“Cativar com ternura, para com ternura ser cativado.”
São minhas palavras. Gosto de comparar essas repetições com as imagens dos espelhos. Nós precisamos espelhar o que gostamos de sentir e de receber. Sob uma perspectiva subjetiva, aprendi com o psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981), que em nossas vidas há o instante de “observar”, de “compreender” e o de “concluir”.
– A raposa pediu que o Pequeno Príncipe a cativasse. O que é cativar?, perguntou o Pequeno Príncipe. Cativar é assim, explicou a raposa. Eu me assento lá longe e você se assenta aqui. Eu olho para você e você olha para mim. No dia seguinte nós assentamos mais perto. Eu olho para você e você olha para mim. Até que nos assentamos juntos. Se você me cativar eu pensarei em você, conhecerei o ruído dos seus passos e sairei da minha toca quando você chegar. Aconteceu então que o Pequeno Príncipe cativou a raposa. O tempo passou e chegou um dia em que ele disse à raposa: – Preciso ir… A raposa disse: “Vou chorar…” “Não é culpa minha. Eu não queria cativar você. E agora você vai chorar… O que é que você ganhou com isso? Ganhei os campos de trigo, disse a raposa. “Como assim?”, perguntou o Pequeno Príncipe sem entender. Eu sou uma raposa. Eu como galinhas, não como trigo. Os campos de trigo não me comovem. Mas porque você me cativou eu amarei os campos de trigo. O seu cabelo é louro. Os campos de trigo são dourados. Assim, quando o vento bater nos campos de trigo eu me lembrarei de você e sorrirei. O rosto do Pequeno Príncipe estava gravado no trigal. Mas isso só o apaixonado vê. Mostre seus cativantes sentimentos de “ternura”.
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.