(543) Sentindo que as práticas de autoconhecimento, não devem ser apenas um ‘voltar-se para si mesmo’.

Nesta nossa incansável caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, chegamos a este inesperado número de mensagens. Em todos esses encontros, nunca me preocupei em verificar se o tema já foi apreciado anteriormente. Em sua maioria foram por mim subjetivamente recebidos por “intuição” e divido com vocês a participação de quem aprecio e sou seguidor [dentre outros – Clarice Lispector, Lya Luft, Oscar Quiroga]. Nessa relação, mais uma vez merece a nossa atenção, Monica Aiub, doutora em Filosofia pela (PUC-SP). Começo este encontro com este seu instigante e preocupante “sentir”:

– “Talvez possamos crer que nossa própria vida nos pertença… Não sei ao certo, mas acredito que não, por sermos um ser entre tantos de uma mesma espécie, uma espécie entre tantas outras, uma vida entre tantas vidas entremeadas e interdependentes.”

Foi manifestado na sua coluna PENSEI, na Edição 181 da Revista humanitas, da Editora Escala, com o título “Um pacto pela vida”, quando ela analisa nossas realidades, inclusive as climáticas, como “a do aumento de temperatura, aumento do nível do mar, secas, queimadas…”. Segundo Monica, uma realidade sobre “tudo o que poderíamos ter feito e não fazemos”. Ela complementa: “Continuamos a queimar desenfreadamente combustíveis fósseis e florestas; prosseguimos destruindo as matas e poluindo o ar”; envenenamos nossos alimentos e outras espécies; nos envenenamos. Agimos como se os recursos naturais fossem privados e inesgotáveis e, por isso, incessantes fontes de lucro.” Depois conclui:

“A natureza tem limites e precisa de tempo para se regenerar. Por isso, precisamos fazer nossa parte. Entre as soluções propostas, encontram-se estratégias baseadas na natureza, integrando a ciência ao conhecimento das populações tradicionais.”

PERGUNTO:

– O que isso tem haver com “autoconhecimento”?

Em princípio nada, mas trago para este nosso encontro como sendo um dos exemplos de preocupação que também devemos ter com a nossa “responsabilidade social”, e que precisamos transmitir para os nossos filhos e netos. Assim entendo, porque a nossa conscientização de “autoconhecimento” não deve ser apenas um subjetivo processo individual de interiorização; precisa ser mais abrangente e humanista; mais voltada para o “outro”, sob uma perspectiva de transmitir o que é “certo” ou “errado”. Nesse sentido, desde cedo nós temos exemplos nas maneiras de “agir”, de “pensar”, e de semear para todos os nossos exemplos [repito] de conscientização do que entendemos por “certo” e “errado”. Mas sempre respeitando as liberdades de escolha de cada um.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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