(565) Sentindo imersos nos oceanos de Juan Ramón Jiménez.

Quando nos esforçamos para alcançar a perfeição, acreditamos que temos de chegar a algum lugar. Quando trabalhamos em direção à plenitude, sabemos que temos de abrir o nosso coração.”

São palavras do poeta e filósofo Mark Nepo, que mais uma vez enriquece esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior (mensagens anteriores: 558, 557, 534 e 119). O que nele mais aprecio, é a capacidade de transmitir a subjetividade da sua percepção interior de “espiritualidade”. É um ser humano iluminado, plenamente consciente da sua missão nesta dimensão de vida. Sempre estou indicando como leitura obrigatória, o seu livro “A Prática Infinita – uma Jornada Através da Alma”, publicação da Editora LeYa, com tradução de Natalie Gerhardt]. Peço atenção para estas suas palavras:

– “(…) o grande poeta espanhol Juan Ramón Jiménez (1881-1958), vencedor do prêmio Nobel em 1956, escreveu este impressionante poema, intitulado “Oceanos“:

Sinto que o meu barco
encontrou algo grande
lá no fundo
E nada acontece!
Nada…
Silêncio… Ondas…
Nada acontece?
Ou tudo aconteceu
e estamos tranquilos no novo…”

Em seguida Mark comenta:

Jiménez nos diz que, às vezes, passamos pelas nossas vidas da superfície apenas para atingirmos a única verdade no fundo, sem sabermos o que realmente aconteceu. Tão profunda, tão comovente nesse tipo de transformação que raramente temos certeza se somente algo mudou, ou se tudo mudou. O mundo parece diferente e somos solicitados a liberar-nos das nossas intenções, deixar as nossas listas de lado, parar de atender às nossas ligações por tempo suficiente para sentir de que forma a única verdade está nos recompensando. Em geral, a única coisa capaz de fazer com que nos abramos dessa forma é a exaustão, o dom opressivo ao qual resistimos que relaxa a nossa expressão e abre o nosso coração por tempo suficiente para que aquilo que importa penetre novamente em nós. Só então nós podemos perceber que talvez estejamos apenas “tranquilos, no novo…”.

Que profundo e belo ensinamento de “autoconhecimento”.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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