“Os pássaros não cantam por instinto, aprendem a cantar.”
São palavras do filósofo Immanuel Kant (1724-1804). Ele explicou em Über Paedagogie (1776-1777), tradução de Francisco Cock Fontanella, publicação da Editora UNIMEP, 2006, p.15 [assim resumido com estas minhas palavras]: – Os pássaros não cantam por instinto, eles aprendem a cantar. Tire dos canários a metade dos seus ovos, substituindo-os pelos ovos de pardais. Ou também fazendo o mesmo com dos pardais bem novinhos. Coloque-os em um lugar onde canários e os pardais não possa ouvir os que estão lá fora. Assim teremos canários e pardais cantores.
Trago essa explicação de Kant para enriquecer esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior porque, como entendo, nesta dimensão existencial de vida, ao nascer, todos nós somos seres únicos, com missão de buscas de crescimentos em todos os sentidos mas, sempre, sendo respeitadas as nossas liberdades de escolhas. Resumindo: Somos “seres predestinados”. Essa é a minha “sensação”. Aproveito e pergunto para você:
– COMO DEVEMOS ENTENDER AS “SENSAÇÕES HUMANAS”?
No seu livro “Sentimentos, valores e espiritualidade – um caminho junguiano para o desenvolvimento espiritual”, publicação da Editora VOZES, ensina a médica clínica, homeopata, e analista junguiana, Daniela Benzecry:
– “A função sensação é a função responsável por dizer que algo é, ela “proporciona a percepção de um estímulo físico” (JUNG, OC, vol. 6, § 889) e relaciona-se, segundo Jung, tanto aos estímulos externos, passando pelos órgãos dos sentidos (da visão, do olfato, do tato, do paladar, da audição), quanto aos estímulos internos que vêm do corpo e de seus órgãos. (…) A sensação apenas diz que algo é, que existe, e para isso a reflexão não é necessária. A sensação não define o que é, não denomina a superfície de áspera, nem denomina o barulho assim, nem o odor de perfumado, isso é feito pela função pensamento passando pela reflexão.”
Nesta nossa caminhada de buscas de interiorização, em minhas mensagens sempre predomina o meu “sentir”, manifestado pela minha subjetividade. A respeito, peço a sua atenção para esta explicação da minha filha Jamille Mamed Bomfim Cocentino, no seu livro “O Amor nos Tempos da Velhice – perdas e envelhecimento na obra de Gabriel Garcia Márquez, publicação da Editora Casa do Psicólogo:
– “Não é possível compreender subjetividade em sua plenitude sem levarmos em consideração, ao mesmo tempo, o potencial tanto simbólico como emotivo do homem. A subjetividade envolve, portanto, não apenas aspectos simbólicos e cognitivos, mas também as emocionalidades.”
Pensem nisso e, silenciosamente cante para si mesmos, suas canções de paz, de elevação espiritual, que certamente já lhes foram ensinadas, assim como aconteceu com os pássaros citados por kant.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.