(522) Sentindo como devemos explicar os “mistérios do nosso EU”.

Todas as pessoas têm direito a chamar a si mesmas de Eu, e todas têm a sensação de ser mais Eu do que todos os outros Eus. Esse é um mistério que ainda vai levar muito tempo para decifrar, o mistério do Eu.

São palavras do astrólogo Oscar Quiroga, em uma das previsões do seu horoscopo divulgado ontem, dia 04 de maio, que foi iniciado com esta introdução:

O MISTÉRIO DO EU
O Eu é o mistério mais próximo e íntimo que experimentamos, porque, pela sua natureza, a experiência nos autoriza a nos considerarmos mais Eu que todos os outros Eus que também perambulam por aí, o que, em si, é um grande paradoxo, porque se todos os Eus se consideram mais qualificados a ser Eu do que os outros, o que haveria de tão especial nisso?

E nesse paradoxo de sermos um Eu ordinário e ao mesmo tempo único e original vamos desafiando as leis da lógica, da física, da química e do próprio tempo, já que ao longo de todas as épocas e em todos os idiomas, todos os Eus experimentam o mesmo.
E já que experimentamos todos a mesma experiência, por que raios, então, não nos entendemos e apoiamos mutuamente nessa caminhada misteriosa de sermos todos o mesmo Eu?”

Peço sua atenção para este entendimento da mestra em educação pela Universidade Stanford, Ana Machado, no seu artigo “Autoajuda ou aprendizado relevante”, contendo indicações de livros para alcançar o desenvolvimento profissional, divulgado na sua Coluna Saber, também publicada na edição de ontem do jornal Correio Braziliense:

– “A leitura é apenas o primeiro passo de um processo mais longo de autoconhecimento e aprimoramento. O verdadeiro desenvolvimento profissional acontece na ação – na forma como experimentamos, erramos, ajustamos e evoluímos. Bom livros podem ser grandes catalisadores, desde que não substituam o esforço contínuo de aprender com a vida real. Se a pergunta é com diferenciar literatura autoajuda fastfood de aprendizado relevante, a resposta talvez seja: depende do leitor. Da sua capacidade de discernir, aplicar e, sobretudo, transformar leitura em atitude.”

Certo é que nem sempre é fácil expressar o que se deseja transmitir pela escrita ou por qualquer outro meio de comunicação. Para nós, na condição de leitores, subjetivamente essa dificuldade também pode se apresentar quando queremos entender o que, para nós, está sendo transmitido. Dois motivos explicam essa dificuldade: 1. Quando não temos nenhum conhecimento do que se trata. 2. Pela complexidade de um tema que dificulta a nossa compreensão.

Gostei dessa escrita da previsão de Quiroga, referindo-se ao “mistério do EU”. Cabe a nós como entender. Pessoalmente, parece-me mais apropriado considerar que ele esteja se referindo aos mistérios subjetivos nosso “EU INTERIOR”. E você o que acha?

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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