(571) Sentido como devemos significar as angústias em nossas vidas.

Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria.”

São palavras de Fernando Pessoa (1888-1935). Também enriquecendo este nosso encontro, o Psicólogo Rossandro Klinjey, no seu livro “As Quatro Estações da Alma – Da angústia à Esperança”, todo escrito com diálogos mantidos com o Filósofo Mario Sergio Cortella, publicação da Editora Papirus 7 Mares, ao comentar este entendimento de Carl Jung (1875-1961), “Não há retorno à consciência sem a dor”, afirmou de modo conclusivo:

– “Assim sendo, não é possível passar pela vida sem a experiência incontornável da angústia. (…) Atualmente, buscamos, desesperadamente, escapar de situações que causam desconforto emocional ou mental. Procuramos construir fortalezas em torno de nossa angústia, em uma tentativa de nos protegermos de emoções que consideramos indesejáveis ou ameaçadoras. No entanto, negar a existência da angústia e tentar evitar a dor não nos permite enfrentar essas experiências, aprender e crescer com elas. Para amadurecer verdadeiramente, precisamos encarar nossos medos e nossas inseguranças. Precisamos acolher a angústia como parte integrante da vida, e não como algo a ser evitado a todo custo. Ao abraçar a dor e a incerteza, somos capazes de compreender melhor a nós mesmos e o mundo ao nosso redor, o que por sua vez nos permite crescer e nos desenvolver de maneira mais plena e significativa. é uma jornada que pode ser desafiadora, mas também profundamente gratificante.”

Acrescento este meu entendimento:

– Considero a passagem do “tempo” em nossas vidas, em certas circunstâncias também poder ser um subjetivo e influente causador de “angústias”. Principalmente diante de muitas expectativas de desejos de conquistas presentes em nossas vidas. É quando ainda não aprendemos que tudo acontece no seu tempo determinado, e como tem que acontecer. Portanto, independente da nossa vontade. Aliás, as consequências desse comportamento necessariamente precisam ser consideradas por nós, em razão das inevitáveis ocorrências das imprevisibilidades. Gosto deste entendimento do psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981), no Seminário XI, quando ele declarou que “O desejo do homem é o desejo do Outro”, assim explicado pelo Psicólogo Rossandro Klinjey no seu livro acima citado, escrito em parceria com Mario Sergio Cortella:

– “O desejo do homem é o desejo do Outro. Isso significa que o nosso desejo está intrinsecamente ligado à busca por reconhecimento desse “outro”. Além disso, nosso desejo é moldado pelo que percebemos que o outro almeja, especialmente aquilo que lhe é ausente. Em termos simples, nosso desejo busca validação e reconhecimento.”

Merece atenção este entendimento do escritor e psicólogo clínico, Jordan Bernt Peterson, que se dedica ao estudo da psicologia analítica, social e evolucionista, que encontrei no seu livro “12 Regras para a vida – Um antídoto para o Caos”, publicação da Editora Alta Books:

-“Ter significado em sua vida é melhor do que ter aquilo que quer, porque talvez você nem saiba o que quer ou do que de fato necessita. O significado é algo que vai até você por conta própria. Você pode ajustar as precondições, pode seguir o significado quando ele se manifesta, mas você não consegue simplesmente o produzir como um ato da vontade. O significado traduz a ideia de que você está no lugar certo, na hora certa, adequadamente equilibrado entre a ordem e o caos, onde tudo se alinha da melhor forma possível naquele momento.
O que é conveniente funciona apenas para o momento. É imediato, impulsivo e limitado. O que é significativo, por contraste, é a organização daquilo que, de outra maneira, seria meramente conveniente em uma sinfonia d Ser.
Busque o que é significante, não o que é conveniente.”

Agradeço a Deus ter sido subjetivamente inspirado para escrever esta mensagem para todos vocês!

Pensem nisso.

Pensem nisso.

Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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