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São palavras do consagrado empresário do mundo da informática, Steve Jobs (1955-2011). Concordo plenamente, porque todos nós precisamos ter os nossos desejos de conquistas e realizações futuras. Acontece que nem sempre temos condições de realiza-los em face das incertezas que encontramos. Dentre muitos outros, vejam o que já disseram sobre o destino: Stuart Mill – “É impossível que ocorram grandes transformações positivas no destino da humanidade se não houver uma mudança de peso na estrutura básica de seu modo de pensar.” / Carl Jung – “O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.” / Henry Miller – “O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas.” e Henri Amiel – “Cada vida faz o seu destino”.
No seu artigo “Você está mesmo no comando da sua vida?”, publicado na Edição Especial nº 54 , ano XI, da Revista “Mente Cérebro”, Cristof Koch, que em 2012 estava no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, sobre se somos tão livres em nossas escolhas, esclarece:
– “Pense numa situação prática. Imagine que você vive com alguém amoroso, encantador e está satisfeito com sua vida afetiva. Ou, pelo menos, era o que pensava até encontrar, casualmente, um estranho que lhe desperta atenção e deixa sua vida de cabeça para baixo. Vocês conversam por horas no telefone, compartilham segredos mais íntimos e iniciam um jogo de sedução. Por outro lado, você percebe perfeitamente que tudo isso é errado do ponto de vista ético e pode causar estragos na vida de várias pessoas. Além disso, não há nenhuma garantia de um futuro feliz e produtivo se continuar essa história. No entanto, algo em você anseia por mudança. Até que ponto de fato há interesse em resolver a situação? Esse tipo de escolha nos confronta com valores e desejos. Em princípio você acha que pode terminar tudo. Mas, apesar de diversas tentativas, de alguma forma nunca consegue. Por que será? Embora a filosofia tenha trazido grandes contribuições para o debate sobre o livre-arbítrio, podemos focar nas respostas – ainda que parciais – da psicologia, da física e da neurobiologia sobre esse antigo enigma.”
Depois das suas considerações sobre o livre-arbítrio em nossas escolha, Cristof conclui: – “Os budistas examinam seus atos quando se sentam para meditar e, a partir daí, refazem o compromisso pessoal de renunciar ao que faz mal e se aproximar daquilo que realmente querem para si. Esse interrogatório interno constante aguça a sensibilidade para nossas ações, vontades e motivações. A atitude permite não só nos compreendermos melhor, mas também vivermos mais harmoniosamente conosco e com nossas metas de longo prazo.”
Pessoalmente entendo que o nosso “destino” [com exceção da finitude humana] sempre será para nós “eterno desconhecido”, porque não depende da nossa vontade. Mas acredito que podemos favorecê-lo, mesmo sem a garantia dos resultados que esperamos. Por último [mas sem saber explicar], acredito que em termos de efetivas conquistas futuras, muitos de nós somos seres “predestinados” porque o nosso destino só nos pertence.
Pensem nisso!
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.