(581) Sentindo a importância dos nossos “sonhos sonhados”.

Se quiseres conhecer uma pessoa, escuta-lhes os sonhos.”

São palavras do escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, vencedor do prêmio Camões 2013. Foram por mim escolhidas do seu romance, “Mulheres de Cinzas“, o primeiro da trilogia “As Areias do Imperador”, publicação da Editora Companhia Das Letras, que recomendo como leitura obrigatória.

Na condição de seu seguidor, esclareço que esta é a sua décima primeira participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores. As anteriores foram com estas mensagens: 020, 108, 189, 230, 237, 264, 351, 368, 459 e 564 [Conheça, no campo de pesquisas ao lado].

Há muito aprendi que a nossa capacidade avaliar situações não é totalmente objetiva. Foi quando perguntei para mim mesmo: Será que essa nossa capacidade também poderá ser considerada com as lembranças subjetivas de alguns dos nossos sonhos? Ensina o médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, na Edição 102 da Revista PSIQUE, publicação da Editora Escala:

– “Nossas figuras internas, muitas delas desconhecidas, aparecem em nossos sonhos. Elas nos indicam uma direção a seguir, como coparticipantes de nosso destino. Nem sempre as escutamos. Por vezes, não as compreendemos. Outras, achamos que achamos que elas explicam acontecimentos do cotidiano apenas para lembrar que eles existiram. E, frequentemente, queremos categorizá-las. Como se os fenômenos do mundo das trevas interior pudessem ser explicados como o nosso habitual modo de pensar. (…) Nossos sonhos podem ser fantásticos e alucinatórios ou apenas, aparecer como o cotidiano vestido na roupagem dos acontecimentos comuns e sem sentido para a consciência. Outras vezes trazem a vivência do momento, reeditada com a transcrição de experiências passadas, governadas pelos medos, desejos e esperanças.”

Sendo os sonhos “vivências subjetivas” [assim também entendo], gosto desta síntese do neurocientista, António Damásio, que encontrei no seu livro “A estranha ordem das coisas – as origens biológicas dos sentimentos e da cultura”, publicação da Editora Companhia Das Letras:

– A subjetividade, marca registrada da consciência, é a capacidade de sermos os donos das nossas experiências mentais e de dotá-las de uma perspectiva individual. A noção ainda prevalente é que a subjetividade provavelmente não surgiu em nenhum ser além dos refinados humanos.

Termino, com este “sentir” de Walt Disney (1901-1966):

– “Um dia aprendi que sonhos existem para tornar-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo pra descansar. Simplesmente durmo pra sonhar.”

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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