(624) Sentindo subjetivamente, como devemos considerar o que chamamos de “chegada da velhice”.

Quarenta anos é velhice para a juventude, e cinquenta anos é juventude para a velhice.”

São palavras do romancista, dramaturgo e poeta Victor Hugo (1802-1885), que também se destacou como ativista pelos direitos humanos francês e com grande atuação política. Autor, dentre outras obras clássicas, de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris. Selecionei para iniciar este nosso encontro, porque achei interessante na sua época, esse seu uso de palavras associando ao nosso fluir existencial vivido na juventude e na velhice. Pergunto:

Como que faixa de idade podemos condicionar e relacionar a “velhice” aos nossos anos já vividos?

Nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, já dediquei estes encontros à passagem subjetiva do tempo em nossas vidas: mensagens 006, 045, 053, 058, 067, 085, 130, 168, 273, 346, 351,411, 421, 439, 447, 508 e 561. Considerei subjetivas, por entender que o mais importante não é a escala crescente do tempo em nossas vidas, com suas marcas mostradas no nosso corpo. Para mim, independente da crescente contagem dos anos, é merecedor da nossa atenção o nosso estado de “sentir-se bem”. Isto porque existem muitos idosos que se sentem jovem, e muito jovem que já se sente envelhecidos.

O que motivou esta mensagem foi a matéria sobre o “Envelhecer humano”, publicada da seção “Bem-Estar” do jornal O Estado de São Paulo de ontem, dia 08/11/2025, com este título “Os 60 anos são o ápice da vida em vários aspectos, segundo a ciência” / “Pesquisador explica por que pessoas nessa faixa etária podem estar em seu melhor momento para solucionar problemas complexos e liderar equipes de trabalho.” Ela é assinada por Gilles E. Gignac, que é professor associado(a) de Psicologia na Universidade da Austrália Ocidental. Por ser uma longa e esclarecedora matéria, vou reproduzir apenas estas partes e recomendo aos interessados que se informem a respeito(numerei):

1. À medida que sua juventude se desvanece no passado, você pode começar a temer o envelhecimento. Mas uma pesquisa que meu colega e eu publicamos recentemente na revista Intelligence mostra que também há bons motivos nos animarmos: para muitos de nós, o funcionamento psicológico geral atinge o seu atinge o seu pico entre 55 e 60 anos. Pessoas nessa faixa etária podem estar em seu melhor momento para solucionar problemas complexos e liderar equipes de trabalho. 2. Em nosso estudo, além da capacidade de raciocínio, nos concentramos em traços psicológicos bem estabelecidos, que podem ser medidos com precisão. Em vez de estados temporários, eles representam características duradouras, têm trajetórias de idade bem documentadas e são conhecidos por prever o desempenho no mundo real. 3. A estabilidade emocional atingiu o pico por volta dos 75 anos. 4. O funcionamento mental geral atingiu seu pico entre 55 e 60 anos, antes de começar a declinar por volta dos 65 anos. Esse declínio se tornou mais pronunciado após os 75 anos, sugerindo que as reduções no funcionamento em uma idade mais avançada podem se acelerar. 5. A idade não determina o funcionamento cognitivo geral; as avaliações devem ser individuais. 6. A história está repleta de pessoas que alcançaram seus maiores avanços bem depois do que a sociedade costuma chamar de “idade de pico. Talvez seja hora de pararmos de tratar a meia-idade como uma contagem regressiva e começarmos a reconhecê-la como um pico.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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