“Todo poema, pintura ou música – na verdade, todo ato de amor – está dentro de nós como uma semente, mas cada um deles precisa da chuva e do calor da experiência para conseguirem sua expressão plena no mundo.”
São palavras do poeta, filósofo e conselheiro espiritual Mark Nepo, no seu livro “A Prática Infinita – Uma jornada através da alma”, publicação da Editora LeYa, com tradução de Natalie Gerhardt. Recomendo como leitura obrigatória. Esta é a sua décima quarta participação nesta nossa caminhada para o “autoconhecimento” – uma trajetória de transformações interiores (mensagens anteriores: 565, 558, 557, 534, 378, 333, 299, 261, 234, 194, 190, 166 e 127 ). Esse seu “sentir” foi por mim encontrado no início do capítulo, “Nosso Fragmento de Luz”, com esta sua explicação:
– “Foi Platão quem disse que nascemos inteiros, mas precisamos uns dos outros para sermos completos. Essa é a lei da natureza. As flores possuem cada fragmento de suas pétalas e cores, mas precisam ser polinizadas para se tornarem completas. Cada semente contém sua forma completa em si, mas precisa da chuva e do calor do sol para se transformar em milho, trigo ou batata. E todo poema, pintura ou música – na verdade, todo ato de amor – está dentro de nós como uma semente, mas cada um deles precisa da chuva e do calor da experiência para conseguirem sua expressão completa no mundo.”
O que motivou este nosso encontro foi principalmente a nossa subjetiva necessidade de “completudes” nesta dimensão existencial de vida. Trata-se de um tema muito subjetivo. Jung (1875-1961), fundador da Sociedade de Psicologia Analítica, dizia: “Devemos conhecer todas as teorias e também conhecer todas as técnicas, mas quando estivermos diante de outro ser humano, devemos procurar que ocorra somente um verdadeiro encontro de almas.” Mas certo é que todos nós somos detentores de atitudes e de ideias próprias sobre a nossa realidade existencial, sendo muitas delas por nós compartilhadas ao longo de nossas vidas. Somos, portanto, seres humanos únicos que muitas vezes também nos sentimos subjetivamente incompletos. Pergunto: Como devemos entender, explicar para nós mesmos, as nossas sensações de completude e de incompletudes?
Pense nisso.
Notas:
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Muita paz e harmonia espiritual para todos.