(742)Sentindo sua vida, como sendo uma poesia de Deus.

A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais.”

São palavras do escritor Voltaire, um dos espoentes do iluminismo. Hoje acordei com vontade de escrever uma mensagem sobre “poesia”. Será a primeira desta nossa caminhada. Isto porque a vida da gente nos é dada pela Criação Divina como sendo um esplendor poético que se mostra para todos nós, de acordo com a percepção subjetiva e transcendente da nossa “ALMA”. Tudo nesta vida, para ser por nós alcançado, dependerá principalmente de duas coisas: do nosso “acreditar” e do nosso “merecimento”. Vejam o que já disseram sobre a “poesia”: Carlos Drummond de Andrade – “Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo.” / Mario Quintana, em “A Diferença”: -“A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco… Porque a poesia é uma loucura lúcida” e Manoel de Barros – “Poesia é voar fora da asa.”.

Complemento com esta parte do comentário do filósofo, psicanalista, e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Érico Andrade, sobre o filme “Paterson”, uma comédia dramática dirigida por Jim Jarmisch, com duração de 113 minutos (numerei):

1. É um filme sobre a fusão do cotidiano com a existência. Da pessoa com o mundo da poesia (razaõ pela qual o título do filme coincide com o nome do personagem principal).
2. A poesia é no cotidiano desmentir o tempo que nos condiciona a vagar na contagem das horas para nos livrarmos dele mesmo; à pressa. Retrair, acelerar distender, ficar. São as ações do cotidiano o foco das lentes que encandeiam as cenas de Paterson para nos mostrar que a poesia se impregna da totalidade do existente. A poesia é quando a retina abandona a pretensão de retratar o mundo para o espírito, nas palavras de Merleau-Ponty, que se identifica consigo mesmo por meio daquilo que é o mundo
3. A poesia é quando a retina abandona a pretensão de retratar o mundo para ser espírito, nas palavras de Merleau-Ponty, que se identifica consigo mesmo por meio daquilo que é: mundo.

Érico Antrade, assim termina sobre esse filme:

– “Tudo que o cotidiano nos rouba, como parar sem pressa para contemplar a paisagem do parque ou conversar com uma inesperada companhia, é recuperado por quem “respira” poesia porque a inspira do que nos conecta verdadeiramente ao que está vivo: o amor. Paterson consegue falar das coisas mais simples com a urgência que é necessária.”

Termino este encontro, com esta sugestão para você:

NO FILME DAS NOSSAS VIDAS, VAMOS MOSTRAR O SUBLIME DA POESIA DO NOSSO EXISTIR E DO NOSSO VIVER.

Pensem nisso!

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. As palavras de Érico Antrade, foram por mim reproduzidas da sua coluna sobre cinema, publicada na Edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Rscala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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