(774) Sentindo o inexplicável que nos surpreende.

Sinto que o meu barco
encontrou algo grande
lá no fundo.
E nada acontece!
Nada…
Silêncio… Ondas…
Nada acontece?
Ou tudo aconteceu
e estamos tranquilos no novo…

Esse poema é do poeta espanhol Juan Ramón Jiménez (1881-1958), laureado em 1956 com o Prêmio Nobel de Literatura. Foi por ele nominado “Oceanos“. Que bela inspiração, por mim admirada várias vezes. Em todas elas, fique desejando entender o que a motivou. Parece-me que ele fez uma subjetiva analogia com certos eventos que acontecem em nossas vidas, nos surpreendem, mas não sabemos explicar porque, logo em seguida, tudo continua fluindo novamente como se nada tivesse acontecido. É quando continuamos seguir a nossa caminhada, mas querendo explicar o aparente inexplicável.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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