(729) Sentindo a importância histórica da percepção interior de Maquiavel.

Dê poder ao homem, e descobrirá quem realmente ele é.” e “Todos veem o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és.”

São palavras do filósofo, historiador, poeta e diplomata Nicolau Maquiavel (1469-1527). Um exemplo de preconizador dos ideais republicanos. Ficou muito conhecido com o seu livro, O Príncipe.
O que motivou este nosso encontro foram estas considerações de Daniel Medeiros, doutor em Educaçao pela UFPR, publicadas na Edição 154 da Revista Humanitas, da Editora Escala, com o título “A lição de Maquiavel” (numerei a minha seleção):

1. “Embora seja comum nos lembrarmos do pensador italiano do século 16 como um dos inspiradores do regime absolutista, isto é, na verdade, um erro.
2. Maquiavel era republicano. É fato que, para ele, a fundação de um Estado deveria ser obra de um homem só – o Príncipe -, mas não a sua manutenção. Para manter um Estado, melhor seria uma República, na qual os diversos estratos da sociedade fossem representados.
3. Mais ainda: Maquiavel entendia que ninguém melhor do que o povo para defender essa República contra a ganância dos poderosos. E que o conflito entre o povo e os nobres era uma condição da melhoria do Estado, implicando a elaboração de boas leis.
4. Ou seja: Maquiavel lançou as bases do Estado Moderno e viu a sua força na sua heterogeneidade, na representação e na liberdade para que todas as vozes fossem ouvidas e atendidas.”

Estou convencido de que muitos devem estar estranhando a minha escolha desse enfoque histórico sobre Maquiavel, nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior. Pergunto: O que isso tem haver com a nossa percepção sensorial? Respondo: Muito. Isto porque em se tratando dos nossos ideais, sejam eles de que natureza forem, necessariamente nós precisamos de um “voltar-se para si mesmo”, principalmente quando percebemos que algo em nossas realidades de inteirações existenciais, deve ser mudado, aprimorado. Penso asim porque todos nós precisamos “sentir” e “pensar” em melhores condições para o nosso “existir” e para o nosso “viver”.

Pensem nisso!

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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