“A dor é inevitável o sofrimento é opcional.”
São palavras do nosso poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), motivo de orgulho para todos nós brasileiros.
Sempre tive um pouco de dificuldade de entender esse seu modo de pensar. Nunca havia condicionado um estado de sofrimento humano à uma opção. Comecei a mudar quando tomei conhecimento deste “sentir” de Viktor Frankl (1905-1997): – “Mesmo uma pessoa que não tem mais nada neste mundo, ainda pode conhecer a felicidade.”
Entendo que essa possibilidade tende acontecer quando o sofrimento perdura e ganha um sentido. Gosto de me referir a esse estado, como “temporalidade de esperança”.
No seu livro “O Cérebro de BUDA – Neurociência Prática para a Felicidade”, publicação da Editora ALAÚDE com tradução de Bianca Albert, os seus autores Rick Hanson e Richard Mendius dedicaram um capítulo com o título “Intenções e sofrimento”. Dele destaco:
– “Há quem diga que desejo leva ao sofrimento, mas será que isso é sempre verdade? O território do desejo é muito vasto e inclui vontades, intenções, esperanças e desejos incontroláveis. Se o desejo resulta em sofrimento ou não, isso depende de dois fatores: há um desejo incontrolável envolvido, a sensação de que precisa daquilo de qualquer jeito?”
Termino este nosso encontro com estas palavras de Shantideva, filósofo indiano do século VIII d.C:
– “Toda a alegria do mundo brota do desejo de que os outros sejam felizes, e todo o sofrimento deste mundo vem de desejar apenas a própria felicidade.”
Pensem nisso!
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.