A existência precede a essência. Primeiramente, o homem existe, se descobre, surge no mundo e só depois se define.
São palavras do filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980). Minha avaliação: Simplesmente “Fantástico”.
Da última edição da revista humanitas, a de número 189, publicação da Editora Escala, destaco estas palavras de Marcio Tadeu Girotti, selecionadas do seu atualíssimo artigo “Posto, logo existo”:
– “As redes sociais fomentam o nosso desejo de expor como utilizamos o tempo para marcar nossa existência, uma forma de garantir ao mundo que estamos ali, sendo e vivendo – uma espécie de atestado de vida. Há de se considerar que para existir é preciso “estar sendo” um sujeito que está aqui e agora! A cada momento vivido, posso registrar momentaneamente, ou por algum tempo ou pela eternidade, na memória, mas também posso “eternizar” o momento em uma imagem, a famosa foto (ou mesmo vídeo). (…) A necessidade da existência registrada por momentos faz parte da nossa vida real. Mas a que custo? A nossa vivência líquida (emprestando aqui o conceito de liquidez de Zygmund Bauman (1925-2017) nos mostra como deixamos o tempo escorrer por nossas mãos em um mundo digital que não se preocupa com o registro eternizado do momento, mas com a momentaneidade do instante do presente que já se foi. Isso mesmo! O instante é o momento do presente que já se foi. E isso é muito bem representado pela vida virtual/digital que vivemos. Tudo é momentâneo, e queremos guardar isso com a memória virtual, que, se não salvar em qualquer dispositivo físico ou virtual (nuvem), se perde no metaverso.”
Esclarecimento necessário: Aparentemente podemos reconhecer a inexistência da relação entre a afirmação de Sartre sobre a “existência precedendo a essência”, com imagens de nós mesmos transmitidas no mundo virtual. Acontece que agora esse “mundo virtual” faz parte das nossas vidas através dos recursos da cibernética [ciência que estuda os mecanismos das comunicações virtuais]. De acordo com Jung, para nós tudo que percebemos recebe forma e sentido ao projetar imagens. Resumindo: Todo produto psíquico se revela por imagens. Os behavioristas defendiam que o comportamento humano era ditado apenas pelo ambiente. Mas na década de 1920 o psicólogo Kurt Lewin (1890-1947), defendeu que os comportamentos do indivíduo também são influenciados pelas suas ambientações. Assim, entendo que na atualidade, as interações humanas também produzem efeitos quando se efetivam pelos meios de comunicações virtuais. Pergunto: O que vocês acham?
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.