(562) Sentindo um precioso ensinamento de Picasso.

Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.”

São palavras do gênio Pablo Picasso (1881-1973), assim por ele explicado: – “Aqueles que transformam o sol numa simples mancha amarela, são vistos como tendo uma visão limitada, talvez reduzindo a complexidade a algo trivial, enquanto aqueles que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol são capazes de encontrar profundidade e significado em algo aparentemente simples, elevando-o à categoria de algo grandioso.”

Trata-se, portanto, de diferentes percepções sensórias que em todas criações artísticas, quando materializadas, objetivamente em nossas realidades existenciais permitem significar para nós mesmos, e para todos, comportamentos de harmonias e, principalmente de manifestações preferências. Com este meu entendimento, estou convencido de que o “feio” e o “belo”, não estão em tudo que apreciamos; estão em nós mesmos como resultados das nossa avaliações individualizadas de preferências. É assim que sob uma perspectiva de natureza comportamental, explico as diferenças mostradas por Picasso, no seu exemplo que escolhi para iniciar este nosso encontro.

Gosto deste entendimento do médico e psicoterapeuta junguiano, Carlos São Paulo, sobre o livro “O Homem da Areia”, de E.T.A., publicado pela Editora Rocco:

– “Jung nos explica que fatores interiores, em conjugação com fatores exteriores, registrados pela percepção, recebem forma e sentido ao projetar imagens. A cegueira, símbolo da inconsciência, despreza a realidade do mundo exterior.”

Dentre outros, vejam o que já disseram sobre a percepção humana: o psicólogo estadunidense Carl Rogers, no seu livro “Tornar-se Pessoa”: “Verifiquei que me enriquece abrir canais através dos quais os outros possam comunicar os seus sentimentos, a sua particular percepção do mundo.” , Aristóteles: “O valor fundamental da vida depende da percepção e do poder de contemplação ao invés da mera sobrevivência.” , Albert Einstein: “A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.” , Immanuel Kant: “Experiência é percepção compreendida.” , Johann Goethe: “O homem com percepção suficiente para admitir suas limitações é o que mais se aproxima da perfeição.” e Blaise Cendrars: “Escrever é uma percepção do espírito. É um trabalho ingrato que leva à solidão.”.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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