As coisas se resolvem, mas não sozinhas, como sua alma tentada a ser preguiçosa gostaria. As coisas se resolvem na mesma medida em que você tomar as iniciativas pertinentes, isso sim! É hora de fazer algo prático.
Nesta sua participação de número 145 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga no seu horósopo divulgado hoje, dia 06/12/2025.
Tudo acontece no seu tempo como tem que acontecer, e não “quando” e “como” desejamos que aconteça. Aliás, várias vezes já pedia a sua atenção para a predominância e comprovação dessa nossa realidade. Aqui, pela primeira vez, Quiroga complementa com o seu reconhecimento desta condição: – tudo se resolve, tudo poderá ser mais fácil de ser por nos alcançado, quando subjetivamente favorecemos e, portanto facilitamos os alcances dos nossos desejos. Mas sempre também dependerá do nosso “acreditar”, do nosso “merecimento”.
Não tenho dúvidas de que todo nós somos assistidos existencial e espiritualmente nesta nossa dimensão de vida. Mas também entendo que nós precisamos ficar mais perceptivos para tudo que acontece, inclusive influenciando-nos subjetivamente. Mas nem sempre sei explicar para mim mesmo. Confesso não saber explicar, por exemplo, neste meu “agora”, ao estar transmitindo pela escrita esse meu “sentir”. A respeito lembrei deste diálogo de Clarice Lispector, com o consagrado escultor Roberto Burle Max (1909-1994) [Fonte: “Clarice Lispector entrevista grandes personalidades”, publicação da Editora Rocco, que recomendo para todos os meus seguidores]. Vejam: Clarice pergunta:
– “Para quem cria beleza tão evidente e ao mesmo tempo misteriosa, como você, eu estranho seu rosto tão triste. Sem entrar em detalhes de sua vida, como você poderia explicar sua melancolia? Eu, por exemplo, além de motivos concretos de ser melancólica, o seria de qualquer modo, pois há uma certa tristeza quase meiga ao ver, digamos, uma obra de arte: diante da eternidade do que vemos de beleza, é como se também nós devêssemos ser eternos.”
Responde Burle Marx:
– “Se a gente está lutando para chegar a resultados, luta não quer dizer sempre vitória. Daí, talvez, meu ar melancólico, Clarice. Há tantas vitórias perdidas na minha vida. E sobretudo, como escreveu Guimarães Rosa, viver é muito perigoso. Acontece que tenho trabalhado muito e nem sempre consigo o que almejava. Com a idade a gente às vezes tem medo de não se realizar completamente. E é por isso que às vezes me sinto torturado e solitário.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.