Ultimamente tenho ficado impressionado com o que chamo de “mesmice de sempre”, que de certa forma também nos silencia porque de novo, “nada” acrescenta para nós. Certo é que o ser humano necessita de “conhecimentos”, de novas descobertas em todos os sentidos do nosso existir. As fontes conhecidas são muitas, e nem precisamos recorrer aos livros, apenas a um deles – o da nossa missão existencial nesta dimensão de vida.
O que motivou este nosso encontro, está sendo o número de mensagens até agora postadas nesta caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior. Nunca imaginei que isso fosse acontecer e, o que mais agradeço, tem sido a possibilidade de subjetivamente poder ajudar as pessoas, sugerindo-lhes a prática de “voltar-se para si mesmo”. Isto porque, através desse proveitoso processo de interiorização todos nós temos ao nosso alcance, o “despertar” da percepção de tudo que estamos precisando. Cada vez mais estou convencido de que o “nada” para nós se manifesta, quando, por exemplo, não procuramos em nós mesmos, ou em nossas realidades de interações, o que subjetivamente precisamos Enriqueço este nosso encontro com estas considerações do doutor em Educação Histórica, sobre “A Tarefa Urgente do Escritor”, publicadas na Revista humanitas, n. 181, da Editora Escala (numerei):
1. Penso que escrever sobre o “nada”, nesses tempos em que o excesso de informações preenche os espaços, é um ato de resistência. Afinal, o que resta quando tudo parece estar à disposição?
2. Mirar o “nada” como tema é, de certa forma, buscar atingir a profundidade necessária do silêncio, lembrando que o nada não é igual ao vazio. Ele é o que não se vê à primeira vista, mas que está lá, à espera de ser revelado.
3. É preciso resistir ao fácil, ao excesso, ao óbvio e construir sentido quando aparentemente não há, o que exige um comprometimento radical com a arte de narrar.
4. Escrever é uma investigação, uma busca por verdades sutis, por sentidos que estão escondidos nas entrelinhas da vida cotidiana.
5. Ao nos depararmos com uma narrativa que trata do “nada”, somos levados a refletir, a preencher as lacunas, a nos envolver no processo de construção de sentido.
Termino este nosso encontro, com este belo “sentir” do doutor Daniel Medeiros:
– “A RIQUEZA NÃO ESTÁ NA EVIDÊNCIA, MAS NA AUSÊNCIA, QUE NOS PERMITE SONHAR.”
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.