“Para o desejo do meu coração, o mar é uma gota.”
Que maravilha! São palavras da poetisa, filósofa, romancista e contista, Adélia Prado. Vejam que coincidência: Escolhi esse seu “sentir” para iniciar este nosso encontro e pouco depois, para minha surpresa, tomei conhecimento desta introdução do horóscopo de Oscar Quiroga divulgada nesta data, dia 11 de outubro de 2025:
“Nem tudo que desejas é necessário, e nem tudo que é necessário tu desejas, assim de complicadas são as coisas na construção do destino humano, somos cheios de contradições e de ambiguidades, e em vez de compreender e aceitar essa condição em nós e também em nossos semelhantes e diferentes, passamos a julgar com severidade a complexidade alheia, porque, evidentemente, o problema são sempre os “outros”. Enquanto o Divino atua sempre de acordo à necessidade, nós humanos preferimos atuar pautados pelos desejos, que são forças tirânicas, urgentes e imperativas, raramente coincidentes com o que seria necessário fazer em determinado momento. A convergência de desejos e necessidades resolveria muita coisa para nós, porém, ela não acontece por si só.”
Também nesse seu horóscopo, encontrei esta previsão astrológica:
– “Apesar das condições que limitam sua capacidade de fazer o que deseja, sempre haverá um tempo disponível para continuar em frente com a satisfação de seus anseios. Na prática, há tempo para tudo, é só se organizar.”
Vejam, dentre muitos outros, o que já disseram sobre os nossos desejos:
Clarice Lispector – “É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.” / Em Perto do Coração Selvagem – “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Carlos Drummond de Andrade – “Desejo a você: Namoro no portão, Domingo sem chuva, Segunda sem mau humor, Sábado com seu amor…” e “Então desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto ao rumo da felicidade.”
Deepak Chopra – “O que for teu desejo, assim será tua vontade. O que for tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino.”
Carl Jung – “Sonhos são realizações de desejos ocultos e são ferramenta que busca equilíbrio pela compensação. É o meio de comunicação do inconsciente com o consciente.”
Spinosa – “Os homens são mais conduzidos pelo desejo cego do que pela razão.”
Luís Fernando Veríssimo – “A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.”
Robert Frost – “Amor é um desejo irresistível de ser irresistivelmente desejado.”.
A minha síntese para o título desta mensagem, mostra-nos que subjetivamente os desejos humanos são personalíssimos, só nos pertencem, porque também são intuitivamente reveladores de como somos, de como precisamos interiormente conhecer em nós mesmos, a essência da percepção da nossa Sensibilidade da Alma. Como acredito, nesses casos é preciosa fonte de “autoconhecimento”.
Pensem nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.