Na prática da psicanálise o analista não deve dizer para o paciente o que ele deve fazer, mas pode ajudá-lo encontrar significados para aquilo que ele está vivenciando em sua realidade de vida. Sobre o fluir da passagem ilusória do tempo, gosto deste “sentir” do poeta Mario Quintana (1906-1994), que em vida para todos dizia: – “Quando já se vê, já são seis horas. Quando se vê, já é sexta-feira… Quando se vê, passaram sessenta anos!” Certo é que pela passagem do tempo em nossas vidas, nós precisamos favorecer, recriar para nós mesmos, novas possibilidades de “sensações”. Acredito nisso.
Em 2001, o psicólogo Martin Seligman publicou o livro “Felicidade Autêntica”. Depois, em 2010, o livro “Florescer: uma nova compreensão da felicidade e do bem-estar” para, de acordo com o seu entendimento, sustentar que a felicidade não é um evento em nossas vidas, mas um estado. Foi quando ele acrescentou o termo “bem-estar”, para se referir aos nossos “estados de felicidade”. Pergunto para você:
– Mas como, se for possível, nós conseguimos vivenciar a plenitude desses “estados de felicidades”?
Respondo: Depende apenas de nós mesmos, e praticando silenciosamente nossas “buscas de interiorizações”, de “autoconhecimento”. O que precisamos entender é que a subjetividade dos nossos “estados de felicidades” e de “bem-estar”, são em suas essências estados de “satisfações interiores” que, necessariamente, precisam ser encontrados dentro de nós mesmos, e não dos lados de fora das “janelas da vida” em que nos encontramos. Vejam que interessante: A filosofia oriental ensina que nós precisamos estar despertos para os nossos estados interiores de elevação da nossa “consciência espiritual”, o turiya que, subjetivamente, são por nós entendidos com sentimentos de “serenidade interior”.
Nesta data tão importante e significativa para toda a humanidade, ao acordar veio-me à mente este meu “sentir interior”: – Seu eu fosse escrever um “Dicionário da Vida”, a palavra “PÁSCOA” seria seguida apenas de dois sinônimos iniciados pela letra “R” – “renascer” e “renovar“. Imediatamente lembrei da ressureição de Jesus, e tomei a decisão de escreve esta mensagem para você finalizando com este aconselhamento: – Aproveite esta Páscoa para ainda em vida você “renascer” em todos os sentidos, como exemplo de ser humano.
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.