(568) Sentindo a necessidade de entender, o que chamamos de “destino”.

O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.

São palavras do psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung (1875-1961), fundador da psicologia analítica. Há muito penso sobre o que devemos entender por “destino”. Também tenho e dificuldade em aceitar o que chamam de “predestinação”, que serve de embasamento para diversas crenças religiosas. De acordo com a psicanálise, todo pensamento e comportamento humano, são originados de causalidade. Por sua vez, determinismo é uma doutrina que considera serem todos os “eventos”, “atos” e “escolhas”, determinados por ocorrências passadas ou causas previamente existentes. Gosto deste entendimento do médico e psicoterapeuta junguiano Carlos São Paulo:

– “O passado é uma experiência ilusória, em que a memória deixa o homem se ocupar como se estivesse no presente. Essa carga dificulta uma vida digna e com sentido. Precisamos deixar esse passado como um museu a contar nossas histórias sem o envolvimento das emoções desorganizadas e com a qualidade das ficções embelezadas por nossas fantasias.”

O que me levou escrever esta mensagem [uma das mais difíceis de ser elaborada nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior], foi esta introdução do horóscopo de Oscar Quiroga, divulgado hoje, dia 10/07/2025:

A RELAÇÃO COM O DESTINO
Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, eis o provérbio islâmico que indica a inevitabilidade de algumas coisas na vida, aquilo que por falta de nome melhor chamamos de destino.
São duas atitudes radicalmente diferentes em relação ao destino, e nenhuma delas evita o inevitável, mas os resultados são completamente diferentes, porque uma coisa é o alpinista chegar ao cume da montanha e viver seu momento de glória, outra bem diferente é a avalanche da montanha nos soterrar porque tentamos nos esconder dela.
Assim vamos nós entre o céu e a terra, se negligenciamos o que podemos fazer damos o sinal para que o destino, aparentemente, nos castigue, enquanto se fazemos o que está ao nosso alcance, o destino parece nos recompensar com tudo que necessitamos e mais ainda.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. A citação do entendimento do médico e psicoterapeuta junguiano Carlos São Paulo, foi reproduzida da sua coluna “divã literário”, publicada a edição 94 da revista PSIQUE, da Editora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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