(550) Sentindo sobre as “predestinações”, em nossas vidas.

O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.”

São palavras do psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung (1875-1961), sobre a imprevisibilidade da noção que temos de destino. Resolvi incluir nesta minha escrita a palavra “noção”, porque examinando melhor esse “sentir” de Jung, entendi que ele não estava se referindo à “finitude humana”, mas aos nossos ainda desconhecidos e por ele assim explicitado – “o que não enfrentamos em nós mesmos”.

Outra observação merecedora da nossa atenção diz respeito à época da sua trajetória de vida, o que, na atualidade, também se aplica a todos os pensadores da história da humanidade. O que, de certa forma, dificulta o acerto de explicação e comparação em todos os sentidos vivências com as nossas atuais realidades.

Vamos voltar para a construção da literalidade das palavras de Jung, que selecionei para iniciar este nosso encontro:

– “O que não enfrentamos em nós mesmos acabaremos encontrando como destino.”

Querendo melhor entender essa sua motivação, perguntei para mim mesmo:

Será mesmo, que cada um de nós somos seres humanos predestinados? Principalmente para vivenciar muitas das nossas experiências, desejadas ou não?

Foi quando lembrei desta explicação conclusiva de Leo Ricino, no seu interessante artigo “A Babel de hoje”, publicado na Edição 172 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– Palavras, fala, escrita e tudo que isso proporcionou que elas proporcionaram à humanidade `vão, rapidamente, ficando tão naturais que não damos o devido valor.

Termino este nosso encontro, com este meu entendimento:

– A “predestinação” não me parece ser apenas ocorrências presentes e futuras, por nós antes pensada de uma determinada experiência vivenciada. A valiosa “predestinação” é aquela que acontece, também por merecimento nosso, e por antigos desejos de realizações, mas que não mudam o nosso “jeito de ser”, de “acreditar” e de “escolhas”. Vejam esta história contada por OSHO, no prólogo do seu livro, “A jornada de ser humano”, o quinto da série ‘questões existenciais’, publicação da Editora Academia, com tradução de Magda Lopes:

– Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é uma libertação, é o nirvana.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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