(563) Sentindo o que devemos aprender e ensinar, nesta dimensão de vida.

Todos nós precisamos entender que o ciclo da temporalidade humana, deve ajudar cumprir as nossas necessidades de evolução espiritual.”

São minhas palavras, que me foram intuídas ao anoitecer do dia de ontem, 30 de junho de 2025, fortalecendo a minha certeza de que nós também estamos sendo preparados para alguma missão com origem de Transcendência Superior”.

Hoje, muito cedo, parei diante da minha estante, e sem nenhuma explicação peguei o livro “Perdas & Ganhos”, de Lya Luft, para quem dediquei a criação desta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior (mensagem 001). Olhei o sumário, e detive a minha atenção para o último capítulo, com o título – “O tom de nossa vida”, que está antecedido por este verso de Lya:

“Se houver um tempo de retorno,
eu volto.
Subirei, empurrando a alma
com meu sangue
por labirintos e paradoxos
– até inundar novamente o coração.
(Terei, quem sabe, o mesmo ardor
de antigamente.)”

Dele, para este nosso encontro, peço a sua atenção para partes (numerei):

1. “Somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segrego individual.. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fase de um processo.”
2. “Estamos nele como as árvores da floresta: uma é atingida em plena maturidade e potência, e tomba. Outra nem chega a crescer, e fenece; outra, velhíssima, retorcida e torturada, quase pede para enfim descansar… mas ainda pode ter dignidade e beleza na sua condição.”
3. “Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento. Arte e artifício, exercício e invenção no espelho poso à nossa frente ao nascermos. Algumas visões serão miragens: ilhas de algas flutuantes que nos farão afundar. Outras pendem em galhos altos demais para a nossa tímida esperança. outras ainda rebrilham, mas a gente não percebe – ou não acredita.”
4. “A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Não é preciso realizar nada de espetacular. Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo.”

Termino este nosso encontro, com este “sentir” de Lya Luft, para quem, ainda em vida, soube que lhe dediquei esta nossa caminhada:

– “O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. Recomendo o livro “Perdas & Ganhos”, da Editora RECORD, como leitura obrigatória.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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