“A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios — sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento — que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.”
São palavras do sociólogo, antropólogo, psicólogo social e filósofo, David Émile Durkheim (1858-1917). Foram escolhidas para iniciar este nosso encontro porque há muito tive vontade de trazer para esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores, algumas considerações sobre o que devemos entender por um “ser ético”. A origem cronológica desse meu desejo teve início quando conheci a alegoria de Platão (427-347 a.C.), que ficou conhecida por “Anel de Giges”. Para quem não conhece vou resumir:
– Na sua obra ‘A República’, Platão conta que um humilde pastor chamado Giges, depois de uma forte tempestade encontrou uma enorme fenda aberta no chão. Nela ele achou um anel e descobre que virando esse anel para baixo, ficava invisível para todos; virando para cima, volta a ficar visível. Surpreso com esse recurso, passou a agir sem escrúpulo, não recebendo qualquer tipo de punição. Platão pergunta: Sem a possibilidade de ser punido pela sociedade, quem continuaria agir como exemplo de um “ser ético”? Certo é que os tempos
mudaram, e me entristece ver e analisar muitas das nossas atuais realidades de inteirações existenciais. Para mim, muitos anéis, como o de Giges, existem subjetivamente dentro de cada um de nós. Para conhecê-los basta acreditar que podemos ser exemplo “para nós mesmos” e também “para todos”.
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.