(380) Sentindo o que acontece em nossas tomadas de decisões. (Parte I)

Como nossas escolhas são realizadas e de que maneira elas nos fazem ser quem realmente somos?

Essa pergunta foi feita pela jornalista Renata Vomero, Editora-chefe do Portal Exibidor, especializado no mercado cinematográfico, na sua bem fundamentada abordagem sobre como o nosso “consciente” e “inconsciente” se comportam em nossas decisões. Foi publicada em dezembro de 2017, na edição 119 da Revista Cultura, da antiga Livraria Cultura. Achei interessante porque, muitas das nossas escolhas, também são decisões que tomamos para nós mesmos e que podem contribuir para o que ainda desejamos ser.

No artigo acima citado, Renata começa narrando a rotina diária de Ana [nome fictício], que todos os dias acorda às 7 horas da manhã, pega o metrô para ir para o trabalho, chegando liga o computador, ler as notícias e se desespera com a violência na cidade. Assustada, considera a possibilidade de mudar para um lugar mais tranquilo. Envia e responde alguns e-mails. Na hora do almoço vai a um restaurante e usa o seu vale-refeição. Tem reunião à tarde, e se prepara alguns minutos antes. A reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Depois volta a responder alguns e-mails e foca na grande apresentação que terá de fazer na próxima semana. No final do dia, com o trânsito mais tranquilo, pede um Uber e volta para casa.

Em seguida, pergunta se nos identificamos com essa rotina de Ana, e responde que provavelmente sim porque, constantemente sentimos a necessidade de “tomarmos decisões”. Fundamenta esse seu entendimento com esta explicação do psiquiatra e filósofo italiano, Mauro Maldonato, autor do livro “Na hora da decisão”, lançado no Brasil pela Edições Sesc: “Cada vez, cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica, intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse acontecimento.”. Renata complementa de modo conclusivo: Mas muitas dessas decisões do nosso cotidiano acontecem no âmbito de nosso inconsciente. Ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos tomar decisões, o que acarretaria um fluxo insano de informações à mente. Justifica esse seu entendimento, com esta observação do neurocientista argentino Mariano Sigman, autor do livro A vida secreta da mente, publicação da Editora Objetiva:

– Quando tomamos uma decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele.

Vejam que as nossas decisões também são fontes de “autoconhecimento”. Espero você na próxima mensagem, com a continuação destas considerações.

Notas:
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2.Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(379) Sentindo um pouco da escondida e machucada sensibilidade da alma da cantora Janis Joplin.

Há seres atemporais que conseguem universalizar o paradoxo de querer viver e morrer ao mesmo tempo.

São palavras da atriz, intérprete, escritora, tradutora, cineasta e cientista social brasileira, Tuna Dwek, que em 2016 foram publicadas na edição 105 da Revista da Cultura, da antiga Livraria Cultura, com o título “Por trás do Mito”. Selecionei para iniciar este nosso encontro, por ser um exemplo da necessidade de se conhecer os danos causados à realidade interior da saudosa cantora e compositora norte-americana, Janis Joplin, com a prática de bullying. Vou reproduzir apenas esta parte inicial:

– Há seres atemporais que conseguem universalizar o paradoxo de querer viver e morrer ao mesmo tempo. Há dores intransponíveis que encontram sua voz na arte, seja na música, seja no teatro, na dança, no cinema ou nas artes visuais e, dessa forma, libertam o artista de suas amarras internas. Assim foi com a saudosa Janis Joplin, a voz de uma geração libertária, no conservador estado americano do Texa. Vítima de constantes chacotas e humilhações de colegas de escola e supostos amigos, Janis não tinha consciência de sua beleza e, não raro, sucumbia aos cruéis comentários de quem a chamava de feia ou de “o homem mais feio da escola”. Suas composições eram a biografia de sua solidão, de sua timidez de adolescente, como também de sua profunda capacidade de amar e de sua atitude destemida frente às paixões que alimentavam sua vida. Surpreendia-se com sua capacidade de cantar, expunha suas fragilidades sem pudor e não raro pagava um preço que lhe dilacerava o coração.

Como entendo, esse triste “estado de alma” também pode ser alcançado, e até mesmo agravado, pela falta de percepção subjetiva da nossa “realidade interior” através de um acompanhamento psicológico e, também, pela falta de práticas individuais de “autoconhecimento”.

Pensem nisso.

Notas:
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(378) Sentindo exemplos de Sensibilidades da Alma.

Esta é a galeria das pessoas que receberam a missão existencial de nos envolver com a sua sabedoria e sensibilidade da alma:
Andrea Bocelli, Tenor (mensagem 059)
Anna Muylaert, Cineasta (mensagem 123)
Antonio Cicero, Escritor, Imortal da Academia Brasileira de Letras (mensagem 175)
Betty Lago, Atriz (mensagens 043 e 062)
Bibi Fereira, Atriz e Cantora (mensagem 114)
Carminho, Cantora de Fado (mensagem 036)
Charles Einsenstein, Escritor americano (mensagem 157)
Clarice Lispector, Escritora (mensagens 190 e 275)
Clarice Niskier, Atriz (mensagem 025)
Denise Fraga, Atriz (mensagem 054)
Domingos Oliveira, Ator e Cineasta (mensagem 024)
Edgar Morin, Sociólogo e Filósofo francês (mensagem 295)
Fernando Brant, Compositor (mensagem 051)
Ferreira Gullar, Poeta (mensagem 132)
Frida Kahlo, Pintora mexicana (mensagem 247)
Geraldine Chaplin, Atriz americana (mensagem 012)
Hermann Hesse, Escritor alemão (mensagem 201)
João Anzanello Carrascoza, Escritor (mensagem 185)
João Carlos Martins,Pianista e Maestro (mensagem 075)
Leonard Cohen, Escritor, Poeta e Cantor (mensagem 129)
Lya Luft, Escritora (mensagens 063, 085 e 346)
Louise Hay, Escritora (mensagem 124)
Maria Paula, Atriz, escritora e Psicóloga (mensagens 031 e 094)
Marjorie Estiano, Atriz, Cantora e Compositora (mensagem 026)
Mark Nepo, Poeta e Filósofo (mensagem 119)
Matheus Nachtergaele, Ator (mensagem 161)
Miguel Nicolelis, Médico e Neurocientista brasileiro (mensagem 091)
Morena Nascimento, Dançarina (mensagem 081)
Simone de Beauvoir, Escritora, Filósofa e ativista (mensagem 128)

Nota:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(377) Sentindo o espelhar da nossa subjetividade.

“Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade.”

São palavras de Fernando Pessoa (1888-1935), do heterônimo Bernardo Soares, no Livro Desassossego. Realmente todos nós somos seres únicos com a nossa individualidade bem definida, principalmente para nós mesmos. Mas devemos reconhecer que existem pessoas que se harmonizam com o nosso [para elas] “aparente” modo de ser. Outras, com o nosso subjetivo modo de vivenciar as nossas realidades de interações existenciais. Vejam que usei a palavra “aparente” para diferenciar do como somos para muitos e [repito] como sentimos ser para nós mesmos. São essas semelhanças que explicam as nossas vinculações de “afinidades”.

Para a psicologia e para a filosofia, a subjetividade humana se refere à essência interior de cada indivíduo, ao seu mundo interno que se manifesta para o outro pelos nosso sentimentos, desejos, modo de agir, de pensar…

Termino este nosso encontro com este “sentir” de Federico Fellini (1920-1993), diretor e roteirista do cinema italiano:

– “A ÚNICA OBJETIVIDADE QUE EU CONHEÇO É A SUBJETIVIDADE

Foi esse “sentir” de “Fellini que me convenceu ser a percepção interior da nossa “subjetividade”, a maior de todas as conhecidas fontes de buscas de “autoconhecimento”.

Pensem nisso.

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(376) Sentindo o poder dos sentimentos nobres.

“A vida é só uma sequência de momentos. Se encadearmos essas sequências, a vida muda.”

São palavras do americano Richard J. Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva, em entrevista publicada originalmente no site do jornal espanhol La Vanguardia, em 27/03/2017, traduzida para o nosso idioma por Tibet House Brasil com o título “Sentimentos Nobres Curam Genes Doentes”. Dela destaco para este nosso encontro:

Palavras iniciais de Richard:
Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso por ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas.

Em duas horas!
Hoje, podemos medir com precisão. Levamos meditadores ao laboratório e, antes e depois da meditação, tiramos uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes.

E a expressão dos genes muda?
Sim. E vemos como as zonas com inflamação ou tendência à inflamação tinham uma abrupta redução disso. Foram descobertas muito úteis para tratar a depressão. Contudo, em 1992, conheci o Dalai Lama e minha vida mudou. “Admiro seu trabalho – ele me disse -, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”

O que você descobriu?
Que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão. A empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. A compaixão é um estado superior. É ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento.

E o que isso tem a ver com o cérebro?
Os circuitos neurológicos que levam à empatia ou à compaixão são diferentes.

E a ternura?
Forma uma parte do circuito da compaixão. Uma das coisas mais importantes que descobri sobre a gentileza e a ternura é que se pode treiná-las em qualquer idade. Os estudos nos dizem que estimular a ternura em crianças e adolescentes melhora os resultados acadêmicos, o bem-estar emocional e a saúde deles.

E como se treina isso?
Primeiro, levando a mente deles até uma pessoa próxima, que eles amam. Depois, pedimos que revivam um momento em que essa pessoa estava sofrendo e que cultivem o desejo de livrar essa pessoa do sofrimento. Logo, ampliamos o foco para as pessoas não tão importantes e, por fim, para aquelas que os irritam. Estes exercícios reduzem substancialmente o bullying nas escolas.

Da meditação à ação há uma distância.
Uma das coisas mais interessantes que tenho visto nos circuitos neurais da compaixão é que a área motora do cérebro é ativada: a compaixão capacita a pessoa a agir para aliviar o sofrimento do outro.

É preciso estar aberto e exposto.
Sim. E por último, ter um propósito na vida, que é algo que está intrinsecamente relacionado ao bem-estar. Tenho visto que a base para um cérebro saudável é a bondade. Treinamos a bondade em um ambiente científico, algo que nunca tinha acontecido antes.

E como convencê-los?
Por meio de provas científicas. Tenho mostrado a eles, por exemplo, o resultado de uma pesquisa que temos realizado em diversas culturas diferentes: se interagirmos com um bebê de seis meses usando fantoches, sendo que um deles se comporta de forma egoística e o outro de forma amável e generosa, 99% dos bebes preferem o boneco que coopera.

Cooperação e amabilidade são inatas.

Sim, mas são frágeis. Se não são cultivadas, se perdem. Por isso, eu, que viajo muitíssimo (o que é uma fonte de estresse), aproveito os aeroportos para enviar mentalmente bons desejos para todos com quem cruzo no caminho, e isso muda a qualidade da experiência. O cérebro do outro percebe isso.

Hoje, a “mindfulness” (“atenção plena”) tornou-se um negócio.

Cultivar a gentileza é muito mais efetivo do que se centrar em si mesmo. São circuitos cerebrais distintos. A meditação em si não interessa para mim. O que me importa é como acessar os circuitos neurais para mudar o seu dia a dia, e sabemos como fazer isso.

Pensem nisso.

Notas:
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(375) Sentindo que o meu “certo”, poderá ser para você o seu “errado” (vice-versa).

“Os reconhecimentos perceptivos do que é “certo” ou “errado”, em nós também espelham significados subjetivos das nossas realidades inconscientes.”

São minhas palavras, que me foram intuídas logo após ter lido esta introdução do astrólogo Oscar Quiroga, no seu horóscopo divulgado no dia 26 deste mês de maio:

Certo e errado
Como fazer o certo se andamos discordando sobre o que seja certo ou errado? Toda criança compreende rapidamente ao longo de seu desenvolvimento a diferença entre o certo e o errado, e as consequências de cada uma das opções, e pela rapidez da assimilação até parece que nascemos com essa distinção implícita em nossas naturezas.
Demora mais, porém, e sem garantia de acontecer, para aprendermos os valores da razão e da proporção, virtudes que, em conjunto prático, nos orientam a respeito do que seja certo ou errado em dimensões além de nossas necessidades e desejos particulares, porque apesar de algumas coisas serem certas para nós individualmente, se vistas de pontos de vista mais amplos e inclusivos se tornam promotoras de males que, em última instância, afetariam negativamente também a nós em particular.

Quiroga começa a introdução do seu horóscopo com uma pergunta que nunca tinha feito para mim mesmo – “Como fazer o certo se andamos discordando sobre o que seja certo ou errado?” Talvez seja porque muito cedo me ensinaram não existir o “certo” e nem o “errado”. Com o passar do tempo aprendi que o meu “certo”, pode ser para você “errado”.

Na realidade existem outros “certo” e “errado”, além do meu e do seu. Refiro-me aos definidos pelas normas de costumes prevalecentes em nossos diversos grupos de convivências e de interações existenciais. Para o direito consuetudinário, emergem do conjunto de costumes e práticas de uma determinada comunidade, que são aceitos como se fossem leis.
A parte final da introdução de Quiroga pertence à percepção subjetiva de cada um de nós; concordo que somos ensinados e educados para entender, conhecer e, principalmente, para praticar o que é “certo” [não, para o que seja “errado”]. Mas cada um de nós somos “seres únicos”, com suas pluralidades de preferências de condutas definidas por nós mesmos. Por esta razão, em uma sociedade juridicamente organizada caberá ao legislador e, também, às autoridades competentes definir o que é “certo” ou “errado” e, assim, harmonizar o interesse de todos.

Vejam o que já disseram sobre o “certo” e o “errado”: Paulo Freire, com a sua autoridade de educador: “Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo.”; Renato Russo: “Quando tudo nos parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam acontecido se tudo tivesse dado cero.” Lao Tsé: “Se estiveres no caminho certo, avança; se estiveres no errado, recua.”; Daniel O’Connell: “Nada pode ser politicamente certo se for moralmente errado.”; Frase Islâmica: “Adquire conhecimento: ele habilita o seu possuidor a discernir o certo do errado.”; José Saramago: “O certo e o errado são apenas modos diferentes de entender nossa relação com os outros”.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

(374) Sentindo a transcendência dos nossos sentimentos de religiosidade e de espiritualidade.

“Os sentimentos de “religiosidade” e de “espiritualidade” são fontes interiores de “elevação”, de “transcendência”. Estão latentes em nós, para serem despertos em nós. Eles ensejam a descoberta interior de um estado de sintonia com o despertar da nossa “Sensibilidade da Alma”. É assim que todos nós temos condições de experienciar a essência de plenitude desses sentimentos.”

São palavras selecionadas da mensagem 126, a mais acessada nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”, que recomendo a sua leitura. Vejam que nela faço referência a dois “sentimentos” nossos, como fontes de transcendência existencial nesta dimensão de vida.
São sentimentos que sempre precisam ser modelados pela percepção interior da nossa “Sensibilidade da Alma”. Assim entendo, inclusive porque também envolvem plenitude de responsabilidade no modo como são usados em nossas linguagens de comunicação. Isto porque existem muitas das manifestações do nosso “sentir” que são de “Inspirações Divina”. Somos, portanto, seres humanos de “origem transcendente”.

Complemento com estas considerações da jornalista científica Daniela Ovadia, que desenvolve pesquisas no Laboratório de Neuropsicologia do Hospital de Niguarda, em Milão, na Itália, no seu artigo “Em busca do gene divino (numerei):

1. “Deus colocou a Eternidade no coração dos homens”, diz a Bíblia. Muitos neurocientistas concordam: Estão convencidos de que a origem da espiritualidade está na genética ou na anatomia.
2. Pesquisadores como Beauregard, que tentam descobrir as bases neurais dos sentimentos religiosos, têm sido chamados de neuroteólogos. O mais conhecido deles, pioneiro dessa área de investigação, é o neurologista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro de Pesquisas Cerebrais e Cognitivas da Universidade da Califórnia em San Diego. Em 1997, Ramachandran anunciou ter identificado no lobo temporal o centro cerebral da experiência mística. (…) A ideia da existência de um módulo divino agradou particularmente aos biólogos evolucionistas, que indagavam há muito tempo por que a fé em divindade ou em entidade sobrenatural é um fenômeno tão difundido na história. Para eles, a resposta estaria naqueles poucos centímetros de matéria cerebral selecionados pelo impulso evolutivo para favorecer a cooperação entre os indivíduos e a instauração de uma ordem moral e social.
3. Esclarece Ramachandran: “A minha descoberta tem nada a ver com a demonstração da existência ou não da divindade ou com a ideia de que a fé é necessária à sobrevivência da espécie humana”. Tentei somente entender se a experiência religiosa de fato se origina do cérebro e onde isso ocorre exatamente. O chamado módulo de Deus não é antena de recepção para as mensagens do além.

Por sua vez, pesquisas sobre as bases neurológicas da experiência mística como os estudos sobre a genética das religiões interessam principalmente aos seguidores das religiões orientais, em particular do hinduísmo e do budismo, porque combinam com suas concepções filosóficas.

Termino este nosso encontro, com esta pergunta para você pensar:

POR QUE A MENSAGEM 126 TEM SIDO A MAIS ACESSADA, NESTA NOSSA JORNADA PARA O “AUTOCONHECIMENTO”?

Espero você no nosso próximo encontro.

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2. O artigo da jornalista científica Daniela Ovadia foi publicado na primeira edição da Revista Mente Cérebro, sobre Grandes Temas, da Editora Duetto, dedicado ao tema “FÉ O lugar da divindade no cérebro”.
3. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande a sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br .

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(373) Sentindo que podemos criar o céu de nossas vidas.

Qual a distância daqui ao céu?
Não é distante, meu amigo:
Um único passo para o interior,
Porá fim a todas as tuas jornadas.

São palavras de Johann Scheffler (1624-1677), também conhecido por Angelus Silesius. Nesta caminhada para o “autoconhecimento”, como agora neste exemplo de contemplação celestial, gosto de “sentir” a percepção subjetiva desses pensadores da antiguidade. O céu é [e para sempre será] fonte inspiradora de sentimentos poéticos. Vejam estes exemplos que selecionei para você:

Abraham Lincoln: “Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador.”; Michelangelo: “O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”; Victor Hugo: “Deus é a plenitude do céu, o amor é a plenitude do homem.”; Salvador Dalí: “O céu não está em cima, ou embaixo ou à direita ou à esquerda; está no centro do peito do homem que tem fé.”; Anne Frank: “Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.”; Cecília Meireles: “Penso que sendo o céu redondo, um dia nos encontraremos…”; Francisco de Assis: “O céu é que sustenta a Terra.”; Charles Spurgeon: “Uma pequena fé levará tua alma ao céu; uma grande fé trará o céu para sua alma.”; Clarice Lispector: “Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.”; Antoine de Saint-Exupéry: “Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante numa estrela, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.”; Mário Quintana: “Há ilusões perdidas mas tão lindas que a gente as vê partir como esses balõezinhos de cor que nos escapam das mãos e desaparecem no céu.”; Charles Chaplin: “Porque o meu coração é tão iluminado? Porque as estrelas estão tão brilhantes? Porque o céu é tão azul Desde a hora que eu conheci você?”; Charles Baudelaire: “A música perfura o céu.”; e Amy Winehouse: “Eu estou louca ou eu realmente vi o céu em seus olhos?.”

Estou convencido de que as coisas não mudam com a passagem ilusória do tempo. Somos nós que mudamos por dimensões infinitas do nosso existir de necessidades materiais e, também, de evolução espiritual. O que me motivou escrever esta mensagem foi a resposta de Angelus Silesius ao ser perguntado sobre a distância para se chegar ao céu. Ele respondeu – Um único passo para o interior [para o nosso interior]. Isso é manifestação de plenitude de sabedoria, porque tudo está dentro de nós, só precisamos acreditar. Não é o destino que determina a nossa jornada de vida, mas as nossas escolhas, repito, o nosso acreditar. Cada um de nós temos o nosso céu para iluminar e guiar nossas vidas! Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

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(372) Sentindo a importância de conhecer o nosso “Eu”.

O Eu Superior é o que temos de eterno, nossa essência e identidade divina, nossa consciência superior. Ele é mais do que nossa alma, que nosso ego, que nossa individualidade. Ele se encontra em outra vibração e dimensão e está em contato contínuo com o mundo espiritual e é através dele que nos ligamos a essa outra dimensão do ser.”

São palavras da psicoterapeuta Eunice Ferrari, que também é astróloga e especialista em meditação. Foram reproduzidas do seu horóscopo divulgado no dia 24/04/2019, no “Portal Terra”. Nele ela esclareceu para seus seguidores: “Assim como possuímos um Eu que nos distingue de outras pessoas através de nossa personalidade, possuímos também uma identidade superior, um “Eu Superior“, que nos identifica espiritualmente. Esse “outro eu”, habita os domínios superiores da espiritualidade.” Talvez seja por isso que a mensagem 126 continua sendo a mais acessada nesta nossa jornada para o “autoconhecimento”.

Agora vejam a introdução do horóscopo de Oscar Quiroga, divulgado nesta data:

QUEM SOU EU?
Teu corpo é um instrumento de ação e expressão, tua mente é um instrumento de percepção e digestão das informações recebidas dos mundos exterior e interior, tuas emoções são veículos que se expressam de acordo com os procedimentos em andamento, portanto, a pergunta que resta é, onde estás tu? Onde fica essa entidade que chama a si mesma de Eu?
Eis a questão que motiva reflexões filosóficas desde sempre, e ainda que não consigamos definir conclusivamente quem somos nós, pelo menos podemos nos aproximar à resposta através de outra pergunta: Quando sou Eu?
É, nem sempre somos nós mesmos, gastamos um bom tempo reproduzindo o que as outras pessoas opinam e tentando nos parecer com aqueles que admiramos, mas somos nós mesmos apenas quando, com plena intenção e vontade, usamos nossos veículos de expressão para nos expressarmos.

No chamado “Mundo Medieval” o filósofo Avicena ((980-1037), seguidor de Aristóteles (384-322a.C), estudando profundamente o nosso “EU”, notabilizou-se ao defender que a “Alma” é distinta do “corpo”. Avicena perguntava: – Mas o que é esse “eu” que sou “eu”?

Pensem nisso.

Espero você no nosso próximo encontro.

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