(610) Sentindo a necessidade de olhar para si mesmo, de conhecer a natureza humana.

Sentir é uma síntese de percepções, que não ingressa exclusivamente por um ou outro dos órgãos especializados, mas que reúne vários desses e, principalmente, o sexto sentido, a mente, que não pensa apenas, mas também sente e presente, podendo navegar à vontade no tempo passado, presente e futuro.”

Que maravilha! Nesta sua participação de número 136 em nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformação interior, são palavras do astrólogo Oscar Quiroga na introdução do seu horóscopo divulgado hoje, dia 12 de outubro de 2025, da edição 1063 da Revista do Correio, do jornal Correio Braziliense, com o ´titulo “Sinto Muito”. Certo é que todos nós fazemos uso em nossas vidas, dessa nossa faculdade de “sentir”. Pergunto:

Como subjetivamente você se sente?

Cada “ser humano” é único. A prática silenciosa do “voltar-se para si mesmo”, subjetivamente é reveladora da nossa realidade interior, da nossa individualidade existencial e espiritual. Portanto, e como acredito, sensorialmente em todos os sentidos. O nosso grau de percepção é único, personalizado, só nos pertence. Nesta dimensão existencial de vida, em um grupo de indivíduos cada um deles tem o seu jeito de pensar e de agir. Isso define as nossas necessidades, sejam elas de que natureza forem. Dois seres humanos podem ter a mesma formação, receber a mesma criação e educação, mas subjetivamente são diferentes um do outro.

Vejam o que já disseram sobre a “natureza humana”:

Carl Jung – “Nós precisamos entender melhor a natureza humana, porque o único perigo real que realmente existe é o próprio homem.”
Charles Darwin – “A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.”
Schopenhauer – “Se você for educado e simpático, as pessoas ficam dóceis e obedientes. Assim, a polidez faz com a natureza humana o mesmo que o calor faz com a cera.”
Sartre – “Com efeito, se a existência precede a essência, nada poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana dada e definitiva; ou seja, não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade.”
Witness Lee – “A natureza divina é a fonte e o conteúdo, e a natureza humana é a expressão e a forma.”

Termino este nosso encontro com este “sentir” do psicanalista José Andrade Nogueira, que possui formação em Psicanálise com ênfase em Psicopatologia Clínica e Reabilitação Social:

– “Olhar para si mesmo não é tarefa fácil como se diz por aí. Para entender e não se perder nos meandros da psique, é preciso estar aberto para uma escuta qualificada. É essa a tarefa de psicanalistas e psicólogos.”

Pensem nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br
3. A citação de José Andrade Nogueira foi reproduzida do seu artigo “Além das Fronteiras do Objeto”, publicado na edição 141 da Revista humanitas, da Editora Escala.

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

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