(744) Sentindo como também podemos entender os nossos merecimentos.

Seu coração não é estrada para passeio de muitos. Seu coração é lugar que só fica quem faz por merecer.”

São palavras de Charles Chaplin (1889-1977), um icone do cinema mudo. Vejam que no final ele usou a palavra “merecer”. Agora prestem atenção: Thich Nhat Hanh, monge budista vietnamita, que em vida foi um poeta indicado por Martin Luther King Jr ao prêmio Nobel da Paz, escreveu no seu livro “A Essência dos Ensinamentos de Buda, lançado no Brasil pela Editora Rocco com tradução de Anna Lobo:

– “Um jovem que queria aprender a desenhar flores de lótus foi a um mestre e pediu para ser seu aprendiz. O mestre o conduziu até um lago de lótus e o convidou a se sentar ali. O jovem viu as flores desabrochando quando o sol estava alto, e observou os botões se fechando quando a noite chegava. Na manhã seguinte, fez a mesma coisa. Quando uma flor de lótus murchou e suas pétalas caíram na água, ele observou o caule, o estame [do latim stamen, fio, expressão da botânica], o restante da flor, e depois passou a observar outra flor. Fez isso durante dez dias. No décimo primeiro dia, o mestre lhe perguntou: “Você está pronto? e ele respondeu: “Vou tentar.” O mestre lhe deu um pincel, e apesar de ter um estilo infantil, o jovem desenhou um lótus absolutamente lindo. Ele havia se tornado o lótus, e o desenho simplesmente brotou de dentro dele. A ingenuidade em matéria de técnica era evidente, mas uma beleza profunda estava retratada ali.”

O que motivou a minha escolha para o “merecimento” ser o tema deste nosso encontro, foi o seguinte: – Sempre acreditei na existência de uma subjetiva essência de possível “transformação existencial”, contida em uma das possiveis explicações sobre como também podemos entender o nosso “merecimento”. Explico com esta síntese: Se nós conseguimos o que desejamos, também podemos nos transformar com essa efetiva conquista do que sempre desejamos merecer. Portanto, o nosso “merecimento”, por exemplo, de ganhos, de conquista e de realizações…, ao que me parece também pode ser subjetivamete explicado por uma espécie de reconhecimento existencial de como somos para nós mesmos, e para todos os outros. Concluindo: “Merecimento” não se aplica apenas ao que materialmente desejamos receber.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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