vez mais amplas e inclusivas da realidade, e se adaptar a essas.

Seria interessante para você se houvesse um pouco mais de confiança nos mistérios da vida, porque nem sempre há razões evidentes para tudo que acontece, mas, ao mesmo tempo, parece, sim, haver um plano em andamento.

Em sua quinquagésima quarta participação nesta caminhada para o “autoconhecimento”, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em duas previsões do seu horóscopo divulgado nesta data, que são merecedoras da nossa atenção e, preferencialmente, por meio de uma análise conjunta.

Vejam que na primeira, Quiroga se refere à percepção da nossa “alma”, diferenciando-a das nossas percepções “conscientes” e “inconscientes”. Certamente porque as imagens elaboradas pelas “percepções da alma” são, em suas essências, de naturezas transcendentes e espiritual. As de naturezas “conscientes” e “inconscientes”, mostram-nos para nós mesmos, imagens sensoriais das nossas vivências de realidades nesta dimensão de vida.

Na segunda previsão astrológica, Quiroga pede a nossa confiança para a subjetividade dos chamados “mistérios da vida” que não são por nós explicados mas, como entendo, podem nós oferecer não “percepções sensoriais”, mas significados para a nossa aceitação da possibilidade da existência de um “plano em andamento” [complemento: porque todos nós somos seres de origens transcendentes como uma missão existencial nesta dimensão de vida, de “aprendizados”, de “melhorias”, de “evolução em todos os sentidos”…]. Todas as nossas experiências, sejam de que natureza forem, são necessárias para o nosso crescimento, inclusive as indesejadas por nós porque nos mostram significados de estados subjetivos de diversidades que precisamos conhecer para não serem repetidas.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(382) Sentindo a importância do nosso “sentir” e “pensar”.

Nem tudo que existe pode ser explicado, porque a racionalidade humana não compreende o funcionamento que está além de seu domínio. Há momentos em que a alma só deve se dedicar a apreciar e contemplar o que acontece.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, na sua quinquagésima terceira participação nesta jornada para o “autoconhecimento”. Foram reproduzidas do seu horóscopo divulgado hoje. Que belo tema para nos ajudar a pensar mais sobre a percepção subjetiva de muitas das nossas imagens de contemplação. Agora vejam que interessante enfoque da introdução do seu horóscopo divulgado ontem, dia 14 de junho:

Intelecto e sensibilidade
Sentimos mais do que somos capazes de processar intelectualmente, essa é uma verdade inegável de nossa humanidade, mas isso não significa que devamos nos acomodar na experiência de sentir, como se a sensibilidade pudesse resolver para nós o enigma da vida, porque essa é uma função do intelecto, o qual não se circunscreve à lógica analítica, sendo essa apenas um de seus instrumentos, e não o mais importante.

O intelecto é também uma forma de sentir, assim como a sensibilidade também é uma forma de pensar, mas, como tudo no Universo, há hierarquias que se definem pela amplitude de suas capacidades e, definitivamente, o intelecto tem muita mais amplitude do que a sensibilidade, mas também tem suas armadilhas, como a vaidade que acomete às pessoas que usam muito o intelecto e perdem o contato com a sensibilidade.

Lembrei de Freud, ao desenvolver o seu método de hipnose para conhecer a reprimida realidade interior dos seus pacientes [frustações, medos, angustias e muitas outras manifestações].

Sempre ressalvando não ser da minha área de formação acadêmica, entendo que em todos os acompanhamentos psicológicos e psicanalíticos existe uma convergência de mão dupla, que une o nosso “PENSAR” ao “SENTIR”. Na introdução acima Quiroga se refere ao “INTELECTO” e à “SENSIBILIDADE”. Isto porque todos nós podemos “pensar” sobre o que “sentimos” e, com mais atenção consciente, “sentir” sobre o que estamos pensando.

Gosto desta explicação do professor de Filosofia, Renato Rocha Mendes, sobre a “Repetição” [parte inevitável da nossa existência}, publicada em 2016 na edição 105 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, com o título “Eu repito tu repetes nós repetimos”:

– A linguagem no processo de análise é fundamental para o analisando se tornar uma espécie de historiador de si próprio ao longo do tratamento. Essa procura, esse exercício que se repete nas sessões de terapia, promove a transferência, um fenômeno que acontece entre o analisando e o analista, no qual ocorre a repetição de modelos infantis e figuras referenciais do passado, criando espaço para que afetividades, sentimentos e desejos aflorem e sejam vivenciados e sentidos pelo analisando. A forma como o analista irá manipular essa transferência poderá aproximar o paciente de um entendimento sobre as suas questões e conflitos. Essa etapa marca a primeira virada da análise, porque, ao se ouvir, o paciente passa a deduzir sua implicação nos relatos.

Em seguida Renato cita este entendimento da psicanalista francesa, Dominique Fingermann:

– Eu sempre falo que o trabalho analítico é como o trabalho de uma mulher rendeira. Ela vai bordar em torno dos furos e isso não quer dizer que vai cerzir os furos. Na medida em que você produz, vão se identificando, se localizando os furos em torno do qual o analisando borda. Em certa medida, é isso que se consegue deduzir no final de uma análise, são esses furos, que é aquilo que não se liga, que não tem sentido, o que não tem uma significação.

Se você gosto deste nosso encontro, “pense mais sobre o que está sentindo, e também, com muita atenção sinta os seus pensamentos. Isso é sabedoria em, nossas buscas de “autoconhecimento”.

Espero você no nosso próximo encontro.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e expressa autorização, com indicação dos créditos e links, para os efeitos da Lei 9.610/98 que regulamenta os direitos de autor e conexos.
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(381) Sentindo o que acontece em nossas tomadas de decisões. (Parte Final da 380)

Todas as nossas ações, tudo que deveríamos ou não fazer, mostram significados subjetivos da nossa realidade interior. São fontes de buscas de “autoconhecimento”. As nossas decisões, sejam de que natureza forem, revestem-se de importância porque, como entendo, muitas delas podem até nos surpreender.

Terminei a mensagem anterior com este entendimento do neurocientista argentino, Mariano Sigman, autor do livro A vida secreta da mente, publicado pela Editora Objetiva:

– Quando tomamos uma decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele.

Para a jornalista Renata Vomero, a psicologia dá conta de responder de que maneira nós nos inclinamos, sob o controle do nosso inconsciente, a tomar alguns tipos específicos de decisões dentro desse processo. A respeito ela se reporta à esta explicação da psicóloga Clarice Pimentel Paulon>:

– Em alguns momentos, escolhemos pela via do prazer, independentemente das consequências. É o que chamamos de atitudes impulsivas: optamos por sair em vez de estudar, ou por ficar mais um pouco, sabendo que temos um longo dia pela frente. São momentos em que não medimos muito as consequências. Outras vezes decidimos a partir da fuga do desprazer: não necessariamente teremos prazer nas escolhas, mas pensamos que escolhemos ‘dos males o menor’.

Complementa Renata Vomero:

Evidentemente, as emoções, então, passam a ter um papel central no processo decisório, apesar de em várias ocasiões serem desconsideradas ou consideradas menores em contraponto a um raciocínio lógico e totalmente racional. Nesse sentido esclarece o neurocientista André Frazão Helene, sobre essas emoções:

– Elas têm papel importante em pelo menos duas frentes. Por um lado, os estados emocionais definirão o estado fisiológico no momento da tomada de decisão. Isso irá alterar a forma como o sistema responderá. Estados emocionais positivos podem auxiliar na retenção de informações em comparação aos estados neutros. Assim como negativos são muito eficientes também no favorecimento da retenção de novas memórias.

Por sua vez esclarece o professor de filosofia da USP, Roberto Bolzani Filho:

– As deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais.

Renata Vomero termina o seu bem fundamentado artigo com estas considerações embasadas nos ensinamentos da psicóloga Clarice Pimentel Paulon: É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. Ensina Clarice Paulon – “A tomada de decisão faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os processos decisórios nos indicam quanto podemos ser diferentes em cada situação.

Para você pensar em suas tomadas de decisões, termino com este “sentir” do estrategista, escritor, e palestrante estadunidense, Antony Robbins:

SAIBA QUE SÃO SUAS DECISÕES, E NÃO SUAS CONDIÇÕES, QUE DETERMINAM SEU DESTINO.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total, por qualquer forma, meio ou processo eletrônico dependerá de prévia e
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2. O artigo da jornalista científica Daniela Ovadia foi publicado na primeira edição da Revista Mente Cérebro, sobre Grandes Temas, da Editora Duetto, dedicado ao tema “FÉ O lugar da divindade no cérebro”.
3. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

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