“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor no coração dos homens.”
Nunca tive dúvidas de que todos nós somos “assistidos” e “guiados” existencial e espiritualmente nesta dimensão de vida, principalmente quando acreditamos em uma força Superior por mim venerada, que a chamo de ““Meu Deus!” Esse meu “sentir”, esse meu “acreditar”, sempre surgem em minha mente, cada vez mais com muita intensidade e, principalmente, quando sou subjeticamente envolvido por indesejadas circunstâncias do meu “viver”. É como se eu estivesse sem rumo e subjetivamente inseguro. Também é quando me lembro destas “Reflexões Paradoxiais” de Fernando Pessoa, em 1916, para Orpheu [Fonte: Fernando Pessoa – Obras em Prosa -, Volume único, publicação em 1986 da Editora Nova Aguilar S.A, do Rio de Janeiro}:
– “Sentir é criar. Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir e compreender, visto que o Universo não tem idéias. Mas o que é sentir? Ter opiniões é não sentir. Todas as nossas opiniões são dos outros. Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente. Se o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o valor do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente. Não que o leitor sinta a pena comum [?]. Bsta que sinta da mesma maneira. O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma. A lucidez só deve chegar ao liminar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito. Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente. […] Os sentidos são divinos porque são a nossa relação com o Universo, e a nossa relação com o Universo Deus.”
Não vou terminar este encontro, como sempre recomendo em todos os anteriores desta nossa caminhada; fazendo uso deste meu pedido – “Pensem nisso! Isto porque o mundo de Fernando Pessoa mudou. Toda as nossas atuais realidades existenciais e sensorias são diferentes da época e, também, das épocas de muitos conhecidos pensadores. Mas para mim, o que considero ser muito importante é que eles continuam nos ensinando.
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espititual!