(602) Sentindo o “destino” como sendo uma realidade subjetiva incontestável.

Plante as sementes daquilo que você espera colher no futuro, se abstendo de fazer movimentos que busquem resultados imediatos, porque a perspectiva atual não é propícia nesse sentido. Melhor se munir de paciência.’

Ainda que você dê de cara com respostas negativas, mesmo assim seria interessante continuar colocando suas demandas sobre a mesa, porque se forem justas e pertinentes, encontrarão a maneira de serem atendidas. Em frente“.

São duas previsões astrológicas de Oscar Quiroga, que selecionei do seu horóscopo divulgado hoje, dia 02/10/2025. Isto porque nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma Trajetória de transformação interior, repetidas vezes [nem tenho noção de quantas foram] tenho afirmado que em nossas vidas tudo acontece quando tem que acontecer, e não quando desejamos que aconteça”. Em sentido contrário, não acontecem quando ainda não têm que acontecer.

Isso ajuda-nos entender a subjetividade do nosso entendimento de “imprevisibilidade”. Mas também, como acredito, há o nosso “merecimento” atuando em tudo que, nesta dimensão existencial de vida, desejamos conquistar. Por sua vez merece muita atenção o nosso “destino”, em termos subjetivos de “predestinação”. Sempre acreditei na existência de seres humanos “pré-destinados”. Gosto deste entendimentos de Jung (1875-1961):

O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.”

Ensina o poeta e filósofo Mark Nepo no seu livro “A Prática Infinita – Uma jornada através da alma”, publicação da Editora LeYa, com tradução de Natalie Gerhardt:

– “Em geral, insistimos tão energicamente naquilo que queremos ou no lugar para onde achamos que estamos indo que ignoramos, resistimos ou negamos aquilo que a vida nos traz como próximo passo. Em geral, estamos tão concentrados no objetivo que estamos seguindo e tão apaixonados pelo sonho que nos cativou que não notamos os professores que tentam chamar a nossa atenção ao longo do caminho. A verdade é uma semente escondida nos dias até serem regadas com o que a vida nos traz. Mais cedo ou mais tarde, apenas vivendo, somos reduzidos ao que realmente importa; à medida que as coisas que achávamos serem importantes e insubstituíveis se quebram ou são carregadas como pequenos galhos em uma tempestade. E, de alguma forma, ao passo que curamos as feridas, nós nos erguemos, cobertos por menos. É nesse momento que começamos a nos sentir gratos, mesmo que seja difícil se sentir grato pelo que é difícil. Na nudez conquistada que segue uma experiência honesta, ficamos muito próximos do fio que nos liga a tudo.”

Pensem nisso. Se precisar, leia novamente quantas vezes forem preciso para conhecer as nossas “subjetividades interiores”, acima tentada ser um pouco explicada por Mark Nepo e desafiando o seu possível “sentir” transmitido através da comunicação escrita.

Notas:
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3. Mensagens anteriores sobre “destino”: 570, 568, 550, 464, 429, 415, 414, e 404.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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