(554) Sentindo a necessidade de entender nossas vidas.

Que é a vida? Um frenesi.
Que é a vida? Uma ilusão,
uma sombra, uma ficção;
o maior bem é tristonho,
porque toda a vida é sonho
e os sonhos, sonhos são
.”

São palavras do dramaturgo espanhol Pedro Calderón de la Barca (1600-1681), que trago para esta nossa caminhada de “autoconhecimento” – uma jornada de transformação interior, motivado pela antiga preocupação de muitos em querer entender e explicar o que é a vida. Esse antigo linguajar poético da sua época, não nos permite fazer nenhum grau de comparação com os da atualidade. Mas como acredito, muitos de nós temos dificuldade para entender e definir o que seja a vida. O mesmo acontece para explicar o “sentido da vida”. Gosto deste “sentir” da doutora em Filosofia pela PUC-SP, Monica Aiub, de quem sou seguidor:

– “A busca por um significado para a nossa existência deve começar pelo elo que une todos os seres humanos. É a partir dessa intersecção que se abre espaço para valorizar, respeitar e preservar a vida em todas as suas manifestações.”

Logo no início dessa sua interessante e profunda análise, Monica instiga os leitores do seu artigo, “O Sentido da vida”, publicado na Edição 140 da Revista Humanitas, da Editora Escala:

– “Pense e tente responder, neste momento, qual o sentido da vida para você? Será acordar, trabalhar todos os dias, pagar contas, esperando uma aposentadoria que talvez não venha? Será produzir, ganhar dinheiro, consumir, enriquecer? Será construir uma família, educar filhos, para perpetuar a espécie? Ou talvez seja perpetuar esse tipo de sociedade na qual vivemos? Será viver um grande amor? Será descobrir que não existe um grande amor capaz de dar sentido ao viver? Será desenvolver pesquisas para trazer benefícios à humanidade ou ao planeta? Será descobrir que suas pesquisas não trazem benefícios suficientes para fazer a vida ter um sentido? Será exercer algum poder? Será exercer um poder maior do que qualquer poder? Será tentar tornar o mundo melhor? Será tentar criar vida? Será… será?”

Ela complementa:

– “Muitas são as perguntas e não há respostas únicas para elas. Em busca de algo que nos sirva como resposta, podemos nos deparar com a desconcertante situação de não encontrarmos sentido para o tipo de vida que temos. Por que vivemos como vivemos? Por que agimos como agimos? Quais são as consequências de nossas ações e de nossos modos de viver?”

Lembrada por Monica na ilustração da sua abordagem, a melhor resposta para todas essas perguntas continua sendo a de Gonzaguinha, em “O que é, o que é“:

“…Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, É Bonita e É bonita…”

Termino este nosso encontro, com estas suas perguntas:

“Se cada ato pode ser o último, por que não ter a vida como um valor? Por que desperdiçar vida? O que você tem feito em sua vida?”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.