Não se explica apenas com o entendimento objetivo, o que é subjetivo. Em muitas das nossas tentativas predominará apenas o comparativo da nossa noção de objetividade para explicar, em sentido contrário, significados das nossas percepções subjetivas. Com esse jogo de palavras, estou convencido de que em um passado mais distante, os seres humanos se interiorizavam mais em suas buscas do conhecimento de si mesmo.
São minhas palavras, motivadas por esta manifestação do pensador e filósofo chinês Confúcio ao reconhecer que “Saber o que se sabe e saber o que não se sabe, é sabedoria”. Outro exemplo são estas palavras de Sócrates – “O que sei é que nada sei”. O mais interessante é que a “subjetividade humana” varia de pessoa para pessoa. Mas certo é que existem casos excepcionais em que não se pode fazer uso da inteiração existencial apenas por meio da fala. Benjamin H. Ogden, no seu livro “O ouvido do analista e o olho do crítico”, repensando psicanálise e literatura”, escrito em parceria com Benjamin H. Ogden, publicação da Editora Escuta, em entrevista publicada no Brasil, na Edição 188 da Revista Humanitas da Editora Escala, esclarece em uma das suas respostas:
– “A frase de abertura do romance “O coração é um caçador solitário” (1940), de Carson McCuller’s, retrata uma relação entre dois personagens que poderia bem servir como modelo para o tipo de relacionamento que estou propondo entre psicanálise e literatura: “Na cidade havia dois mudos, e eles estavam sempre juntos”.
McCuller’s está nos dizendo que uma grande intimidade pode se desenvolver entre duas pessoas, mesmo quando elas não podem conversar uma com a outra. Uma outra maneira de colocar a questão seria dizer que duas pessoas que não podem convergir – não podem se comunicar – podem conviver lado a lado, com um grau de proximidade tão elevado que seria equivocado considerá-las separadas, embora fosse igualmente equivocado considerá-las totalmente unidas, como se fossem uma única pessoa e não duas.
Embora os dois personagens de McCuler’s andassem “de braços dados para ir ao trabalho” todos os dias, a autora nos conta, na frase seguinte, que “os amigos eram muito diferentes. E, não obstante a diferença, enquanto amigos com muito carinho entre si, encontraram uma maneira de preencher o espaço entre eles para além das palavras, com algo que pode ser eternamente misterioso para todos, menos para eles, ou até mesmo para eles. Qual o modo de comunicação entre esses mudos?”
Desejo com este encontro, que meus seguidores entendam que em nossas buscas interiores de “autoconhecimento” o “subjetivo” está dentro de nós [assim entendo]. Muitos dos seus significados, escutados e transmitidos para, apenas por nós, serem entendidos com a percepção sensorial da nossa Sensibilidade da Alma.
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.