Sentindo a importância da percepção auditiva.
São minhas palavras, que nos ajuda a nos orientar em muitas das nossas inteirações existenciais, principalmente diante do que para nós, ainda é desconhecido. Me foram intuidas após a leitura destas considerações da doutora em Filosofia (PUC-SP), MONICA AIUB, sobre “Ler, Escutar e Pensar”, divulgadas na Edição 171 da Revista Humanitas, publicação da Editotra Escala:
– “David Burrow (1990) levantou a hipótese de que a forma como nós, humanos, experienciamos os sons seria responsável por nossas capacidades de pensamento, expressão e comunicação. Isso ocorreria porque os sons nos permitiriam um distanciamento do mundo material, propiciando o surgimento do pensar. Porém, hoje, para que possamos ser mais produtivos, para aproveitarmos melhor o tempo, não nos permitimos o distanciamento do mundo material, não nos dedicamos exclusivamente à leitura ou à escuta. Fazemos isso enquanto desempenhamos muitas outras tarefas, algumas delas inconciliáveis em tempos anteriores. Com isso, estaríamos alterando nossas capacidades cognitivas? Seria o fim da leitura? A dispersão provocada pela realização de várias tarefas concomitantemente afetaria nossa escuta? E o nosso pensar? Conseguimos observar as implicações de nosso desejo de produtividade cada vez maior em nossa saúde, no clima, nas relações sociais… em nosso pensar… O que seremos: espectadores passivos que servem como engrenagens de uma “máquina produtiva” ou seres pensantes, críticos e criativos, capazes de gerar modos de vida mais sustentáveis?”
Pensem nisso!
Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
Muita paz e harmonia espiritual para todos.