(586) Sentindo como entender nossas completudes e incompletudes.

Todo poema, pintura ou música – na verdade, todo ato de amor – está dentro de nós como uma semente, mas cada um deles precisa da chuva e do calor da experiência para conseguirem sua expressão plena no mundo.”

São palavras do poeta, filósofo e conselheiro espiritual Mark Nepo, no seu livro “A Prática Infinita – Uma jornada através da alma”, publicação da Editora LeYa, com tradução de Natalie Gerhardt. Recomendo como leitura obrigatória. Esta é a sua décima quarta participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores (mensagens anteriores: 565, 558, 557, 534, 378, 333, 299, 261, 234, 194, 190, 166 e 127 ). Esse seu “sentir” foi por mim encontrado no início do capítulo, “Nosso Fragmento de Luz”, com esta sua explicação:

– “Foi Platão quem disse que nascemos inteiros, mas precisamos uns dos outros para sermos completos. Essa é a lei da natureza. As flores possuem cada fragmento de suas pétalas e cores, mas precisam ser polinizadas para se tornarem completas. Cada semente contém sua forma completa em si, mas precisa da chuva e do calor do sol para se transformar em milho, trigo ou batata. E todo poema, pintura ou música – na verdade, todo ato de amor – está dentro de nós como uma semente, mas cada um deles precisa da chuva e do calor da experiência para conseguirem sua expressão completa no mundo.”

O que motivou este nosso encontro foi principalmente a nossa subjetiva necessidade de “completudes” nesta dimensão existencial de vida. Trata-se de um tema muito subjetivo. Jung (1875-1961), fundador da Sociedade de Psicologia Analítica, dizia: “Devemos conhecer todas as teorias e também conhecer todas as técnicas, mas quando estivermos diante de outro ser humano, devemos procurar que ocorra somente um verdadeiro encontro de almas.” Mas certo é que todos nós somos detentores de atitudes e de ideias próprias sobre a nossa realidade existencial, sendo muitas delas por nós compartilhadas ao longo de nossas vidas. Somos, portanto, seres humanos únicos que muitas vezes também nos sentimos subjetivamente incompletos. Pergunto: Como devemos entender, explicar para nós mesmos, as nossas sensações de completude e de incompletudes?

Pense nisso.

Notas:
1. A reprodução parcial ou total de qualquer parte desta mensagem, dependem de prévia autorização (Lei nº 9.610/98).
2. Havendo nesta mensagem qualquer alegação ou citação que mereça ser melhor avaliada ou que seja contrária aos interesses dos seus autores, mande sua solicitação para edsonbsb@uol.com.br

Muita paz e harmonia espiritual para todos.

Publicado por

Edson Rocha Bomfim

Sou advogado, natural do Rio de Janeiro e moro em Brasília. Idade: Não conto os anos. Tenho vida. Gosto de Arte, Psicologia, Filosofia, Neurociência, Sociologia, Sincronicidade e Espiritualidade. Autores preferidos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mark Nepo, Cora Coralina, Clarice Lispector, Lya Luft, Mia Couto, Mario Sergio Cortella e Mauro Maldonato. edsonbsb@uol.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.