Tudo tem vida.
Quando para tudo,
damos a vida.
São minhas palavras, quando pela primeira vez conheci este “sentir” de Clarice Lispector, em “Água viva:
“Rosa é flor feminina que se dá toda e tanto que para ela
só resta alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério doido.
Os cravos vermelhos berram em violenta beleza (…) O crisântemo
é de alegria profunda (…)”.
Não me surpeendi com essa sua personificação, porque também faço o mesmo no meu mundo imaginário. Vejam que interessante: – A escritora americana Shakti Gawain (1948-2018), sobre “Visualização Criativa” ensina:
– “É mágica no sentido mais puro e verdadeiro da palavra. Ela envolve o entendimento e a harmonização do seu eu com os princípios naturais que regem o funcionamento do universo; envolve também o aprender a usar esses princípios de uma forma mais consciente e criativa. Se nunca tivesse visto antes uma flor linda ou um por do sol espetacular e alguem os descrevesse, você talvez os consideraria um evento milagroso (que realmente são!). […] O mesmo é válido para o processo de visualização criativa.”
Finalizo com este entendimento de Ana Maria Haddad Baptista, que possui mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (Fonte: “A estética da Admiração”, publicado na Edição 144 da Revista Humanitas, da Editora Escala):
– “A capacidade de admirar é para poucos. Porque admirar algo é despojar-se de si e admitir, para nós mesmos e para o mundo, que existem coisas muito além do que poderíamos imaginar. A admiração é um exemplo que enobrece a nossa percepção porque dignifica, mais ainda, o belo e o estende para a humnidade.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.