A verdade já está em você, mas é preciso abrir – corpo, mente e coração – para que seus ensinamentos penetrem nas suas sementes de compreensão e iluminação.
Perceber sempre significa perceber algo. Nós acreditamos que o objeto de nossa percepção é externo a nós, mas isso não é verdade. Quando percebemos a lua, a lua está dentro de nós. Quando sorrimos para o amigo, o amigo está dentro de nós, porque é objeto de nossa percepção.
O objeto de nossa mente pode ser uma montanha, uma rosa, a lua cheia, ou a pessoa que está de pé a nossa frente. Acreditamos que estas coisas existem fora de nós, como entidades separadas, mas na verdade os objetos da percepção são parte de nós mesmos. Isso inclui nossas sensações.
São palavras do mestre Zen e poeta, Thich Nhat Hanh, no seu livro “A Essência dos ensinamentos de Buda”, publicação da Editora Rocco com tradução de Anna Lobo. Sua leitura é recomendada para quem deseja transformar o sofrimento em paz. Acrescento, em sua “paz interior”. Certo é que cada um de nós temos a nossa subjetiva “realidade”, que só nos pertence. Assim como também temos apenas para nós mesmos, as nossas “verdades”. Gosto deste ensinamento do poeta e filósofo Khalil Gibran (1883-1931):
– “A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz.”
Sobre as nossas “percepções sensoriais”, de acordo com a perspectiva budista que escolhi para iniciar este nosso encontro, recomendo a sua atenção por ser tratar também de uma exclusiva e apenas nossa subjetiva identidade existencial.
Pensem nisso!
Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
Muita paz e harmonia espiritual para todos.