“Não se é poderoso com uma arma na mão, porque com uma arma somente se mata. Você é poderoso quando tem um livro, quando tem uma caneta. Porque é por meio da caneta que alguém pode salvar vidas. E é essa mudança que queremos levar para a nossa sociedade.”
São palavras da ativista Malala Yousafzai, por ela transmitidas em 2013 no discurso de lançamento do seu livro “Eu sou Malala”. Gostei deste comentário de Monica Aiub, que é doutora em Filosofia pela PUC-SP [que já touxe anteriormente para esta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior]:
– Como afirmou Malala, “com uma arma somente se mata”. Armas de fogo alteram o estado do corpo, fazem agir por coação física, o que caracteriza violência, e não poder. Um povo armado não tem poder para mudar sua realidade, apenas para ampliar e perpetuar a cultura do medo e a competição sobre quem tem a arma mais letal, o que, no final da história, ou institui uma violência performática ou leva à destruição e ao extermínio de praticamente todas as partes – o que não parece ser, ou ao menos não deveria ser, o desejo de ninguém.
Como afirmou Hannah Arendt (2016, p.60), “poder é a habilidade humana não apenas para agir, ma para agir em concerto”. O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas enquanto o grupo se conserva unido”; por sua vez, violência possui um “caráter instrumental”; (p.63). Por isso ambos são opostos, “onde um domina absolutamente, o outro está ausente” (p.73). […] Complementa Nelson Mandela:
– “A EDUCAÇÃO E O ENSINO SÃO AS MAIS PODEROSAS ARMAS QUE PODEMOS USAR PARA MUDAR O MUNDO.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.