(689) Sentindo mais informações sobre compulsão.

Tomar iniciativas é oportuno, porque senão o tempo vai continuar passando e suas lindas ideias se diluirão nas brumas existenciais, transformando o entusiasmo atual na decepção futura. Melhor isso não acontecer.”

Registro preliminar: Nesta sua participação de número 163, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga em uma das previsões do seu horóscopo divulgado hoje, dia 25/01/2026. Selecionei para iniciar este nosso encontro, porque gosto da objetividade na sua escrita. Ele me transmite a sensação de saber o que seus seguidores precisam entender.

Continuação do encontro anterior: Foi enorme a repercussão positiva sobre sobre “compulsão”. A pedido volto à subjetividade desse tema, agora com considerações do psiquiatra e psicanalista Sergio Nick, publicadas na Edição nº 40 da Revista PSIQUE, da Editora Escala, com o título “Perpétua Angustia”. Destaco:
1. “Uma das características que ajudam a entender uma ação compulsiva é o prazer no ato. Porém, o maior desafio está em compreender atos compulsivos onde esse “encanto” não existe; nela o que predomina é a forma repetitiva e muitas vezes sem nexo.”
2. Prestem atenção nesta história de um senhor que após ter “devorado” quase toda uma caixa de bombons de chocolate, vira-se para a esposa e diz – “Querida, tira esta caixa daqui. Estes bombons são meio enjoativos!…” Mas que danado, hein! Come dezenas de bombons para depois menosprezá-los!”.

Comenta o doutor Sergio: “Quem nunca se viu às voltas com a necessidade de controlar certos impulsos? Seja para comer, jogar, falar, comprar, e por aí vai a extensa lista de possibilidades de compulsão. O que as une é a presença do prazer no ato. Assim como a delícia dos bombons do personagem citado acima, que o fizeram comer até sentir enjoo, podemos encontrar em cada um desses atos compulsivos listados um prazer que, de certa forma, está presente e é facilmente identificável. O que complica aqui é a percepção de que muitas vezes não podemos identificar esse prazer – pelo menos não à primeira vista – numa série de compulsões que atingem um sem-número de pessoas e que as fazem ficar presas num ato repetitivo, aflitivo e muias vezes sem nexo. Tal é a característica da compulsão que queremos abordar.” (…) “Freud, desde o princípio, dizia que um dos objetivos da terapia psicanalítica era justamente ampliar as vias de facilitação. Ele queria tirar o neurótico de sua prisão, ampliando suas formas de expressão, aumentando sua gama saídas ante a angústia. Onde havia apenas um caminho, Freud propunha que oferecêssemos a oportunidade de construção de novas vias. Em vez do insistir compulsivo ser em uma só descarga, buscar outras que aumentem o arsenal expressivo do sujeito. Muito de sua metapsicologia foi dedicada à compreensão do psiquismo e das formas como ele se estrutura para dar vazão à pulsão.”

Pedido: Se você tem conhecimento de alguem considerado compulsivo, recomende a leitura da mensagem anterior e desta.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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