“O autoconhecimento também favorece saber o que achamos de nós mesmos.”
O que motivou este encontro foi esta resposta do fonoaudiólogo Pedro Bloch (1914-2004), ao ser perguntado por Clarice Lispector sobre como ele se sentia ser de verdade. [Fonte: Clarice Lispector entrevista grandes personalidades, publicação da Editora Rocco, que recomendo a leitura]:
– “Fiz, uma vez, uma receita de viver que acho que me revela. Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as grades em vez de libertar-nos. Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal e única. Não podemos viver permanentemente grandes momentos, mas podemos cultivar sua expectativa. A gente só é o que faz aos outros. Somos consequência dessa ação. Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida. Não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Tenho profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho mar. Gosto de gostar. Todo mundo é perfeito até prova em contrário. Gosto de fazer. Não fazer… me deixa extenuado. Acredito mais na verdade que na bondade. Acho que a verdade é a quintessência da bondade, a bondade a longo prazo. Tenho defeitos, mas procuro esquecê-los a meu modo. “Saber olvidar lo malo también es tener memoria.”[Frase do poema épico argentino Martín Fierro, de José Hernández, do século XIX].
Pensem nisso!
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.