“Desespero é o preço que se paga ao se dar um objetivo impossível.”
São palavras do escritor britânico Graham Greene (1904-1991). É claro que esse entendimento não se aplica para todos nós, como sendo uma espécie de natural “reação comportamental”. Certo é que dentre outras possíveis situações de causalidades, o “desespero humano” normalmente se refere a um objetivo impossível, ou também difícil de ser alcançado [porque nem sempre tudo depende da nossa vontade]. O escritor brasileiro, Paulo Coelho, que nos anos do rock foi o principal parceiro de Raul Seixas, já manifestou este seu “sentir”: – “Aceite com sabedoria o fato de que o caminho está cheio de contradições. Há momentos de alegria e desespero, confiança e falta de fé, mas vale a pena seguir adiante…”.
Confesso ainda não ter encontrado para mim, uma subjetiva definição satisfatória. Contento-me com a ideia de que seja uma nossa imprevisível reação de descontrole, diante de uma situação de imprevisibilidade que nos surpreende. Em vida o teólogo dinarmaquês e filosofo existencialista Kierkegaard (1813-1855), ficou conhecido pela sua vontade de mudar o seu “eu”. Explico resumidamente: Seu desejo era tornar-se imperador. Se conseguisse, deveria abandonar o seu antigo “eu” e, assim, livrar-se totalmente do seu anterior e originário “eu”. Ele dizia para todos: – “Querer ser quem se é realmente é na verdade o oposto de desespero.” (Fonte: “O livro da Psicologia”, publicação da Editora Globo Livros, ano 2016, São Paulo).
Todos nós somos o que realmente somos e, principalmente, apenas para nós mesmos.
Pensem nisso!
Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
Muita paz e harmonia espiritual para todos.