(561) Sentindo a necessidade subjetiva de significar a chegada da velhice.

Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice.”

São palavras do pensador e filósofo grego, Platão (428 a.C.-347 a.C.), fundador da Academia de Atenas. Esta não é a primeira vez que direta ou indiretamente, dedico atenção à “velhice” de todos nós, seres humanos [Em nossos encontros anteriores, mensagens 508, 496, 447, 411, 351, 346, 294, 273, 168, 130, 111, 085, 067, 025 e 006].

Pelo fluir do nosso ciclo existencial, a “velhice” é uma realidade inadiável que precisa ser reconhecida e vivenciada com sabedoria, com sentimentos gratidão, porque permite ensinar para os mais novos muitos aprendizados de experiências e de realizações. Vejam dentre outras manifestações, o que já disseram sobre a “velhice”: Miguel Torga: “A Velhice é isto: ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez.” , Jules Renard: “A velhice chega quando se começa a dizer: ‘Nunca me senti tão jovem’.” , Rousseau: “Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele.” , José Saramago: “Nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe” e Aldous Huxley: “O segredo da genialidade é conservar o espírito de criança até à velhice, o que significa nunca perder o entusiasmo.”

Esta é a segunda vez que enriqueço esta nossa jornada de “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, referindo-me à pesquisa de mestrado da minha filha Jamille Mamed Bomfim Cocentino, no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura da Universidade de Brasília, com o título “O Amor nos Tempos da Velhice – perdas e envelhecimento na obra do escritor colombiano Gariel Garcia Marques, publicada em 2013 pela Casa do Psicólogo, uma empresa PERRSON (a primeira foi com a mensagem 447). Com sentimento de orgulho de pai, inicialmente destaco estas suas considerações (numerei):

1. “Compreender os processos subjetivos, sociais e individuais relacionados às perdas na velhice dentro da dinâmica da sociedade contemporânea. Esse é o principal objetivo deste estudo, que apresenta um diálogo da psicologia clínica com outras áreas do conhecimento. (…) O diálogo entre a literatura pertinente sobre o tema do envelhecimento humano e a obra O amor nos tempos de cólera, do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, será o recurso metodológico adotado para analisar as perdas na velhice. (…) Ao retratar mitos, crenças e conteúdos subjetivos manifestos na vida cotidiana e ao enunciar, por meio de palavras, como a velhice vem sendo representada e construída socialmente no tecido cultural, a literatura constitui uma importante possibilidade e instrumento para a compreensão psicológica de processos subjetivos que perpassam a velhice e o imaginário social.”

2. “Para compreender o imaginário social sobre as perdas associadas ao envelhecimento, temos contribuições importantes de teóricos da subjetividade. O imaginário social é entendido a partir da conceituação de subjetividade social como uma construção coletiva. A subjetividade se constitui em níveis social e individual fortemente intricados, que não podem ser considerados isoladamente. Ambos os níveis são essenciais na compreensão do imaginário social.”

3. “A subjetividade se relaciona com um nível de desenvolvimento da psique que não responde a uma ordem estritamente biológica e instintiva, mas passa a corresponder a uma dimensão simbólica, social e cultural complexa. A subjetividade dos seres humanos os diferencia qualitativamente dos animais, que são movidos por processos psíquicos automáticos. Isso significa que subjetividade é um atributo do homem que lhe proporciona a vivência e experiência simbólica e cultural.”

4. “A subjetividade é complexa, também, por ser concebida como um processo ou uma construção determinada por múltiplos fatores.”

Sob uma perspectiva de objetividade humanista, termino este nosso encontro com esta síntese comportamental do meu entendimento sobre a “velhice”:

– “RESPEITEM OS IDOSOS, COM PLENITUDE DE SENTIMENTOS EXISTENCIAIS DE GRATIDÃO.”

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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